Colesterol

03/09/2019 0 Por cliquefarma

O colesterol trata-se de um tipo de gordura encontrada em nosso organismo, que é importante para o seu funcionamento normal. Em pequenas quantidades, é necessário para algumas funções, em excesso, causa problemas. O colesterol é o componente estrutural das membranas celulares em nosso corpo e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. Nosso corpo usa o colesterol para produzir alguns hormônios, tais como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras.

 

Por que o colesterol é importante? Aproximadamente, 70% dele é produzido pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% são provenientes da dieta. No entanto, ao consumir grandes quantidades de alimentos ricos em gordura, o fígado acaba produzindo mais colesterol do que o normal. Essa produção adicional significa que elas vão de um nível normal de colesterol para um que não é saudável. Tanto uma taxa de colesterol alto quanto a muito baixa são perigosas à saúde.

Colesterol ruim e bom

 

Colestetol Bom ou Ruim ?

Por se tratar de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue. Portanto para ser transportado através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, ele precisa de um carregador. Esta função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. O colesterol LDL e o HDL. Os tipos de colesterol são:

Colesterol LDL

O que é colesterol LDL? O colesterol LDL (Low-density lipoprotein em inglês) é conhecido como tal e qual o colesterol ruim, é uma lipoproteína de baixa densidade, que pode se acumular nas artérias e coronárias podendo levar a formação de placas, a aterosclerose que dificulta o fluxo sanguíneo para órgãos essenciais como coração e cérebro, o que aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral.

 

Colesterol HDL

O que é colesterol HDL? High-density lipoprotein em inglês ele é tido como o bom colesterol, lipoproteína de alta densidade que retira o colesterol das artérias e transporta até o fígado para ser excretado. Os especialistas acreditam que o HDL age como um “faxineiro”, levando o colesterol LDL para longe das artérias e de volta para o fígado. Lá é quebrado e passado pelo corpo.

 

Um nível saudável de colesterol HDL pode proteger contra ataques cardíacos e AVCs. Vale lembrar que o colesterol HDL não elimina completamente LDL. Quando o resultado dos seus exames forem HDL colesterol: baixo, você pode aumentar o consumo de alimentos ricos em gorduras boas, como abacate, castanhas, amendoim e peixes gordos, como salmão e sardinha.

Exemplos desses alimentos:

 

  • Os peixes gordos mencionados acima, como salmão, sardinha e atum, são ricos em ômega-3;
  • Sementes como chia, linhaça e girassol também são fontes naturais de ômega-3, além de serem ricas em fibras;
  • Oleaginosas como castanha-de-caju, castanha-do-pará, amendoim, nozes e amêndoas também ajudam a aumentar o colesterol HDL;
  • Abacate e azeite são excelentes por serem ricos em gorduras insaturadas, que ajudam o colesterol bom.

 

Preste atenção se você estiver tomando certas atitudes e esboçando algumas sintomas que indicam ou promovem o colesterol HDL baixo: excesso de gordura abdominal, falta de atividade física e também o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras ruins, como frituras, fast foods, salsichas, biscoito recheado e comida pronta congelada.

 

É possível suspeitar estar com os níveis de colesterol bom baixos caso estejam presentes estes fatores, portanto é recomendado ir ao médico e fazer um exame de sangue para avaliar os níveis de colesterol, iniciando um tratamento adequado, caso seja necessário.

 

Esse fato também pode ocorrer em crianças e o colesterol HDL baixo nelas, geralmente têm história de doença cardiovascular na família ou seja porque estão muito acima do peso, consomem muito açúcar e não praticam nenhuma atividade física. Portanto, fique de olho na saúde geral da família toda!

 

Quais os riscos que o HDL baixo pode acarretar?

Existe um aumento do risco de doenças cardiovasculares ao abaixar os níveis de colesterol bom no sangue, porque isso aumenta o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos, interrompendo a passagem normal do sangue e podendo causar problemas como:

 

  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Trombose venosa profunda;
  • Doenças arteriais;
  • Acidente vascular cerebral (AVC).

 

Há também um risco de complicações maior de HDL baixo em pessoas que também possuem colesterol LDL e VLDL altos, e ainda mais quando outros problemas de saúde também estão presentes, como o excesso de peso, a pressão alta, o tabagismo e o diabetes. Nestas situações, manter os níveis de colesterol equilibrados faz-se ainda mais necessário.

Colesterol VLDL

O colesterol VLDL (Very low-density lipoprotein) são lipoproteínas de muito baixa densidade. Sua principal função é entregar colesterol e triglicérides para os outros tecidos a partir do fígado. Ao serem liberados pelo fígado, as partículas de VLDL sofrem uma série de transformações na corrente sanguínea, liberando triglicérides para serem estocados no tecido adiposo ou utilizado como fonte de energia. A molécula remanescente vai dar origem a lipoproteína seguinte, o LDL.

 

Colesterol Total

O que é colesterol total? De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto, e doenças associadas a esse problema, como infarto e AVC, são apontadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como sendo a primeira causa de morte no mundo.

 

O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipidemia. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL, LDL e VLDL. Porém existem o colesterol ruim e o colesterol bom, o que torna sem muita eficiência a avaliação conjunta deles.

Valores de referência colesterol

Os valores de referência para LDL alto ou baixo são:

  • Indivíduos com risco baixo: abaixo de 130 mg/dl
  • Indivíduos com risco intermediário: abaixo de 100 mg/dl
  • Indivíduos com risco alto: abaixo de 70 mg/dl
  • Indivíduos com risco muito alto: abaixo de 50 mg/dl

 

Os valores de referência do HDL alto ou baixo são:

  • Baixo: menor que 40 mg/dl para homens e mulheres
  • Ideal: acima de 40 mg/dl

 

Os valores de referência do VLDL alto ou baixo são:

  • Alto: acima de 40 mg/dl
  • Baixo: abaixo de 30 mg/dl Ideal: até 30 mg/dl.

 

O valor de referência para colesterol total é:

  • Desejável: abaixo de 190 mg/dl

 

Colesterol normal: Tabela resumida

 

Tipo de colesterol Valor de ref. para adultos maiores de 20 anos Valor de ref. para crianças e adolescentes
Colesterol total menor que 190 mg/dl menor que 170 mg/dl
Colesterol HDL (bom) maior que 40 mg/dl maior que 45 mg/dl
 

 

 

 

 

 

Colesterol LDL (ruim)

menor que  130 mg/dl – em pessoas com risco

cardiovascular baixo*

 

menor que 100 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular intermediário*

 

menor que  70 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular alto*

 

menor que 50 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular muito alto*

 

menor que 110 mg/dl
 

 

 

 

 

 

Colesterol não-HDL

menor que  160 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular baixo*

 

menor que 130 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular intermediário*

 

menor que 100 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular alto*

 

menor que 80 mg/dl – em pessoas com risco cardiovascular muito alto*

 

 

* O médico que irá determinar durante uma consulta o risco cardiovascular, para chegar a uma conclusão, ele leva em conta os fatores de risco para alguém desenvolver uma doença cardiovascular, como tabagismo, presença de outras doenças – hipertensão, diabetes, etc. -, idade avançada, entre outros…

 

Como é realizado o teste de colesterol nas crianças?

Normalmente, o Instituto Americano do Coração, Pulmão e Sangue recomenda um teste de triagem de colesterol entre as idades de 9 e 11 anos para a maioria das crianças, e outro teste de triagem de colesterol entre as idades de 17 e 21 anos.

 

Se a criança tiver uma história familiar de doença cardíaca precoce ou um histórico pessoal de obesidade ou diabetes, o médico pediatra poderá recomendar um teste de colesterol mais cedo ou repeti-lo com mais frequência.

 

O que são colesterol IDL e Não-HDL?

O IDL (Intermediate low-density lipoprotein) é um tipo de colesterol parecido com o LDL. Como tem efeitos semelhantes, ele não é normalmente dosado individualmente, mas sim junto com o LDL. Logo, quando recebemos o valor do LDL, normalmente estamos falando do valor de LDL + IDL. Já o colesterol não-HDL é a soma de todos os tipos de colesterol considerados ruins: IDL+LDL+VLDL. Por esta razão, pode ser que o colesterol não-HDL seja um marcador mais sensível de risco de aterosclerose do que o LDL isoladamente.

 

Colesterol alto: Sintomas físicos, verdade ou mito?

O colesterol alto por si só não acarreta nenhum sintoma. Por isso, muitas pessoas nem imaginam que estão com esse problema. Portanto, é preciso descobrir qual o nível do seu colesterol consultando um médico e fazendo exames de sangue periódicos. O ideal seria realizar esses exames a cada 6 ou 12 meses no máximo.

 

Mas então, quais os sintomas de colesterol alto?

Até mesmo quando o paciente apresentar valores extremamente elevados não irá apresentar sintomas de colesterol alto. Os sintomas como dor no peito, falta de ar e palpitação podem estar associados a uma doença causada pelo aumento dos níveis de colesterol com angina pectoris ou mesmo infarto agudo do miocárdio.

O que aumenta o colesterol?

Toda a formação, como o que causa o colesterol alto, depende de alguns fatores, como genética, estilo de vida, prática ou não de atividade física e dieta. É fato que apenas 30% do colesterol depende da dieta, mas ela é de extrema importância quando necessita-se equilibrar os níveis tanto de LDL quanto de HDL.

 

Há de se levar em conta também os pré-determinados fatores de risco.

Colesterol alto – Causas e fatores de risco

Lembre-se que a maioria das possíveis causas para se desenvolver colesterol alto são atitudes que podemos controlar, cuide-se e atente-se à sua saúde e qualidade de vida. Só existem alguns fatores de risco para o colesterol elevado que estão fora do nosso alcance. São eles:

Sedentarismo

Não praticar nenhum tipo de exercício aumenta o risco de colesterol LDL alto.

Diabetes

Indivíduos que possuem diabetes mellitus são mais suscetíveis a apresentarem baixos níveis de colesterol HDL e altas taxas do LDL. Infelizmente, o alto açúcar no sangue prejudica as paredes arteriais.

Sexo e Idade

Ser mulher e estar na menopausa (por volta dos 45 a 55 anos) aumenta o risco de colesterol LDL alto. O hormônio estrogênio oferece um efeito protetor sobre o colesterol HDL, ao entrarem na menopausa, as mulheres param de produzir esse hormônio. É por isso que, desde a puberdade até chegar na menopausa, as mulheres geralmente têm níveis mais elevados de HDL colesterol e taxas mais baixas de colesterol LDL do que os homens. Após a menopausa, isso se inverte, o que aumenta as chances de doença coronária na mulher.

Tabagismo

Assim como o alto teor de açúcar no sangue, o cigarro prejudica as paredes arteriais tornando-as mais suscetíveis ao acúmulo de colesterol ruim (LDL). Fumar também pode diminuir o colesterol bom (HDL).

Obesidade

Um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais coloca uma pessoa em maior risco de colesterol alto.

 

Histórico familiar

 

A genética também é relevante nesse caso, ter um histórico familiar de colesterol alto é também um fator de risco. Se os genes do colesterol alto forem herdados, pode ser que a criança já nasça com os níveis de LDL alterados, sendo necessário acompanhamento médico nesse sentido desde a infância.

 

Agora o fator de risco que podemos ter controle:

Dieta alimentar

Quem tem dislipidemia (taxas aumentadas de colesterol ruim e/ou triglicérides no sangue) deve se preocupar ainda mais com sua alimentação e apesar de indicada para qualquer pessoa que deseja comer de forma saudável, independente do valor que esteja seu colesterol, uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas faz-se extremamente necessária.

 

Visto que, a gordura saturada, gordura trans e o açúcar podem elevar o LDL “ruim” e os níveis de triglicérides, aumentando o risco geral de colesterol alto. Só não podemos esquecer mais uma vez que 70% do nosso colesterol é de origem endógena (produzido pelo fígado) e apenas 30% vem da alimentação. Portanto, se os valores do LDL estiverem muito elevados, somente a dieta não será suficiente para normalizar os valores do colesterol ruim.

O que fazer quando o colesterol está alto?

Agora que já entendemos um pouco sobre o que é colesterol alto, caso apresentemos alterações significativas, precisamos saber o que fazer para que voltemos rapidamente, pelo menos em 3 meses, com o resultado de nosso exame de colesterol satisfatório, pondo os cuidados com nossa saúde em primeiro lugar.

 

A primeira medida que devemos tomar é mudarmos nossa alimentação, por exemplo, seguir uma dieta pobre em alimentos com muita gordura, como carnes “gordas”, manteiga e óleos, dando preferência para alimentos de fácil digestão e pouco gordurosos, como as frutas, hortaliças, legumes crus ou cozidos somente com sal e carnes mais magras.

 

Além disso, também é importante praticar atividade física regular e, se o médico achar necessário, fazer uso de medicamentos que, juntamente com a alimentação e o exercício físico, ajudam a manter os níveis de colesterol regulados. Alguns dos medicamentos mais utilizados incluem Sinvastatina, Rosuvastatina, Pravastatina ou Atorvastatina, por exemplo.

 

Em suma, se está em dúvida com o colesterol alto: o que fazer? Você pode seguir os seguintes passos para conseguir obter um resultado de colesterol normal:

 

  1. Perder peso.
  2. Diminuir ou cortar totalmente o consumo de bebidas alcoólicas;
  3. Reduzir o consumo de açúcares simples;
  4. Diminuir a ingestão de carboidratos refinados ou ultraprocessados;
  5. Preferir gorduras poli-insaturadas, ricas em ômega-3, presentes em peixes como salmão e sardinha;
  6. Praticar atividades físicas pelo menos 3 a 5 vezes por semana;
  7. Fazer uso de remédios quando estas medidas alimentares não forem suficientes para controle do colesterol, quando indicados pelo médico.

A diferença das gorduras que ingerimos

Quando falamos de colesterol, tanto o LDL como HDL, colesterol total, triglicérides e perfil lipídico, nada mais são do que gordura no sangue. Da mesma forma, quando nos referimos às gorduras presentes nos alimentos, ou ácidos graxos, podemos identificar que elas possuem diferentes estruturas. Podendo ser classificadas como:

 

Saturadas

 

Estão presentes principalmente em alimentos de origem animal;

 

Insaturadas (poli ou mono)

 

Encontradas em óleos vegetais – como de girassol e azeite – e em oleaginosas;

 

Trans

 

É obtida dos óleos vegetais, mas, ao ser submetida a um processo chamado hidrogenação, a estrutura química do óleo é modificada, fazendo com que os ácidos graxos fiquem com os átomos em alinhamento transversal – que constituem parte da confecção da gordura trans e torna-se ainda mais prejudicial à saúde que a saturada.

 

De maneira geral, uma dieta com excesso de gorduras saturadas ou trans pode levar ao aumento do colesterol ruim (LDL). Já as gorduras insaturadas podem combatê-lo. Mas há algumas pegadinhas: óleos vegetais ricos em poli-insaturados, como os de girassol, milho e soja, baixam o nível de LDL, mas não na mesma proporção em que as gorduras saturadas aumentam esse índice. E, em excesso, podem baixar o colesterol HDL e ter um efeito inflamatório no organismo, resultado nada bom para a nossa saúde.

 

As gorduras monoinsaturadas, presentes no azeite, no abacate e no amendoim, parecem reduzir o LDL sem baixar o HDL.  Por fim, é bom lembrar que o excesso de açúcares, ou carboidratos, também é convertido em gordura, ou melhor, triglicérides, se não houver gasto energético suficiente. Por isso, nossos resultados de exames que dosam o colesterol e o triglicérides dependem de toda a dieta que consumimos, também de nossas atividades diárias, do nosso metabolismo e, é claro, infelizmente, da nossa genética.

Quais as possíveis complicações do colesterol alto?

Como já vimos, níveis muito elevados de colesterol LDL estão associados a doenças coronarianas e aterosclerose. Vamos ver um pouco sobre isso mais a frente:

 

Aterosclerose

 

Trata-se do endurecimento das paredes dos vasos arteriais e é causado pela deposição de gordura e colesterol. Há uma predisposição genética que, combinada com o fumo, o estresse, a vida sedentária e a pressão alta, pode levar à doença.

 

Doença coronariana

 

Doença arterial coronária ou doença arterial coronariana é um grupo de doenças que inclui angina estável, angina instável, infarto do miocárdio e parada cardiorrespiratória.

 

Qual o melhor tratamento e cuidados para o colesterol alto?

A partir do diagnóstico de colesterol alto confirmado pelo médico, chega a hora de encarar mudanças em seu estilo de vida, como começar a se exercitar e consumir uma dieta saudável. É isso que será a primeira linha de defesa contra o colesterol elevado.

Uso de medicamentos

Mesmo mudando sua dieta e focando em atividade física regular, é perfeitamente possível que muitas vezes o colesterol permaneça elevado, por isso, o médico acaba recomendando o uso de certos medicamentos para diminuir os níveis de LDL.

 

Os medicamentos normalmente escolhidos para a redução do LDL e aumento do HDL são as chamadas estatinas, também conhecidas como inibidores da enzima HMG-coA reductase (enzima do fígado responsável pela produção de colesterol).

 

Citamos alguns exemplos delas logo acima, agora disponibilizamos uma lista com as estatinas que dispomos nas farmácias:

 

  • Sinvastatina
  • Atorvastatina
  • Fluvastatina
  • Pravastatina
  • Rosuvastatina
  • Pitavastatina

Considerações importantes sobre as estatinas

A função principal das estatinas é inibir HMG-CoA redutase resultando na redução do nível de LDL em 25-50% e de triglicerídeos em 10-25% e também aumentando o nível de HDL em 5%. Contudo, outras ações farmacológicas estão sendo relacionadas às estatinas como, melhora na função endotelial; redução da função endotelial, da inflamação vascular, da agregação plaquetária; aumento da neovascularização do tecido isquêmico; estabilização da placa aterosclerótica; ações antitrombóticas; aumento da fibrinólise; indução do processo de apoptose dos osteoclastos e aumento na atividade de síntese dos osteoblastos.

Graças a isso, as estatinas são indicadas para o tratamento da hipercolesterolemia, aterosclerose coronariana e profilaxia da aterosclerose, doenças inflamatórias crônicas, doença vascular periférica e até mesmo diabetes tipo II.

 

Algumas diferenças são observadas entre estes fármacos, por exemplo:

 

– Sinvastatina, Lovastatina e Pravastatina são inibidores competitivos da HMG-CoA redutase enquanto que a inibição pela Atorvastatina é prolongada;

 

– Atorvastatina e Rosuvastatina são as estatinas mais potentes, enquanto a Fluvastatina é considerada a menos potente.

Principais características observadas nesses medicamentos

 

Algumas estatinas possuem uma grande seletividade de atuação, principalmente como decorrência de características como a lipossolubilidade. Neste aspecto, verifica-se que a Pravastatina e a Rosuvastatina são fármacos que podem ser considerados relativamente hidrossolúveis, quando comparados com as demais estatinas.

 

As estatinas também podem diferir na capacidade de interação com outros medicamentos que utilizam a mesma via de metabolização. Recentemente, muitos efeitos pleiotrópicos têm sido relatados com estas drogas, bem como propriedades anti inflamatórias, melhora na função endotelial e benefícios na hemostasia.

 

As estatinas são bem absorvidas por via oral e sofrem extenso efeito logo de primeira passagem. A Sinvastatina é um profármaco de lactona inativa que depende de metabolização hepática para transformação na sua forma ativa. Recomenda-se que a administração das estatinas seja à noite, devido à biossíntese de colesterol ocorrer ao dia.

 

Podemos concluir também que a potência de cada uma delas é diferente tratando-se da redução de colesterol e proteção contra eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Utilizadas em doses de potências equivalentes, a proteção contra eventos cardiovasculares torna-se semelhante. Os efeitos colaterais que elas podem causar também são semelhantes, no entanto, algumas causam efeitos adversos com mais facilidade do que outras.

 

Os efeitos adversos das estatinas consistem em: lesão hepática, dor muscular, miopatias, miosite que pode evoluir para rabdomiólise, insuficiência renal aguda, flatulência, diarreia e hipersensibilidade (exantemas). A associação de um fármaco do tipo estatina e niacina ou genfibril aumenta o risco a rabdomiólise.

 

As diretrizes de várias sociedades de cardiologia na América e na Europa para tratamento do colesterol elevado e da aterosclerose, de um modo geral tendem a recomendar o uso da Rosuvastatina ou da Atorvastatina por serem as mais potentes e também as que possuem mais estudos comprovando os seus benefícios.

 

É importante ressaltar que as estatinas têm importantes interações com outras drogas. A principal envolve as enzimas responsáveis pela eliminação das mesmas pelo fígado. As enzimas do fígado, especificamente as do citocromo P-450, são responsáveis pela eliminação de todas as estatinas do organismo, com exceção da Pravastatina e da Rosuvastatina. Dessa forma, medicamentos que bloqueiam a ação destas enzimas hepáticas aumentam os níveis de estatinas como a Atorvastatina e a Sinvastatina no sangue, mas não da Rosuvastatina ou da Pravastatina.

 

O aumento da Sinvastatina no sangue ou da Atorvastatina, pelo uso concomitante com fármacos que bloqueiam a ação destas enzimas hepáticas, eleva significativamente o risco de rabdomiólise.

É possível prevenir a elevação do colesterol ruim?

Fora a alimentação equilibrada, há outras medidas que podem ser tomadas para se evitar o aumento do colesterol ruim que pode ser a causa de vários problemas de saúde a longo prazo, lembrando que essas medidas também podem ajudar a diminuir, caso o colesterol já esteja elevado segundo o resultado dos exames:

 

  • Atividades físicas: o exercício físico pode ajudar a emagrecer e a diminuir as tensões. Quando você controla o seu peso e se exercita, tanto fazendo musculação, caminhada, corrida, spinning, aero jump, zumba ou praticando algum esporte, como vôlei, futebol, basquete, handebol, tênis, etc., sente-se mais bem disposto e diminui o risco de infarto e os níveis alterados de colesterol no sangue.

 

  • Não fume: o cigarro por si só é um fator de risco alto para doença arterial coronária.

Junto ao colesterol, as chances de desenvolvê-la se multiplicam ainda mais.

 

  • Evite o estresse: quando se leva uma vida menos estressada também se diminui o risco de infarto e reduz o colesterol. Procure fazer coisas que te acalmem e produz uma boa sensação de relaxamento, vale assistir um bom filme, ou maratona de séries, um café com amigos, um passeio com o animal de estimação ao ar livre, a leitura de um bom livro, ou qualquer outro hobby que proporcione paz de espírito e leveza. Quando falamos em evitar o estresse, significa ficar longe de situações que podem te deixar irritado, claro que dentro do possível e de acordo com a sua realidade…

 

  • Faça uma reeducação alimentar com baixos níveis de gordura e colesterol: controle-se rigorosamente e leve a dieta não como uma condição pontual e com data para terminar, mas como algo possível de se manter a médio e longo prazo, mais como um estilo de vida mesmo.

 

Reiterando que todos os alimentos de origem animal têm colesterol. Desse modo, Prefira os alimentos de origem vegetal: as frutas, as verduras, os legumes e os grãos e cereais integrais. As pessoas que têm predisposição ao colesterol alto devem seguir as mesmas recomendações que damos para quem faz tratamento: basicamente manter hábitos de vida saudáveis, evitar o fumo e controlar o colesterol e a pressão arterial.

 

Hábitos que podem ajudar na manutenção da sua alimentação e consequentemente melhorar sua qualidade de vida:

 

  • Comer bastante frutas e vegetais.
  • Dar preferência em comer peixe grelhado ou assado e menos carnes gordurosas fritas.
  • Comer uma maior variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs. As fibras, além de ajudar a reduzir as taxas de colesterol, também auxiliam muito no trânsito intestinal, desde que ingeridas com bastante água.
  • Diminuir a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados do leite. Iogurtes, queijos e manteiga, por exemplo.
  • Diminuir também os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado.
  • Preferir usar os derivados do leite pobres em gordura: leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light.
  • Evitar frituras por imersão de maneira geral.

 

Pessoas que sofrem de diabetes devem ter os cuidados com a alimentação redobrados, afinal, elas apresentam riscos de manifestações da aterosclerose de três a quatro vezes maior que as pessoas não-diabéticas.

 

Agora, fique por dentro dos alimentos que ajudam a reduzir as taxas de colesterol no sangue e também dos que precisam ser evitados, ou pelo menos, reduzidos, pois podem ajudar a elevar o LDL. Confira agora mesmo:

Alimentos ricos em colesterol:

  • Bacon
  • Chantilly
  • Ovas de peixes
  • Bolachas amanteigadas
  • Doces cremosos
  • Pele de aves
  • Camarão
  • Queijos amarelos
  • Carnes vermelhas “gordas”
  • Gema de ovos
  • Sorvetes cremosos
  • Creme de leite
  • Lagosta
  • Vísceras.

Alimentos que ajudam na redução do colesterol:

  • Aipo
  • Couve-de-bruxelas
  • Bagaço da laranja
  • Ameixa preta
  • Ameixa preta
  • Couve-flor
  • Mamão
  • Amora
  • Damasco
  • Mandioca
  • Azeite de oliva
  • Ervilha
  • Pão integral
  • Aveia
  • Farelo de aveia
  • Pêra
  • Cenoura
  • Farelo de trigo
  • Pêssego
  • Cereais integrais
  • Feijão
  • Quiabo
  • Cevada
  • Figo
  • Vegetais folhosos.

 

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