Bula

Mioflex - Bula do remédio

Mioflex com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Mioflex têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Mioflex devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Laboratório

Farmasa

Apresentação de Mioflex

Cart. c/ 16 compr. Cada compr. contém: Carisoprodol 150mg Fenilbutazona 75mg Paracetamol 300mg

Mioflex - Indicações

Mioflex está indicado em: - episódios agudos de espondilite anquilosante; • episódios agudos de artrite reumatóide e osteartrose e formas agudas de reumatismo extra-articular, quando não houver resposta ao tratamento com outras substâncias antiinflamatórias não esteróides; • todas as situações em que seja necessário aliviar a dor e obter relaxamento da musculatura esquelética (vide posologia).

Contra-indicações de Mioflex

Úlcera péptica (ou história pregressa de úlcera péptica), discrasias sangüíneas (ou história pregressa de discrasias sangüíneas), diáteses hemorrágicas (trombocitopenia, distúrbios da coagulação sangüínea), insuficiência cardíaca, hepática ou renal graves, hipertensão arterial grave, moléstias da tireóide e hipersensibilidade aos derivados do pirazol, síndrome de Sjõgren. Como outros agentes antiinflamatórios não esteróides, Mioflex também está contra-indicado em pacientes nos quais os acessos de asma, urticária, ou rinite aguda são desencadeados pelo ácido acetilsalicilico ou por outros medicamentos inibidores da prostaglandina-sintetase. Mioflex está contra-indicado em casos de porfiria aguda intermitente.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Mioflex

Podem ocorrer reações alérgicas e distúrbios gastrintestinais (dispepsia, dor epigástrica, recorrência de úlcera péptica). Têm sido registrados, ocasionalmente, dor de cabeça, confusão, náusea, vômito, edema por retenção de eletrólitos, estomatites, sialadenites, distúrbios da visão, bócio, hepatite, pancreatite e nefrite e - como complicações raras - síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell, leucopenia, trombocitopenia, agranulocitose, anemia aplástica, metahemoglobinemia e anemia hemolítica.

Mioflex - Posologia

Recomenda-se individualizar a posologia de Mioflex, adaptando-se em particular ao quadro clínico, bem como à idade do paciente e às suas condições gerais. Devem ser utilizadas as doses mínimas eficazes. Sempre que possível, o tratamento não deverá exceder uma semana. Nos casos de tratamentos mais prolongados, devem ser tomados cuidados especiais. (vide precauções). Para as doenças reumáticas, como norma, podem ser recomendadas as seguintes doses: - Durante os primeiros dias: 2 comprimidos de 6 em 6 ou de 8 em 8 horas, e depois 2 a 3 comprimidos por dia. Nos demais casos (como analgésico e relaxante muscular): 2 comprimidos por vez, no máximo 3 vezes ao dia.

Mioflex - Informações

Mioflex possui propriedades anti-reumática, antiinflamatória, analgésica, antipirética e miorrelaxante. A fenilbutazona exerce ação uricosúrica pela redução da reabsorção tubular do ácido úrico. No mecanismo de ação da fenilbutazona, a inibição da ciclo-oxigenase (prostaglandina-sintetase) representa o fator principal, restringindo a produção das prostaglandinas (principalmente as séries E e F), as quais participam do desenvolvimento da reação inflamatória, dolorosa e febril. Em condições experimentais, a fenilbutazona também inibe as funções leucocitárias (quimiotaxia, liberação/atividade de enzimas lisossômicas). O paracetamol é um analgésico-antitérmico cujo mecanismo de ação parece ser ao mesmo tempo central e periférico. O carisoprodol é um miorrelaxante de ação central. A fenilbutazona é rápida e completamente absorvida no trato gastrintestinal. Após a administração oral, as concentrações séricas máximas são atingidas em 2 horas aproximadamente. Em seguida às doses repetidas de 100, 200 ou 300 mg diariamente, as concentrações séricas médias são de 52, 83 e 95 mcg/ml, respectivamente. As medidas das áreas sob as curvas das concentrações séricas mostram que das doses administradas, 63% circulam no plasma como fenilbutazona não modificada, 23% como oxifenbutazona e cerca de 2,5% na forma de outros hidroximetabólitos. É de 98,99% a percentagem de fenilbutazona ligada às proteínas séricas. A fenilbutazona distribui-se no organismo em diversos tecidos e liquidos, por exemplo o liquido sinovial. Sua meia-vida plasmática é de aproximadamente 75 horas, sendo prolongada nos pacientes geriátricos para cerca de 105 horas. A fenilbutazona é extensamente metabolizada no fígado, sendo excretada quase inteiramente sob a forma de metabólitos, aproximadamente ¾ na urina (cerca de 40% como C-glicuronídeo de fenilbutazona e aproximadamente 10-15% como C-glicuronídeo de gama-hidroxifenilbutazona) e cerca de ¼ nas fezes. O paracetamol é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal. O pico de concentração plasmática e atingido em ½ a 1 hora e a meia-vida plasmática é de 3 horas aproximadamente. O carisoprodol também é bem absorvido por via oral, metabolizado no fígado e excretado por via renal sob a forma de metabólitos.