Bula

Gyno Kollagenase - Bula do remédio

Gyno Kollagenase com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Gyno Kollagenase têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Gyno Kollagenase devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Laboratório

Cristália

Apresentação de Gyno Kollagenase

Embalagens com 1 e 10 bisnagas com 30 g Embalagem com 1 bisnaga com 15 g + espátula Embalagem com 1 bisnaga com 50 g + espátula

Gyno Kollagenase - Indicações

Kollagenase + Cloranfenicol está indicada para limpeza de lesões, independentemente de sua origem e localização: em ulcerações e necroses (úlcera varicosa, úlcera por decúbito, gangrenas das extremidades, especialmente gangrena diabética, congelamentos); em lesões de difícil cura (lesões pós-operatórias, por irradiação e por acidentes); antes de transplantes cutâneos. Quando aplicado intravaginalmente elimina o tecido necrosado em casos de cervicites, vaginites e pós-operatórios sobre o colo uterino e mucosa vaginal.

Contra-indicações de Gyno Kollagenase

Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

Advertências

Com a finalidade de evitar a possibilidade de reinfecção recomenda-se observar higiene pessoal rigorosa durante a utilização da Kollagenase + Cloranfenicol. Antes da aplicação, deve-se fazer a limpeza do local com solução fisiológica estéril, removendo-se todo o material necrosado e exsudatos, que impedem a cicatrização. A ação da enzima depende da limpeza do local da aplicação. O uso prolongado de antibióticos pode, em alguns casos, resultar no desenvolvimento de microorganismos não susceptíveis, inclusive fungos. Caso isto ocorra, descontinuar o tratamento e tomar as medidas adequadas.

Uso na gravidez de Gyno Kollagenase

Não há relatos de problemas em humanos.

Interações medicamentosas de Gyno Kollagenase

O emprego adicional de outros preparados de aplicação tópica pode diminuir a eficácia terapêutica da Kollagenase + Cloranfenicol. A enzima colagenase é afetada por detergentes, hexaclorofeno e por metais pesados, como o mercúrio e prata, os quais podem estar presentes em preparações usadas como anti-sépticos. Quando se suspeita que estas substâncias tenham sido usadas, deve-se limpar o local várias vezes com solução salina fisiológica estéril. A colagenase é compatível com água oxigenada, solução de Dakin ou salina fisiológica estéril.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Gyno Kollagenase

As reações adversas são mínimas e extremamente raras, mas há relatos esporádicos de ardência, dor, irritação, eczema, rubor, reações de hipersensibilidade e hiperemia local, sobretudo se o produto for usado fora da área da lesão. Pode haver reação de hipersensibilidade ao cloranfenicol. Discrasias sangüíneas, incluindo anemia aplástica, que são raras, podem ocorrer com o uso de cloranfenicol tópico.

Gyno Kollagenase - Posologia

A finalidade principal com o uso de Kollagenase + Cloranfenicol é a limpeza enzimática de lesões superficiais. Para se obter sucesso no tratamento, observar o seguinte: 1. Uso Tópico Remove-se primeiramente todo o material necrosado. Limpa-se a lesão com solução fisiológica, não secando totalmente, pois a enzima tem sua ação enzimática aumentada na presença de umidade. Aplicar a Kollagenase + Cloranfenicol uniformemente, com espessura de cerca de 2 mm. Nas necroses crostadas, para obter-se um melhor efeito, recomenda-se abrir um corte no centro e em alguns casos nas margens, seguido da aplicação da pomada, tanto por baixo da crosta como por cima. O material necrótico completamente seco ou duro deve ser amolecido antes da aplicação da pomada, por meio de compressas úmidas. Após a aplicação da pomada, cobrir a lesão com gaze e umedecê-la com água destilada ou solução de cloreto de sódio 0,9%. O curativo deve ser trocado diariamente e a ação pode ser aumentada repetindo-se a aplicação duas vezes ao dia. A cada troca de curativo deve ser removido todo o material necrótico desprendido, com auxílio de pinça, espátula ou por lavagem, tendo o cuidado de não utilizar detergentes, sabões ou solução anti-séptica (álcool iodado, mercúrio cromo, etc.), pois estes produtos inativam a ação da Colagenase. 2. Uso Intravaginal a) Cervicite e Vaginite Discretas:- aproximadamente 5 g introduzidas na vagina todas as noites ao deitar. O tratamento deverá continuar até acabar o conteúdo de uma bisnaga de 30 g (cerca de 6 aplicações). b) Cervicite e Vaginite Graves:- o tratamento deve ser iniciado por ocasião da primeira consulta do paciente ao médico, pela aplicação intravaginal do conteúdo de toda bisnaga, tamponando-se depois o canal vaginal. O tampão de algodão deve ser retirado no dia seguinte. Outras aplicações poderão ser feitas espaçadamente a critério médico.

Superdosagem

Em caso de superdosagem, o médico deve ser imediatamente comunicado a fim de instituir a terapêutica adequada. A ação da enzima pode ser interrompida pela aplicação do líquido de Burrow.

Gyno Kollagenase - Informações

A Kollagenase + Cloranfenicol é uma preparação proteolítica enzimática obtida a partir de culturas do Clostridium histolyticum, que após purificação cromatográfica, apresenta-se constituída por uma série de peptidases, das quais o componente principal é a colagenase (EC 3.4.24.3). Kollagenase + Cloranfenicol Pomada é uma associação de Colagenase com Cloranfenicol, sendo usada como agente desbridante em lesões superficiais, promovendo a limpeza enzimática das áreas lesadas e retirando ou dissolvendo, enzimaticamente, necroses e crostas. Sua ação é ótima em condições fisiológicas de pH e temperatura. O Cloranfenicol, antibiótico de amplo espectro, é utilizado na formulação para combater as infecções bacterianas locais que, secundariamente, podem estar presentes, agindo eficazmente contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas.