Doenças de coração: As maiores causadoras de mortes no mundo!

08/10/2019 0 Por cliquefarma

Doença cardiovascular ou Doença cardíaca é um termo geral que usamos para designar diversas condições médicas crônicas ou agudas que afetam um ou mais componentes do coração.

Entre os pulmões existe uma cavidade conhecida como mediastino. Este é o lugar onde o coração está posicionado – para se ter uma ideia, parte-se do centro do corpo humano, dois terços para a esquerda. O coração é um órgão muscular do tamanho de um punho, que bombeia o sangue através da rede de artérias e veias chamada sistema cardiovascular.

 

Nele encontramos, suas quatro câmaras:

 

  • Átrio direito: é a câmara que recebe o sangue das veias e bombeia para o ventrículo direito;
  • Ventrículo direito: ela recebe o sangue do átrio direito e bombeia para os pulmões, onde ele é carregado com oxigênio;
  • Átrio esquerdo: recebe sangue oxigenado dos pulmões e bombeia para o ventrículo esquerdo;
  • Ventrículo esquerdo: bombeia o sangue oxigenado para o resto do corpo. As contrações do ventrículo esquerdo é que criam a nossa pressão arterial.

 

As artérias coronárias correm através da superfície do coração e fornecem sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco. Uma teia de tecido nervoso também atravessa o coração, conduzindo os sinais neurológicos complexos que regem a contração e relaxamento. Essa teia que envolve o coração é um saco chamado 

Quando ocorre a doença de coração?

A doença cardíaca ocorre quando uma dessas estruturas não está funcionando corretamente. Citando algumas doenças cardíacas comuns, podemos falar de:

 

  • Angina instável e estável
  • Arritmia cardíaca
  • Artrose
  • Aterosclerose (doença cardíaca coronária)
  • Cardiomiopatia
  • Cardiopatia congênita
  • Doença arterial periférica
  • Endocardite
  • Estenose mitral
  • Estenose pulmonar
  • Fibrilação atrial
  • Hipertensão
  • Hipotensão
  • Infarto
  • Insuficiência cardíaca
  • Pericardite
  • Prolapso da válvula mitral
  • Síndrome coronariana aguda
  • Sopro no coração
  • Taquicardia Ventricular
  • Tumor cardíaco.

 

Algumas doenças de coração

Agora, vamos falar um pouco a fundo sobre algumas delas, suas principais causas, sintomas e tratamentos.

Angina

A angina é uma dor no peito temporária ou uma sensação de pressão que ocorre quando o músculo cardíaco não está recebendo oxigênio suficiente. 

Principais causas

As artérias coronarianas, que se ramificam da aorta assim que esta sai do coração, fornecem o sangue necessário que é rico em oxigênio para o coração funcionar.  A angina vai ocorrer quando a carga de trabalho do coração (e a necessidade por oxigênio) exceder a capacidade das artérias coronarianas de suprir sangue ao coração. 

 

Esse fluxo sanguíneo coronariano pode ficar limitado quando as artérias se estreitam. Essa constrição é normalmente resultante de depósitos de gordura nas artérias (aterosclerose), mas também pode ser decorrente de um espasmo da artéria coronariana. O fluxo sanguíneo inadequado para qualquer tecido é denominado isquemia.

Em geral, quando a angina ocorre devido à aterosclerose, manifesta-se inicialmente durante um esforço físico ou um estresse emocional, que fazem com que o coração trabalhe mais e aumente a sua necessidade de oxigênio. Se a artéria apresentar uma estenose significativa (geralmente superior a 70%), pode ocorrer angina, mesmo durante o repouso, quando as necessidades do coração estão reduzidas ao mínimo.

Classificação da angina

 

Angina noturna: ocorre à noite, durante o sono.

 

Angina estável: trata-se da dor ou desconforto no tórax que geralmente ocorre com a atividade ou esforço. Estes episódios de dor ou desconforto são provocados por quantidades semelhantes ou consistentes de atividade ou esforço.

 

Angina de decúbito: a angina que ocorre quando uma pessoa está deitada (não necessariamente apenas à noite), sem qualquer causa aparente. A angina de decúbito ocorre porque a gravidade redistribui líquidos no corpo. Esta redistribuição faz o coração trabalhar mais.

 

Angina variante: resulta de um espasmo de uma das grandes artérias coronarianas na superfície do coração. Ela é chamada variante porque se caracteriza por dor durante o repouso, não durante o esforço, além de alterações específicas detectadas através de um eletrocardiograma (ECG) durante um episódio de angina.

 

Angina instável: esta refere-se à angina na qual o padrão de sintomas se altera. Como as características de angina em uma determinada pessoa geralmente permanecem constantes, qualquer alteração – como dor mais grave, ataques mais frequentes, ou ataques que ocorrem com menos esforço ou durante o repouso – é grave. Isso, geralmente reflete um estreitamento súbito de uma artéria coronariana por um ateroma que tenha rompido ou por um coágulo de sangue que tenha se formado. O risco de um ataque cardíaco é elevado. A angina instável é considerada uma síndrome coronariana aguda, que vamos falar mais para frente sobre.

Tratando a angina

Depois de consulta ao médico e feitos os exames necessários para o diagnóstico de angina, o médico irá conversar com o paciente, informando a importância de se fazer:

 

  • Alterações no estilo de vida
  • Terapia medicamentosa
  • Às vezes, o tratamento para desobstruir vasos sanguíneos (terapia de revascularização)

 

O tratamento começa com a tentativa de diminuir ou reverter a progressão da doença arterial coronariana através do gerenciamento de fatores de risco. Esses seriam a hipertensão arterial e níveis elevados de colesterol, que são tratados prontamente. Parar de fumar também se torna crucial. Uma dieta variada com baixo teor de gordura e pobre em carboidratos de açúcar simples e a prática de exercícios são recomendadas (para a maioria das pessoas). A perda de peso, se necessária, também é recomendada.

 

Quando os sintomas são estáveis ​​e leves a moderados, o tratamento mais eficaz pode ser a modificação de fatores de risco e a utilização de certos medicamentos. Se estes não reduzirem os sintomas acentuadamente, um procedimento para restaurar o fluxo de sangue até as áreas afetadas do coração (um procedimento de revascularização) pode ser necessário. Quando os sintomas pioram rapidamente, geralmente é necessária hospitalização imediata e avaliação da pessoa para detectar uma síndrome coronariana aguda.

Tratamento medicamentoso

Os médicos realizam diversos tipos de tratamento para pessoas com angina. São utilizados diferentes medicamentos, todos eles visando:

 

  • Solucionar um ataque de angina (nitratos);
  • Prevenir a ocorrência de angina (betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio, às vezes um medicamento mais novo, a ranolazina);
  • Impedir e reverter o bloqueio da artéria coronariana (inibidores da enzima conversora de angiotensina [ECA], bloqueadores dos receptores de angiotensina II, estatinas e medicamentos antiplaquetários).

Cardiomiopatia

Trata-se de uma inflamação do músculo cardíaco que provoca sua ampliação e enfraquecimento. A condição compromete a capacidade de bombear sangue, podendo ocorrer à insuficiência cardíaca.

 

Existem quatro tipos da doença. O mais comum é a cardiomiopatia dilatada, que atinge pessoas de 20 a 60 anos, e ocorre quando o coração não bombeia sangue suficiente. Na cardiomiopatia restritiva, o músculo cardíaco se torna duro e rígido, o que compromete o fluxo sanguíneo. O terceiro tipo, cardiomiopatia hipertrófica, se caracteriza pelo espessamento das paredes do coração, que bloqueia o fluxo de sangue para fora do ventrículo. Por último, temos a cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo, um tipo raro que ocorre quando o tecido do músculo cardíaco é substituído por um tecido cicatrizado, afetando os sinais elétricos do coração.

Fatores de risco e sintomas da cardiomiopatia

Infelizmente, na maioria dos casos, as causas da cardiomiopatia são desconhecidas. Em outros, é possível identificar alguns fatores ligados ao surgimento, como: pressão alta de longo prazo, problemas nas válvulas cardíacas, infecções virais, condições genéticas, deficiências nutricionais, distúrbio de tireóide, diabetes e alcoolismo. 

 

Normalmente, em todos os tipos, os sintomas são os mesmos, ela vai ocorrer quando as câmaras do coração ficarem dilatadas e o bombeamento de sangue for comprometido. Para tentar compensar, ele vai dilatar ainda mais as câmaras. Com o passar do tempo, o coração vai ficando mais fraco e pode ocorrer insuficiência cardíaca, que apresenta:

 

  • Falta de ar
  • Inchaço nas pernas ou abdômen
  • Tosse
  • Fadiga
  • Arritmia

 

Tratamento para cardiomiopatia

Quando a cardiomiopatia é assintomática, o tratamento, muitas vezes, não é necessário. Em outros casos, tratamentos específicos dependerão do tipo da doença, dos seus sintomas e causas do problema. Assim como para tratar a angina, podem envolver medicamentos, cirurgia, procedimentos não cirúrgicos e mudanças no estilo de vida.

Infarto

Infarto do miocárdio nada mais é do que um ataque cardíaco, que ocorre quando o fluxo de sangue que leva ao miocárdio (músculo cardíaco) é bloqueado por um tempo prolongado, de modo que parte do músculo cardíaco seja danificado ou morra.

 

É muito importante enfatizar que o infarto pode ser fatal. Com tratamento adequado, é possível evitar danos significativos no músculo cardíaco e isso é primordial para que o paciente possa viver muitos anos sentindo-se bem. Por isso, é de extrema importância chamar a emergência ou correr para o hospital nos primeiros sinais do problema.

 

Dentre as doenças cardiovasculares líderes em matar no mundo, sendo responsáveis por pelo menos 30% das causas só aqui no Brasil, o infarto fica entre as primeiras mais perigosas!

Principais causas e fatores de risco para infarto

O infarto ocorre quando uma ou mais artérias que levam oxigênio ao coração (chamadas artérias coronárias) são obstruídas abruptamente por um coágulo de sangue formado em cima de uma placa de gordura (ateroma) existente na parede interna da artéria. Cerca de 50% a 60% dos infartos ocorrem em pessoas previamente assintomáticas. Por conta disso, o check-up é tão importante.

 

Podemos citar como fatores de risco:

 

  • Idade: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais têm maior propensão ao infarto;
  • Tabagismo;
  • Hipertensão;
  • Colesterol elevado;
  • Diabetes;
  • Histórico familiar de infarto;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Estresse;
  • Alcoolismo;
  • Uso de drogas ilegais estimulantes, como cocaína.

Principais sintomas

Em geral se diz que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical. As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou ainda falta de ar sem dor. Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos deve ser investigada e considerada como uma doença grave, especialmente se associada a:

 

  • Vômitos
  • Suor frio
  • Fraqueza Intensa
  • Palpitações
  • Falta de ar
  • Sensação de ansiedade
  • Fadiga
  • Sonolência
  • Desmaio, tontura ou vertigem.

 

Nem todas as pessoas que tem um infarto sofrem os mesmo sintomas ou os mesmos danos ao coração. Muitos infartos não são graves nem dramáticos, podendo não apresentar sintomas ou sinais pouco específicos, como dor no queixo.

Como funciona o tratamento?

O tratamento de infarto vai variar de acordo com a situação. Pode ser que o médico prescreva medicamentos, o paciente pode ser submetido a um procedimento invasivo ou ambos – dependendo da gravidade do estado e da quantidade de danos ao seu coração.

 

Podemos citar alguns medicamentos indicados no tratamento de infarto:

 

  • Ácido acetilsalicílico
  • Trombolíticos
  • Medicamentos semelhantes ao ácido acetilsalicílico para ajudar a prevenir a formação de coágulos novos, chamados inibidores da agregação plaquetária
  • Outros medicamentos para afinar o sangue
  • Analgésicos
  • Nitroglicerina
  • Betabloqueadores
  • Inibidores de ECA
  • Medicamentos para baixar o colesterol.

Procedimentos

Além de medicamentos, o paciente ainda pode passar por um dos seguintes procedimentos para o tratamento de ataque cardíaco:

  • Angioplastia coronária com implante de stent;
  • Cirurgia de revascularização miocárdica.

Síndrome coronariana aguda

Chamamos de Síndrome coronariana aguda o resultado de um bloqueio repentino em uma artéria coronariana. Esse bloqueio provoca angina instável ou ataque cardíaco (infarto do miocárdio) dependendo da localização e da intensidade do bloqueio.

Considerações importantes sobre a síndrome coronariana aguda:

 

  • Pessoas que sofrem de uma síndrome coronariana aguda geralmente sentem pressão ou dor no tórax, falta de ar e fadiga.
  • As pessoas que acreditam estar sofrendo de uma síndrome coronariana aguda devem pedir ajuda emergencial e, em seguida, mastigar um comprimido de aspirina.
  • Os médicos usam eletrocardiografia e medem substâncias no sangue para determinar se uma pessoa está com uma síndrome.
  • O tratamento varia dependendo do tipo, mas, geralmente, inclui tentativas de aumentar o fluxo sanguíneo até as áreas afetadas do coração.

 

Nos Estados Unidos, mais de 900.000 pessoas sofrem um ataque cardíaco ou morte cardíaca súbita a cada ano. E as síndromes coronarianas agudas causam quase 400.000 mortes a cada ano. Quase todas têm doença arterial coronariana subjacente e cerca de dois terços delas são homens.

Principais causas

Como já mencionamos acima, o músculo cardíaco precisa de um fornecimento constante de sangue rico em oxigênio. Uma síndrome coronariana aguda ocorre quando um bloqueio repentino em uma artéria coronariana reduz extremamente ou interrompe o fornecimento de sangue a uma área do músculo cardíaco (miocárdio). Se o fornecimento for reduzido extremamente ou cortado por mais de alguns minutos, o tecido cardíaco morre. Um ataque cardíaco, também denominado infarto do miocárdio (IM), é a morte do tecido cardíaco devido a isquemia.

 

Um coágulo sanguíneo é a causa mais comum do bloqueio da artéria coronariana. Normalmente, a artéria já está parcialmente estreitada por um acúmulo de colesterol e outros materiais gordurosos na parede da artéria (ateroma). Um ateroma pode se romper ou estourar, o que libera substâncias que tornam as plaquetas mais pegajosas, estimulando a formação de coágulos. Em cerca de dois terços das pessoas, o coágulo se dissolve por conta própria, normalmente dentro de um ou dois dias. No entanto, até esse momento, alguns danos cardíacos geralmente já ocorreram.

ODEL:

Pouco frequentemente, um ataque cardíaco ocorre quando um coágulo se forma no próprio coração, rompe-se, e se aloja em uma artéria coronariana. Outra causa rara é um espasmo de uma artéria coronariana que interrompe o fluxo de sangue. Espasmos podem ser causados por drogas, como a cocaína. A causa é, às vezes, desconhecida.

Classificação das síndromes coronarianas agudas

Os médicos classificam as síndromes coronarianas agudas com base no seguinte:

  • Presença de substâncias no sangue (marcadores séricos) liberadas pelo coração danificado;
  • Sintomas;
  • Resultados de eletrocardiogramas (ECG)

 

Esta classificação é importante porque os tratamentos vão diferir dependendo da síndrome coronariana aguda específica. A classificação consiste em angina instável e dois tipos de ataque cardíaco:

 

  • Angina instável: Pessoas que têm angina instável não têm sinais de ataque cardíaco em seus ECGs ou exames de sangue.
  • IM sem elevação do segmento ST: é um ataque cardíaco que os médicos podem identificar por exames de sangue, mas que não produz alterações típicas (elevação do segmento ST) em um ECG.
  • IM com elevação do segmento ST é um ataque cardíaco que os médicos podem identificar por exames de sangue e que também produz alterações típicas (elevação do segmento ST) em um ECG.

Qual o tratamento para as síndromes coronarianas agudas?

  • Medicamentos
  • Reabertura ou desvio de artérias bloqueadas
  • Alterações no estilo de vida

 

Atenção! Lembre-se que as síndromes coronarianas agudas são emergências médicas. Metade das mortes devido a um ataque cardíaco ocorre nas primeiras três a quatro horas após o início dos sintomas. Quanto mais cedo o tratamento começar, maiores as chances de sobrevivência. Qualquer pessoa com sintomas que possam indicar uma síndrome coronariana aguda devem obter atenção médica imediata. 

 

O transporte imediato para o departamento de emergência de um hospital por uma ambulância com pessoal treinado pode salvar a vida da pessoa. Tentar entrar em contato com o médico, parentes, amigos ou vizinhos da pessoa é um desperdício de tempo perigoso.

 

As pessoas recebem medicamentos para prevenir a formação de coágulos sanguíneos, para reduzir a ansiedade e até para reduzir o tamanho do coração. Pode ser que o tratamento medicamentoso precise ser feito até depois que a pessoa tiver se recuperando de um ataque cardíaco. Os medicamentos são usados para reduzir a carga de trabalho do coração durante e depois de um ataque cardíaco.

 

Diagnosticando doenças cardíacas

Alguns exames normalmente feitos para diagnosticar ou acompanhar doenças cardíacas:

 

  • Eletrocardiograma;
  • Ecocardiograma;
  • Teste ergométrico;
  • Cateterismo cardíaco;
  • Holter – Monitor cardíaco portátil.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma (ECG) é feito com um aparelhinho ligado a eletrodos que avalia o ritmo dos batimentos cardíacos em repouso. É um exame bem simples, usado rotineiramente tanto na triagem dos prontos-socorros quanto em check ups preventivos solicitados pelo cardiologista. Muito utilizado para flagrar arritmias e taquicardias ou bradicardias. Mas é um teste inicial. Ou seja, ele aponta possíveis suspeitas, que devem ser confirmadas com outros exames.

Ecocardiograma

É um exame de ultrassom que avalia o funcionamento do coração. Os resultados são mais detalhados do que os obtidos em um raio X, além de não expor o paciente à radiação. O ecocardiograma transtorácico, por Doppler e ecocardiograma sob estresse são realizados por um técnico de ultrassom treinado. A ecocardiografia transesofágica é realizada por um profissional endoscopista ou cardiologista. Em todos os tipos de ecocardiograma, a frequência cardíaca pode estar sendo sendo monitorada por eletrodos.

Teste ergométrico

O teste ergométrico é um importante exame empregado na avaliação cardiológica.

Seu diferencial se deve ao fato de o teste ocorrer com o paciente submetido a um exercício físico de maior intensidade. Por isso, também o chamamos de teste de esforço ou eletrocardiograma de esforço. Seja para identificar problemas cardíacos, avaliar atletas, liberar pacientes para a prática de atividades físicas ou um simples exame de rotina, o teste ergométrico permite ao médico entender como o coração do indivíduo reage nessa situação específica.

Cateterismo cardíaco

Ele consiste na introdução de um cateter, que é um tubo flexível extremamente fino, na artéria do braço ou da perna do indivíduo, que será conduzido até o coração. O cateterismo cardíaco também é conhecido como angiografia coronária.

Ele pode ser indicado no diagnóstico e tratamento do infarto ou da angina, pois examina o interior dos vasos sanguíneos e do coração, sendo capaz de detectar e remover acúmulos de placas de gordura ou lesões nestas regiões. 

Holter – Monitor cardíaco portátil

É um tipo de eletrocardiograma que é realizado com um aparelho portátil para avaliar o ritmo do coração num período de 24, 48 ou 72 horas. Geralmente, esse exame Holter de 24 horas é solicitado  pelo médico quando o paciente apresenta sintomas frequentes de tonturas, palpitações ou falta de ar, que podem indicar alterações cardíacas. 

Tratamento para doenças de coração

Após o diagnóstico de doenças de coração, somente um médico pode dizer qual o medicamento e o tipo de tratamento mais indicado para o seu caso, assim como a dosagem correta e a duração do tratamento. 

 

A própria ANVISA divulgou dados em que as doenças cardíacas lideraram o comércio farmacêutico de medicamentos em 2017.

 

Orientamos nossos leitores a seguir sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedicar. Também não interromper o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, seguir as instruções na bula.

Prevenindo doenças cardíacas

Reduza o consumo de sal

O uso excessivo de sal costuma levar a um aumento de sódio na pressão sanguínea, o que vai reter o líquido presente no sangue, aumentando a produção do mesmo pelo organismo e, consequentemente elevar a pressão arterial. A hipertensão é responsável por ocorrências de infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo especialistas, o brasileiro consome aproximadamente o dobro do que deveria de sal, alimento esse que é a principal fonte de sódio – sendo por isso um dos maiores vilões da pressão alta. 

 

Normalmente, a quantidade ingerida é alta porque as pessoas não dispensam o uso do saleiro durante as refeições. Por causa disso, a recomendação é acrescentar apenas três gramas de sal às nossas refeições por dia. Para termos uma ideia de quanto é, uma colher rasa de café tem aproximadamente um grama de sal, e ela pode ser usada como medida, sendo assim, duas colheres no almoço e uma no jantar, já é o suficiente de consumo de sódio para todo aquele dia. 

 

Para reduzir seu consumo, você pode evitar temperos prontos industrializados que têm uma grande quantidade de sódio acrescida e utilizar temperos e ervas frescas ou desidratadas, além de fazer bem à saúde, o sabor dos alimentos fica ainda melhor!

Que tal experimentar a Dieta Mediterrânea?

Essa dieta é típica da região banhada pelo Mar Mediterrâneo, ela é conhecida por seus benefícios ao coração. Os principais componentes dos pratos são as gorduras protetoras, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Responsável por aumentar o nível de colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas do colesterol ruim (LDL) do sangue, ela também evita a obstrução das artérias. 

 

Dentre as principais características dessa dieta, podemos citar o baixo consumo de carne vermelha, a ingestão de frutas, cereais e castanhas, o alto consumo de peixes, o consumo moderado de vinho e o azeite de oliva como fonte de gordura saudável. Além disso, os peixes contêm ômega 3, um reconhecido nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.

Invista no consumo de fitoesteróis

Fitoesteróis são substâncias gordurosas semelhantes ao colesterol, produzidas pelas plantas e presentes em óleos vegetais, sementes, grãos, frutas e hortaliças. Os fitoesteróis competem com o colesterol consumido na dieta e diminuem a absorção intestinal do colesterol ruim, o LDL. Eles também aumentam a excreção deste colesterol pelas fezes. 

 

Além disto, o fitoesterol altera a solubilidade do colesterol no intestino, fator que também diminui sua absorção. A ingestão de 1,6 a 2 g/dia de fitoesteróis pode reduzir a colesterolemia (nível de colesterol no sangue) em cerca de 10 a 15%, quando associados a hábitos de vida saudáveis. Boas fontes de fitoesteróis são os óleos vegetais crus, nozes, feijão, legumes, verduras e alimentos enriquecidos, como o creme vegetal.

Evite o estresse

O excesso de estresse também está relacionado com o colesterol alto, uma das principais causas da hipertensão e da obstrução das artérias do coração. 

 

Quando ficamos ansiosos, o hormônio chamado cortisol, responsável pelo crescimento da concentração de glicose no sangue é liberado, o que pode desencadear diabetes, altos níveis de triglicérides e alterações também no colesterol. 

 

Sempre que ficamos estressados, os radicais livres que costumam circular no nosso organismo aumentam de quantidade, o que pode aumentar ou agravar problemas cardíacos. Isso acontece porque eles interagem com o colesterol em excesso em nosso corpo e formam placas nas paredes das artérias e dos vasos sanguíneos, eles também são responsáveis por piorar certas doenças e ainda acelerar o envelhecimento.

Abra mão do sedentarismo

Sempre que fazemos exercícios físicos regularmente, o coração trabalha com mais eficiência e sem ter que fazer tanto esforço. O sangue flui melhor e as artérias e vasos ficam mais flexíveis e saudáveis. E é isso que previne o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, colesterol alto, AVC e hipertensão. Enquanto uma pessoa sedentária tem de 80 a 100 batimentos por minuto, uma pessoa com bom preparo físico está entre 60 e 70 batimentos por minuto. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia essa diferença já diminui em 40% o risco de doenças cardiovasculares. Lembrando vocês que para favorecer o sistema cardiovascular, os exercícios precisam elevar a frequência cardíaca. É o caso da caminhada, da bicicleta, da natação, corrida, aulas de step e jump.

Lembre-se de levar em conta o histórico familiar

Um fator de risco bastante importante para doenças cardiovasculares é o histórico familiar. Claro que a pessoa adequando seu estilo de vida de maneira saudável e fazendo um acompanhamento médico constante, é totalmente possível prevenir o problema, mas para isso, é preciso que ela conheça seus antecedentes e se houve relatos de problemas cardíacos em parentes próximos. 

 

Realizar essa pesquisa pode fazer com que a pessoa cultive bons hábitos desde cedo, o que ajuda a se prevenir contra doenças que muitas vezes sequer apresentam sintomas. Por isso, se você tem um parente próximo que sofra de colesterol alto ou hipertensão, ou então é filho de uma pessoa que sofreu um infarto ou AVC, procure um médico para que sejam realizados exames – como ecocardiograma, contagem de colesterol, pressão arterial – e mude seus hábitos de vida, como manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios, antes que o problema se agrave.

Acabe com o tabagismo

Fumar aumenta a frequência cardíaca, contrai as artérias e pode causar graves irregularidades nos batimentos cardíacos, o que acaba aumentando a carga de trabalho do coração. Fumar também aumenta a pressão sanguínea, o que eleva o risco de AVC em pessoas que já tenham hipertensão. 

 

Os componentes do cigarro agridem as paredes vasculares, aumentando as chances de aterosclerose (doença que leva a formação de placas na parede das artérias), entre outros malefícios. O cigarro também reduz o bom colesterol e contribui para o acúmulo de placas de gordura nas artérias, danificando as paredes dos vasos sanguíneos.

Mantenha o peso ideal

A obesidade pode aumentar em 60% o risco de uma pessoa morrer por doenças relacionadas ao coração, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Isso porque a doença causa uma série de alterações no metabolismo e favorece doenças como hipertensão, colesterol alto e diabetes, todas ameaças para a saúde do coração.

Atente-se à higiene bucal

A falta de higiene bucal favorece o acúmulo de micro-organismos na região, o que pode levar ao aparecimento da cárie e outros problemas na gengiva (periodontite e gengivite), bochechas, língua, palato e toda mucosa oral. Essas bactérias podem atingir áreas mais profundas da boca e atingir os vasos sanguíneos, levando até mesmo à uma infecção dos tecidos do coração. Dessa forma, é importante manter a escovação dos dentes e língua com fio dental após as refeições, além das visitas ao dentista pelo menos de 6 em 6 meses.

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Viram só como o assunto de doenças de coração é importante e os alertas contidos em nosso artigo? Se continua com alguma dúvida ou gostaria de expressar sua opinião, comente em nosso quadro de comentários que teremos o maior prazer em lhe responder!