Garganta inflamada – Causas e o que fazer

07/10/2020 0 Por Redação CliqueFarma

Falemos sobre uma condição bastante incômoda e dolorosa que acomete desde as crianças pequenas até os mais velhos – a garganta inflamada. Cliquefarma te conta o que é dor de garganta, quais as causas, os fatores de risco, os sintomas, quando deve-se procurar ajuda médica, como se dá o diagnóstico, tratamento, prognóstico e como evitar. Confira tudo até o final para não perder!

O que é dor de garganta?

Dor de garganta é um sintoma que pode ser bastante incômodo e sinal de que algo não vai bem em sua saúde. A maioria dos casos de dor de garganta indicam doenças infecciosas (virais ou bacterianas) ou inflamações leves, que cessam sem tratamento médico ou então com o uso de anti-inflamatórios.

 

Várias condições podem causar uma dor de garganta. Por isso, é preciso ficar atento caso o sintoma não desapareça – em caso de dúvida, procure um médico.

Quais as causas?

Em geral, as causas mais comuns para a dor de garganta são:

Infecções virais

A dor de garganta pode ser ocasionada por uma infecção viral. Entre as causas mais comuns estão:

 

  • Gripe ou resfriado: tipos mais comuns de infecções virais
  • Laringite: geralmente viral, há dor para engolir e falar
  • Amigdalite: inflamação viral nas amígdalas, com vermelhidão, inchaço ou secreções no local
  • Mononucleose
  • Parotidite infecciosa
  • Herpangina
  • Faringoamigdalite

Infecções bacterianas

Uma infecção bacteriana pode também levar a uma forte dor de garganta, e as principais causas são:

 

  • Faringite: quando bacteriana, costuma apresentar pus
  • Amigdalite:quando bacteriana, costuma apresentar pus
  • Epiglotite
  • Uvulite
  • Faringoamigdalite
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), em casos como gonorreia ou clamídia

Irritações e lesões

Uma dor de garganta que dura mais de uma semana também pode ser causada por substâncias irritantes ou lesões, como:

 

  • Baixa umidade
  • Tabagismo
  • Poluição do ar
  • Forçar a voz
  • Drenagem nasal posterior
  • Respirar pela boca
  • refluxo gastroesofágico
  • Machucado físico (como um corte, causado ao engolir algo pontiagudo)
  • Síndrome da fadiga crônica

O que é Faringite?

Faringite é uma infecção respiratória caracterizada pela inflamação da faringe – a parte superior da garganta, que conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. Os principais sintomas da doença são dor, irritação, coceira e desconforto na região.

 

A faringite é um dos vários distúrbios que podem acometer a região da garganta, assim como a laringite e a amigdalite. Os sintomas são mais comuns no inverno, época em que o ar seco e aglomeração maior de pessoas em ambientes fechados facilitam a entrada de vírus e bactérias pelas vias aéreas.

Quais os tipos?

Faringite viral

A faringite viral é o tipo mais comum, sendo causada pela infecção de vírus na faringe. Para essa manifestação da doença, o tratamento pode ser feito em casa à base de medicamentos e cuidados simples, e ela pode ser contagiosa.

Faringite estreptocócica

A faringite estreptocócica é a manifestação mais comum entre as faringites bacterianas. É causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, mais conhecida como estreptococo do grupo A. As faringites bacterianas exigem um tratamento mais específico, com antibiótico.

Quais as causas de faringite?

A faringite viral costuma surgir em casos de infecções causadas por vírus, como o resfriado comum, a gripe e a mononucleose. A faringite também pode surgir em pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a exemplo da gonorreia. 

 

Outros fatores como alergias, clima seco, poluição, distensão nos músculos da garganta e até problemas mais graves, como tumores e infecção por HIV, também podem levar a um quadro de faringite.

Fatores de risco para faringite

Qualquer um pode desenvolver faringite, mas alguns fatores externos e comportamentos de risco podem contribuir para o aparecimento do distúrbio. Veja:

 

Menoridade

Crianças e adolescentes são mais suscetíveis a desenvolver um quadro de faringite. A faringite estreptocócica, por exemplo, é responsável por 20% a 30% das faringites em crianças e por 5% a 15% dos casos em adultos.

Exposição à fumaça do cigarro

Tabagismo ou ser exposto à fumaça do cigarro também são fatores que contribuem para o surgimento dos sintomas. O fumo pode provocar ainda complicações mais graves na garganta, como o câncer.

Alergias

Ser alérgico a pó, mofo e pelos de animais de estimação pode contribuir também para desenvolver faringite.

Exposição a componentes químicos

Viver em grandes metrópoles, onde o índice de poluição é mais elevado, também é um fator considerado de risco. O ar poluído é uma mistura de partículas que leva à inflamação das vias aéreas, reduzindo a defesa.

Infecções respiratórias crônicas

O muco do nariz causado por infecções respiratórias consideradas crônicas, como asma e enfisema pulmonar, pode irritar a garganta e provocar a doença.

Frequentar ambientes fechados

Morar, trabalhar ou estudar em ambientes fechados, por exemplo, em que há grandes aglomerações de pessoas, pode facilitar a entrada de vírus e bactérias causadores da faringite pelas vias aéreas.

Imunidade baixa

Ter resistência imunológica baixa torna uma pessoa suscetível a diversas doenças, de modo geral. Causas comuns da baixa imunidade são infecção por HIV, diabetes, estresse, fadiga e má alimentação.

Sintomas de Faringite

A dor de garganta é o principal sintoma da faringite, mas outros também podem entrar para a lista:

 

 

  • Dificuldades para engolir ou falar

 

  • Garganta seca
  • Voz rouca e abafada.

Faringite e laringite

Como vimos, os sintomas da faringite são de fácil identificação, mas são igualmente fáceis de serem confundidos com sintomas de outras inflamações que acometem a garganta, como a laringite e a amigdalite.

 

Além disso, os sinais são semelhantes tanto na faringite viral quanto na bacteriana. Em ambos os casos, a membrana mucosa que reveste a faringe pode estar ligeira ou intensamente inflamada e coberta por manchas brancas ou pus. 

 

A febre, a inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço e uma contagem elevada de glóbulos brancos no sangue são típicos tanto da faringite viral como da bacteriana, embora estes sintomas possam ser mais evidentes na forma bacteriana.

Quando procurar ajuda médica?

A Academia Norte-Americana de Otorrinolaringologia sugere que um médico seja procurado quando os seguintes sintomas começarem a surgir:

 

  • Dores de garganta fortes e persistentes, por mais de uma semana
  • Dificuldades para respirar, engolir e para abrir a boca
  • Dores na face
  • Dor de ouvido
  • Febre alta
  • Dor de garganta reincidente
  • Nódulos no pescoço
  • Voz rouca por mais de duas semanas

Como é feito o diagnóstico de Faringite?

Dores de garganta, dificuldade para engolir e febre não são sintomas exclusivos da faringite, por isso o médico deverá realizar procedimentos específicos para fazer o diagnóstico.

 

No primeiro deles, aplicado tanto em crianças quanto em adultos, o médico utiliza um instrumento para analisar a garganta e, eventualmente, os ouvidos e as vias aéreas também. Trata-se de um exame físico, em que o especialista também poderá querer avaliar os batimentos cardíacos do paciente.

Outro exame que o médico poderá fazer é também bem simples. Com o auxílio de um instrumento fino, semelhante a um cotonete, ele retirará amostras de secreção de dentro da garganta do paciente doente para enviá-las a um laboratório especializado em doenças causadas por bactérias do estreptococo, causadora da faringite bacteriana.

 

Os resultados saem em apenas alguns minutos. Se o resultado for positivo, então o paciente é diagnosticado com faringite bacteriana. Se for negativo, a faringite é viral.

O diagnóstico pode ser feito, ainda, por outros dois procedimentos: hemograma e testes alergênicos. O primeiro produz uma contagem completa dos diferentes tipos de células presentes no sangue do paciente doente. 

 

Dependendo do resultado, é possível saber se a faringite foi causada por vírus ou por bactéria. Se o médico suspeitar que a causa foi uma alergia, ele poderá lhe encaminhar para um alergologista, que solicitará exames específicos.

Tratamento de Faringite

Faringite causada por vírus geralmente não demanda muitos cuidados nem um tratamento específico. Além disso, a inflamação desaparece de cinco a sete dias, em média.

No entanto, para a faringite bacteriana, é necessário consultar um médico para saber também qual o melhor tratamento disponível para cada caso. Geralmente, ele é feito à base de antibióticos e analgésicos.

Qual o prognóstico?

Independentemente da causa da faringite, cuidados simples que podem ser tomados em casa ajudam a aliviar os sintomas e a acelerar a recuperação. Veja o que você pode fazer para conviver bem com essa inflamação:

 

  • Descanse. Durma bastante e poupe sua voz
  • Beba muito líquido. Você precisa manter sua garganta molhada para evitar desidratação e atenuar o desconforto causado pela faringite.
  • Prefira os quentinhos. Alimentos e bebidas mornos podem trazer alívio à dor de garganta.
  • Água com sal. Faça gargarejos com uma solução líquida de água e sal. Cinco gramas de sal para um copo d’água bastam. Essa medida ajuda a amenizar o desconforto também.
  • Evite o ar seco. Utilize umidificadores de ar para tornar a respiração mais fácil. Ar seco pode causar ainda mais irritação à garganta danificada.
  • Livre-se do cigarro. Se você fuma, é bom dar uma parada com o cigarro. Fumo pode prejudicar ainda mais a inflamação. Se você não fuma, mas convive com fumantes, procure evitar a fumaça.

Prevenção

Os germes que causam inflamações virais e bacterianas na garganta, a exemplo da faringite, são contagiosos e algumas medidas simples podem evitar o contágio:

  • Lave bem as mãos, especialmente depois de usar o banheiro, comer, espirrar ou tossir. As mãos são portas para muitas doenças, por isso é sempre bom estar com elas limpas.
  • Evite dividir copos e comidas.
  • Se espirrar ou tossir, tome cuidado para não contaminar o ar. Use um lenço.
  • Use álcool-gel para higienizar as mãos.
  • Evite encostar a boca se for utilizar telefones públicos ou bebedouros.
  • Limpe frequentemente telefones, controle remotos e teclados de computador.
  • Evite contato muito próximo com pessoas que estejam doentes.
  • Procure não sair de casa em dias muito secos. O índice de poluição nessas ocasiões costuma ser mais alto.
  • Use uma máscara para fazer a limpeza. Isso evita que você inale partículas de poeira.
  • Umidifique sua casa. Evite o ar seco.

Inflamação na garganta é coronavírus?

Assim como a diarreia, a dor de garganta ou inflamada, também pode ser um dos indícios de COVID-19 e, mesmo sendo menos comum, devemos ficar atentos. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas do Coronavírus se assemelham aos de outros vírus respiratórios, que são mais comuns no inverno.  Isso pode dificultar o diagnóstico, que depende de uma investigação mais profunda.

 

O que fazer se eu tiver dor de garganta e outros sintomas, como dor de cabeça e febre?

Diante de sintomas leves, a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde é que o paciente permaneça em casa, isolado dos demais moradores durante o período de incubação, que é de 2 a 14 dias. O paciente deverá procurar o hospital se os sintomas se agravarem, principalmente se apresentar falta de ar, dificuldade para respirar e febre acima de 39°C.

Bebê com dor de garganta

As infecções de ouvido e garganta são mais frequentes nos bebês porque os agentes que as causam são os mais comuns. Nosso sistema imunológico funciona a partir da memória do organismo; como os bebês não foram expostos a muitos, não possuem uma resposta adequada contra tais agentes, fazendo a dor de garganta ser um sintoma comum nessa fase.

Tratamento de garganta inflamada

O tratamento para dor de garganta depende da causa. Se estiver relacionada a uma doença viral, como gripe, é importante não usar antibióticos para tratá-la, pois eles eliminam apenas as bactérias, e não os vírus.

Como aliviar dor de garganta?

Alguns produtos naturais podem ser utilizados para aliviar a dor de garganta, como mel, própolis, gengibre, limão e papaína. Todavia, eles são apenas paliativos e não tratam a raiz do problema.

 

O que é sempre mais indicado é que a pessoa procure seu médico para que ele faça o acompanhamento e receite o remédio ou tratamento mais preciso.

Medicamentos para Dor de garganta

Como vimos até aqui, uma dor ou inflamação de garganta pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

 

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, assim como a dosagem correta e a duração do tratamento.

 

Os medicamentos e remédios mais comuns no tratamento de dor de garganta são:

 

  • AAS
  • Alivium
  • Azitromicina
  • Benalet
  • Cataflam
  • Coristina D
  • Diclofenaco Colestiramina
  • Diclofenaco Potássico
  • Diclofenaco Resinato
  • Dipirona
  • Fenaflan D
  • Flanax 550mg
  • Flogoral
  • Ibupril (gotas)
  • Ibuprofeno
  • Nimesulida
  • Naldecon Dia
  • Naldecon Noite
  • Nisulid
  • Paratram
  • Paracetamol Bebê
  • Paracetamol
  • Toragesic

Dor de garganta na gravidez

De acordo com o médico Paulo José Moreno, nesse caso, é necessário procurar um médico para saber a justificativa da dor. É importante lembrar que a utilização de medicamentos durante a gravidez deve ser mais criteriosa e indicada por um especialista.

Prevenção

Não há como prevenir uma dor de garganta, mas alguns cuidados ajudam a reduzir os riscos de uma dor de garganta. Entre eles, estão:

 

  • Lave as mãos com frequência, especialmente quando você tiver contato com pessoas doentes ou com grandes aglomerações, como no transporte público.
  • Mantenha distância de agentes irritantes, como cigarro, poluição e ar-condicionado.
  • Não force a voz.
  • Evite respirar pela boca.
  • Não fume ou utilize outros produtos de tabaco e evite a exposição ao fumo passivo.
  • Use descongestionantes receitados pelo médico ou lavagem do nariz em caso de nariz entupido.
  • Tenha cuidado com a troca de temperatura ambiente.
  • Beba muita água para evitar a desidratação.

Oito medidas que aliviam a garganta inflamada

Esses truques dão apenas um alívio para a garganta, sem influenciar no tratamento da inflamação ou outra condição existente. “A hidratação constante, sim, é uma das medidas mais recomendadas para o tratamento de infecções na garganta, pois além de manter a hidratação das cordas vocais, deixa as secreções mais fluidas, facilitando a expectoração”, diz Ângela Saragoça, coordenadora de Pronto Socorro do Hospital São Camilo de São Paulo. 

 

Beber água também é fundamental para que as reações de defesa do organismo possam estar ativas e prontas para combater os vírus e bactérias.

 

Outra medida importante para o tratamento de inflamações e infecções da garganta é o uso de anti-inflamatórios e antibióticos, que devem ser indicados pelo médico a fim de erradicar totalmente a infecção e prevenir recorrências. “É importante que o paciente com dor de garganta faça uma avaliação médica, visto que a dor de garganta é um sintoma de muitas causas diferentes”, diz a otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista. 

 

Confira abaixo as medidas que aliviam a dor de garganta, mas que não tratam as doenças relacionadas. Ao menor sinal de piora, como a presença de pus, sangue ou dores mais intensas, avise seu médico.

Hexamidina em spray

Com efeito analgésico, os medicamentos à base de hexamidina trazem benefício apenas durante o efeito da medicação, aliviando o sintoma sem tratá-lo. “Pelo fato de anestesiar a região, a pessoa pode forçar a garganta mais do que deveria, sofrendo inclusive uma piora na dor ao fim do efeito da medicação”, diz a infectologista Valéria Paes, do laboratório Pasteur, em São Paulo. “É um medicamento que deve ser utilizado, por exemplo, para permitir que o paciente se alimente melhor, até que o quadro se resolva”, completa.

Própolis

Apesar de ser bastante recomendado para a dor de garganta, o própolis não possui benefício comprovado que qualifique sua atuação no tratamento da doença – como uma faringite – mas é um ótimo aliado no alívio do sintoma. “A substância possui ação anti-inflamatória que age diretamente na dor de garganta, mas não influencia na evolução da doença relacionada”, diz Ângela Saragoça, coordenadora de Pronto Socorro do Hospital São Camilo de São Paulo. 

 

Também é importante ficar atento ao veículo em que está sendo manipulado o própolis. “Se ele for alcóolico, pode tornar-se irritante para a garganta, piorando o sintoma”, alerta a otorrinolaringologista Eliézia Alvarenga, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Gengibre

É certo que a raiz é um poderoso anti-inflamatório, mas ela também só agirá no tratamento do sintoma, sem alterar o processo de cura da doença que está causando a dor de garganta. “Quando a dor está sendo causada pela ação de vírus ou bactérias, o uso de substâncias com ação anti-inflamatória aliviam os sintomas e podem até reduzir sua intensidade, sem ocorrer a piora do quadro ao suspender seu uso”, afirma a otorrinolaringologista Eliézia. Tanto o chá de gengibre quanto a bala feita com a raiz ajudam no alívio do sintoma, afirma os especialistas. 

 

“A bala, inclusive, estimula a salivação, lubrificando as cordas vocais e melhorando a condição do local onde a agressão está ocorrendo”, diz a infectologista Valéria.

Chás

Qualquer chá tem em sua composição a água, que é fundamental como parte do tratamento. “As substâncias naturais com ação anti-inflamatória, como gengibre e o alho, reduzem o inchaço que costuma estar presente nos processos inflamatórios consequentes de infecções por vírus ou bactérias”, explica a infectologista Valéria. No entanto, muito cuidado com a temperatura da bebida: “O chá quente pode aumentar a inflamação da garganta, piorando a dor”, alerta a otorrinolaringologista Eliézia.

Maçã e frutas cítricas

Ricas em vitamina C, as frutas cítricas também são conhecidas por seu nutriente anti-inflamatório e antioxidante, muito importante no fortalecimento da imunidade e prevenção de doenças que poderiam levar à dor de garganta. “No entanto, elas também não possuem efeito comprovado em acelerar a recuperação”, afirma a infectologista Valéria. 

 

Além disso, as frutas cítricas aumentam a salivação e lubrificam as cordas vocais. Já a maçã ajuda no aquecimento e lubrificação das pregas vocais, sendo inclusive uma boa pedida para pessoas que estão roucas ou sem voz.

Menta

“A menta aumenta a salivação, dá sensação de frescor e age aliviando os sintomas do processo inflamatório do local”, explica Ângela Saragoça. No entanto, essa sensação de frescor proporcionada pela erva pode agravar o quadro, piorando a irritação na garganta. Caso isso aconteça, suspenda o uso e procure um médico.

Gargarejo

A hidratação local sempre melhora o processo de inflamação que ocorre nas agressões por agentes externos como vírus, bactérias ou processos alérgicos, por isso, o gargarejo com água morna é um opção para aliviar a dor de garganta e a até mesmo auxiliar no tratamento da doença. 

 

“O gargarejo com água muitas vezes auxilia em diminuir as placas de pus nas amígdalas”, diz Eliézia Alvarenga. Porém, é importante que o gargarejo seja feito apenas com água, evitando misturas com própolis, mel, sal vinagre ou mesmo chás – usando esses ingredientes, você corre o risco de causar uma irritação na garganta

 

Segundo a otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, o gargarejo ajuda principalmente nos casos de dor de garganta irritativa, aquela que ocorre por conta do ar seco e da poluição. “A prática traz um alívio sintomático, se for realizada várias vezes ao dia.”

Misturas caseiras

Toda família tem uma receita que é tiro e queda pra tratar inflamação na garganta. Seja mel com própolis, alho com gengibre e laranja, menta com gengibre… Enfim, uma infinidade de misturinhas que prometem acabar com a sua dor. De acordo com os especialistas, misturar esses ingredientes anti-inflamatórios não irá causar nenhum problema ou efeito colateral inesperado, mas tampouco tratará a doença. 

 

“Assim como se usados de forma individual, essas misturas apenas aliviam os sintomas”, afirma a infectologista Valéria. Importante ressalta que o uso em formulações associadas ao mel – que também é um anti-inflamatório importante – deve ser evitado em pacientes com diabetes.

Quais medidas tomar para prevenir a garganta inflamada no verão?

É natural pensarmos que o inverno é a estação que mais traz problemas para a saúde, afinal é onde ficamos em maior contato com o vento e chuva. Mas, infelizmente, a dor de garganta pode aparecer em qualquer época do ano, sem excluir nem mesmo o verão.

 

Veja abaixo quais são as principais infecções virais que lesionam a garganta e como se prevenir durante a estação mais quente do ano:

 

  • Gripe ou resfriado, os tipos mais comuns de infecção viral
  • Laringite (a maioria dos casos de inflamação nas cordas vocais é viral.Os sintomas são voz rouca e tosse, que por sua vez trazem muito incômodo)
  • Faringite (normalmente é viral, e a pessoa sente dor para engolir e falar, além de sentir a inflamação que parece ficar até ao final da boca)
  • Amigdalite (casos de inflamação viral nas amígdalas são identificados por uma ferida vermelha no local)
  • Faringoamigdalite (infecção na faringe e na amígdala)
  • Inflamação da epiglote (epiglotite)
  • Inflamação da úvula (uvulite)

 

Outros fatores também podem irritar a garganta: cigarro, álcool, poluição do ar, respirar pela boca ou engolir algum alimento pontiagudo.

  • Faringite (essa inflamação também pode ser bacteriana, e nesse caso é comum encontrar também as aftas e pus, além dos sintomas já citados)
  • Amigdalite (as infecções virais nas amígdalas são identificadas com a presença de pus. Pode vir acompanhada de adenoidite)
  • Inflamação da epiglote (epiglotite)
  • Inflamação da úvula (uvulite)
  • Faringoamigdalite.

 

Outros fatores também podem irritar a garganta: cigarro, álcool, poluição do ar, respirar pela boca ou engolir algum alimento pontiagudo.

 

Caso perceba que a dor de garganta esteja se arrastando por mais de uma semana procure ajuda médica.

Como se prevenir durante o verão

É verdade que não dá para controlar quando a inflamação na garganta irá aparecer, mas algumas atitudes do dia a dia previnem o surgimento da dor:

 

  • Beba bastante água para manter a hidratação do corpo
  • Esteja sempre bem alimentado e dê atenção especial a frutas e legumes
  • Tome banho na temperatura ambiente
  • Ao sair do mar ou da piscina evite ficar por muito tempo com as peças molhadas no corpo
  • Evite ficar com o ar-condicionado ligado por muito tempo
  • Não deixe de colocar uma calça e um casaquinho leve na mala, à noite, sempre costuma bater aquele ventinho, que pode ser prejudicial para a garganta
  • Leve pastilhas para dor de garganta na bolsa que ajudam a aliviar os sintomas da dor e inflamação
  • Tome cuidado com os horários de exposição ao sol, pois o calor e o clima seco desidratam as mucosas do nariz e a garganta

E para combater a rouquidão acompanhada de inflamação da garganta?

Beber água, articular bem a boca ao falar e evitar refluxo gástrico são alguns dos cuidados fundamentais para cuidar diariamente das pregas vocais. Já limão com mel e outras receitas caseiras não são uma boa alternativa para acabar com a rouquidão e a dor de garganta – na verdade, podem até provocar o efeito contrário ao desejado. Elimine os erros a seguir que podem prejudicar a saúde da sua. Confira agora alguns mitos muito difundidos por aí a respeito da voz que nós separamos para esclarecer de uma vez por todas para você:

Mito: para projetar a voz, é só falar alto

Projetar a voz depende de técnica, enquanto falar alto pode ser prejudicial à saúde vocal e te deixar rouco. “Uma voz projetada e forte depende de um bom aporte pulmonar e de articulação ampla e precisa dos sons”, explica a fonoaudióloga Maria Lucia Dragone, Coordenadora do Departamento de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). Treinamentos e técnicas oferecidas por um fonoaudiólogo podem auxiliar no desenvolvimento dessas funções.

Mito: quando estamos roucos, o melhor é sussurrar

Jamais! Segundo a fonoaudióloga Anna Alice Almeida, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o sussurro pode provocar tensão da laringe na tentativa de bloquear a passagem do som. “Na rouquidão ou afonia, poupe a voz – usando-a somente quando necessário -, procure articular bem as palavras e hidrate-se”, recomenda. A ingestão de goles de água ao longo do dia faz muita diferença.

Mito: é normal um professor ficar rouco ou cansado sempre

Não importa se a pessoa usa muito a voz na profissão – ficar rouco com frequência é um problema que precisa de atenção. “A rouquidão exige um esforço a mais para falar, porque a corda vocal está ‘pesada’, lesionada, e causa desgaste”, explica a fonoaudióloga Marta. Essa lesão também pode indicar doenças, como câncer de laringe, ou mesmo ser indício de que a pessoa faz força demais para falar – o que não é necessário. Por isso, se a sua rouquidão persistir por mais de 15 dias, procure um médico ou fonoaudiólogo para verificar se há algum problema.

Mito: pastilhas, sprays e balas de hortelã ou gengibre ajudam a manter a voz saudável

Segundo a fonoaudióloga Márcia Menezes, professora da Universidade de Guarulhos, essas soluções dão uma sensação de conforto temporário. “Na maioria das vezes, possuem componentes anestésicos que só camuflam o sintoma da disfonia (distúrbio da voz)”, explica. Passado o efeito de anestesiar a dor, a inflamação e a rouquidão continuam. “Sprays devem ser usados, portanto, apenas quando prescritos pelo médico e em casos específicos, como de inflamações das vias aéreas”, recomenda a fonoaudióloga Maíra Padilha, também da SBFa.

Mito: mel e limão e vinagre e sal são boas soluções caseiras para a voz

As fonoaudiólogas são unânimes: não há comprovação científica de que essas alternativas realmente beneficiam a voz. Na verdade, essas combinações devem ser evitadas. A fonoaudióloga Maria Lucia conta que apenas o mel, consumido sozinho, pode ser um lubrificante da garganta, da faringe e da boca. “Mas o limão, o vinagre e o sal ressecam as mucosas e não devem ser usados com objetivos vocais”, alerta.

Mito: café e chá preto deixam a voz mais limpa

Márcia Menezes conta que essas bebidas costumam agredir o estômago. “Como muitas vezes as disfonias estão relacionadas a quadros de refluxo, que irritam a laringe, o café e o chá preto indiretamente podem não fazer bem à voz”, explica. A fonoaudióloga Marta também lembra que esses líquidos devem ser evitados, principalmente, por cantores e atores: “Bebidas quentes podem ser vasodilatadoras, ou seja, dilatam os vasos sanguíneos e provocam edemas, inchaços nas pregas vocais que favorecem apenas os tons graves, prejudicando os agudos”.

Mito: tomar goles de bebida alcoólica ajuda a aquecer a voz

A ingestão ou gargarejo de conhaque, uísque ou qualquer outra bebida com álcool irrita os tecidos da laringe e reduz a sua sensibilidade, causando a ação imediata de anestesia. “Desse modo, a pessoa não sente o esforço e pode cometer um abuso vocal, acreditando erroneamente estar falando ou cantando melhor”, conta Anna Alice Almeida. O resultado desse exagero é um desgaste ainda maior da voz, com lesões, inflamação, dores e rouquidão.

Mito: quando há secreção na garganta atrapalhando a voz, é melhor pigarrear

Pigarrear faz com que ocorra um forte atrito entre as pregas vocais, ou seja, uma batida forte entre as “cordas vocais”. “Quando esse efeito é constante, pode não só prejudicar a saúde vocal como contribuir para o aparecimento de lesões nas pregas, pois o atrito provoca irritação e descamação do tecido”, alerta a fonoaudióloga Maria Lucia. Para limpar e acabar com a secreção, a melhor forma é seguir o tratamento recomendado pelo médico e beber pequenos goles de água a cada 15 minutos.

E você tem alguma dúvida sobre garganta inflamada? Compartilhe conosco no box de comentários abaixo que teremos prazer em interagir com você!