Câncer de Mama

05/09/2019 1 Por cliquefarma

O que é câncer de mama? Se você já se perguntou a respeito disso, saiba que é uma dúvida muito recorrente a algumas pessoas e é importante que fiquemos atentos aos sinais que ela pode nos dar, quanto mais cedo essa doença é descoberta, maiores são as chances dos tratamentos surtirem resultados e a porcentagem de cura aumenta. Acompanhe esse artigo até o final que te explicamos tudo sobre câncer de mama.

 

Câncer de mama trata-se de um tumor maligno que se desenvolve na mama como por conta de alterações genéticas em algum conjunto de células, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Infelizmente, esse é o câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes por ele ao ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

 

A proporção em homens e mulheres é de 1:100 – ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. 

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Segundo o INCA: câncer de mama representou em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.

 

A fisiopatologia do câncer de mama consiste na invasão localmente e se dissemina através dos linfonodos regionais, da corrente sanguínea, ou de ambos. O câncer de mama metastático pode afetar qualquer órgão do corpo — mais comumente pulmões, fígado, ossos, cérebro e pele.

 

A maior parte das metástases cutâneas ocorre na região da cirurgia mamária; as metástases de couro cabeludo também são comuns. O câncer de mama metastático frequentemente surge anos ou décadas após o diagnóstico e o tratamento inicial.

 

Tipos de câncer de mama

São vários os tipos de câncer de mama: fotos não são possíveis identificá-los por meio delas, afinal muitos não aparentam nenhuma diferença na parte externa do câncer no seio. E eles ainda se dividem em subtipos. No geral, o diagnóstico é feito com alguns critérios a se considerar: se o tumor é ou não invasivo, seu tipo tipo histológico, avaliação imunoistoquímica e sua extensão.

 

Carcinoma mamário invasivo ou não

O câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que fica contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos – a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o câncer invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.

 

Avaliação Imunoistoquímica

Também chamada de IQH, a avaliação imunoistoquímica para o câncer de mama analisa se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% dos cânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida ainda mais, agravando a doença.

 

A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudá-las nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza a chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. 

 

De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células mamárias. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células. 

 

Tipo histológico do câncer de mama

Para determinar o tipo histológico pense como se fosse o nome e o sobrenome do câncer.  Eles se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:

  • Carcinoma ductal in situ

Sendo o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo, afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. Ele não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo, mas pode ser multifocal, ou seja, é possível que haja vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células. Infelizmente, todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor.

  • Carcinoma ductal invasivo

É o tipo mais comum de câncer de mama.Caracteriza-se por um tumor que também acomete os ductos mamários e que pode invadir os tecidos à sua volta. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Contém a presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células. O carcinoma ductal invasivo tem cura? Tudo vai depender da resposta da paciente ao tratamento e de outra série de fatores que falaremos a seguir.

  • Carcinoma lobular in situ

Esse subtipo se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.

  • Carcinoma lobular invasivo

Este também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Normalmente pode apresentar receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, raramente a proteína HER-2. Tem um risco maior de afetar as duas mamas.

  • Carcinoma inflamatório

Esse tipo raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – assim como, a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástase é grande.

  • Doença de Paget

Esse é um tipo de neoplasia de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. As duas teorias que explicam a existência da origem da doença de Paget são: ou as células tumorais crescem nos ductos mamários e progridem em direção à epiderme do mamilo, ou então, elas se já se desenvolvem na porção terminal dos ductos, onde fica a junção com a epiderme.

 

Estágio do câncer de mama

Podemos dividir o câncer em 4 estadios ou estágios, de acordo com a extensão da doença, eles variam de 0 a 4:

 

  • Estágio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável.
  • Estágio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila.
  • Estágio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo.
  • Estágio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.

 

Causas do câncer de mama

Para podermos falar em causas do câncer, antes de mais nada é preciso identificar possíveis fatores de risco, que é o indicativo de chances de adquirir a doença ou não, é óbvio que ter um ou vários fatores de risco, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que o contraem podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. 

Fatores de risco: Câncer de mama

Podemos enumerar os principais fatores de risco como:

Histórico familiar

São analisados os seguintes critérios para identificar o risco genético para a doença:

 

  • Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama.
  • Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença.
  • Dois parentes de primeiro grau com esse tipo de câncer, sendo que um teve a doença antes de 45 anos.
  • Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral.
  • Um parente de primeiro grau com a doença e um ou mais parentes com câncer de ovário.
  • Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário.
  • Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença.
  • E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.

Outro fator de risco para o câncer de mama: Idade

 

Mulheres entre 40 e 69 anos são as mais acometidas pela neoplasia maligna da mama. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos vão entrando em uma curva ascendente.

 

Menstruação precoce

 

É no início do período menstrual que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores de estrógeno. Em quantidades alteradas, esse hormônio facilita a proliferação desordenada de células mamárias, o que pode resultar em tumor.  Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Portanto, se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, significa que os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida. 

 

O mesmo se aplica à menopausa tardia, enquanto a menstruação não acaba, os ovários continuam produzindo estrógeno, o que deixa as células mamárias com maiores chances de crescimento desordenado.

 

Os sintomas e sinais de câncer de mama podem variar dependendo do estágio e tamanho do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas, por isso é importante ficar atenta.

 

Caso o carcinoma de mama já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ – o que já é uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de quaisquer outros câncer de mama: sintomas da doença.

Observe alguns possíveis sinais do câncer de mama:

  • Vermelhidão na pele, inchaço ou calor.
  • Alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, é possível até que uma mama fique diferente da outra.
  • Nódulos na axila.
  • Secreção escura saindo pelo mamilo.
  • Pele enrugada, como uma casca de laranja.
  • Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.

 

Câncer de mama: Tratamento

São vários os tratamentos existentes para o câncer de mama. Entre eles, podemos citar a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia e o bloqueio hormonal. 

 

A cirurgia entra em grande parte das pacientes como primeira abordagem ao tratamento do câncer de mama. Existem casos em que os tumores já estão maiores que 3,5 centímetros ou há o comprometimento axilar palpável, e as pacientes são submetidas a quimioterapia antes da cirurgia para possível redução do tumor.

 

Depois da cirurgia, que é feita pelo mastologista, o médico oncologista avalia qual o procedimento seguinte: radioterapia, quimioterapia ou só o bloqueio hormonal. 

 

Claro que é necessário levar em consideração outro fator para o tratamento câncer de mama, que é qual o seu estado de saúde e época da vida da paciente. Tratar a doença em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – mesmo que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser determinado o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida da mesma.

 

No estágio inicial da doença, a cirurgia de retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama. Já radioterapia usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. Ela também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o tumor voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês.

 

A quimioterapia é o tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimio pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e diversos fatores sobre idade e condições de saúde da paciente.

 

Existe também a hormonioterapia, que pretende impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Ela só pode ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas, como o Anastrozol agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

 

E por último, ainda há a imunoterapia, ou terapia anti HER-.2, que é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou preferencialmente nestas.

 

A maior parte dos pacientes, cerca de 70% fazem a hormonioterapia. Isso ocorre quando os tumores são sensíveis a hormônio e para o tratamento é feito um bloqueio destes através de comprimidos que são usados ao longo de 10 anos. Apenas pacientes com tumores mais agressivos e mais jovens são submetidos também à quimioterapia. O período de tratamento varia de acordo com o quadro de cada paciente. Normalmente, a quimioterapia leva 6 meses, a radioterapia 1 mês e meio e o bloqueio hormonal, 10 anos.

 

Câncer de mama: Inca, conheça o Instituto Nacional de Câncer

As unidades hospitalares do INCA, integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecem tratamento integral a pacientes com câncer. Dispostos em 5 unidades assistenciais, o INCA afirma que tem como compromisso promover e zelar pela garantia de seu direito de ser bem acolhido, ter o seu problema de saúde bem estudado e acesso ao tratamento de qualidade que for mais adequado ao seu caso. Você tem, ainda, direito a ter respeitados os seus valores e garantida sua participação nas decisões sobre o tratamento. 

 

O Instituto ainda está em sintonia com as políticas públicas de defesa da cidadania na atenção à saúde expressos na Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, sempre em conformidade de tratamento ao câncer de mama: Ministério da Saúde em 2006.

 

Temos ainda o INCAvoluntário,  que planeja e coordena as atividades dos voluntários do Instituto, que hoje somam mais de 600 pessoas. Recrutados e selecionados pelo INCAvoluntário, todos são treinados por uma equipe multidisciplinar, de profissionais da instituição, antes de começarem a desenvolver suas atividades. 

 

Esse projeto atua por meio de diversos programas, entre eles:

 

  • O apoio ao paciente, começando na entrada das unidades hospitalares. Voluntários recepcionam e orientam pacientes e seus acompanhantes que chegam para consultas e exames. Aos pacientes internados presta-se apoio nos cuidados gerais, na alimentação, na higiene, na escuta e atenção a seus problemas. Os voluntários, inclusive, desenvolvem recreações para pacientes hospedados em hotéis pelo INCA que são submetidos a transplante de medula. 

 

  • O apoio assistencial, que consiste em quando indicado pelo Serviço Social, o INCAvoluntário distribui bolsas de alimentos e fraldas descartáveis infantis e geriátricas, e empresta cadeiras de rodas, perucas e outros equipamentos a pacientes ambulatoriais.

 

  • Tem também o apoio institucional, onde os INCAvoluntários realizam captação de doadores de sangue, participam das campanhas internas e dos grandes eventos, como o Dia Mundial Sem Tabaco e o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

 

  • Lazer e cultura, que é  outra atividade desenvolvida: organizar sessões de cinema e peças de teatro para pacientes e acompanhantes e outras atividades culturais e de lazer, como bingo, jogos, shows e recreação para pacientes infantis. Também preparam festas para comemorar o Dia das Crianças e das Mães, por exemplo.

 

  • Conheça as oficinas de autoestima e ajuda mútua, onde manicures, cabeleireiros, barbeiros, maquiadores e esteticistas voluntários ajudam a estimular a autoestima e o enfrentamento das mudanças na aparência durante o tratamento do câncer de mama

 

  • Ainda podemos citar as oficinas e doações. São realizadas diversas oficinas com os pacientes internados, que aprendem trabalhos manuais e artesanais. Além disso, existe o Ateliê de Artes e Ofícios, um espaço preparado para atividades educativas (noções de informática, alfabetização e inglês), e o aprendizado de ofícios (corte e costura, confecção de bijuterias, informática, etc.). O objetivo é a geração de renda para o participante (paciente e/ou acompanhante). Vale ressaltar que todas as ações do INCAvoluntário são mantidas por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. Além disso, voluntários trabalham em bazares e feirinhas especiais para arrecadar recursos para o INCAvoluntário.

 

Câncer de mama: Outubro Rosa

O mês de outubro marca um período de mobilização internacional, que é chamado de Outubro Rosa, campanha com objetivo de informar a população sobre a prevenção do câncer de mama, amplamente divulgado pela mídia, o exame do toque, chamado autoexame é o meio mais básico para prevenir este problema, já que pode ser realizado pela própria mulher sem auxílio de médicos ou aparelhos. A recomendação é que seja feito mensalmente a partir dos 25 anos, preferencialmente após a menstruação para aquelas que ainda não alcançaram a menopausa. O passo a passo do autoexame da mama é simples e um médico deve ser consultado caso a mulher identifique sinais como alteração na pele e no bico do seio, secreção, aumento e nódulo na mama.

Câncer de mama – Outubro Rosa

Existem duas formas principais de aparecimento do câncer de mama. A primeira delas é o nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido, a outra forma mais comum é a microcalcificação. Neste caso, apenas a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce, quando ele tem, no mínimo, 1 milímetro. Em torno de 1,5 e 2 centímetros, essa calcificação já consegue ser identificada pelo exame clínico feito por um bom mastologista. Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo. Por isso, não é simples identificar a doença por meio de fotos de câncer de mama, visto que muitos deles sequer dão sinais táteis na parte externa das mamas.

 

Perguntas frequentes sobre o câncer de mama

Quais os medicamentos mais usados para o tratamento do câncer de mama?

Os medicamentos mais comuns utilizados para a quimioterapia adjuvante (pode reduzir o risco da recidiva) e neoadjuvante (caso o esquema de medicamentos quimioterápicos adjuvante não reduzir o tumor, o médico saberá que essas outras drogas serão necessárias) incluem:

 

  • Antraciclinas, como doxorrubicina e epirrubicina.
  • Taxanos, como paclitaxel e docetaxel.
  • 5-fluorouracilo.
  • Ciclofosfamida.
  • Carboplatina.

 

Na maioria das vezes, são usadas combinações de dois ou três desses medicamentos.

 

Quimioterapia para Câncer de Mama Avançado

Quimioterapia para câncer de mama

Os medicamentos quimioterápicos úteis no tratamento do câncer de mama avançado incluem:

 

  • Docetaxel.
  • Paclitaxel.
  • Agentes da platina (cisplatina, carboplatina).
  • Vinorelbina.
  • Capecitabina.
  • Doxorrubicina.
  • Gemcitabina.
  • Mitoxantrona.
  • Ixabepilona.
  • Eribulin.

 

Embora as combinações de medicamentos sejam muitas vezes usadas para tratar o câncer de mama inicial, o câncer de mama avançado é mais frequentemente tratado com quimioterapia. Ainda assim, algumas combinações, como carboplatina ou cisplatina mais gemcitabina, são comumente usadas para tratar o câncer de mama avançado.

 

Será que todo caroço na mama é um câncer? 

Nem todo caroço na mama é um câncer. “Na verdade, a maioria dos nódulos que surgem são benignos”, afirma o mastologista Silvio Bromberg, do Hospital Albert Einstein. 

 

Geralmente, eles são fibroadenomas ou proliferações das células da glândula mamária. Existem ainda os falsos nódulos ou cistos. Neste caso, o potencial de malignidade é nulo, já que o caroço não é nem mesmo sólido. De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista, independente da idade. Mesmo um nódulo benigno pode exigir acompanhamento médico para que não cresça ou se torne maligno.

O autoexame dispensa a mamografia?

Não, nada dispensa consultas com mastologistas ou exames de mamografia. De qualquer forma, o toque durante o banho ou em outro momento mais calmo ajuda a identificar lesões ou nódulos. Quando isso acontece, a primeira medida é procurar um médico para uma avaliação mais detalhada.

 

Câncer de mama grau 3 tem cura?

No estágio III, o tumor é maior ou está crescendo nos tecidos próximos ou se disseminou para vários linfonodos próximos. O mais importante é diagnosticar a doença ainda em seu estágio inicial, pois o câncer de mama tem 98% de chances de cura quando detectado precocemente. As maiores chances de retorno do tumor nos seios ocorrem nos primeiros 5 anos após o fim do tratamento, porém há casos em que o tumor volta mesmo após este período, sendo importante realizar consultas anuais a fim de diagnosticar lesões logo em suas fases iniciais. 

 

O prognóstico para mulheres com câncer de mama varia de acordo com o estágio da doença. Em geral, as taxas de sobrevida são maiores para as mulheres com câncer de estágio inicial. Mas lembre-se, o prognóstico para cada mulher é específico para suas circunstâncias. A taxa de sobrevida relativa em 5 anos para câncer de mama estágio III é de 72%. Mas muitas vezes, as mulheres com esses cânceres de mama podem ser tratadas com sucesso.

 

Lembre-se, essas taxas de sobrevida são apenas estimativas, é impossível prever o que acontecerá no caso específico de cada paciente. Somente seu médico pode dizer se os números se aplicam ao seu caso. 

 

Dados sobre o câncer de mama em Portugal

Chamado de “cancro da mama” em Portugal, todos os anos há 6 mil novos casos. Cerca de 1.000 mulheres acabam por morrer vítimas da doença. Apesar da elevada incidência da doença no país, os últimos estudos científicos publicados pela revista Lancet colocam Portugal no pelotão da frente em relação às taxas de sobrevivência na Europa. 

 

Surgindo ao lado de países como a Suécia e Noruega no número de mulheres que sobrevivem à doença. “É um dado muito importante que os portugueses devem saber porque, em Portugal, esta doença está a ser devidamente tratada, corretamente diagnosticada e as medidas de rastreio e sensibilização pública estão a ser adequadas”, garante o oncologista Joaquim Abreu de Sousa.

 

“Estamos a falar de uma taxa de sobrevivência global de 85% aos cinco anos. São notícias muito boas, que devem servir para encorajar as pessoas a continuarem alerta quanto ao cancro de mama, a terem consciência de que é uma doença que se pode tratar”, acrescenta o médico.

 

Vimos que com o passar dos anos, a medicina está cada vez mais avançada e a importância da detecção precoce facilita o tratamento e as chances de cura aumentam. Você, mulher, continue fazendo o autoexame, assim como, os exames complementares anualmente, não se esquecendo que a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis. 

 

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