Bombinhas para asma – Como usar e quais as disponíveis?

22/06/2020 0 Por Alana Dizioli

Hoje vamos falar sobre as bombinhas de asma, tais como Aerolin, Berotec e Seretide. Elas são indicadas para o tratamento e controle da asma e devem ser usadas segundo as orientações do pneumologista. Vamos ver quais os tipos disponíveis, a melhor maneira de usar e ainda comprar. Por isso, leia este artigo até o final e saiba tudo sobre isso!

Quais os tipos?

As bombinhas são classificadas em dois grandes grupos: de manutenção, para tratamentos, e as de alívio. A primeira não utiliza medicamentos broncodilatadores, combate a inflamação dos brônquios e ajuda a reduzir a necessidade da bombinha de alívio. Já a segunda contém medicações, sendo indicada apenas para o alívio imediato em casos de ataques de asma.

 

Basicamente, são esses dois tipos de bombinhas: as que possuem broncodilatador, para alívio dos sintomas, e as bombinhas com corticoide, que servem para tratar a inflamação dos brônquios, característica da asma.

 

Para usar a bombinha da asma corretamente deve-se ficar sentado ou de pé e posicionar a cabeça ligeiramente inclinada para cima para que o pó inalado vá diretamente para as vias respiratórias e não fique acumulado no céu da boca, garganta ou na língua.

Como usar a bombinha de asma

1. Em adolescentes e adultos

O passo a passo para os adultos usarem a bombinha da asma corretamente é:

 

  1. Soltar todo o ar dos pulmões;
  2. Colocar a bombinha na boca, entre os dentes e fechar os lábios;
  3. Pressionar a bombinha enquanto respira profundamente pela boca, enchendo os pulmões de ar;
  4. Retirar o inalador da boca e parar a respiração por 10 segundos ou mais;
  5. Lavar a boca, sem engolir para que vestígios do medicamento não fiquem acumulados na boca ou no estômago.
  6. Se for necessário usar a bombinha 2 vezes seguida, deve-se esperar cerca de 30 segundos e então repetir os passos começando pelo primeiro passo.

 

A quantidade de pó inalado geralmente não é perceptível, porque ele não tem gosto, nem aroma. Para verificar se a dose foi corretamente utilizada, deve-se observar o contador de doses presente no próprio aparelho.

 

Geralmente, o tratamento com bombinha também é acompanhado do uso de outros remédios, especialmente para reduzir as chances de ter uma crise.

2. Crianças

As crianças com mais de 2 anos de idade, e que usam bombinhas com spray, podem usar espaçadores, que são dispositivos que podem ser comprados nas farmácias ou pela internet. Esses espaçadores servem para garantir que a dose exata do medicamento chegue aos pulmões da criança.

 

Para usar a bombinha da asma com espaçador é recomendado:

 

  1. Colocar a válvula no espaçador;
  2. Agitar a bombinha da asma vigorosamente, com o bocal para baixo, por 6 a 8 vezes;
  3. Encaixar a bombinha no espaçador;
  4. Peça a criança para soltar o ar dos pulmões;
  5. Coloque o espaçador na boca, entre os dentes da criança e peça para fechar os lábios;
  6. Disparar a bombinha em spray e esperar que a criança respire pela boca (pelo espaçador) de 6 a 8 vezes de forma lenta e profunda. Tapar o nariz pode ajudar a criança a não respirar pelo nariz.
  7. Retire o espaçador da boca;
  8. Lavar a boca e os dentes e depois cuspir a água.

 

Se for necessário usar a bombinha 2 vezes seguida, deve-se esperar cerca de 30 segundos e então repetir os passos começando pelo passo 4.

 

Para manter o espaçador limpo deve-se lavar o interior somente com água e deixar secar, sem passar toalhas ou pano de prato, para que não fiquem resíduos em seu interior.

 

Também é aconselhado evitar o uso de espaçadores de plástico porque o plástico atrai as moléculas do medicamento para ele, assim o medicamento pode ficar acoplado em suas paredes e não chegar aos pulmões.

3. No bebê

Para usar a bombinha da asma em bebê e crianças pequenas, de até 2 anos de idade, pode-se recorrer aos espaçadores que possuem forma de nebulizador, envolvendo o nariz e a boca.

 

Para usar a bombinha da asma em bebês deve-se:

  1. Colocar a máscara no bocal do espaçador;
  2. Agitar a bombinha com vigor, com o bucal para baixo, durante alguns segundos;
  3. Encaixar a bombinha da asma no espaçador;
  4. Sente-se e coloque o bebê numa de suas pernas;
  5. Coloque a máscara no rosto do bebê, cobrindo nariz e boca;
  6. Dispare o bombinha em spray 1 vez e espere o bebê inspirar por cerca de 5 a 10 vezes através da máscara;
  7. Retire a máscara do rosto do bebê;
  8. Limpar a boca do bebê com uma fralda limpa molhada somente com água;
  9. Lavar a máscara e o espaçador somente com água e sabão neutro, deixando secar naturalmente, sem passar toalha ou pano de prato.

 

Se for necessário usar a bombinha mais uma vez, deve-se esperar 30 segundos e começar novamente pelo passo 2.

Dúvidas frequentes sobre a bombinha

1. A bombinha da asma vicia?

A bombinha da asma não causa dependência, por isso não vicia. Ela deve ser usada diariamente, e em alguns períodos pode ser necessário usar várias vezes ao dia, para alcançar o alívio dos sintomas da asma.

 

Isso acontece quando o asmático entra num período em que a asma está mais ‘atacada’ e seus sintomas se tornam mais fortes e mais frequentes e a única forma de manter a respiração correta é usando a bombinha.

 

É óbvio que, se for necessário usar a bombinha da asma mais do que 4 vezes ao dia, deve-se marcar uma consulta com o pneumologista para avaliar a função respiratória. Por vezes pode ser necessário realizar exames, outros medicamentos para controlar a asma, ou ajustar a dose para diminuir o uso da bombinha.

2. A bombinha da asma faz mal ao coração?

Algumas bombinhas da asma podem causar arritmia cardíaca, imediatamente após o seu uso. No entanto esta não é uma situação perigosa e não diminui os anos de vida do asmático.

 

O uso correto da bombinha da asma é essencial para facilitar a chegada do ar aos pulmões, e a falta de uso e o seu uso inadequado pode causar asfixia, sendo esta uma situação grave, de emergência médica.

3. Grávidas podem usar a bombinha da asma?

Sim, a gestante pode usar a mesma bombinha da asma que usava antes de engravidar mas além de ser acompanhada pelo obstetra é indicado que ela também chega acompanhada pelo pneumologista durante a gravidez.

 

Outros cuidados

Para que a medicação seja absorvida de maneira correta, é importante manter uma respiração coordenada com a liberação do medicamento. Para tanto, basta soltar o ar dos pulmões logo antes de fazer a inalação, posicionar o nebulímetro, acionar o spray e, ao mesmo tempo, puxar o ar lentamente.

 

Ao terminar de inspirar o ar, contar mentalmente até dez, segurando a respiração. Isso garante uma perfeita penetração do medicamento nos pulmões. Caso a pessoa necessite fazer mais de uma inalação, é importante observar o intervalo de pelo menos 1 minuto entre uma e outra, para evitar engasgos e garantir eficácia na aplicação.

6. Existem outras soluções além da bombinha?

Além das bombinhas existem outros equipamentos, como os métodos que utilizam a nebulização ou inalação, com aparelhos compressores de ar e inaladores ultrassônicos. Os nebulizadores e inaladores são recursos eficazes para vários tipos de doenças respiratórias, como asma, rinite, sinusite, entre outras.

7. Como se usa o inalador?

Para utilizar o inalador da melhor maneira, é preciso sentar-se de modo confortável, posicionando a máscara para cobrir o nariz e a boca, a fim de aspirar profundamente o ar que é liberado. Durante o procedimento, é importante evitar que a solução vaze pelo copo.

 

Após a utilização do inalador, é fundamental higienizá-lo adequadamente para garantir uma boa manutenção e assegurar que as inalações sejam sempre feitas de forma correta, a fim de que os efeitos sejam eficazes para o tratamento. Uma perfeita higienização exige a esterilização de todos os componentes.

 

Vale ressaltar que a higienização pode ser feita com água quente, esterilizando a mangueira, máscara e copo. Os acessórios também podem ser lavados e deixados de molho em sabão neutro por 30 minutos, secando todos os itens antes de guardá-los.

8. Os inaladores são todos iguais?

Há três tipos de inaladores/nebulizadores: o Compressor, o Ultrassônico e a Rede Vibratória. O primeiro funciona com uma bomba de ar e conta com um acionamento elétrico acoplado a um micronebulizador. Quando a bomba é acionada, o ar se dirige rapidamente pelos orifícios do micronebulizador, transportando o líquido e gerando uma névoa que é inalada pelo paciente.

 

Já o ultrassônico capta a energia elétrica, transformando-a em vibrações mecânicas, que produzem uma névoa com minúsculas gotas, as quais são transportadas pelo ar. A maior diferença entre os modelos é que esse último não apresenta ruídos durante o funcionamento e possibilita a inalação em qualquer posição.

 

Os modelos de Rede Vibratória se referem aos novos nebulizadores eletrônicos, com tecnologia Mesh, que utiliza uma membrana microperfurada, localizada na parte de cima do reservatório líquido. Eles funcionam por meio da vibração dessa membrana, que promove uma diferença de pressão, fazendo com que a mistura a ser nebulizada, passe através das microperfurações, gerando, assim, o aerossol.

 

Essas malhas podem ser ativas ou passivas. As ativas apresentam placas de abertura contendo milhares de furos em formato de funil, que são vibrados por meio de um componente cerâmico que delimita a placa de abertura. Já a malha passiva utiliza uma buzina ultrassônica que permite direcionar os fluidos. Os nebulizadores com essa tecnologia são portáteis e silenciosos, funcionando com bateria ou corrente elétrica.

 

Como vimos, a bombinha de asma é muito importante para tratar os pacientes que apresentam essa condição e aliviar os sintomas quando as crises ocorrem. Além desses equipamentos, os pacientes também podem contar com os inaladores, que são tão eficientes quanto as bombinhas para o tratamento de crises respiratórias e fundamentais para a inalação de determinados medicamentos.

Quais os principais medicamentos utilizados para tratar a asma?

Os medicamentos usados para o tratamento da asma vão depender de diversos fatores, como a idade, sintomas apresentados e frequência com que surgem, história de saúde, gravidade da doença e intensidade das crises.

 

Além disso, existem medicamentos que são usados diariamente, para controlar a doença e evitar as crises, melhorando a qualidade de vida, enquanto outros são indicados apenas em situações agudas, para alívio imediato das crises.

Principais remédios para controlar a asma

Estes medicamentos estão indicados para controlar a asma a longo prazo, e prevenir crises, devendo ser tomados diariamente:

1. Broncodilatadores inalatórios de ação longa

Os broncodilatadores são remédios que dilatam os brônquios dos pulmões facilitando a entrada de ar. Para o tratamento a longo prazo, aqueles que são indicados são os broncodilatadores de ação longa, que exercem um efeito por cerca de 12 horas.

 

Alguns exemplos de broncodilatadores inalatórios de ação prolongada são o salmeterol e o formoterol, que devem ser usados em associação a um corticoide. Estes remédios não devem ser usados durante uma crise de asma.

2. Corticoides inalatórios

Os corticoides têm uma ação anti-inflamatória, que reduz a inflamação crônica presente nos pulmões do asmático. Estes devem ser usados diariamente para o controle da asma e prevenção da crise asmática.

 

Alguns exemplos de corticoides inalatórios são a beclometasona, fluticasona, budesonida e mometasona, que devem ser associados a um broncodilatador inalatório, como os supra referidos. Geralmente, o médico indica o uso de um remédio inalatório, que é o que chamamos popularmente de ‘bombinha’ da asma, que contém um broncodilatador e um corticoide inalatório, o que facilita o tratamento e o controle da doença.

3. Bloqueadores dos leucotrienos

Em alguns casos, o médico também pode receitar um bloqueador dos leucotrienos, que agem impedindo o estreitamento e inchaço das vias respiratórias dos pulmões, causado pelos leucotrienos.

 

Alguns exemplos desses remédios são o montelucaste e o zafirlucaste, que devem ser administrados em forma de comprimidos ou comprimidos mastigáveis.

4. Xantinas

A teofilina é uma xantina com ação broncodilatadora, que embora hoje em dia não seja muito usada, também pode ser indicada para o tratamento de manutenção da asma, já que contribui para o relaxamento dos músculos das vias respiratória.

Principais medicamentos para tratar crises de asma

Os remédios indicados para tratar as crises de asma, apenas devem ser usados no momento em que surge a crise ou antes de fazer esforços, que impliquem aumento da frequência respiratória, caso assim o médico o recomende.

1. Broncodilatadores inalatórios de ação curta

Como vimos anteriormente, os broncodilatadores são remédios que dilatam os brônquios dos pulmões facilitando a entrada de ar. Para o tratamento das crises, aqueles que são indicados são os broncodilatadores de ação curta, que agem em poucos minutos e exercem um efeito por cerca de 4 a 6 horas.

 

Alguns exemplos de broncodilatadores inalatórios de ação curta são o salbutamol e o fenoterol.

2. Corticoides de ação sistêmica

Caso ocorra uma crise de asma, pode ser necessário administrar corticoides de ação sistêmica, por via oral ou intravenosa, como é o caso da prednisona e da metilprednisolona. Estes remédios não devem ser usados por tempo prolongado para o tratamento da asma.

Como prestar os primeiros socorros a alguém com crise de asma?

Para aliviar as crises de asma, é importante que a pessoa fique calma e numa posição confortável e faça uso da bombinha. No entanto, quando a bombinha não está por perto, é recomendado que seja acionada ajuda médica e a pessoa permaneça calma e na mesma posição até que a respiração seja controlada e a ajuda médica chegue.

 

  1. Para fazer os primeiros socorros adequados é recomendado que:
  2. Acalme a pessoa e ajude-a a sentar-se numa posição confortável;
  3. Peça para que a pessoa se incline ligeiramente para a frente, colocando os cotovelos repousados nas costas de uma cadeira, se possível, para facilitar a respiração;
  4. Verifique se a pessoa possui algum remédio para asma, ou bombinha, e dê o medicamento. Chame uma ambulância rapidamente, ligando para o 192, caso a pessoa deixe de respirar ou não possua uma bombinha por perto.
  5. No caso de a pessoa desmaiar e não estiver respirando, deve iniciar a massagem cardíaca para manter o coração funcionando e ajudar a salvar a vida.

 

As crises de asma podem ser identificadas por meio de alguns sintomas, como intensa dificuldade para respirar e lábios roxos, podendo ser evitada por meio da alimentação, por exemplo.

O que fazer quando a bombinha não está por perto

Nos casos em que não existe uma bombinha de asma por perto, é aconselhado ficar parado na mesma posição até à chegada da ajuda médica, para que o corpo não gaste rapidamente o pouco oxigênio que está entrando nos pulmões.

Além disso, é recomendado afrouxar as roupas que poderiam causar obstrução da respiração, manter a calma e tentar respirar lentamente, inspirando pelo nariz e soltando pela boca até que a ajuda médica chegue.

Como evitar uma crise de asma?

Para evitar as crises de asma é importante identificar quais os fatores que pioram os sintomas e depois tentar evitá-los durante o dia-a-dia. Alguns dos fatores mais comuns incluem poluição, alergias, ar frio, poeira, cheiros fortes ou fumaça.

 

Além disso, situações de resfriado, gripe ou sinusite, por exemplo, também podem causar o surgimento de sintomas mais intensos de asma, facilitando as crises.

 

Assim, é fundamental manter o tratamento indicado pelo médico mesmo quando os sintomas já não aparecem há muito tempo, pois ajudam a evitar o surgimento de novas crises. Uma boa dica é manter sempre uma bombinha extra por perto, mesmo que já não seja necessária, de forma a que possa ser utilizada em momentos de crise ou emergência.

O que comer?

As crises de asma também podem ser evitadas através da alimentação, por meio do consumo de alimentos anti-inflamatórios que ajudam a controlar a inflamação do pulmão e aliviar os sintomas de asma.

Como se desenvolve a asma no bebê?

A asma infantil é mais comum quando um dos pais é asmático, mas ela também pode se desenvolver quando os pais não sofrem com a doença. Os sintomas da asma podem se manifestar  podem surgir na infância ou na adolescência.

 

Os sintomas da asma no bebê podem incluir:

  • Sensação de falta de ar ou chiado ao respirar, mais de 1 vez por mês;
  • Tosse provocada por risos, choro intenso ou exercício físico;
  • Tosse mesmo quando o bebê não está com gripe, nem resfriado.

 

Há maiores risco do bebê ter asma quando um dos pais é asmático, e se existem fumantes dentro de casa. O pelo dos animais só provocam asma se houver uma predisposição genética/alergias aos pelos, por si só, os animais não causam asma.

 

O diagnóstico da asma no bebê pode ser feito pelo médico pneumologista/alergologista pediátrico, mas o pediatra poderá desconfiar da doença quando a criança apresenta os sinais e sintomas da asma.

Tratamento da asma no bebê

O tratamento da asma no bebê é semelhante ao do adulto, e deve ser feito com o uso de remédios e evitando a exposição às substâncias que podem desencadear a crise asmática.

 

Nos bebês e nas crianças com menos de 3 anos, o pediatra ou pneumologista pediátrico vai orientar a nebulização com os remédios da asma diluídos em soro fisiológico, e só geralmente a partir dos 5 anos de idade, é que ela poderá começar usar a bombinha da asma.

 

O pediatra também pode recomendar fazer nebulizações com remédios corticoides, como Prelone ou Pediapred, 1 vez por dia, para evitar o surgimento de crises de asma e fazer a vacina da gripe todos os anos, antes do início do inverno.

 

Se numa crise de asma o remédio parecer não ter efeito deve-se chamar uma ambulância ou levar  o bebê o mais rápido possível para o hospital. Além do uso do remédio o pediatra deverá orientar aos pais a ter alguns cuidados em casa, especialmente no quarto do bebê como evitar o acúmulo de poeira. Algumas medidas úteis são retirar tapetes, cortinas e carpetes da casa e limpar sempre a casa com um pano úmido para retirar sempre toda poeira.

Como deve ser o quarto do bebê com asma?

Os pais devem ter especial atenção ao preparar o quarto do bebê, uma vez que é nesse local que o bebê passa mais tempo durante o dia. Assim, os principais cuidados no quarto incluem:

 

  • Usar capas anti-alérgicas no colchão e almofadas da cama;
  • Trocar os cobertores por edredons ou evitar usar cobertores com pelo;
  • ​Trocar a roupa da cama todas as semanas e lavá-la em água a 130ºC;
  • Colocar chão emborrachado lavável, como mostra a imagem 2, nos locais onde a criança brinca;
  • Limpar o quarto com aspirador de pó e pano úmido, pelo menos, 2 a 3 vezes por semana;
  • Limpar as pás dos ventiladores 1 vez por semana, evitando o acúmulo de poeira em cima do aparelho;
  • Retirar tapetes, cortinas e carpetes do quarto da criança;
  • Evitar a entrada de animais, como gato ou cão, dentro do quarto do bebê.

 

Já no caso do bebê que apresenta sintomas de asma devido a alterações na temperatura, também é importante utilizar roupas adequadas à estação do ano para evitar mudanças bruscas de temperatura.

 

Além disso, os bonecos de pelúcia devem ser evitados, pois acumulam muita poeira. No entanto, caso existam brinquedos com pelo é aconselhado mantê-los fechados em um armário e lavá-los, pelo menos, 1 vez por mês.

Estes cuidados devem ser mantidos por toda a casa para garantir que as substâncias alérgicas, como poeira ou pelo, não são transportadas para o local onde o bebê se encontra.

O que fazer quando o bebê tem uma crise de asma?

O que se deve fazer na crise de asma do bebê é fazer as nebulizações com remédios broncodilatadores, como Salbutamol ou Albuterol, prescritas pelo pediatra. Para isso deve-se:

 

  1. Colocar o número de gotas do remédio indicado pelo pediatra no copinho do nebulizador;
  2. Adicionar, no copinho do nebulizador, 5 a 10 ml de soro fisiológico;
  3. Posicionar a máscara corretamente no rosto do bebê ou colocar junto no nariz e boca;
  4. Ligar o nebulizador durante 10 minutos ou até que o remédio desapareça do copinho.

 

As nebulizações podem ser feitas várias vezes durante o dia, de acordo com indicação do médico, até que os sintomas do bebê diminuam.

Quando devo buscar ajuda médica?

Os pais devem levar o bebê ao pronto-socorro quando:

 

  • Os sintomas de asma não diminuem após a nebulização;
  • São necessárias mais nebulizações para controlar os sintomas, do que as indicadas pelo médico;
  • O bebê apresenta dedos ou lábios arroxeados;
  • O bebê está com dificuldade para respirar, ficando muito irritado.

 

Além destas situações, os pais devem levar o bebê com asma a todas as consultas de rotina marcadas pelo pediatra para avaliar o seu desenvolvimento.

E na gravidez? Como proceder em caso de asma?

A asma quando não controlada com medicamentos pode prejudicar o bebê, porque quando este não recebe oxigênio suficiente da mãe, pode sofrer alterações de crescimento.

 

Assim, para tratar a asma na gravidez, é recomendado o uso de remédios para a asma, conhecidos popularmente como ‘bombinha’, e seguir todos os cuidados dentro de casa para evitar a exposição a poeira, que pode piorar a asma.

 

Principais remédios para asma na gravidez

Os remédios para asma na gravidez podem ser os mesmos que a mulher já usava antes de engravidar, mas só se forem recomendados pelo médico, já que há medicamentos que podem ser mais seguros na gravidez.

 

O uso excessivo do remédio da asma deve ser evitado e, por isso, é recomendado evitar o contato com pólen, poeira, cães e gatos, perfumes e aromas intensos, para evitar uma crise asmática.

 

No final da gravidez, a gestante pode sentir falta de ar devido ao crescimento uterino, que diminui o espaço dos pulmões e, por vezes, isso pode ser confundido com os sintomas da asma. Assim, antes de usar o remédio da asma, deve-se tentar melhorar a respiração e se não melhorar, usar o medicamento da asma.

Como deve ser o parto da mulher asmática

O parto da mulher com asma pode ser realizado normalmente ou por cesariana, de acordo com a indicação do obstetra. Durante o parto normal, a mulher pode usar os medicamentos que usou durante a gravidez para aliviar os sintomas da asma, sem riscos para o bebê.

 

No entanto, em caso de asma grave, de difícil controle, o médico poderá sugerir uma cesariana porque a dor e as emoções envolvidas no parto normal podem desencadear um ataque de asma.

Dúvidas comuns sobre a Asma na Gestação

1. Grávida pode tomar o remédio da asma na gravidez?

Sim, a grávida pode continuar tomando a bombinha da asma na gravidez, desde que seja autorizado pelo médico.

2. A bombinha da asma pode prejudicar o bebê?

Os remédios para a asma podem passar para o bebê através da placenta, por isso, devem ser usados sob orientação médica. Devem ser usados os que são mais seguros e com precaução. Nestas condições, o tratamento para a asma não prejudica o bebê e os benefícios do medicamento compensam os possíveis riscos.

3. Os remédios para asma podem ser usados na amamentação?

Após o nascimento do bebê, a mulher pode amamentar normalmente porque os medicamentos que a mãe usa para controlar a asma, passam em pequena quantidade para o leite materno. Contudo, a mulher deve usar aqueles que são considerados seguros na amamentação.

4. A presença da asma torna uma gravidez de risco?

Normalmente não, porque a asma pode ser controlada com os remédios indicados pelo pneumologista. Mas em alguns casos, e caso o tratamento para asma não seja realizado corretamente, a asma pode agravar e até mesmo ser fatal colocando em risco tanto a vida da mulher como a do bebê.

5. A asma melhora ou piora na gravidez?

De maneira geral, a mulher que apresenta asma leve, controlada com a bombinha, tem uma diminuição dos sintomas de asma, enquanto que as mulheres que já tinham um difícil controle da asma antes de engravidar, tendem a ter sintomas mais graves. Por isso, o tratamento deve ser indicado pelo obstetra em conjunto com o pneumologista.

 

Quando os sintomas são leves e fáceis de controlar com a bombinha da asma, o pré natal da mulher é exatamente igual ao de outra que não tenha asma. No caso da gestante que tem uma asma de difícil controle, o obstetra pode solicitar um exame de espirometria no 1º, 2º e 3º trimestre de gestação, para verificar sua capacidade respiratória utilizando um pequeno aparelho chamado peakflow, que indica se o ar consegue chegar até os pulmões.

6. O bebê vai nascer com asma?

É verdade que os filhos de mães asmáticas têm um maior risco de desenvolver a doença, porque ela é causada por uma alteração genética, que pode passar de mãe para filho. Quando somente a mãe tem asma, o risco do bebê ter asma é de 25% e aumenta para 50% se o pai também for asmático.

Onde comprar bombinha para asma?

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