Bula

Xalacom*

(latanoprosta, maleato de timolol)

PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO - Xalacom



Nome: Xalacom*Nome genérico: latanoprosta e maleato de timolol
Forma farmacêutica e apresentação:
Xalacom* solução oftálmica estéril em embalagem contendo 1 frasco gotejador de 2,5 mL.
USO ADULTO
USO OFTÁLMICO

Composição: - Xalacom



Cada mL da solução oftálmica de Xalacom* contém 50 mcg de latanoprosta e maleato de
timolol equivalente a 5,0 mg de timolol.
Excipientes: cloreto de sódio, fosfato de sódio monobásico, fosfato de sódio dibásico anidro,
cloreto de benzalcônio, ácido clorídrico 10%a, hidróxido de sódio 10%a e água para
injetáveis.
a = para ajuste do pH.
Uma gota da solução contém aproximadamente 1,5 mcg de latanoprosta e 150 mcg de
timolol.

PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - Xalacom



Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) é indicado no tratamento de glaucoma deângulo aberto e hipertensão ocular, condições em que a pressão dentro dos olhos
está aumentada.
Xalacom* deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Após
a abertura do frasco, o produto pode ser conservado em temperatura ambiente (até
25ºC) por até 10 semanas.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não utilize
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
A segurança de Xalacom* na gravidez não foi estabelecida. Xalacom* deve ser usado
durante a gravidez somente com orientação do médico.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término.
O maleato de timolol é excretado no leite materno. A latanoprosta e os metabólitos
podem também ser excretados no leite materno. Consulte seu médico antes de iniciar
a amamentação.
Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento. Se tiver que usar outros colírios, use- os com um intervalo de
pelo menos 5 minutos após o uso de Xalacom*. Se você usar lentes de contato, retire
suas lentes, pingue o colírio no(s) olho(s) e espere 15 minutos antes de recolocar as
lentes.
Se você esquecer de usar seu colírio na hora habitual, não dobre o número de gotas
na próxima aplicação, mas utilize- o assim que lembrar e, depois, continue utilizando o
produto de acordo com a orientação de seu médico.
Este produto deverá ser utilizado somente uma vez ao dia.
Para usar corretamente o produto, retire o lacre externo do frasco e desenrosque a
tampa interna. Com o dedo indicador, puxe delicadamente a pálpebra inferior do olho
afetado para baixo. Coloque a ponta do conta- gotas perto do olho e aperte
cuidadosamente, para que caia uma gota dentro do olho. Se você pingar muitas gotas,
pode ocorrer uma leve irritação. Recoloque a tampa interna no frasco.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Xalacom*, em especial
medicamentos para controle de hipertensão arterial ("pressão alta"), para controle de
arritmias cardíacas e problemas cardíacos e para tratamento de diabetes.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
tratamento com Xalacom*, tais como: visão anormal, blefarite, catarata, distúrbios da
conjuntiva, conjuntivite, distúrbios da córnea, defeitos na refração, hiperemia do olho,
irritação do olho, dor no olho, aumento da pigmentação da íris, ceratite, fotofobia,
defeito no campo visual, infecção, sinusite, infecção do trato respiratório superior,
diabetes mellitus, hipercolesterolemia, depressão, dor de cabeça, hipertensão,
hipertricose, rash (alteração de pele), distúrbios da pele, artrite (vide "Reações
Adversas").
Poderá ocorrer uma alteração muito suave na cor do olho durante algum tempo. A íris
poderá ficar mais castanha e parecer mais escura. Essa diferença na coloração do
olho poderá ser mais notável se você estiver tratando apenas um dos olhos.
Alterações evidentes na cor dos olhos são muito raras em pacientes com olhos
coloridos "puros", isto é, olhos azuis, verdes, cinzas e castanhos.
Como ocorre com outros colírios, caso sua visão fique embaçada quando você usar o
colírio pela primeira vez, espere até que esse efeito passe antes de dirigir ou operar
máquinas.
Xalacom* é contra- indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade a
latanoprosta, maleato de timolol ou a qualquer componente da fórmula. Xalacom* é
também contra- indicado a pacientes com distúrbio da reatividade da via aérea,
incluindo asma brônquica ou histórico de asma brônquica e doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC) grave, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de
segundo ou terceiro grau, insuficiência cardíaca sintomática e choque cardiogênico.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS - Xalacom



Propriedades Farmacodinâmicas
Mecanismo de ação:
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) contém duas substâncias ativas: latanoprosta e
maleato de timolol. Esses dois componentes diminuem a pressão intra- ocular (PIO) elevada
por diferentes mecanismos de ação e o efeito combinado resulta em uma redução da PIO
maior do que a proporcionada pelas duas substâncias administradas isoladamente.
A latanoprosta:
A latanoprosta é uma análoga da prostaglandina F2á, uma agonista seletiva do receptor
prostanóide FP, que reduz a pressão intra- ocular aumentando a drenagem do humor
aquoso, principalmente através da via uveoescleral e também da malha trabecular.
Estudos clínicos mostraram que a latanoprosta não tem efeito significativo sobre a produção
de humor aquoso, sobre a barreira hemato- humoral aquosa ou sobre a circulação
sangüínea intra- ocular. A latanoprosta não induziu extravasamento de fluoresceína no
segmento posterior de olhos humanos pseudofácicos durante o tratamento a curto prazo.
Não foram observados quaisquer efeitos farmacológicos significativos sobre o sistema
cardiovascular e respiratório com doses clínicas de latanoprosta.
O maleato de timolol:
O maleato de timolol é um agente bloqueador do receptor beta- 1 e beta-2 adrenérgicos
(não- seletivo) que não apresenta significativa atividade simpatomimética intrínseca,
depressora miocárdica direta ou atividade anestésica local (estabilizadora de membrana).
Os bloqueadores dos receptores beta- adrenérgicos reduzem o rendimento cardíaco em
ambos os indivíduos saudáveis e pacientes com doenças cardíacas. Os pacientes com
insuficiência da função miocárdica, os bloqueadores dos receptores beta- adrenérgicos
podem inibir o efeito estimulatório do sistema nervoso simpático necessário para manter a
função cardíaca adequada.
Os bloqueadores dos receptores beta- adrenérgicos nos brônquios e bronquíolos resultaram
em aumento da resistência das vias aéreas da atividade parassimpática sem contraposição.
Este efeito nos pacientes com asma ou outras condições broncospásticas é potencialmente
perigoso (vide "Contra- indicações" e "Advertências e Precações - O maleato de timolol").
A solução oftálmica de maleato de timolol, quando aplicado topicamente sobre o olho, tem a
ação de reduzir a pressão intra- ocular elevada e normal, se acompanhado ou não por
glaucoma. Pressão intra- ocular elevada é o principal fator de risco na patogênese de perda
do campo visual do glaucomatoso. Quanto maior o nível de pressão intra- ocular, maior
probabilidade de perda do campo visual do glaucomatoso e danos no nervo óptico.
O mecanismo preciso da ação hipotensiva ocular do maleato de timolol não está totalmente
estabelecido até o momento. Estudos de tonografia e fluorofotometria em homens sugerem
que sua ação predominante pode estar relacionada à redução da formação aquosa.
Contudo, em alguns estudos, um aumento leve no escoamento do humor aquoso foi
observado.
Efeitos Clínicos:
Em estudos de dose, a latanoprosta- maleato de timolol produziu uma redução significativa
maior em média diurna de PIO comparado a latanoprosta e maleato de timolol administrado
uma vez ao dia como monoterapia. Em dois estudos controlados, de 6 meses duplomascarados
o efeito da redução da PIO da latanoprosta- maleato de timolol foi comparado
com monoterapia de latanoprosta e maleato de timolol em pacientes com PIO de pelo
menos 25 mmHg ou mais. Após 2 a 4 semanas de tratamento com maleato de timolol
(diminuição média na PIO de 5 mmHg, a partir da inclusão do paciente no estudo), reduções
adicionais em média diurna de PIO de 3,1; 2,0 e 0,6 mmHg foram observados após 6 meses
de tratamento com latanoprosta- maleato de timolol e latanoprosta e maleato de timolol (duas
vezes ao dia), respectivamente. Os efeitos da redução da PIO de latanoprosta- maleato de
timolol foi mantido em um período de extensão aberta de 6 meses, destes estudos.
O início da ação de latanoprosta- maleato de timolol ocorre dentro de 1 hora e o efeito
máximo ocorre dentro de 6 a 8 horas. O efeito adequado da redução de PIO foi observado
estar presente até 24 horas após dose depois de tratamentos múltiplos.
Propriedades Farmacocinéticas
A latanoprosta- maleato de timolol (Xalacom*):
Não foram observadas interações farmacocinéticas entre a latanoprosta e o timolol, embora
houvesse uma tendência para o aumento em aproximadamente 2 vezes as concentrações
do ácido de latanoprosta no humor aquoso de 1 a 4 horas após a administração de
Xalacom* quando comparado com a monoterapia.
A latanoprosta:
Absorção: a latanoprosta é absorvida pela córnea onde o pró- fármaco do éster isopropílico é
hidrolisado a forma ácida e torna- se biologicamente ativo.absorvida Estudos em humanos
indicam que a concentração máxima no humor aquoso, é alcançada cerca de 2 horas após
administração tópica.
Distribuição: o volume de distribuição, 0,16 ± 0,02 L/kg. O ácido de latanoprosta pode ser
medido no humor aquoso durante as primeiras quatro horas após administração tópica e no
plasma somente durante a primeira hora.
Metabolismo: a latanoprosta, um pró- fármaco do éster isopropílico, é hidrolisado por
estearases presentes na córnea ao ácido biologicamente ativo. O ácido ativo de
latanoprosta alcança a circulação sistêmica é principalmente metabolizada pelo fígado para
os metabólitos 1,2- dinor e 1,2,3,4-tetranor via â-oxidação dos ácidos graxos.
Excreção: a eliminação do ácido de latanoprosta do plasma humano é rápida (t1/2 = 17 min)
após administração intravenosa e tópica. O clearance sistêmico é de aproximadamente 7
mL/min/kg. Após â- oxidação hepática, os metabólitos são eliminados principalmente por via
renal. Aproximadamente 88% e 98% da dose administrada é recuperada na urina após
administração tópica e intravenosa, respectivamente.
O maleato de timolol
A concentração máxima do maleato de timolol no humor aquoso é alcançada em cerca de 1
hora após a administração tópica do colírio. Uma parte dessa dose é absorvida
sistemicamente e se obtém uma concentração plasmática máxima de 1 ng/mL em 10- 20
minutos após a aplicação de uma gota do colírio em cada olho, uma vez ao dia (300
mcg/dia). A meia- vida do maleato de timolol no plasma é de cerca de 6 horas. O maleato de
timolol é extensivamente metabolizado no fígado. Os metabólitos são excretados na urina
juntamente com o maleato de timolol inalterado.
Dados de Segurança Pré- Clínicos
O perfil de segurança sistêmico e ocular dos componentes individuais é bem estabelecido.
Não foi observado efeito adverso sistêmico ou ocular em coelhos tratados topicamente com
a combinação fixa ou com a administração concomitante de soluções oftálmicas de
latanoprosta e timolol. Os estudos farmacológicos de segurança, de genotoxicidade e de
carcinogenicidade de cada substância não demonstraram risco especial para os humanos. A
latanoprosta não afetou a cicatrização da ferida corneal do olho do coelho, enquanto que o
timolol inibiu o processo do olho do coelho e do macaco quando administrado com
freqüência maior que uma vez ao dia.
A latanoprosta:
Efeitos Sistêmicos/Oculares:
A toxicidade ocular assim como a sistêmica de latanoprosta foram investigadas em várias
espécies animais. Geralmente, a latanoprosta é bem tolerada com uma margem de
segurança entre a dose clínica oftálmica e a toxicidade sistêmica de no mínimo 1.000 vezes.
Altas doses de latanoprosta, aproximadamente 100 vezes a dose clínica/kg de peso
corporal, administrada intravenosamente a macacos não anestesiados aumentaram a
freqüência respiratória, refletindo provavelmente uma broncoconstrição de curta duração.
Nos macacos, a latanoprosta foi infundida intravenosamente em doses de até 500 mcg/kg
sem maiores efeitos sobre o sistema cardiovascular. Em estudos animais, a latanoprosta
não demonstrou propriedades sensibilizantes.
Não foram detectados efeitos tóxicos nos olhos com doses de até 100 mcg/olho/dia em
coelhos ou macacos (a dose clínica é de aproximadamente 1,5 mcg/olho/dia). A
latanoprosta não produziu efeitos, ou os produziu de modo desprezível, sobre a circulação
sangüínea intra- ocular quando utilizada com doses clínicas e estudada em macacos.
Em estudos de toxicidade ocular crônica, a administração de latanoprosta na dose de 6
mcg/olho/dia também mostrou induzir aumento de fissura palpebral. Este efeito é reversível
e ocorre nas doses acima do nível de dose clínica. O efeito não foi observado em humanos.
Carcinogenicidade:
Estudos de carcinogenicidade em camundongos e ratos foram negativos.
Mutagenicidade:
A latanoprosta foi negativa em testes de mutação reversa em bactérias, mutação genética
em linfoma de camundongo e testes de micronúcleo de camundongo. Foram observadas
aberrações cromossômicas in vitro com linfócitos humanos. Foram observados efeitos
similares com prostaglandinas F2á, uma prostaglandina que ocorre naturalmente e indica
que este é um efeito de classe.
Estudos adicionais de mutagenicidade sobre a síntese de DNA não- esquematizada in
vitro
/in vivo em ratos foram negativos e indicam que a latanoprosta não tem potencial
mutagênico.
Alterações na fertilidade:
Não foi observado qualquer efeito sobre a fertilidade de machos e fêmeas em estudos com
animais. No estudo de embriotoxicidade em ratos, não foi observado embriotoxicidade em
doses intravenosas (5, 50 e 250 mcg/kg/dia) de latanoprosta. Contudo, a latanoprosta
induziu efeitos letais em embriões de coelhos em doses iguais ou superiores a 5 mcg/kg/dia.
Foi observado que a latanoprosta pode causar toxicidade embrio- fetal em coelhos
caracterizado pelo aumento de incidências de aborto e reabsorção tardia e peso fetal
reduzido quando administrado em doses intravenosas de aproximadamente 100 vezes a
dose humana.
Teratogenicidade:
Não foi detectado potencial teratogênico.
O maleato de timolol:
Carcinogenicidade:
Em um estudo de dois anos de maleato de timolol administrado oralmente a ratos, houve um
aumento estatisticamente significativo na incidência de feocromocitomas adrenais em ratos
machos recebendo 300 mg/kg/dia (aproximadamente 42.000 vezes a exposição sistêmica
após a dose oftálmica humana máxima recomendada). Diferenças similares não foram
observadas em ratos recebendo doses orais equivalente a aproximadamente 14.000 vezes
a dose oftálmica humana máxima recomendada.
Em um estudo oral com camundongos vivos, houve um aumento estatisticamente
significativo na incidência de tumores pulmonares malignos e benignos, pólipos uterinos
benignos e adenocarcinomas mamários em camundongos fêmeas na dose de 500
mg/kg/dia (aproximadamente 71.000 vezes a exposição sistêmica após a dose oftálmica
humana máxima recomendada), mas não nas doses de 5 ou 50 mg/kg/dia
(aproximadamente 700 ou 7.000 vezes a exposição sistêmica após a dose oftálmica
humana máxima recomendada). Em um estudo subseqüente com camundongos fêmeas,
cujos exames pós- morte foram limitados ao útero e pulmões, um aumento estatisticamente
significativo na incidência de tumores pulmonares foi novamente observado com doses de
500 mg/kg/dia.
O aumento da ocorrência de adenocarcinomas mamários foi associado com elevações de
prolactina sérica que ocorreram em camundongos fêmeas administrados com doses de 500
mg/kg/dia de maleato de timolol oral, mas não nas doses de 5 ou 50 mg/kg/dia. Um aumento
na incidência de adenocarcinomas mamários em roedores foi associado com a
administração de vários outros agentes terapêuticos que elevam a prolactina sérica, mas
não foi estabelecida correlação entre níveis de prolactina sérica e tumores mamários em
humanos.
Mutagenicidade:
O maleato de timolol foi desprovido de potencial mutagênico quando testados in vivo
(camundongo) no teste de micronúcleos e ensaios citogenéticos (doses de até 800 mg/kg) e
in vitro em ensaios de transformação de células neoplásicas (até 100 mcg/mL). Nos testes
de Ames, as concentrações mais altas de maleato de timolol empregados, 5.000 ou 10.000
mcg/placa, foram associadas a elevações estatisticamente significativas de revertentes
observados com cepas de testes TA100 (em sete ensaios replicados), mas não nas três
cepas remanescentes. No ensaio com a cepa de teste TA100, não foi observada uma
relação de resposta consistente com a dose e a taxa de testes para controlar os revertentes
não alcançou a taxa 2. A taxa igual a 2 é geralmente considerada o critério para um teste de
Ames positivo.
Alterações na fertilidade:
Estudos de reprodução e fertilidade em ratos não demonstraram efeitos adversos na
fertilidade de machos ou fêmeas nas doses de até 21.000 vezes a exposição sistêmica após
a dose oftálmica humana máxima recomendada.
Teratogenicidade:
Estudos de teratogenicidade com maleato de timolol em camundongos, ratos e coelhos com
doses orais de até 50 mg/kg/dia (7.000 vezes a exposição sistêmica que se segue após a
dose oftálmica humana máxima recomendada) não demonstraram evidências de
malformações fetais. Embora a ossificação fetal tardia tenha sido observada com essa dose
em ratos, não houve efeitos adversos no desenvolvimento pós- natal da prole. Doses de
1.000 mg/kg/dia (142.000 vezes a exposição sistêmica que se segue após a dose oftálmica
humana máxima recomendada) foram doses maternas tóxicas em camundongos e resultou
em um aumento do número de reabsorção fetal. Foi observado também aumento da
reabsorção fetal em coelhos nas doses de 14.000 vezes à exposição sistêmica após a dose
oftálmica humana máxima recomendada, neste caso, sem toxicidade materna aparente.

INDICAÇÕES - Xalacom



Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) é indicado para a redução da pressão intraocular(PIO) em pacientes com glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular.

CONTRA-INDICAÇÕES - Xalacom



Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) é contra- indicado a pacientes com:
? distúrbio da reatividade da via aérea, incluindo asma brônquica ou histórico de
asma brônquica e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave;
? pacientes com bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo ou
terceiro grau, insuficiência cardíaca sintomática, choque cardiogênico;
? pacientes com hipersensibilidade conhecida a latanoprosta, maleato de timolol
ou a qualquer componente da fórmula.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES - Xalacom



GeraisXalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) contém cloreto de benzalcônio, que pode ser
absorvido pelas lentes de contato (vide "Posologia").
A latanoprosta
A latanoprosta pode gradualmente aumentar o pigmento castanho da íris. A alteração da cor
do olho é devido conteúdo aumentado de melanina no melanócito estromal da íris, ao invés
do aumento do número de melanócitos. Tipicamente, a pigmentação castanha ao redor da
pupila se difunde concentricamente em direção à periferia da íris e toda a íris, ou parte dela,
podem ficar mais acastanhada. A alteração na cor da íris é leve na maioria dos casos e
pode não ser clinicamente detectada. O aumento na pigmentação da íris em um ou ambos
os olhos foi documentado predominantemente em paciente que tem íris de cores mistas que
contenham a cor castanha como base. Nevos e lentigens da íris não foram afetados pelo
tratamento. Não se observou acúmulo de pigmento na malha trabecular ou em outras partes
da câmara anterior em estudos clínicos.
Em um estudo clínico destinado a avaliar a pigmentação da íris por mais de cinco anos, não
houve evidências de conseqüências adversas devido ao aumento de pigmentação, mesmo
quando a administração da latanoprosta continuou. Esses resultados são consistentes com
experiência clínica pós- comercialização desde 1996. Além disso, redução da PIO foi similar
em pacientes independente do aumento da pigmentação da íris. Portanto, o tratamento com
latanoprosta pode continuar em pacientes que desenvolveram aumento da pigmentação da
íris. Esses pacientes devem ser examinados regularmente e, dependendo da situação
clínica, o tratamento pode ser interrompido.
O início do aumento da pigmentação da íris ocorre tipicamente dentro do primeiro ano de
tratamento, raramente durante o segundo ou terceiro ano e não foi observado após o quarto
ano de tratamento. A taxa de progressão da pigmentação da íris diminui com o tempo e é
estável por cinco anos. Os efeitos do aumento da pigmentação além dos cinco anos não
foram avaliados. Durante os estudos clínicos, aumento no pigmento castanho da íris não foi
observado após descontinuação do tratamento, mas a alteração da cor resultante pode ser
permanente.
Antes do tratamento ser instituído, os pacientes devem ser informados quanto à
possibilidade de alteração na coloração dos olhos.
O escurecimento da pele da pálpebra, que pode ser reversível, foi relatado com o uso de
latanoprosta.
A latanoprosta pode gradualmente alterar os cílios e a lanugem da pálpebra no olho tratado;
essas alterações incluem aumento do comprimento, grossura, pigmentação e número de
cílios ou lanugem e crescimento irregular dos cílios. Alterações dos cílios são reversíveis
após a descontinuação do tratamento.
O potencial para heterocromia existe para pacientes recebendo tratamento unilateral.
Durante o tratamento com latanoprosta foi relatada a ocorrência de edema macular,
incluindo edema macular cistóide. Esses relatos ocorreram, principalmente em pacientes
afácicos, pseudofácicos com ruptura da cápsula posterior do cristalino, ou em pacientes com
fatores de risco conhecidos para edema macular. A latanoprosta deve ser utilizada com
cautela nesses pacientes.
Não há experiência documentada com latanoprosta- timolol em glaucoma inflamatório,
neovascular, crônico de ângulo fechado ou glaucoma congênito, glaucoma de ângulo aberto
de pacientes pseudofácicos e em glaucoma pigmentar. Portanto, recomenda- se que
Xalacom* seja utilizado com cuidado nessas condições até que se disponha de maiores
dados nesse aspecto.
O maleato de timolol
As mesmas reações adversas observadas com a administração sistêmica de agentes
bloqueadores beta- adrenérgicos podem ocorrem com a administração tópica. Pacientes
com histórico de distúrbios cardíacos graves devem ser cuidadosamente monitorados para
sinais de insuficiência cardíaca. As seguintes reações cardíacas e respiratórias podem
ocorrem após aplicação tópica de maleato de timolol:
? agravamento da angina de Prinzmetal
? agravamento de distúrbios circulatório periférico e central
? hipotensão
? insuficiência cardíaca resultando em morte
? reações respiratórias graves, incluindo broncospasmo fatal em pacientes com asma
? bradicardia
Uma retirada gradual dos agentes bloqueadores beta- adrenérgicos antes da cirurgia
principal deve ser considerada. Agentes bloqueadores beta- adrenérgicos prejudica a
capacidade do coração de responder a estímulos reflexos mediados beta- adrenergicamente,
que podem aumentar o risco da anestesia geral em procedimentos cirúrgicos. Foram
relatadas hipotensão grave prolongada durante a anestesia e dificuldade de reiniciar e
manter a pulsação. Durante a cirurgia, os efeitos dos agentes bloqueadores betaadrenérgicos
podem ser revertidos por doses adequadas de agonistas adrenérgicos.
Agentes bloqueadores beta- adrenérgicos podem aumentar os efeitos hipoglicêmicos de
agentes usados para tratar a diabete e podem mascarar sinais e sintomas de hipoglicemia.
Eles devem ser usados com cautela em pacientes com hipoglicemia espontânea ou diabete
(especialmente naqueles com diabete lábil) que estão recebendo insulina ou agentes
hipoglicêmicos orais.
Tratamento com agentes bloqueadores beta- adrenérgicos podem mascarar certos sinas e
sintomas de hipertiroidismo. Retirada brusca do tratamento pode precipitar uma piora da
condição.
Pacientes tratados com agentes bloqueadores beta- adrenérgicos com histórico de atopia ou
reações anafiláticas graves a uma variedade de alérgenos podem ser mais reativos quando
em contato com os mesmos repetidamente. Esses pacientes podem não responder a doses
usuais de adrenalina utilizadas para tratar reações anafiláticas.
Foi raramente relatado aumento de fraqueza muscular em alguns pacientes com miastenia
grave ou sintomas de miastenia com maleato de timolol (por ex.: diplopia, ptose, fraqueza
generalizada).
Foi relatado descolamento de coróide após procedimentos de filtração com a administração
de agentes hipotensivos oculares.
Uso em Crianças e Adolescentes
A segurança e a eficácia de Xalacom* em crianças e adolescentes não foram estabelecidas.
Uso durante a Gravidez
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Xalacom* deve ser
usado durante a gravidez somente se o benefício previsto justificar o risco potencial para o
feto (vide "Dados de Segurança Pré- Clínicos - A latanoprosta e O maleato de timolol").
Uso durante a Lactação
A latanoprosta e seus metabólitos podem passar para o leite materno. O maleato de timolol
foi detectado no leite humano após administração oral e oftálmica do fármaco. Por causa do
potencial para reações adversas graves em lactentes, uma decisão deve ser tomada em
relação a descontinuar a amamentação ou descontinuar o tratamento com o fármaco,
levando em consideração a importância do fármaco para a mãe.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
A instilação de Xalacom* pode embaçar transitoriamente a visão. Até que isto seja resolvido,
o paciente não deve dirigir ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - Xalacom



Estudos específicos de interação medicamentosa não foram realizados com Xalacom*
(latanoprosta, maleato de timolol).
O efeito sobre a pressão intra- ocular ou os efeitos conhecidos dos beta-bloqueadores
sistêmicos podem ser potencializados quando Xalacom* é administrado a pacientes que já
estão recebendo um agente bloqueador beta- adrenérgico oral e o uso de dois ou mais
agentes bloqueadores beta- adrenérgicos tópicos não é recomendado.
Houve relatos de elevações paradoxais na PIO após administrações oftálmicas
concomitantes de duas prostaglandinas análogas. Portanto, o uso de duas ou mais
prostaglandinas, análogos ou derivados não é recomendado.
Relatou- se ocasionalmente midríase quando se administrou timolol e adrenalina.
Há um potencial para efeitos aditivos que resultam em hipotensão sistêmica e/ou bradicardia
marcada quando maleato de timolol é administrado concomitantemente a:
? bloqueadores do canal de cálcio
? fármacos depletores de catecolaminas ou agentes bloqueadores beta- adrenérgicos
? antiarrítmicos (incluindo amiodarona e quinidina)
? glicosídeos digitálicos
? parassimpatomiméticos
? narcóticos
? inibidores da monoaminoxidase
A ação hipertensiva devido à interrupção repentina do tratamento com clonidina pode ser
potencializada quando se está usando um beta- bloqueador.
Os agentes bloqueadores beta- adrenérgicos podem aumentar o efeito hipoglicemiante de
agentes antidiabéticos (vide "Advertências e Precauções - O maleato de timolol").

REAÇÕES ADVERSAS - Xalacom



Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol)Estudos clínicos:
Eventos adversos observados em ? 1% dos pacientes tratados com Xalacom* em 3 estudos
clínicos, fase 3, controlados (6 meses, 6 meses e 12 meses, respectivamente) foram:
Ocular:
Olho:
visão anormal, blefarite, catarata, distúrbios da conjuntiva, conjuntivite, distúrbios da
córnea, defeitos na refração, hiperemia do olho, irritação do olho, dor no olho, aumento da
pigmentação da íris, ceratite, fotofobia e defeito no campo visual.
Sistêmico:
Infecções e infestações:
infecção, sinusite e infecção do trato respiratório superior.
Metabolismo e nutrição: diabetes mellitus e hipercolesterolemia.
Psiquiátrico: depressão.
Sistema nervoso: dor de cabeça.
Vascular: hipertensão.
Pele e tecido subcutâneo: hipertricose, rash e distúrbios da pele.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo: artrite.
Outros eventos adversos significativos que foram relatados com os componentes isolados
de Xalacom* estão listados a seguir (se não estiverem previamente listado sob Xalacom*):
A latanoprosta
Estudos clínicos:
Os seguintes eventos foram considerados relacionados ao fármaco:
Olhos: irritação ocular (sensação de queimação, areia, prurido, picada e corpo estranho),
erosões epiteliais pontuais transitórias e edema de pálpebra.
Pele e tecido subcutâneo: rash cutâneo.
Experiência pós- comercialização:
Os seguintes eventos adicionais foram relatados:
Sistema nervoso: tontura.
Olhos: edema e erosões da córnea; alterações nos cílios e lanugem da pálpebra (aumento
do comprimento, espessura, pigmentação e quantidade); irite/uveíte; edema macular,
incluindo edema macular cistóide; cílios irregulares que podem causar irritação ocular; visão
embaçada (vide "Advertências e Precauções - A latanoprosta").
Sistema respiratório: asma, agravamento da asma, ataque agudo da asma e dispnéia.
Pele e tecido subcutâneo: escurecimento da pele da pálpebra e reação cutânea local na
pálpebra.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo: dor muscular/articulação.
Geral: dor torácica não- específica.
O maleato de timolol (administração oftálmica):
Sistema imunológico: sinais e sintomas de reações alérgicas sistêmicas incluindo anafilaxia,
angioedema, urticária e rash generalizado e localizado.
Metabolismo e nutrição: anorexia, sintomas mascarados de hipoglicemia em pacientes
diabéticos (vide "Advertências e Precauções - O maleato de timolol").
Psiquiátrico: alterações de comportamento e distúrbios psíquicos incluindo confusão,
alucinações, ansiedade, desorientação, nervosismo e perda de memória; diminuição da
libido; insônia e pesadelos.
Sistema nervoso: isquemia cerebral, acidente vascular cerebral, tontura, aumento dos sinais
e sintomas de miastenia grave (vide "Advertências e Precauções - O maleato de timolol"),
parestesia, sonolência e síncope.
Olhos: edema macular cistóide; diminuição da sensibilidade da córnea; descolamento
coroidal após cirurgia de filtração (vide "Advertências e Precauções - O maleato de timolol"),
ptose e distúrbios visuais incluindo alterações refratárias, diplopia e olhos secos.
Ouvido e labirinto: tinido.
Cardíaco: arritmia, bradicardia, parada cardíaca, insuficiência cardíaca, bloqueio cardíaco,
palpitação e piora da angina pectoris (vide "Advertências e Precauções - O maleato de
timolol").
Vascular: claudicação, mãos e pés frios, hipotensão e fenômeno de Raynaud's.
Respiratório: broncospasmo (predominantemente em pacientes com doença
broncospasmódica preexistente) (vide "Advertências e Precauções - O maleato de timolol"),
tosse, dispnéia, congestão nasal, edema pulmonar e insuficiência respiratória.
Gastrintestinal: diarréia, boca seca, dispnéia, náusea e fibrose retroperitoneal.
Pele e tecido subcutâneo: alopecia, pseudopenfigóide e rash psoriasiforme ou exacerbação
da psoríase.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo: lúpus eritematoso sistêmico.
Sistema reprodutivo: impotência e doença de Peyronie.
Geral: astenia/fadiga, dor torácica e edema.

POSOLOGIA - Xalacom



Dose recomendada para adultos (incluindo idosos)
A dose recomendada é uma gota de Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) no(s)
olho(s) afetado(s), uma vez ao dia.
Não se deve exceder a dose de uma gota de Xalacom* no olho afetado por dia uma vez que
foi demonstrado que administrações mais freqüentes de latanoprosta diminui os efeitos da
redução da pressão intra- ocular.
Se uma dose for esquecida, o tratamento deve continuar com a próxima dose programada.
Se mais de um medicamento oftálmico tópico é utilizado, eles devem ser administrados com
um intervalo de pelo menos 5 minutos.
As lentes de contato devem ser removidas antes da instilação da solução oftálmica e podem
ser recolocados após 15 minutos (vide "Advertências e Precauções - Geral").
Uso em crianças
A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Cuidados especiais para armazenamento
Xalacom* deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Após a
abertura do frasco, o produto pode ser conservado em temperatura ambiente (até 25ºC) por
até 10 semanas.

SUPERDOSAGEM - Xalacom



Se superdosagem com Xalacom* ocorrer, o tratamento deve ser sintomático.
Informações a respeito de superdosagem com os componentes individuais são
proporcionadas a seguir:
A latanoprosta
Além da irritação ocular e hiperemia conjuntival, não são conhecidos outros efeitos adversos
oculares no caso de superdosagem com a latanoprosta.
Se a latanoprosta for acidentalmente ingerida, as seguintes informações podem ser úteis:
um frasco de 2,5 mL contém 125 mg de latanoprosta. Mais de 90% é metabolizada durante
a primeira passagem pelo fígado. A infusão intravenosa de 3 mcg/kg em voluntários sadios
não induziu sintomas, mas uma dose de 5,5- 10 mcg/kg causou náusea, dor abdominal,
tontura, fadiga, ondas de calor e sudorese. Contudo, em pacientes com asma brônquica
moderada, a latanoprosta não induziu broncoconstrição quando aplicada topicamente, por
via oftálmica, em uma dose equivalente a sete vezes a dose clínica (vide "Dados de
Segurança Pré- Clínicos - A latanoprosta - Efeitos Sistêmicos/Oculares").
O maleato de timolol
Houve relatos de superdosagem inadvertida com maleato de timolol solução oftálmica
resultando em efeitos sistêmicos similares daqueles observados com os agentes
bloqueadores beta- adrenérgicos tais como tontura, dor de cabeça, deficiência respiratória,
bradicardia, broncospasmo e parada cardíaca (vide "Reações Adversas - O maleato de
timolol").
Um estudo de hemodiálise in vitro mostrou que o timolol foi rapidamente dialisado do plasma
humano ou sangue total.
Um estudo com pacientes com insuficiência renal demonstrou que timolol não foi
rapidamente dialisado.

PARTE IV

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS
REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO
CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS
IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA
DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
MS - 1.0216.0149

Farmacêutico Responsável: José Francisco Bomfim - CRF-SP nº 7009
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs - Bélgica
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190- 001 - Guarulhos - SP
CNPJ nº 46.070.868/0001- 69
Indústria Brasileira.
* Marca depositada
S.A.C. Linha Pfizer 0800- 16-7575

- Laboratório

PFIZER
Av. Monteiro Lobato, 2270
Guarulhos/SP - CEP: 07190-001
Tel: 0800-16-7575
Site: http://www.pfizer.com.br