Dezembro Vermelho – Você sabe o que significa?

02/12/2019 0 Por Redação CliqueFarma

O que é Dezembro Vermelho? Todo ano, a campanha do Dezembro Vermelho conscientiza sobre tratamento e prevenção ao HIV/Aids.

 

Essa campanha tem o objetivo de sensibilizar a população sobre a prevenção e o tratamento precoce contra o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), por isso, assim como tantas outras campanhas pelo ano e seus devidos meses e cores, começou a mobilização nacional denominada Dezembro Vermelho. 

O período foi escolhido pelo Ministério da Saúde em razão do Dia Mundial contra a Aids, celebrado no mundo inteiro em 1º de dezembro.

 

“Neste ano, o alerta é para a importância da adesão ao tratamento, pois quanto mais precoce e adequado ele for, a carga viral, que é a quantidade de HIV no organismo, será indetectável, impedindo a pessoa de adoecer, desenvolver Aids e até mesmo de transmitir o vírus para outra pessoa, tornando-se, também, importante aliado na prevenção de novos casos”, afirmou o gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde, Sérgio Dávila.

 

Quais as estratégias da campanha? 

Segundo ele, apesar dos avanços, nos últimos 30 anos de enfrentamento à doença, muito ainda precisa ser feito para reduzir a transmissão do vírus (HIV) causador da Aids. Por isso, a prevenção deve ser vista como a combinação de diversas estratégias.

 

Para além do uso da camisinha, é fundamental fazer o teste precocemente; realizar o tratamento adequado do HIV e de qualquer outra IST. E caso tenha tido uma situação de risco para o HIV, buscar a PEP (Profilaxia Pós-Exposição);e a também disponível, Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), que é o uso de medicamento específico para evitar o HIV, com gerenciamento de risco para controle de outras ISTs.

Surgimento da Campanha Dezembro Vermelho

Em 1987, a ONU criou esta campanha e, em 1991, a fitinha vermelha surgiu com artistas de Nova York, para lembrar a luta contra a AIDS e transmitir compreensão, solidariedade e apoio aos portadores do vírus HIV. 

 

No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde. A partir do momento que temos consciência sobre a doença, ou seja, formas de contágio, cuidados a serem tomados e formas de tratamento, passamos a nos cuidar mais. 

 

Em casos de dúvidas, devemos procurar ajuda, o mais rápido possível, uma vez que hoje o portador do HIV pode ter uma boa qualidade de vida, salienta a responsável pela participação do IPA na campanha, Manuela Pedrosa da Silva.

Mas afinal, o que são ISTs?

O Ministério da Saúde afirma que as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. 

De maneira menos comum, as ISTs também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

O tratamento das pessoas com ISTs melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento, o diagnóstico e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

É importante salientar que a terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

Se não tratadas adequadamente, podem provocar diversas complicações e levar a pessoa, inclusive, à morte. 

Quais as ISTs mais conhecidas?

As IST mais conhecidas são:

 

  • HIV/AIDS
  • Vírus do Papiloma Humano-HPV
  • Clamídia
  • Gonorreia ou blenorragia
  • Hepatite B
  • Sífilis
  • Herpes genital
  • Tricomoníase

AIDS/HIV – O que é, causas, sintomas e tratamentos

A AIDS é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV é a sigla em inglês). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. 

 

O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

 

É muito importante sabermos que os pacientes soropositivos, que tenham ou não AIDS, podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

 

O que é HIV?

O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae e é uma Infecção Sexualmente Transmissível. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns, como por exemplo:

  • período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença;
  • infecção das células do sangue e do sistema nervoso;
  • supressão do sistema imune.

 

Mas é errôneo dizer que quem tem HIV, tem AIDS, afinal, diversos pacientes convivem com o vírus durante anos sem sequer desenvolver a doença.

 

Causas para o HIV

Os cientistas acreditam que um vírus similar ao HIV ocorreu pela primeira vez em algumas populações de chimpanzés e macacos na África, onde eram caçados para servirem de alimento.

 

O contato com o sangue do macaco infectado durante o abate ou no processo de cozinhá-lo pode ter permitido ao vírus entrar em contato com os seres humanos, sofrer algum tipo de mutação e se tornar o HIV.

 

Formas de Transmissão 

O HIV é transmitido principalmente por relações sexuais (vaginais, anais ou orais) desprotegidas, isto é, sem o uso do preservativo; e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue, o que é frequente entre usuários de drogas ilícitas – que também podem contrair mais doenças, como hepatites.

 

Outras vias de transmissão são por transfusão de sangue, porém é muito raro, uma vez que a testagem do banco de sangue é eficiente, e a vertical, que é a transmissão do vírus da mãe para o filho na gestação, amamentação e principalmente no momento do parto, o que pode ser prevenido com o tratamento adequado da gestante e do recém-nascido.

 

A infecção pelo HIV evolui para Aids quando a pessoa não é tratada e sua imunidade vai diminuindo ao longo do tempo, pois, mesmo sem sintomas, o HIV continua se multiplicando e atacando as células de defesa, principalmente os linfócitos TCD4+.

 

Por definição, a pessoas que tem aids apresentam contagem de linfócitos TCD4+ menor que 200 células/mm3 ou têm doença definidora de aids, como neurotoxoplasmose, pneumocistose, tuberculose extrapulmonar etc. O tratamento antirretroviral visa impedir a progressão da doença para aids.

Quanto tempo demora para os sintomas da Aids se manifestarem?

Uma pessoa pode estar infectada pelo HIV, sendo soropositiva, e não necessariamente apresentar comprometimento do sistema imune com depleção dos linfócitos T, podendo viver por anos sem manifestar sintomas ou desenvolver a AIDS.

 

Existe também o período chamado de janela imunológica, que é o período entre o contágio e o início de produção dos anticorpos pelo organismo.

 

Nesse período, não há detecção de positividade nos testes, pois ainda não há anticorpos, e pode variar de 30-60 dias. Embora nesse período a pessoa não seja identificada como portadora do HIV, ela já é transmissora.

 

Quais os fatores de risco envolvidos?

Para se contrair Aids é necessário que a pessoa seja infectada pelo vírus HIV.

Vale ressaltar que toda e qualquer pessoa está sujeita a contrair o vírus HIV, uma vez que a doença não escolhe cor de pele, idade, gênero ou orientações sexuais, contudo, há alguns comportamentos de risco para a infecção por HIV:

 

  • Relação sexual (vaginal, anal ou oral) com pessoa infectada sem o uso de preservativos;
  • Compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis;
  • Reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

 

Mulheres HIV-positivas que queiram engravidar também precisam tomar as providências, sob orientação médica, para não transmitir o vírus para os seus filhos durante a gestação ou parto.

 

Mulheres infectadas pelo HIV não devem amamentar, pois o vírus pode ser transmitido pelo leite materno.

Sintomas de AIDS

Os primeiros sintomas de HIV observáveis para Aids são:

  • Fraqueza
  • Febre
  • Emagrecimento
  • Diarreia prolongada sem causa aparente

 

Nas crianças que nascem infectadas, os efeitos mais comuns são:

  • Problemas nos pulmões
  • Diarreia
  • Dificuldades no desenvolvimento

Fase sintomática inicial da Aids:

  • Candidíase oral
  • Sensação constante de cansaço
  • Aparecimento de gânglios nas axilas, virilhas e pescoço
  • Diarreia
  • Febre
  • Fraqueza orgânica
  • Transpirações noturnas
  • Perda de peso superior a 10%

Infecção aguda da Aids:

  • Febre
  • Afecções dos gânglios linfáticos
  • Faringite
  • Dores musculares e nas articulações
  • Ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias
  • Feridas na área da boca, esôfago e órgãos genitais
  • Falta de apetite
  • Estado de prostração
  • Dor de cabeça
  • Sensibilidade à luz
  • Perda de peso
  • Náuseas e vômitos

 

Os sintomas que pessoas com aids ainda podem apresentar incluem:

  • Emagrecimento não intencional
  • Fadiga
  • Aumento dos linfonodos, ou ínguas
  • Sudorese noturna
  • Calafrios
  • Febre superior a 38ºC durante várias semanas
  • Diarreia crônica
  • Manchas brancas ou lesões incomuns na língua ou boca
  • Dores de cabeça
  • Fadiga persistente e inexplicável
  • Visão turva e/ou distorcida
  • Erupções cutâneas e/ou inchaços

 

Estes sintomas podem ser agravados sem o tratamento adequado, além de que, o paciente vivendo com HIV/Aids pode apresentar outros sinais mais graves dependendo da doença oportunista que desenvolver.

Como é feito o diagnóstico de AIDS

Para fechar um diagnóstico de aids, o médico analisará a condição de saúde geral do paciente, a evolução do HIV, a resposta aos tratamentos e a presença de doenças oportunistas.

 

Existem vários testes para determinar em que estágio a doença está, dentre eles:

 

  • Contagem de CD4 – As células CD4 são um tipo de glóbulo branco que é especificamente destruído pelo HIV. A contagem de células CD4 em uma pessoa sem HIV pode variar de 500 a mais de 1.000. A infecção pelo HIV costuma diminuir a contagem de CD4. Quanto menor for o CD4, pior o comprometimento do sistema imunológico. Contagens abaixo de 200 células/mm3 mostram que o paciente tem risco de apresentar infecções oportunistas.

 

  • Carga viral – O teste mede a quantidade de vírus no sangue e quanto maior a carga viral, mais o sistema imunológico pode ser agredido.

 

Carga viral

O teste mede a quantidade de vírus no sangue e quanto maior a carga viral, mais o sistema imunológico pode ser agredido.

 

Outros testes

O médico também pode solicitar testes para outras infecções ou complicações relacionadas ao HIV/aids:

 

  • Tuberculose
  • Hepatite
  • Toxoplasmose
  • Outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)
  • Danos nos rins e fígado
  • Infecções de trato urinário
  • Sífilis

Tipos de teste

Teste rápido:

Ele funciona da mesma forma que o teste convencional, com a diferença de que o resultado sai no mesmo dia, cerca de trinta minutos até duas horas após a realização do exame.

Pode ser feito com sangue (inclusive da ponta do dedo) e na saliva. Isso permite com que o paciente fique sabendo do resultado no momento da consulta médica. O teste é feito após o aconselhamento pré-teste.

 

Com o resultado, seja ele positivo ou negativo, a pessoa passa por um aconselhamento pós-teste, muito importante para esclarecer dúvidas a respeito das formas de transmissão, tratamento e prevenção.

 

Fluído oral:

O teste de fluido oral é a mais recente modalidade de testagem. Para realizar o exame, é necessário retirar uma amostra do fluido presente na boca, principalmente das gengivas e da mucosa da bochecha, com o auxílio de uma haste coletora.

 

O resultado sai em 30 minutos e pode ser realizado em qualquer lugar, dispensando estruturas laboratoriais.

No entanto, o teste de fluido oral serve apenas como triagem para o paciente.

 

Western Blot:

É um exame que detecta diferentes tipos de anticorpo contra o HIV 1 e 2 e pode ser útil no caso de resultados discrepantes nos exames acima.

 

PCR ou carga viral para HIV:

Este exame é solicitado sempre que um dos exames acima é positivo. Ele detecta e quantifica o vírus HIV no sangue e é importante para monitorar o tratamento.

 

Testes confirmatórios:

Todo exame positivo para HIV precisa ser confirmado com um segundo teste.

 

Testes convencionais:

O teste convencional foi o primeiro a ser desenvolvido. A ele, dá-se o nome de Ensaio Imunoenzimático, ou ELISA. Nele os profissionais de laboratório colhem uma amostra do sangue do paciente e buscam por anticorpos contra o vírus.

 

Se a amostra não apresentar nenhuma célula de defesa específica para o HIV, o resultado é negativo e, então, oferecido ao paciente. Porém, caso seja detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessária a realização de um teste adicional, o chamado teste confirmatório, para que se tenha certeza absoluta do diagnóstico. 

 

Nele, os profissionais buscam por fragmentos de HIV na corrente sanguínea do paciente.

Como funciona o tratamento de AIDS

A recomendação atual é que todos as pessoas infectadas, independente do CD4, devam ser tratadas o mais brevemente possível.

O objetivo é minimizar os danos que o HIV causa no corpo e reduzir a transmissão: pessoas em tratamento e com carga viral indetectável = intransmissível.

 

Há várias medicações disponíveis e o tratamento é sempre combinado com pelo menos três drogas. Há um consenso brasileiro de tratamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde, que visa uniformizar o tratamento. A medicação de primeira escolha hoje está disponível em um único comprimido, que é a combinação de três remédios.

 

No caso de contraindicação, efeitos adversos ou resistência, temos opções de outros antirretrovirais que deverão ser individualizados para cada paciente.

 

A escolha de como será feito o tratamento deve ser discutida entre o médico e o paciente.

O importante é que uma vez iniciado o tratamento, o paciente deve estar ciente de que ele não deve ser interrompido sem motivo e que as medicações devem ser tomadas todos os dias e nos intervalos prescritos.

 

Quando utilizado de maneira irregular, o tratamento pode falhar por surgimento de vírus resistentes.

 

Outras medicações utilizadas são as para prevenção de algumas doenças oportunistas, que em geral são suspensas com a melhora da imunidade do paciente.

 

Qual é o prognóstico de quem tem AIDS?

Uma vez que o paciente soropositivo desenvolve aids significa que o seu sistema imunológico já está bastante comprometido. Por isso, é essencial fazer escolhas saudáveis para que se possa viver por mais tempo e com mais qualidade.

 

As seguintes sugestões podem ajudar os pacientes soropositivos a ficarem saudáveis por maior período de tempo:

Coma alimentos saudáveis

Frutas e vegetais frescos, grãos e proteínas, em uma dieta equilibrada, ajudam a manter o paciente forte, liberar mais energia e a dar suporte ao sistema imunológico.

 

Mas cuidado: doenças relacionadas à ingestão de alimentos podem ser especialmente mais severas em pessoas vivendo com HIV/Aids.

 

Evite produtos lácteos não pasteurizados, ovos crus e frutos do mar crus, como ostras e peixes. Cozinhe a carne até que ela fique bem passada ou até que não haja nenhum traço cor de rosa.

Tome suas vacinas

A imunização pode prevenir infecções como pneumonia, hepatite B, hepatite A, HPV, meningite, febre amarela, sarampo, tétano e gripe, entre outros.

 

Converse com seu médico, que saberá dizer quando e qual vacina está recomendada para você. Lembre-se que algumas vacinas, compostas de vírus vivos, não deverão ser usadas por pessoas com contagens baixas de CD4, por risco aumentado de efeito adverso grave.

Cuidado com os animais de estimação

Alguns animais podem carregar parasitas que causam infecções em pessoas soropositivas ou com o sistema imunológico enfraquecido.

 

As fezes do gato, por exemplo, podem causar toxoplasmose, répteis podem carregar salmonella e os pássaros certos tipos de fungo.

 

O ideal é conversar com o seu médico para saber se esta é a melhor hora de manter um bichinho em casa e sob quais condições.

Não fume

Pacientes soropositivos têm o sistema imunológico enfraquecido e estão mais susceptíveis a diversas doenças, inclusive comorbidades relacionadas aos pulmões. Então, se ainda fuma, busque parar de fumar o quanto antes.

Aids na gestação

Durante a gestação, uma mulher soropositiva não vai necessariamente transmitir o vírus para o bebê. O maior risco é durante o parto e depende da carga viral da paciente: se for muito alta o ideal é fazer uma cesárea.

 

Durante toda a gestação a mulher deve ser medicada, pois isso reduz drasticamente o risco de transmissão para o bebê. Além disso, durante o parto, a mãe deve receber medicação endovenosa contra o HIV.

 

Os filhos nascidos de mãe infectada pelo HIV também devem receber medicamento contra HIV no início da vida – todas estas estratégias combinadas diminuem muito o risco do bebê ser infectado pelo HIV. Além disso, estes bebês NÃO devem receber leite materno, que pode transmitir HIV.

Aids na terceira idade

Os pacientes idosos com HIV enfrentam os mesmos problemas relacionados ao envelhecimento que as outras pessoas. Mas infelizmente, o envelhecimento pode ser acelerado na infecção pelo HIV, bem como maior o risco de doenças cardiovasculares.

 

Pacientes idosos recebem o mesmo tratamento que adultos jovens, mas deve-se levar em consideração interações com outros remédios que o paciente eventualmente precise usar.

Nem todos os remédios combinam entre si. Por isso, o infectologista precisa centralizar o cuidado, em especial de pacientes com múltiplas comorbidades.

 

É equivocado quem esquece de pensar em HIV como diagnóstico em idosos. Ao fazer isto, atrasamos o diagnóstico e com isso, o tratamento.

 

AIDS tem cura?

Como sabemos, antigamente, ao receber a notícia de uma infecção por HIV era como assinar uma sentença de morte. Hoje, todavia, apesar de ainda não se ter descoberto a cura para a infecção, este quadro mudou.

Atualmente existem medicamentos antirretrovirais, que são coquetéis antiaids que aumentam a sobrevida dos soropositivos, mas é fundamental seguir todas as recomendações médicas e tomar os medicamentos conforme a prescrição.

 

Caso o paciente não faça o tratamento conforme recomendado ele pode acabar tornando o vírus mais resistente antes do tempo, dificultando o tratamento e prejudicando a sua saúde no geral. A Aids continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública no mundo, especialmente nos países mais pobres.

 

No Brasil temos centros especializados no tratamento da doença com equipes multidisciplinares que podem ajudar o paciente com aids a viver da melhor forma possível, desde que use os seus medicamentos e siga todas as demais recomendações médicas para o seu caso.

 

Um problema grave que o diagnóstico por aids trazer muita angústia, dificuldade de lidar com o diagnóstico e suas implicações, receio em compartilhar a notícia com a família, parceiros (as) e amigos.

 

Por isso, converse com quem possa ajudá-lo nesta questão, médicos, psicólogos, ou profissionais do serviço social, entre outros.

Algumas perguntas e respostas sobre a AIDS

Qual o risco de contágio por HIV/Aids com objetos cortantes como aparelhos de barbear, brincos, alicates e piercings?

Atualmente, a maioria dos aparelhos pérfuro-cortantes fabricados, como seringas, máquinas de tatuar, aparelhos para colocar brincos ou piercings, são feitos com materiais descartáveis, que não podem ser usados mais de uma vez.

 

Mesmo sem ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo vírus da Aids?

Apesar de o vírus da Aids estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo.

 

Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV/Aids, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras infecções sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.

O beijo, no caso de um dos parceiros ter feridas ou fissuras na boca, é uma via de contágio da Aids?

Segundo estudos, não há evidências de transmissão do vírus da Aids pelo beijo. Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca. 

 

O HIV pode ser encontrado na saliva, porém as substâncias encontradas nela são capazes de neutralizá-lo. Práticas como beijar na boca, fumar o mesmo cigarro, tomar água no mesmo copo, não oferecem riscos.

O que podemos entender por janela imunológica?

Janela imunológica é o tempo que o corpo demora para reconhecer a presença do HIV (ou qualquer outro vírus) na corrente sanguínea e, assim, começar a produzir anticorpos contra ele.

 

E como os testes de diagnóstico buscam esses anticorpos na amostra de sangue colhida, se o exame for feito dentro deste período o resultado pode dar negativo mesmo que a pessoa já esteja infectada.

Corro o risco de me infectar se eu fizer sexo com alguém soropositivo?

Poucas pessoas sabem disso, mas é muito mais difícil ser infectado pelo HIV com um soropositivo do que com uma pessoa que desconhece sua sorologia.

 

Isso acontece por causa do tratamento, a carga viral de muitas pessoas que vivem com o vírus está indetectável, ou seja, com menos de 40 cópias de vírus por mililitro de sangue.

 

Essa quantidade é insuficiente para que haja a transmissão. Para se ter uma ideia, se um soropositivo com carga viral indetectável há pelo menos um ano fizer o teste de HIV, o resultado tem muitas chances de ser negativo. Estudos internacionais já mostraram que um soropositivo em tratamento e há seis meses com a carga viral suprimida tem 96% menos chances de transmitir o vírus durante o ato sexual.

 

Essa, que foi eleita a descoberta científica do ano em 2011 pela revista Science, é também um dos mais importantes passos contra a discriminação de soropositivos e um salto na qualidade de vida de quem vive com HIV.

É possível prevenir?

 

A forma mais efetiva de se prevenir a aids é prevenindo a infecção pelo vírus HIV. Para isso, o mais importante é não se colocar em situação de risco para a infecção pelo vírus, ou seja:

  • Fazer sexo (vaginal, anal ou oral) sempre com proteção;
  • Não compartilhar agulhas e seringas;
  • Não reutilizar objetos perfurocortantes no geral;
  • No caso de violência sexual, comunique as autoridades o quanto antes e vá a um hospital, de preferência especializado, para que eles possam ministrar os remédios de profilaxia de infecção pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

 

As chances de não se desenvolver essas doenças quando a profilaxia é feita poucas horas após o ato é muito maior.

 

Se você descobriu que tem o vírus, comunique o seu parceiro ou pessoas com as quais teve relações sexuais. Afinal, ele precisará fazer os testes, pois um diagnóstico precoce faz com que o tratamento seja muito mais efetivo. Além disso, eles precisam saber se estão com o vírus para que não acabem por infectar outras pessoas.

 

Se você já foi diagnosticado com HIV, para se prevenir a aids o mais importante é que tome todos os seus medicamentos conforme prescrição e siga todas as demais orientações médicas, além de procurar ter uma vida mais saudável, se alimentando bem, mantendo o peso compatível com a sua idade, sexo e altura e, se ainda fuma, deixar de fumar.

Laço vermelho simbolizando a campanha

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. Foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo.

 

Ele foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. E se tornou símbolo popular entre as celebridades em cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. 

 

Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.

 

Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama. O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade. O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupado com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica. 

 

O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente, promoção da prevenção do câncer de próstata, e mais recentemente, vem sendo adotado pela campanha contra a censura na Internet. 

 

O laço branco representa a campanha internacional “Homens pelo fim da violência contra a mulher”, lançada no Canadá há vários anos. 

 

Além da versão oficial, existem quatro versões sobre a origem do laço vermelho. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o “V” de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das cassa quando os maridos morriam em combate.

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