Bula

Primosiston - Bula do remédio

Primosiston com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Primosiston têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Primosiston devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Laboratório

Bayer

Apresentação de Primosiston

fr. c/ 30 compr., c/ cada compr. 2 mg de acetato de noretisterona e 0,01 mg de etinilestradiol.

Primosiston - Indicações

Hemorragias uterinas disfuncionais. Polimenorréia por fase luteínica encurtada. Aprazamento da menstruação.

Contra-indicações de Primosiston

Gravidez, antecedentes de herpes gravídico, carcinoma de mama ou útero e hipersensibilidade aos componentes do medicamento.

Advertências

Antes de iniciar o tratamento, devem ser realizados exames clínico e ginecológico minuciosos (incluindo as mamas e citologia cervical). A existência de gravidez deve ser excluída. Deve-se avaliar a relação risco-benefício, e a paciente deve ser monitorada cuidadosamente, nos seguintes casos: distúrbios graves da função hepática, icterícia ou prurido persistente durante uma gravidez anterior, síndrome de Dubin-Johnson e de Rotor, diagnóstico ou história de processos tromboembólicos (por exemplo, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio), diabetes grave com alteração vascular, anemia falciforme. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Pacientes diabéticas devem ser mantidas sob cuidadosa supervisão médica. A medicação deve ser suspensa imediatamente se houver queixas de aparecimento pela primeira vez de cefaléia do tipo enxaqueca ou cefaléias com freqüência e intensidade fora do habitual, perturbações repentinas dos sentidos (por exemplo, distúrbios da visão ou audição); primeiros sinais e/ou sintomas de tromboflebites ou tromboembolismo (por exemplo, dores ou edema não-habituais nas pernas, dores do tipo pontada ao respirar ou tosse sem motivo aparente); sensação de dor e constrição do tórax. Também em casos de cirurgias planejadas (6 semanas antes da data prevista) ou imobilização forçada decorrente, por exemplo de acidentes, a medicação deve ser suspensa. Em caso de aparecimento de icterícia, hepatite, prurido generalizado e acentuada elevação da pressão arterial, também se recomenda a interrupção do tratamento. Deve-se considerar uma possível causa orgânica se o sangramento uterino persistir apesar do uso de PrimosistonÒ no tratamento de hemorragias disfuncionais.

Uso na gravidez de Primosiston

O uso de PrimosistonÒ está contra-indicado durante a gravidez. Pode ocorrer excreção com o leite materno de até 0,1% da dose diária materna de noretisterona e 0,02% de etinilestradiol.

Interações medicamentosas de Primosiston

A necessidade de hipoglicemiantes orais ou insulina pode ser alterada. Medicamentos hormonais combinados, como PrimosistonÒ, podem afetar o metabolismo de alguns outros fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar (por exemplo, ciclosporina) ou diminuir (por exemplo, lamotrigina).

Reações adversas / Efeitos colaterais de Primosiston

Ocasionalmente podem ocorrer ou reaparecer sintomas habitualmente associados ao ciclo menstrual, principalmente os da fase pré-menstrual e menstrual: tensão mamária, ligeiro aumento de peso, náuseas e sensação de plenitude gástrica, lombalgia a cefaléia.

Primosiston - Posologia

Hemorragias uterinas disfuncionais: 1 comprimido 3 vezes ao dia, durante 10 dias. A hemorragia cessa dentro de 24 a 72 horas. A ingestão dos comprimidos não deve ser interrompida, pois a interrupção prematura leva ao insucesso do tratamento. Um a 4 dias após suspensão da medicação ocorrerá uma hemorragia que, em intensidade e duração, corresponde à menstruação normal. Quando desejável pelo estado geral da paciente, esta hemorragia posterior pode ser adiada, continuando a medicação para além de 10 dias. Profilaxia das recidivas: Para evitar nova hiperproliferação do endométrio e prevenir seguramente as recidivas que ocorrem especialmente na forma pré-climatérica da hemorragia disfuncional: 1 comprimido 2 vezes ao dia, do 19º ao 26º dia do ciclo, considerando o primeiro dia da menstruação como dia 1. Polimenorréia por fase luteínica encurtada: 1 comprimido 3 vezes ao dia, até o 26º dia do ciclo, iniciando 3 dias antes da menstruação esperada, normalizará o intervalo entre as menstruações. A hemorragia por privação hormonal, semelhante à menstruação, ocorrerá 2 a 4 dias após o término do tratamento. Aprazamento da menstruação: Adiamento da menstruação: 1 comprimido 3 vezes ao dia, durante, no máximo, 2 semanas, iniciando 3 dias antes da menstruação esperada, adiará a menstruação para 2 a 3 dias após suspensão da medicação. Antecipação da menstruação: 1 comprimido 3 vezes ao dia, durante, no mínimo, 8 dias, a partir do 5º dia do ciclo (considerando o primeiro dia da menstruação como dia 1), antecipará a menstruação para 2 a 3 dias após a suspensão da medicação.

Características farmacológicas

- Hemorragia uterina disfuncional A hemorragia uterina disfuncional, que é caracterizada primariamente pela ausência da ovulação, é devida a um distúrbio da função ovariana. Quando ocorre um distúrbio central, o folículo involui, não ocorrendo a formação do corpo lúteo e conseqüentemente a não-produção de progesterona. Sob a influência de estrogênios isolados ocorre a hiperproliferação do endométrio seguida de sangramento contínuo devido à proliferação anormal da mucosa. Esse fenômeno é visto principalmente no início e fim do período da maturidade sexual (sangramento na puberdade e pré-menopausa). Pode resultar em perda sangüínea substancial, ocasionando prejuízos (por exemplo, anemia ferropriva) para a saúde da mulher. Devido à sua intensa atividade progestogênica e atividade estrogênica paralela, Primosiston? alivia os distúrbios cíclicos dentro de poucos dias. O endométrio que estava alterado de forma anormal, é quase que completamente transformado e, quando cessa o efeito do medicamento, ocorre descamação e eliminação na forma de sangramento por privação semelhante à menstruação. - Antecipação da menstruação A administração prematura de Primosiston? suprime a ovulação. A descontinuação da terapia é seguida de sangramento por privação semelhante ao menstrual. O ciclo seguinte é novamente bifásico e sua duração é semelhante a dos ciclos anteriores ao tratamento. - Retardamento da menstruação Aproximadamente 14 dias após a ovulação ocorre a interrupção da produção de progestógeno e de estrogênio no corpo lúteo, promovendo o sangramento mensal. Primosiston? evita a descamação do endométrio resultante da ausência de estímulo ovariano, fazendo com que o próximo sangramento somente ocorra após a interrupção do tratamento. Farmacocinética - acetato de noretisterona Após administração oral, o acetato de noretisterona (NETA) é rápida e completamente absorvido. Durante a absorção e no metabolismo de primeira passagem hepática, o acetato de noretisterona é hidrolizado à noretisterona, sua forma ativa, e ácido acético. Os níveis do pico plasmático da noretisterona são atingidos aproximadamente 2 horas após sua administração. A concentração diminui de maneira bifásica, com meias-vidas de 1 a 3 horas e aproximadamente 10 horas. Esses valores permanecem estáveis após repetidas ingestões, por vários meses. As concentrações plasmáticas individuais diferem de paciente para paciente. Este fato deve-se às diferenças na depuração hepática individual e na concentração de proteína de ligação específica - globulinas de ligação aos hormônios sexuais (SHBG). Aproximadamente 35% de noretisterona liga-se às SHBG e 61% à albumina. Correspondentemente, a fração livre de noretisterona no plasma é de 3 a 4 %. Após a ingestão de um comprimido de PrimosistonÒ, o pico da concentração plasmática de noretisterona atinge aproximadamente 10 ng/ml em 1,5 a 3,0 horas. A transformação da noretisterona em etinilestradiol "in vivo" tem sido descrita há muitos anos, mas não foi determinada quantitativamente. Estudos recentes demonstraram que o acetato de noretisterona é parcialmente metabolizado a etinilestradiol. A partir da administração oral de um miligrama de acetato de noretisterona a humanos é formado o etinilestradiol, em quantidade equivalente a uma dose oral de aproximadamente 6 mcg. Uma vez que a estrogenicidade da noretisterona já era conhecida e verificada na prática clínica, a recente descoberta das suas características metabólicas não modifica as recomendações de uso existentes. Devido aos processos metabólicos durante a primeira passagem hepática, a biodisponibilidade absoluta da noretisterona é de aproximadamente 60%. Entretanto, pode ocorrer variação significativa. Medicamentos indutores das enzimas hepáticas diminuem sua biodisponibilidade. A noretisterona atravessa as barreiras hematoencefálica e placentária. A noretisterona não é excretada na forma inalterada. É eliminada predominantemente na forma de metabólitos com anel-A reduzido e metabólitos hidroxilados, assim como seus conjugados (glicuronídeos e sulfatos), formados após sua biotransformação. Uma pequena fração de metabólitos bastante hidrossolúvel é eliminada lentamente do plasma (meia-vida de aproximadamente 42 a 82 horas). Essa fração é acumulada em 3 vezes após administração diária de noretisterona. A excreção dos metabólitos ocorre através da urina e fezes, em uma relação de 6:4, respectivamente. A meia-vida de eliminação renal é de 24 horas. - etinilestradiol O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido, quando administrado por via oral. Após a ingestão de PrimosistonÒ o nível sérico máximo de etinilestradiol é de aproximadamente 20 a 25 pg/ml e pode ser alcançado em 1 a 2 horas. Em seguida, seu nível sérico diminui de maneira bifásica, com meias-vidas de 1 a 2 horas e de aproximadamente 20 horas. Por razões analíticas, esses parâmetros podem ser calculados apenas após a administração de altas doses. Foi determinado que o volume aparente de distribuição e a taxa de depuração sérica do etinilestradiol são de aproximadamente 5 l/kg e 5 ml/min/kg, respectivamente. O etinilestradiol apresenta alta ligação à albumina sérica, porém de forma não-específica. Aproximadamente 2% da substância não se apresenta ligada a proteína plasmática. Durante a absorção e metabolismo hepático de primeira passagem, o etinilestradiol é metabolizado, resultando em redução absoluta e variável da biodisponibilidade oral. O etinilestradiol não é excretado na forma inalterada, seus metabólitos são excretados por via urinária e biliar, em uma relação de 4:6, respectivamente. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 24 horas. De acordo com a meia-vida sérica da fase de disposição final e a ingestão diária do etinilestradiol, verificou-se que os níveis séricos alcançam o estado de equilíbrio após 3 a 4 dias da administração e são maiores (30 a 40%), quando comparados a uma única dose administrada. A biodisponibilidade absoluta do etinilestradiol está sujeita a considerável variação interindividual. Após administração oral, verificou-se que a biodisponibilidade média pode variar de 40 a 60 % da dose ingerida. A disponibilidade sistêmica do etinilestradiol pode ser influenciada quando o produto é administrado concomitantemente com outras drogas. No entanto, não foi verificada interação entre o etinilestradiol e doses elevadas de vitamina C. Durante o uso contínuo, o etinilestradiol induz a síntese hepática de globulinas de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) e globulina de ligação a corticosteróides (CBG). No entanto, a extensão da indução de SHBG depende da estrutura química e da dose do progestógeno administrado concomitantemente ao etinilestradiol. Dados de segurança pré-clínicos PrimosistonÒ comprimidos contém acetato de noretisterona e etinilestradiol. Uma vez que o acetato de noretisterona é hidrolisado in vivo a noretisterona, dados obtidos de estudos com noretisterona ou outro éster hidrolisável, por exemplo, enantato de noretisterona, foram também utilizados para caracterização toxicológica, Em experimentos com animais sobre a tolerância sistêmica após repetida administração de etinilestradiol e noretisterona ou seus ésteres não foi observado nenhum achado que poderia indicar um risco particular do uso de PrimosistonÒ em humanos. A princípio, entretanto, deve-se levar em consideração que esteróides sexuais podem estimular o crescimento de tecidos e tumores dependentes de hormônios. Estudos de efeitos genotóxicos in vitro e in vivo não indicaram um potencial mutagênico dos princípios ativos. Estudos de toxicidade reprodutiva com acetato de noretisterona assim como com enantato de noretindrona levaram a sinais de masculinização em fetos femininos quando administrados em altas doses na fase de desenvolvimento dos órgãos genitais externos. Uma vez que os estudos epidemiológicos mostram que este efeito é relevante para humanos após utilização em altas doses, devese considerar que PrimosistonÒ pode promover sinais de virilização em fetos femininos quando administrado durante a fase somática de diferenciação sexual a qual é dependente de hormônio (aproximadamente a partir do dia 45 da gestação). Além deste fato, não houve indicação de efeitos teratogênicos nos estudos pré-clínicos realizados com ésteres de noretisterona ou etinilestradiol.

Resultados de eficácia

Primosiston é indicado no tratamento de hemorragia uterina disfuncional. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

Modo de usar

Os comprimidos devem ser ingeridos, sem mastigar, com pequena quantidade de líquido.

Armazenagem

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

Primosiston - Informações

Hemorragias uterinas disfuncionais: A hemorragia uterina disfuncional, a qual é caracterizada primariamente pela ausência da ovulação, é devida a um distúrbio da função ovariana. Quando ocorre um distúrbio central, o folículo involui, não ocorrendo a formação do corpo lúteo e conseqüentemente a não produção de progesterona. Sob a influência de estrogênios isolados ocorre a hiperproliferação do endométrio seguida de hemorragia contínua devido a proliferação anormal da mucosa. Este fenômeno é visto principalmente no início e fim do período da maturidade sexual (sangramento na puberdade e pré-menopausa). Pode resultar em perda substancial de sangue, e em influência negativa sobre seus elementos figurados, ocasionando prejuízo da condição geral da mulher (e.x. anemia ferropriva).