Diferença entre emagrecer e perder peso

25/06/2020 0 Por Alana Dizioli

Hoje vamos falar sobre um assunto bastante corriqueiro nos tempos atuais. Emagrecer ou perder peso. Você acredita que os dois sejam a mesma coisa? Pois neste artigo, vamos esclarecer quais as principais diferenças entre ambos os conceitos e te dar dicas ótimas do que fazer caso você precise entrar nessa batalha também!

Cropped shot of a fit young woman measuring her waist in a gym

Emagrecer e perder peso não é a mesma coisa

Qual a diferença entre os dois termos e como podemos atingir esse objetivo?

É normal quando falamos em emagrecer, as pessoas logo pensarem em perder peso. No entanto, ao contrário do que todo mundo pensa, eles não são sinônimos. De acordo com o fisiologista e personal trainer, Givanildo Holanda Matias, a perda de peso está diretamente relacionada com a diminuição da massa corporal, no qual podemos ver os números da balança cada vez mais baixos. Já o emagrecimento está relacionado apenas à redução de qualquer quantidade de gordura corporal.

 

Você acredita que não dá para emagrecer sem perder peso? Segundo o especialista, a principal confusão é ter uma visão equivocada, pois uma pessoa pode perder peso sem necessariamente emagrecer. “Em alguns casos pode até acontecer de reduzir o peso na balança e engordar porque a quantidade de gordura corporal ao invés de reduzir aumentou”, afirma Matias que faz questão de esclarecer que, sem dúvida nenhuma, o mais saudável é emagrecer ao invés de perder peso, uma vez que é a quantidade de gordura em excesso que traz vários riscos de problemas de saúde, juntamente com um enorme desconforto estético.

 

Se você quer emagrecer de forma saudável, mas não sabe mais o que fazer para atingir seu objetivo, o personal trainer explica que para reduzir medidas é essencial que se pratique atividades físicas com predominância dos exercícios aeróbios onde o principal substrato energético utilizado é a gordura.

 

Junto com essas atividades também é interessante desenvolver o trabalho muscular para fortalecer a musculatura e acima de tudo não perder a massa muscular. “Pessoas que só realizam atividade aeróbia correm o risco de junto com a gordura perder massa muscular e isso pode ser considerado como um prejuízo na maioria dos casos”, aponta.

Ficar sem comer é indicado?

Para quem acha que passar horas a fio sem comer é o segredo para emagrecer como num passe de mágica, alguns estudos mostram que pessoas que buscam reduzir medidas apenas à base de dieta chegam a ter 50% da redução do peso vinda da perda de massa muscular, o que não é nada bom. “O mais interessante é associar uma boa alimentação e atividades aeróbias ao trabalho de fortalecimento muscular”, diz Matias.

 

Agora, se você já é obeso e não sabe se deve emagrecer ou perder peso, o fisiologista lembra que o foco para qualquer pessoa deve ser sempre a redução de gordura com a preservação de massa muscular. Mas, no caso de pessoas muito obesas, a redução da massa muscular não será considerada um prejuízo por um bom tempo.

 

“Essas pessoas devem, além da dieta e das atividades aeróbias, fazer o trabalho muscular mais voltado à resistência, e principalmente, envolvendo grandes grupos musculares que trarão maior gasto energético”, comenta.

 

Então, se você não quer perder massa muscular durante o processo de emagrecimento, Matias diz que duas coisas devem ser evitadas: “A falta do trabalho muscular como a musculação, ginástica localizada ou pilates, assim como um grande volume de treino para pouca alimentação. É comum pessoas que querem emagrecer ficarem mais de 2 horas malhando e reduzir bruscamente a ingestão de alimentos. Essa situação pode fazer o organismo usar, além da gordura, a massa muscular como fonte de energia”.

A diferença é basicamente entre gordura e massa muscular?

 

Há sempre uma expectativa em cima da balança. As pessoas querem sempre estar dentro do seu peso ideal, no entanto, como já vimos, perder peso não é a mesma coisa que emagrecer.

 

Você pode não exatamente perder peso, mas pode sim estar mais magro. Você pode emagrecer por reduzir gordura, mas também por ganhar massa muscular ou as duas coisas juntas.

 

Perder peso é estar mais leve na balança e isto pode se dar por perder massa magra, o que não é bom. Massa muscular refere-se somente aos músculos. Massa magra é o conjunto de músculos, órgãos vitais, ossos e líquidos corporais. Percentual de gordura faz parte de tudo menos a massa magra.

 

O excesso de gordura corporal é realmente prejudicial ao nosso organismo.

Emagrecer de forma saudável deve ser por consequência da união de prática de atividade física e alimentação adequada.

 

Quando a perda de peso vem acompanhada da redução de massa magra acontece também a redução do metabolismo, o que torna cada vez mais difícil o emagrecimento e manutenção disso a longo prazo.

 

A perda da massa magra é um processo natural do envelhecimento, o que não é algo favorável, porém fisiológico. Ela também acontece por conta de alimentação inadequada, o que não é algo favorável, porém evitável.

Na verdade músculo e gordura têm o mesmo peso. O que diferencia é o volume, ou seja, a gordura ocupa um espaço muito maior do que o músculo. Portanto, quando se tem alimentação equilibrada e a prática de atividade física o peso na balança pode não reduzir ou muitas vezes pode até aumentar, mas é justamente porque o músculo pesa. Como o músculo ocupa menos espaço do que a gordura a pessoa se torna menor.

 

O bom de ter adequada porcentagem de massa magra é que a pessoa fica visivelmente mais magra e ainda com maior chance de perder gordura, pois os músculos consomem calorias todo o tempo, inclusive quando estamos dormindo.

 

Muitas vezes você percebe que mesmo sem ter reduzido tanto na balança as suas medidas já não são mais as mesmas, pois suas roupas vestem diferentes. Este pode ser um indicativo de que você emagreceu, ou seja, diminuiu gordura. Quanto mais músculos temos maior a facilidade em perder gordura.

 

Mas, tenha cuidado. Nem tudo que é bom tem que ser além. Uma porcentagem de gordura muito aquém do necessário também não é indicativo de saúde, pelo contrário, é prejudicial.

 

Se você treina diariamente, mas a alimentação não está adequada não chegará ao seu objetivo. Por consequência, deve haver treino e alimentação, com orientação de profissionais capacitados, para que haja a conquista do melhor físico, inclusive adequado ao seu objetivo.

 

Para saber se está emagrecendo ou somente perdendo peso é importante avaliar a porcentagem de gordura corporal. Uma avaliação específica de porcentagem de gordura e de massa magra é feita pelo nutricionista ou pelo educador físico. O próprio Ministério da Saúde afirma que emagrecer de forma gradual ajuda o corpo a se preparar melhor para o novo peso.

Como funciona nosso metabolismo?

Para compreender melhor como funciona todo esse processo de emagrecimento, primeiro precisamos entender o que é e como funciona o metabolismo. O metabolismo é o conjunto de reações químicas realizadas pelo nosso corpo com o objetivo de produzir e utilizar energia.

 

Obtemos energia de duas formas sendo: pela via metabólica aeróbio e o anaeróbio.  Essas duas vias fornecem combustível necessário para cada tipo de exercícios, de acordo com a duração e intensidade.

 

No metabolismo aeróbio, o oxigênio é utilizado para converter os substratos (carboidrato, gorduras e proteínas) em ATP. A síntese dessa molécula de ATP é lenta, mas necessária para atividades de longa duração.

 

Já no metabolismo anaeróbio o processo de produção de energia é realizado sem a utilização do oxigênio, mas sim da glicose ou glicogênio o que permite uma síntese rápida de ATP, utilizadas pelo corpo para atividades intensas e de curta duração.

Como funciona um emagrecimento passo a passo?

Ao falarmos sobre emagrecimento pressupõe mudança de hábitos, de comportamento. Mais que perder peso, emagrecer é mudar a cabeça para, conseqüentemente, mudar o peso.

 

Mudanças mobilizam ansiedade, incerteza, medo do desconhecido. A própria natureza do comportamento alimentar inadequado, que leva à comida, é complexa. Muitas vezes é ligado a sentimentos de culpa, ansiedade, angústia, raiva, preocupação, depressão, stress, obsessões, insônia, ciúmes. Problemas afetivos, sexuais, de relacionamento, conjugais, desajuste familiar, podem ter na comida um “remédio” indevido, sem que a pessoa se dê conta.

 

A abordagem médico/nutricional trabalha o lado lógico do emagrecimento. Trabalha o comportamento nutricional, regido pela lógica, pelo aprendizado, visando prover o organismo dos nutrientes necessários. O comportamento alimentar, mais simples, instintivo, primitivo é, muitas vezes, alterado pelos elementos emocionais acima.

 

Se a pessoa está equilibrada psicologicamente e motivada, em tese pode emagrecer sem problemas. Ocorre que, entre “saber o que fazer” e “conseguir fazer o que a pessoa sabe que deveria”, muitas vezes vai um abismo. A alteração de comportamento que leva ao prato tem caráter basicamente emocional, ilógica e muitas vezes não acessível às abordagens tradicionais, necessárias mas não suficientes.

 

Porque isso ocorre? Se o alimento tem outra função, que não nutrir, se é utilizado como “remédio” para males para os quais não foi feito ou para resolver problemas que não resolve, mas mascara, ao restringir ao menos a quantidade de comida, provoca a exacerbação dessas emoções que atenuava.

 

Se a pessoa não tem maneiras mais adequadas de lidar com seus problemas a comida vai ser, novamente, trazida à tona como “salvação”. Aí o comportamento nutricional que se tentou introduzir pode ter vida curta. Retirou-se uma estratégia de sobrevivência emocional da pessoa e não se desenvolveu outra. A pessoa irá sentir-se à mercê dos sentimentos que a comida camuflava. E não irá aderir às prescrições médicas.

 

É aí que entra a psicologia. Trazer o alimento à sua real função. Para tal são necessárias a identificação e modificação daquelas emoções que impedem a consecução dos objetivos da pessoa candidata ao emagrecimento. Porém o trabalho psicológico muitas vezes é intangível para muitas pessoas. Por vezes abstrato demais.

 

Uma forma concreta de viabilizar a psicologia e os princípios de modificação de comportamento (que serão fundamentais para essas pessoas) de forma progressiva, facilitando a assimilação e a aplicação e permitindo, como conseqüência, a criação das condições de emagrecimento e manutenção de peso para o resto da vida.

 

Esses princípios são detalhados de forma clara, compreensível, dotando a pessoa de mecanismos para resolução de problemas emocionais que se associam à comida, mas que não são resolvidos por ela.

 

Para emagrecer com saúde é necessário que o corpo gaste mais calorias do que consome. É por isso que as duas medidas mais importantes para chegar ao peso ideal são ajustar hábitos alimentares e praticar atividades físicas. Mas isso deve ser feito de forma gradativa e com um cardápio saudável e variado. Siga as dicas para emagrecer de forma saudável:

Como emagrecer rápido e com saúde

  • Consuma alimentos que queimam a gordura, desincham, aumentam a saciedade e aceleram o metabolismo
  • Faça apenas as refeições principais
  • Invista em um prato equilibrado e variado
  • Evite dietas restritivas
  • Beba chás que ajudam a emagrecer
  • Pratique exercícios para queimar a gordura
  • Ganhe músculos
  • Cuidado com as dietas da moda
  • Diminua o consumo de sal e açúcar
  • Preste atenção aos sinais do corpo
  • Fique longe da gordura trans
  • Reduza o consumo de gordura saturada
  • Fique de olho na caloria dos alimentos
  • Beba uma média de dois litros de água por dia
  • Maneire na cervejinha
  • Descubra o seu peso ideal
  • Reduza o consumo diário de calorias

Consuma alimentos que queimam a gordura

Alguns alimentos ajudam a emagrecer porque estimulam a queima de gordura. O chá de hibisco, lichia, farinha de amora estão entre eles.

Alimentos que desincham

Alimentos ricos em ômega 3 (salmão, atum, sardinha, arenque, cavala, linhaça, castanhas) contribuem para o emagrecimento devido à ação anti-inflamatória. Conheça a dieta anti-inflamatória.

Alimentos que aumentem a saciedade

Alimentos ricos em fibras proporcionam maior saciedade, logo a fome demora mais a aparecer, o que ajuda você a perder peso. As principais fontes de fibras são: frutas, cereais integrais, como arroz, trigo, centeio, cevada e a aveia. As leguminosas, como feijões, lentilha, grão de bico e ervilha e as verduras e legumes também contam com boas quantidades de fibras. As sementes, como a chia, linhaça e semente de abóbora, também tem fibras.

Alimentos que aceleram metabolismo

Os alimentos com ação termogênica estimulam a maior queima de calorias. Os principais alimentos termogênicos são: pimenta, chá verde, canela, gengibre e café. Veja os benefícios dos alimentos termogênicos.

Faça apenas as refeições principais

O ideal quando se quer perder peso é fazer as três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e dois ou três pequenos lanches. Isso manterá seu metabolismo funcionando o dia inteiro, dará mais saciedade, diminuindo a fome fora de hora, e impedirá que você exagere nas grandes refeições. O intervalo entre cada refeição deve ser de no mínimo 2 horas.

Invista em um prato equilibrado e variado

Uma alimentação saudável pede equilíbrio de nutrientes e variedade de alimentos. Vale investir em frutas, legumes, verduras. Não se esqueça de completar o menu com diferentes tipos de carnes, cereais, leguminosas (feijão, lentilha), leites e derivados, grupos alimentares essenciais para a alimentação diária.

Evite fazer dietas restritivas

Dietas que cortam drasticamente as calorias ou algum componente específico, como os carboidratos por exemplo, são consideradas restritivas. Para perder com saúde o esperado é perder entre meio quilo e um quilo por semana. Mais do isso pode ser sinal de que você não está realizando a dieta mais adequada.

 

A alimentação monótona e com pouca variedade de alimentos não traz todos os nutrientes que o corpo precisa, podendo até afetar a imunidade e o corpo mais vulnerável a doenças. Dieta dos shakes, dieta sem glúten e dieta da sopa são alguns exemplos de dietas restritivas.

Invista nos chás que ajudam a emagrecer

Alguns deles, como o chá verde, chá preto e o chá de canela, estimulam a queima calórica. Enquanto o chá de hibisco contribui para que menos gordura fique acumulada no abdômen.

Pratique exercícios que queimam gordura

A Organização Mundial de Saúde recomenda praticar ao menos 150 minutos de exercícios moderados por semana para uma pessoa ser considerada ativa. Ou seja, praticando uma hora de exercício em três dias na semana (180 minutos), você já ultrapassa essa meta! Para queimar gordura e emagrecer é importante investir em atividades aeróbicas como: caminhadas, corridas, bicicleta, dança, natação, entre outros.

Não deixe de ganhar músculos

Praticar exercícios de força, como a musculação e pilates, também são superimportantes para ganhar músculos e fazer o corpo gastar calorias.

Tenha cuidado com as dietas da moda

Existem uma série de dietas que prometem o emagrecimento rápido. Fique atento a que custo essa perda de peso é alcançada. Muitas delas levam à perda de músculos, o que é especialmente prejudicial para quem quer emagrecer e manter o peso depois disso.

Diminua o consumo de sal e açúcar

O sal é a principal fonte de sódio, mineral que em excesso no organismo aumenta o risco de hipertensão e a retenção de líquido. Já o açúcar consumido em excesso se transforma em acúmulo de gordura, principalmente na região da barriga. Alimentos fontes de carboidratos simples são ricos em açúcar. Entre eles estão: açúcar de adição, refrigerantes, doces e os que contam com muita farinha branca, como pães, massas e bolos.

Preste atenção aos sinais do corpo

Alguns sinais de que o emagrecimento rápido está prejudicando sua saúde são: queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, desânimo, fraqueza, indisposição, tontura, flacidez e constipação intestinal.

Fique longe da gordura trans

Este tipo de gordura pode ser encontrada em alguns biscoitos, sorvetes, bolos industrializados, entre outros alimentos. A gordura trans aumenta o LDL (colesterol ruim para o organismo) e diminui o HDL (colesterol bom). Além disso, age também aumentando os triglicerídeos que pode ser armazenado no tecido adiposo.

Reduza o consumo de gordura saturada

O consumo de gorduras saturadas em excesso está relacionado ao acúmulo de gordura no organismo, ou seja, dificuldade para emagrecer. Os alimentos com grandes quantidades de gorduras saturadas são: carnes vermelhas, leite integral, manteiga e queijos.

Fique de olho nas calorias dos alimentos

Olhar o rótulo dos alimentos é uma boa maneira de controlar o consumo de calorias. Saiba que os carboidratos possuem 4 calorias por grama, enquanto as proteínas também contam com 4 calorias por grama e as gorduras possuem 9 calorias em cada grama.

Beba uma média de 2 litros de água por dia

Consumir os líquidos certos contribui e muito para emagrecer de forma saudável. A recomendação é ingerir entre 30 a 35 ml por kg de peso corporal de líquidos, o que em média fica em torno de 2 litros por dia.

Cuidado com a cerveja

O álcool é uma substância tóxica para o organismo e o fígado dá preferência para metaboliza-lo primeiro. Essa mudança no metabolismo do fígado favorece o acúmulo de gordura no organismo. Lembrando que a cerveja é composta por malte e cevada, substâncias ricas em carboidratos, o que transforma essa bebida em basicamente, “pão líquido”.

Descubra qual é o seu peso ideal

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma maneira de avaliar se o peso da pessoa está dentro do considerado saudável ou não. Ele é calculado por meio do peso em quilogramas dividido pela altura ao quadrado (Kg/m²). Apesar de não mostrar a proporção de gorduras e músculos do corpo humano, o IMC ajuda a ter uma noção sobre se o peso do indivíduo está dentro do considerado saudável ou não. Calcule aqui seu IMC e descubra seu peso ideal.

Reduza o consumo diário de calorias

Para emagrecer rápido muitas pessoas optam por uma redução extrema de calorias. O consumo inferior a 1200 calorias por dia não é orientado para a perda de peso e pode levar a problemas como fraqueza, desmaio e, claro, efeito sanfona.

Dicas bem simples para sucesso na dieta

  • Não fique mais do que 4 horas sem se alimentar
  • Durma bem. Durante o sono, nosso organismo produz a leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade durante todo o dia
  • Beba pelo menos 2 litros por dia
  • Invista na salada. Ela ajuda a enganar o estômago e comer menos nas refeições. Procure verduras e legumes que você goste e não sejam muito calóricos
  • Prefira os alimentos integrais. Eles contêm mais nutrientes e fibras, que fazem um bem danado para o seu organismo
  • Evite a ingestão de sal e alimentos com muito sódio, que favorecem a retenção de líquidos
  • Prefira preparações menos calóricas, como assados, cozidos ou a vapor. Alimentos gratinados, fritos, à parmegiana ou à milanesa devem ser evitados
  • Procure ajuda de nutricionistas ou nutrólogos
  • Se exagerar em algum dia, não desista. Recomece novamente no dia seguinte.

Sugestões de cardápio para emagrecimento saudável

Abaixo vemos a distribuição calórica por refeição baseada em uma dieta de 2000 kcal, composta por 6 refeições diárias.

Café da manhã

Invista em frutas, cereais, pães integrais e oleaginosas. Para beber: sucos naturais, água de coco, chás, leite ou café. Um café da manhã ideal pode ter 20% do consumo diário, cerca de 400 kcal.

Lanche da manhã

Esta refeição deve ser leve e rápida, com alimentos de baixo índice glicêmico (devagar absorção). Invista em frutas, oleaginosas, alimentos naturais e integrais. Para beber: sucos naturais, chás ou água de coco. O lanche da manhã ideal pode ter 5% do consumo diário, cerca de 100 kcal.

Almoço

O prato recomendado para o almoço é dividido em quatro partes: duas partes preenchidas com saladas e legumes, uma parte com fontes de carboidrato e uma parte com fontes de proteína. Para beber: sucos naturais ou chás. O almoço ideal pode ter 30% do consumo diário, cerca de 600 kcal.

Lanche da tarde

Faça lanches que contenham carboidrato, proteína e gordura boa. Dê preferência aos alimentos naturais e integrais. Outras boas sugestões são as frutas secas, cereais ou castanhas. Para beber: café, chás ou iogurtes. O lanche da tarde pode ter 15% do consumo diário, cerca de 300 kcal

Jantar

Carboidratos, proteínas (de digestão simples), gorduras, vitaminas e minerais devem ser fornecidos adequadamente. Frutas e legumes são bons alimentos para essa refeição. Para beber: sucos naturais e chás. A janta pode ter 25% do consumo diário, 500 kcal

Ceia

Escolha um lanche rico em proteína. se quiser, pode adicionar uma fruta, que é um carboidrato leve ou, no máximo, 1 torrada integral. A ceia pode ter 5% do consumo diário, 100 kcal.

 

Este exemplo pode variar de acordo com os hábitos alimentares e necessidades de cada indivíduo, mas a partir dele podemos observar que não se deve restringir a alimentação comendo muito pouco em alguns períodos e exagerando em outros.

 

Lembrando que ao pensar em aderir uma dieta, o melhor a fazer é procurar ajuda de um profissional, como nutricionista, nutrólogo ou endocrinologista.

Uso de medicamentos e dieta para emagrecer

O uso da medicação apenas pode facilitar a perda de peso, mas, se não houver mudanças do estilo de vida há chances de retomada do peso perdido.

 

Todos os tipos de medicamentos para emagrecer só devem ser usados quando a adoção de uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios físicos não mostraram resultado na perda de peso.

 

Quando o índice de massa corpórea (IMC) continua superior a 29,9 após o tratamento com reeducação alimentar, é indicado o uso de remédios para ajudar no processo de emagrecimento.

Todo processo deve ser acompanhado de um profissional, como nutricionista, nutrólogo ou endocrinologista.

Quando usar remédios para emagrecer?

Os remédios para emagrecer nunca devem ser a primeira opção para o emagrecimento. O ideal é que primeiro o paciente experimente mudar hábitos como sua alimentação e grau de atividade física realizada no dia a dia. Caso essas medidas não se mostrem eficazes, aí sim os medicamentos podem e devem ser indicados, entanto o perfil de cada paciente.

 

O ideal é que as pessoas com IMC acima de 30, ou pessoas com IMC acima de 27 e doenças metabólicas, sejam avaliadas para o uso de medicamentos nesses casos. Somente nessas situações os efeitos colaterais dos medicamentos não superam os benefícios possíveis.

Remédios naturais para emagrecer

Existem alguns métodos naturais para emagrecer. Entenda se eles funcionam mesmo:

Quitosana

Essa substância é extraída do exoesqueleto de insetos ou crustáceos e age como uma fibra, trazendo saciedade. Além disso, estudos feitos em animais mostraram que a quitosana pode interferir muito na digestão e absorção de gorduras pelo trato intestinal, facilitando a excreção destas gorduras nas fezes dos animais. No entanto, não há estudos que mostrem seus benefícios diretos no emagrecimento em seres humanos.

Konjac

Essa raiz também é famosa por suas propriedades emagrecedoras, mas existem poucas evidências da sua ação em seres humanos.

Goji berry em cápsulas

Alguns estudos mostram que o goji berry consumido em suco pode ajudar a emagrecer, já que pessoas com baixo consumo de vitamina C podem ser mais resistentes a perder massa gorda. No entanto, ele precisa ser aliado a uma alimentação equilibrada.

Faseolamina

Essa substância presente no feijão branco cru reduz a absorção dos carboidratos, sendo aliada do emagrecimento. No entanto, esse alimento cru deve ser consumido com bastante moderação, pois pode fazer mal à saúde.

Remédios caseiros para emagrecer funcionam?

Entre os remédios caseiros para emagrecer estão itens como água com berinjela, água com gengibre e chás diuréticos. Veja se eles realmente funcionam:

Água com gengibre

Deixar o gengibre soltar seu líquido na água pode sim ajudar no emagrecimento devido a seu efeito termogênico. Mas só funcionará se aliado a uma dieta balanceada e com menos calorias.

Água com berinjela

Essa água, feita ao deixar de molho cubinho de berinjela, não tem estudos que comprovem seu benefício na perda de peso ou que os nutrientes do vegetal sejam passados para a água. O ideal é aproveitar os benefícios da berinjela in natura, consumindo-a refogada ou grelhada.

Chás diuréticos

Bebidas com essa propriedade apenas reduzem a retenção de líquido do corpo, o que ajuda a reduzir poucos quilos na balança. No entanto, chás diuréticos com outras propriedades emagrecedoras, como o chá de hibisco, podem ser interessantes, desde que também sejam aliados a uma dieta mais saudável.

 

Por que fugir da gordura trans?

A gordura trans aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral.

A gordura trans é um tipo de gordura (ácido graxo) que difere em sua ligação química de outros ácidos graxos insaturados. Ela contém ácidos graxos na configuração trans, por um tipo de processo de hidrogenação, que ocorre naturalmente, produzidos a partir da fermentação de bactérias em animais ruminantes, ou artificialmente, pela indústria alimentícia.

 

Os alimentos de origem animal, derivados de animais ruminantes, como o leite e a carne, possuem gorduras trans, mas em quantidades insignificantes. Hoje, o maior consumo está relacionado aos alimentos industrializados, onde a gordura trans também pode ser reconhecida como gordura hidrogenada.

 

Um óleo encontrado na natureza, por exemplo, possui os átomos distribuídos em posição paralela. No entanto, quando é submetido ao tratamento industrial de hidrogenação, a estrutura química do óleo é modificada, fazendo com que os ácidos graxos fiquem com os átomos em alinhamento transversal – que constituem parte da confecção da gordura trans.

 

Malefícios da gordura trans

A gordura trans não é essencial para o organismo, e não oferece nenhum tipo de benefício à saúde. Por isso, não há recomendação de consumo ou valor máximo tolerado. Ao contrário, esse tipo de gordura tem como principal efeito metabólico alterações que prejudicam a saúde. Tais como:

 

  • Reduz o colesterol bom e aumenta o ruim
  • Maior risco de AVC e infarto
  • Prejudicial para gestantes e lactantes

Alimentos ricos em gorduras trans

As gorduras trans podem ser encontradas em diversos alimentos. Elas são adicionadas com o intuito de prolongar a duração (vida útil) dos produtos e melhorar a consistência e a aparência.

 

Alguns exemplos de alimentos que possuem a gordura trans são: margarinas sólidas ou cremosas, recheios de biscoitos, salgadinhos de pacote e congelados, como salgadinhos de festa, ou pizza congelada, pastéis, macarrão instantâneo, sopas e cremes em pó, coberturas, sorvetes, pães, alimentos pré-assados ou fritos, bolos, tortas, pipoca de micro-ondas, glacê pronto para consumo, dentre outros alimentos industrializados.

 

Uma dica para evitar as gorduras trans é comprar os produtos frescos e realizar a preparação e o processo de congelamento, se necessário, em casa.

 

A verificação do rótulo do produto é fundamental para escolher aqueles com menor conteúdo de gordura trans. O consumidor deve estar atento à lista de ingredientes, a nomes como “gordura hidrogenada” e “gordura parcialmente hidrogenada”. Também, atenção ao produto cujo fabricante admite no rótulo que “não contém gordura trans”.

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