Diabetes

17/09/2019 0 Por cliquefarma

Cerca de 7% da população brasileira possui Diabetes. O mais alarmante é que esse número cresce a cada dia. Se você ou alguém próximo convive com essa doença ou está com algum tipo de suspeita, aproveite para ler nosso artigo e fique sabendo tudo sobre diabetes.

O que é diabetes?

A Diabetes é uma doença relacionada com a produção ou absorção de insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo nosso corpo, no pâncreas, e que controla as concentrações de glicose no nosso corpo.

A insulina é hipoglicemiante, ou seja, ela facilita o ingresso da glicose existente no sangue em diversos tipos de células, principalmente as musculares e as do fígado, onde moléculas de glicose são armazenadas sob a forma de uma substância de reserva, insolúvel, o glicogênio.

O glucagon, ao contrário, é um hormônio hiperglicemiante, porque ele favorece a hidrólise de glicogênio hepático, o que leva à liberação de glicose para o sangue. São, portanto, hormônios de ação contrária. O glucagon atua, em condições normais; seu efeito é reforçado pela adrenalina nas situações de estresse ou emergência.

Ao que devemos ficar atentos?

Após uma refeição rica em carboidratos, o teor de glicose no sangue é aumentado, isto é, aumenta a glicemia, o que provoca a liberação de insulina pelo pâncreas. A insulina favorece o ingresso da glicose nas células, principalmente musculares e hepáticas, ao mesmo tempo em que estimula a formação de glicogênio, reduzindo, assim, a glicemia. Com a redução da glicemia, reduz-se o teor de insulina e tudo volta ao normal.

Já em ocasiões em que você demora a fazer uma refeição, temporariamente seu sangue fica com baixa taxa de glicose, onde ocorre uma hipoglicemia. É normal, nessa ocasião, haver certa tontura e sonolência. De imediato, o pâncreas libera glucagon que, dirigindo-se às células hepáticas, favorece a hidrólise do glicogênio armazenado à liberação de glicose para o sangue, regularizando a glicemia.

A glicose é uma molécula de açúcar que é utilizada para produção de energia. Quando nós nos alimentamos, principalmente de carboidratos (como pães, massas e arroz), esses alimentos são transformados em açúcar pelo nosso corpo. Esse açúcar vai para a nossa corrente sanguínea e a função da insulina é controlar tudo para que os níveis de glicose no nosso corpo não fiquem altos demais.

Mas por que os níveis de glicose precisam ser controlados? Quando temos muita glicose na nossa corrente sanguínea, começamos a prejudicar o funcionamento dos nossos órgãos. E é por isso também que quem tem Diabetes normalmente tem problemas na visão ou então problemas de circulação, levando muitas vezes a ter que amputar algum membro.

As altas concentrações de açúcar no sangue também prejudicam a cicatrização do diabético, levando a sérias complicações.

Tipos de Diabetes

Como nós já dissemos, a Diabetes se caracteriza por problemas com a produção ou absorção da insulina, mas de acordo com o jeito que essa doença se manifesta, podemos classificá-la em Tipo 1 ou Tipo 2.

Diabetes tipo 1

A Diabetes tipo 1 é a que é genética, ou seja, provavelmente seu pai ou sua mãe também tem, e você herdou a doença deles. Outra característica importante da Diabetes Tipo 1 é que normalmente ela é diagnosticada na infância ou na adolescência.

Em alguns casos menos graves, consegue-se controlar esse tipo de diabetes apenas com a prática de exercícios físicos e com uma alimentação adequada.

Já nos casos mais graves é necessário que a pessoa administre insulina diariamente, o que vai garantir que a glicose no sangue fique regulada.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é quando o seu corpo não consegue aproveitar adequadamente a insulina produzida, fazendo com que os seus níveis de glicose fiquem altos.

Normalmente esse tipo de diabetes também está relacionado com sobrepeso, triglicerídeos elevados, pressão alta (hipertensão), maus hábitos alimentares (como consumo excessivo de açúcar, pães, massas e gordura) e falta da prática de exercícios físicos.

Pode-se controlá-la com alimentação e prática de exercícios físicos, sendo primordial que a pessoa pare de consumir grandes quantidades de açúcar e passe a consumir carboidratos integrais além de praticar exercícios físicos.

Diabetes tipo LADA – Diabetes Latente Auto Imune do Adulto

Além desses dois tipos de diabetes, ainda temos a LADA  – Diabetes Latente Autoimune do Adulto, que é uma complicação da diabetes tipo 2.

A diabetes tipo LADA costuma se apresentar em pessoas entre 25 e 30 anos, sem sobrepeso ou pressão alta e se caracteriza principalmente por haver uma destruição das células Beta do Pâncreas, que são as células que produzem insulina.

Ou seja, é como se o seu corpo estivesse destruindo as células do seu pâncreas e impedindo-o de produzir insulina adequadamente, levando a um aumento da glicose no sangue, ou seja, levando à diabetes.

Normalmente inicia-se o tratamento com medicamentos orais, mas devido à sua gravidade, normalmente o paciente precisa iniciar o uso de insulina rapidamente.

Pré diabetes

A pré-diabetes é uma condição que se manifesta antes da Diabetes. Ela ocorre como um aviso do seu corpo para que você diminua o consumo de açúcar, carboidratos refinados, gordura e comece a praticar exercícios físicos.

A pré diabetes é diagnosticada através do exame de glicemia. É quando a sua glicemia não está alta o suficiente para ser considerada diabetes mas está mais alta do que os padrões considerados normais.

Apesar de ser um aviso do corpo, cerca de 50% das pessoas que apresentam um quadro de pré diabetes acabam evoluindo para um Diabetes tipo 2, pois não conseguem mudar seus hábitos alimentares e ter uma vida mais saudável.

Diabetes Gestacional

Além dos tipos 1, 2, LADA e Pré-diabetes, nós também temos a Diabetes Gestacional. Ela ocorre durante a gravidez e é temporária, ou seja, enquanto a mulher está grávida, os seus níveis de açúcar no sangue ficam alterados, mas após o nascimento do bebê, tudo volta ao normal.

A diabetes gestacional também pode ser considerada uma diabetes tipo 2. Cerca de 2 a 4% das grávidas desenvolvem diabetes gestacional. Por isso é muito importante fazer todos os exames durante o pré natal.

A diabetes gestacional pode causar problemas e complicações para o bebê e para a mãe. Além disso, muitas mulheres que desenvolvem diabetes gestacional acabam desenvolvendo diabetes tipo 2 depois do parto.

Se durante o nosso dia a dia já é importante cuidarmos da saúde com uma boa alimentação e com a prática de exercícios físicos, durante a gravidez isso se torna ainda mais importante.

Complicações da Diabetes Gestacional

O bebê pode ser prejudicado pois o seu pâncreas é obrigado a produzir muito mais insulina, muitas vezes ficando sobrecarregado.

Imagine só. A mamãe acaba ingerindo mais carboidratos e açúcar do que o recomendável, o pâncreas da mãe não consegue produzir insulina suficiente para normalizar esses níveis de açúcar no sangue.

Toda essa glicose é enviada para o bebê através da placenta. O pâncreas do bebê começa a tentar normalizar os níveis de glicose também, produzindo mais e mais insulina. Mas como o bebê ainda é muito pequeno, seu pâncreas não dá conta da produção.

O corpinho do bebê não tem o que fazer com todo esse açúcar, e acaba estocando na forma de gordura, levando a um bebê com sobrepeso.

O problema maior ocorre na hora do parto, quando o cordão umbilical é cortado. Todo o açúcar que o bebê estava recebendo vinha da mãe. Quando o cordão umbilical é cortado, esse suprimento de açúcar é cortado de uma vez, o que leva a hipoglicemia.

Hipoglicemia é quando os níveis de açúcar no sangue caem de uma vez. A hipoglicemia em bebês pode levar o bebê a ficar mole, apático, com tremores nas mãos e pezinhos, chegando até a ter convulsões. Se o açúcar no sangue ficar muito baixo por muito tempo, pode causar até danos cerebrais.

Além das complicações causadas para o bebê, também temos as complicações causadas na grávida. Como já dissemos, a diabetes afeta diretamente a capacidade de cicatrização. Se o parto for uma cesárea, aumenta muito as chances de uma hemorragia. No parto normal também podem ocorrer complicações e hemorragias.

Se você está grávida, é importante ter cuidado redobrado com a sua alimentação e evitar aquele pensamento de que a grávida deve comer por dois, isso não procede, ainda mais quando o assunto são doces e alimentos ricos em carboidratos.

Quais são os sintomas do Diabetes?

De forma geral, todos os tipos de Diabetes iniciam com os mesmos sintomas: fome excessiva, muita sede e muita vontade de urinar.

Porém cada um dos tipos possui sintomas exclusivos.

Sintomas do Diabetes tipo 1:

  •          Muita fome
  •          Muita sede
  •          Vontade de urinar diversas vezes ao dia
  •          Perda de peso
  •          Fraqueza
  •         “Preguiça”
  •          Mudanças repentinas de humor
  •          Náusea e vômito
  •          Nervosismo

Sintomas de Diabetes tipo 2:

  •          Muita fome
  •          Muita sede
  •          Infecções de pele, bexiga e rins frequentemente
  •          Demora na cicatrização de feridas
  •          Visão embaçada
  •          Formigamento nos pés
  •          Furúnculos nos pés

Sintomas de Diabetes LADA

  •          Muita fome
  •          Muita sede
  •          Perda de peso
  •          Fraqueza
  •          “Preguiça”
  •          Mudanças repentinas de humor
  •          Náuseas e vômito
  •         Nervosismo

Perceba que os sintomas de diabetes LADA são os mesmos do diabetes tipo 1. Se você voltar alguns tópicos no nosso artigo, verá que a LADA é considerada uma complicação da diabetes tipo 2.

A Diabetes tipo 2 é a diabetes “adquirida” e pode se manifestar em qualquer idade. Enquanto a diabetes tipo 1 é a diabetes que é “herdada” dos nossos pais e se manifesta enquanto somos crianças ou jovens.

A diabetes LADA ela é como se fosse a diabetes tipo 1, que é herdada, mas que se manifesta apenas na idade adulta. Por isso que os sintomas dela são iguais aos sintomas da diabetes tipo 1.

Sintomas da Pré-diabetes

Quem tem pré-diabetes não apresenta nenhum sintoma de diabetes. A pré-diabetes normalmente é diagnosticada através de exames de rotina, daqueles que fazemos todos os anos para ver se está tudo bem com o nosso corpo.

Para não dizer que não há nenhum sintoma, podemos dizer que a grande maioria dos pacientes (mas não todos) possuem sobrepeso.

Sintomas da Diabetes Gestacional

  •          Muita sede
  •          Vontade de urinar toda hora
  •          Cansaço

Perceba que os sintomas de Diabetes gestacional se confundem com os sintomas normais de gravidez. Por isso é muito importante manter todos os exames de pré natal em dia.

Muitas grávidas que negligenciam esses exames acabam desenvolvendo diabetes gestacional e nem se dão conta, achando que a vontade de urinar, a sede e o cansaço são apenas devido à gravidez.

Fatores de Risco da Diabetes

Mesmo que você não apresente nenhum dos sintomas, é importante que você fique de olho caso possua alguns dos fatores de risco da Diabetes.

Fatores de Risco da Diabetes tipo 1

Como ela tem uma causa genética e é herdada de um (ou dos dois) pais, é importante que você conheça o histórico de saúde dos seus pais. Algum deles tem diabetes? Se sim, avise seu médico e faça exames periódicos.

Se você tem diabetes e tem filhos pequenos, é importante avisar o pediatra ou médico da família para que ele fique de olho nas taxas de açúcar dos pequenos.

 Fatores de Risco da Diabetes tipo 2

  •          Diagnóstico de pré-diabetes
  •          Pressão alta
  •          Colesterol alto
  •          Pessoas acima do peso, principalmente aquelas em que a maior parte da gordura está na barriga
  •          Parentes próximos com diabetes
  •          Mães recentes que tiveram diabetes gestacional
  •          Mulheres com síndrome de ovários policísticos
  •          Pessoas com apneia do sono

Fatores de Risco da Diabetes LADA

Como a Lada pode ser considerada uma complicação do tipo 2, ou então é considerada uma diabetes tipo 1 com aparecimento tardio, você deve ficar de olho nos fatores de risco da Diabetes tipo 1 e também da Diabetes tipo 2.

  •          Pais com diabetes
  •          Diagnóstico de pré-diabetes
  •          Pressão alta
  •          Colesterol alto
  •          Pessoas acima do peso, principalmente aquelas em que a maior parte da gordura está na barriga
  •          Parentes próximos com diabetes
  •          Mães recentes que tiveram diabetes gestacional
  •          Mulheres com síndrome de ovários policísticos
  •          Pessoas com apneia do sono

Fatores de Risco de Diabetes Gestacional

  •          Gestação em idade avançada
  •          Grávidas que engordam muito durante a gravidez
  •          Pressão alta
  •          Colesterol alto
  •          Sobrepeso antes de engravidar
  •          Síndrome dos ovários policísticos
  •          Histórico familiar de diabetes
  •          Gravidez de gêmeos
  •          Diabetes gestacional em outras gestações

 Diabetes mellitus – diagnóstico

Normalmente nos deparamos com algum tipo de sintoma da diabetes e então procuramos um médico. O médico então vai pedir alguns exames para comprovar ou descartar a doença.

Existem 3 exames que são os mais comuns para diagnosticar diabetes:

Glicemia de jejum

Você deverá ficar em jejum por pelo menos 12 horas. Então irá até o laboratório colher uma amostra de sangue. O laboratório vai analisar os níveis de glicose (açúcar) no seu sangue após essas horas em jejum.

Espera-se que o seu resultado esteja entre 70 a 99 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).

Se você apresentar resultados entre 100 e 125mg/dl, você ainda está dentro do limite, mas precisa ficar de olho. Seu médico irá analisar o seu caso e talvez peça algum outro exame ou peça para você repetir os exames depois de algum tempo.

Alguns médicos, em alguns casos, consideram diabetes acima de 140mg/dl, mas independente do seu resultado você deve levar os seus exames para o seu médico. Somente ele poderá te dar um diagnóstico de Diabetes.

-Hemoglobina glicada

A Hemoglobina é uma proteína que está presente nas hemácias, no nosso sangue. Essa proteína se liga às moléculas de glicose. A hemácia dura em média 90 dias. Então, quando analisamos a Hemoglobina glicada, estamos analisando a glicose que esteve presente no sangue nos últimos 60 dias.

Esse exame serve para analisar se tivemos um aumento da concentração de glicose (açúcar) no sangue nos últimos 60 dias. Mesmo que as hemácias tenham uma vida útil de 90 dias, não conseguimos analisar os últimos 90 dias, então o exame é efetivo somente nos últimos 60 dias.

Mesmo que o seu exame de glicemia em jejum tenha apresentado resultados normais, você pode apresentar resultados alterados no exame de hemoglobina glicada. Isso acontece porque você pode ter picos de glicose no sangue em outros períodos, não mantendo as altas concentrações de forma constante.

Esses picos de glicose também podem ser um indício de diabetes e por isso é importante que o seu médico análise todos os seus exames para então apresentar um diagnóstico de diabetes.

Normalmente, os resultados esperados são entre 4,5 e 5,7%. Exames com resultados entre 5,7 e 6,4% podem indicar pré-diabetes.

Já os resultados maiores do que 6,5% normalmente indicam diabetes.

 -Curva Glicêmica

O exame de curva glicêmica vai medir a velocidade com que o seu corpo absorve a glicose após a ingestão de açúcar. Esse exame é muito pedido como rotina no pré natal para diagnosticar diabetes gestacional.

Você deve ir fazer o exame em jejum. Será coletada uma amostra de sangue. Então você deverá ingerir 75g de glicose. Após 120 min, você deverá coletar outra amostra de sangue.

Espera-se que em jejum o seu resultado esteja abaixo de 100 mg/dl e após as 2 horas em 140 mg/dl.

Resultados acima de 200 mg/dl são suspeitos para diabetes.

Tratamento para Diabetes

Se você já foi diagnosticado pelo seu médico e realmente tem Diabetes, está na hora de se preocupar com o tratamento.

Antes de começarmos, gostaria de lembrar que somente o seu médico de confiança pode dizer qual o medicamento mais indicado para você. Sempre siga à risca as recomendações do médico e nunca interrompa ou troque de medicamento sem consultá-lo antes. Nada do que está escrito aqui substitui uma consulta médica.

Uma vez diagnosticado, o tratamento de diabetes terá como objetivo controlar a glicose presente no sangue do paciente evitando que apresente picos ou quedas ao longo do dia. 

Veja a seguir o tipo de tratamento para cada tipo de diabetes:

Tratamento para diabetes tipo 1

O tratamento para o diabetes tipo 1 requer as seguintes medidas

Aplicação de insulina

Os pacientes com diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Para fazer essa medida é necessário ter em casa um glicosímetro, dispositivo capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue.

A insulina deve ser aplicada diretamente no tecido subcutâneo (camada de células de gordura), logo abaixo da pele.

Os melhores locais para a aplicação de insulina são:

  • Abdome (barriga)
  • Coxa (frente e lateral externa)
  • Braço (parte posterior do terço superior)
  • Região da cintura
  • Glúteo (parte superior e lateral das nádegas).

Uso de medicamentos específicos

Além de prescrever injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue, alguns médicos solicitam que o paciente inclua também medicamentos via oral em seu tratamento. Os medicamentos mais usados para tratar o diabetes tipo 1 são:

Tratamento para Diabetes Gestacional

O tratamento para mulheres que apresentam diabetes gestacional visa diminuir os níveis de açúcar na corrente sanguínea da mãe, a fim de evitar que também prejudique o desenvolvimento do bebê. Veja a seguir como é o tratamento para o diabetes gestacional.

Monitorização cuidadosa do seu bebê

Mulheres que apresentem uma condição de diabetes gestacional precisam observar como está o crescimento e desenvolvimento do bebê, com ultrassons e outros exames.

Uso de medicamentos específicos

Caso uma dieta acompanhada e exercícios não sejam suficientes, a gestante pode precisar de injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue. Alguns médicos prescrevem também medicamentos via oral para controlar o açúcar no sangue.

Tratamento para o diabetes tipo 2

Pessoas que são diagnosticadas com diabetes tipo 2 contam com práticas específicas no tratamento da condição de saúde. Confira a seguir:

Tratamento das comorbidades da Diabetes tipo 2

No geral, a diabetes tipo 2 vem acompanhada de outros problemas, como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão. Dessa forma, é importante consultar seu médico e cuidar também dessas outras doenças e problemas que podem aparecer junto com a diabetes tipo 2. Isso fará com que a pessoa com diabetes garanta a sua saúde e consiga controlar todas as doenças com mais segurança.

Medicamentos para tratar diabetes tipo 2

Entre os medicamentos que podem ser usados para controlar o diabetes tipo 2 estão:

  • Inibidores da alfaglicosidase: são medicamentos que impedem a digestão e absorção de carboidratos no intestino.
  • Sulfonilureias: Estimulam a produção pancreática de insulina pelas células beta do pâncreas, tem alto potencial de redução de A1C (até 2% em média), mas podem causar hipoglicemia.
  • Glinidas: nateglinida e repaglinida, via oral. Agem também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas.

Tratamento para o Pré-diabetes

Na maior parte dos casos o tratamento do pré-diabetes inicia-se com orientações para modificação de hábitos de vida: dieta com redução de calorias, gorduras saturadas e carboidratos, principalmente os simples, além do estímulo à atividade física.

Em alguns casos, o médico responsável poderá optar, junto com o paciente, por iniciar tratamento com medicação para prevenir a evolução para o diabetes.

Vale lembrar que nos pacientes com pré-diabetes, se estão em sobrepeso ou obesidade, a perda de cerca de 5% a 7% do peso corporal já leva a uma melhora metabólica importante.

Corte o cigarro

Estudos apontam que diabetes e cigarro multiplicam em até cinco vezes o risco de infarto. As substâncias presentes no cigarro ajudam a criar acúmulos de gordura nas artérias, bloqueando a circulação. Consequentemente, o fluxo sanguíneo fica mais e mais lento, até o momento em que a artéria entope. Além disso, fumar também contribui para a hipertensão no paciente com diabetes.

Cuide da sua saúde bucal

Pode até parecer não ter relação direta, mas a higiene bucal após cada refeição para o paciente com diabetes é fundamental. Isso porque o sangue dos portadores de diabetes, com alta concentração de glicose, é mais propício ao desenvolvimento de bactérias. Por ser uma via de entrada de alimentos, a boca recebe diversos corpos estranhos que, somados ao acúmulo de restos de comida, favorecem a proliferação de bactérias. Realizar uma boa escovação e ir ao dentista uma vez a cada seis meses é essencial.

Medicamentos mais usados para Diabetes

Dependendo de cada caso e variando de pessoa para pessoa, o médico pode prescrever os seguintes medicamentos:

Seu médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, assim como, a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Em pacientes diabéticos, ocorreu hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue) durante a terapia com cloridrato de fluoxetina e hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue) após a suspensão do medicamento. Portanto, a dose de insulina e/ou hipoglicemiante oral talvez tenha que ser ajustada quando o tratamento com este medicamento for estabelecido e após a sua suspensão, converse sempre com seu médico sobre remédios que esteja tomando.

Possíveis complicações de diabetes

Retinopatia diabética

São pequenas lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual.

Arteriosclerose

É o endurecimento e espessamento da parede das artérias.

Hipertensão

Ela vem como uma consequência da obesidade – no caso do diabetes tipo 2 – e da alta concentração de glicose no sangue, que prejudica a circulação, além da arteriosclerose que também contribui para o aumento da pressão.

Infecções

O aumento intenso da glicose pode causar danos ao sistema imunológico, o que gera um risco maior da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue também se torna propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.

Neuropatia diabética

Segundo o Ministério da Saúde, a diabetes é a causa mais comum da neuropatia periférica e merece uma atenção especial porque esta é a complicação crônica mais comum e mais incapacitante da doença. Ela é responsável por cerca de dois terços das amputações não-traumáticas (que não são causadas por acidentes e fatores externos). 

Ela consiste em deixar os nervos incapazes de emitir e receber as mensagens para o cérebro corretamente, o que provoca sintomas, como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimento muscular, traumatismo dos pelos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e até impotência sexual.

Nefropatia diabética

Trata-se de alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode, inclusive, reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva até que cause a sua paralisação total.

Infarto do miocárdio e AVC

Essas duas condições podem ocorrer quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. É por isso que um controle adequado da glicose, a atividade física e os medicamentos que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência desses problemas que podem ser fatais é de duas a quatro vezes maior em pessoas com diabetes.

Pé diabético

O pé diabético é uma condição que ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés de quem tem diabetes desenvolve uma úlcera (ferida). Isso pode acontecer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado o mais rápido possível para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

Convivendo com a diabetes e prognóstico

Orientamos os pacientes diabéticos a sempre:

  • Realizarem análises diárias dos pés para evitar o aparecimento de lesões – vale à pena usar até mesmo um espelho para visualizar as plantas dos pés todos os dias;
  • Manter uma alimentação saudável, pobre em açúcar e carboidratos refinados;
  • Utilizar os medicamentos prescritos exatamente conforme as orientações do médico;
  • Praticar atividades físicas;
  • Manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.

Prevenindo a diabetes

Pacientes que tenham história familiar de diabetes devem ser orientados a:

  • Manter o peso normal
  • Não fumar
  • Controlar a pressão arterial
  • Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas
  • Praticar atividade física regular.

Gostou das nossas informações sobre essa doença tão recorrente e que vem aumentando cada vez mais com o passar do tempo? Já foi diagnosticado e está com as prescrições de medicamentos em mãos? Acesse o Cliquefarma para buscar sua medicação para diabetes agora mesmo!

Ainda tem dúvidas e gostaria de mais esclarecimentos? Gostaria de deixar sua opinião ou sugestão? Comente abaixo que queremos saber o que você acha!