Janeiro Branco – O mês da saúde mental

02/01/2020 0 Por Alana Dizioli

Você conhece a campanha do Janeiro Branco? Janeiro foi o mês escolhido para se dedicar à conscientização das doenças mentais e emocionais. O projeto faz deste período, um marco temporal estratégico para que todas as pessoas reflitam, debatam e planejem ações em prol da saúde mental e da felicidade em suas vidas.

Denominada como uma campanha voluntária, social, igualitária (não tem hierarquia) e sem fins lucrativos. A cada ano, dados cada vez mais alarmantes sobre ansiedade, depressão e suicídio vem sendo mostrados no Brasil e no mundo, é preciso falar sobre isso.

 

A orientação é de extrema importância, visto que infelizmente, a saúde mental ainda é estigmatizada como um grande tabu! 

Como surgiu a campanha do Janeiro Branco?

Inspirado no “Outubro Rosa”, o “Janeiro Branco” surgiu em 2014 por ideia de psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais. O objetivo da campanha é a conscientização da promoção e proteção da Saúde Mental.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos anos as doenças mentais tiveram um aumento considerável, e esse resultado é motivo de grande preocupação entre os profissionais da saúde.

 

Foi então que, os idealizadores da campanha perceberam um movimento maior da população em relação às expectativas e desejos para uma boa saúde e bem-estar que surgem com a chegada de um novo ano. Desta forma, o mês de janeiro foi pensado estrategicamente para que seja, pelo menos um norte inicial para fortalecer esses cuidados, através de esclarecimentos e conscientização da promoção de bem estar físico, social e mental e prevenção às doenças mentais.

 

Lá no início, em 2014, o primeiro ano da campanha, as ações foram realizadas basicamente por psicólogos e estudantes de psicologia de Uberlândia, através de mini palestras, roda de conversa, e outras ações rápidas e pontuais. Já em 2016, tomou maior proporção com a ajuda das redes sociais e outros profissionais da saúde mental também de outros estados.

 

Em 2020, além das ações já realizadas nos anos anteriores, as divulgações acontecerão nas redes sociais, rádios, programas de televisão, jornais, ações nos parques, ruas e praças, nos equipamentos de saúde da rede pública e privada, restaurantes populares, entre outros. Todas as ações serão gratuitas com o objetivo da promoção, proteção e prevenção à saúde mental.

 

O que significa saúde mental?

Segundo a OMS, estar mentalmente saudável, é o estado de bem-estar no qual uma pessoa consegue desempenhar suas habilidades, consegue lidar com as inquietudes da vida, é capaz de trabalhar de forma produtiva e contribuir para a sua comunidade. 

 

Infelizmente, as situações do cotidiano mostram que cada vez menos estamos conseguindo levar a vida dessa forma: existe um aumento dos casos de violência, uso de drogas, transtornos compulsivos, suicídio, intolerâncias, entre outros.

 

Para lembrar as pessoas de cuidarem não só da saúde física, mas também da mental, como mencionamos, psicólogos brasileiros criaram a campanha Janeiro Branco, que usa o mês em que tradicionalmente as pessoas estão mais focadas em resoluções e metas para o ano que se inicia para instigar nelas um maior cuidado com o seu bem-estar psíquico.

 

No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Bem-Estar (NHWS, na sigla em inglês) da Kantar Health mostram que 34% dos entrevistados declararam sofrerem de alguma condição psiquiátrica*, ainda que apenas 21% deles tenha sido diagnosticado. 

 

A depressão, uma grave condição médica que diminui a capacidade da pessoa de funcionar normalmente, é um dos transtornos psíquicos muito comuns no mundo, afetando mais de 350 milhões de pessoas (dados da OMS) e que acomete 16% da população brasileira – mais do que a taxa de depressão nos EUA (13%), Espanha (9%) e China (quase 6%). 

 

O Brasil também é o país onde as pessoas são diagnosticadas com depressão quando são mais jovens, em média aos 36 anos. A faixa etária entre os 35 e 49 anos concentra a maior taxa de depressivos brasileiros, com maior incidência entre as mulheres (68,9%), mesma tendência observada em países como França, Reino Unido e Espanha.

 

*condições psiquiátricas entre a população adulta incluem pacientes que relatam sofrimento com ansiedade, déficit de atenção ou hiperatividade, bipolaridade, depressão, ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, estresse pós-traumático, esquizofrenia e fobia social.

Quais os objetivos do Janeiro Branco?

Para que a conscientização sobre algo tão sério fosse efetiva, os tópicos mais considerados são: saúde emocional, psico-educação, educação emocional e harmonia nas relações.

 

Dessa maneira, foram estabelecidos os seguintes objetivos para englobar suas temáticas:

 

  1. Tornar o mês de janeiro um marco temporal para fomentar o debate, conhecimento, planejamento de ações em prol da saúde mental. Isso tanto no nível individual quanto em práticas coletivas;
  2. Chamar a atenção da sociedade para observar a mente e o emocional das pessoas ao redor;
  3. Vincular a simbologia de ano novo com a renovação do modo que se cuida a mente;
  4. Colocar as mídias e instituições sociais em alerta no combate ao adoecimento emocional dos indivíduos;
  5. Contribuir para construção e disseminação de uma Cultura de Saúde Mental. Um modelo de ação em que a prática de cuidar da saúde mental é a padrão e não esporádica. O que objetiva auxiliar o poder público na criação de políticas públicas nesse sentido.

 

O que esperar da campanha?

Pudemos perceber muitos profissionais e uma parcela da sociedade, em geral demonstrando apoio à campanha e passando a divulgar a preocupação com a saúde mental.

 

Um exemplo disso são atitudes simples como levar mensagens positivas e reflexivas que impactam a vida das pessoas que recebem. Tais ações, orientações e reflexões podem salvar vidas. Isso é o que esperam os psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e tantos outros envolvidos com a Campanha Janeiro Branco.

 

Os envolvidos na criação da campanha nomearam isso como psico-educação, que resulta na prevenção de sofrimentos e dores através do aprendizado de como lidar consigo mesmo. Fora isso, a difusão de conhecimento pode ser uma ferramenta para servir a outros, que passam pela mesma situação.

 

Problemas de saúde mentais sobrecarregam os sistemas de saúde

Os dados indicam que, além de debilitar a saúde mental dos pacientes, transtornos mentais como a depressão também são um importante fator na taxa mundial de mortalidade.

 

Pacientes que sofrem com depressão severa também costumam relatar outras queixas médicas, como sofrimento com insônia, ansiedade e dores, e costumam frequentar mais os hospitais e prontos-socorros.

 

Apesar de o sistema de saúde brasileiro ser gratuito, grande parte dos diagnósticos de depressão acontece entre pacientes que possuem convênio médico privado. A incidência de diagnósticos de depressão na rede pública de saúde (SUS) é baixa, possivelmente devido à falta de acesso à especialistas. 

 

Quem não depende do sistema público de saúde (SUS) tem uma tendência maior de procurar psiquiatras, psicólogos e terapeutas para tratar a própria depressão.

 

Podemos perceber também que existem estudos que também associam o suicídio à distúrbios mentais, transtornos de personalidade, isolamento e depressão, essa última estando associada a 30% dos casos de morte, segundo a OMS.

Cuidados no tratamento para o câncer

Lutar contra um câncer e superá-lo não é tarefa fácil, e por isso alguns pacientes costumam precisar de apoio para manter a saúde mental durante o tratamento. O impacto psicológico das doenças varia de caso a caso, mas é bastante comum em alguns tipos de câncer, como o de mama. 

 

“O impacto psicológico do diagnóstico de câncer de mama é brutal e toda mulher que passa por isso sofrerá um processo de luto em algum momento no decorrer do tratamento ou mesmo após o seu término”, afirma a oncologista Bruna Pegoretti, coordenadora do departamento de Medical Intelligence da Evidências – Kantar Health. Segundo Pegoretti, é muito frequente que as mulheres “segurem a peteca” durante o diagnóstico e o tratamento, e só depois de estarem fora de perigo que chegam a desenvolver um quadro depressivo.

 

É fato que, para além dos próprios pacientes, os cuidadores de pessoas que sofrem com o câncer também têm sua saúde mental afetada. Como eles costumam percorrer junto com o paciente a longa jornada de tratamentos, eles costumam sofrer com as repercussões do estresse dessa situação. 

 

Um levantamento da Kantar Health mostrou que dentre os cuidadores de pacientes com câncer, 57,6% apresentavam sinais de ansiedade e 45,5% de depressão.

 

Objetivo de um ano mentalmente saudável

Já é sabido que mais de 90% dos pacientes que tentam o suicídio apresentam um distúrbio psiquiátrico e que 95% daqueles que cometeram suicídio têm um diagnóstico psiquiátrico. 

 

Por conta disso, é importante que as pessoas que sofrem com algum distúrbio mental (como depressão, uso ou abuso de álcool e drogas, esquizofrenia ou transtorno bipolar) possam contar com uma atenção especial dos seus familiares. 

 

Segundo Luis Sales, médico analista da Evidências – Kantar Health, quem sofre com esses transtornos mentais deve passar pelo tratamento médico adequado, que pode incluir tratamentos farmacológicos e acompanhamento psicoterápico. Além disso, o suporte social e familiar é fundamental para a recuperação do paciente.

 

Os psicólogos também têm como um objetivo da campanha Janeiro Branco, conscientizar as pessoas a serem o mais sinceras e transparentes possível a respeito de seus desafios psicológicos, buscando ajuda e apoio sempre que necessário. A seguir, listamos algumas sugestões e medidas que a campanha Janeiro Branco sugere para ajudar as pessoas a buscarem uma saúde mental e emocional mais plena.

 

  1. Reflita: com o ano novo, será que você pode ser uma nova pessoa? Aproveite o momento de reflexão do ano novo para pensar o que você pode mudar na sua vida para torná-la mais feliz.
  2. Aceite os ciclos: assim como os anos que se iniciam e acabam, a vida também é feita de ciclos. Esteja pronto para concluir os ciclos que não te fazem bem e se prepare para os novos que irão começar!
  3. Se prepare para agir: com o novo ciclo de 12 meses que se inicia agora, o que você pode se preparar para fazer que possa te levar a ter uma vida mais saudável e feliz?

 

Quais os principais problemas de saúde mental? 

No Brasil, estima-se que em cada 100 pessoas pelo menos 30 delas tenham ou venham a ter problemas de saúde mental. A depressão, a ansiedade e a síndrome do pânico são os principais. Vamos falar um pouco mais sobre cada um deles agora.

Depressão

Todo mundo uma vez ou outra na vida se sente deprimido ou triste. É uma reação natural à perda, aos desafios da vida e à baixa auto-estima. Mas, às vezes, o sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e afeta a qualidade de vida da pessoa significativamente. 

 

A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável. Os tipos de depressão são: clássica, distimia, transtorno bipolar e sazonal.

 

A Organização Mundial da Saúde calcula que, em vinte anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam, por isso mais enfoque na Campanha do Janeiro Branco é tão importante!

 

Reconhecer a depressão é freqüentemente o maior obstáculo para diagnosticar e tratar a depressão. Acredite se quiser, mas, aproximadamente metade das pessoas que passa pela depressão nunca tem a doença diagnosticada ou tratada. E isso pode ser uma ameaça: mais de 10% das pessoas que têm depressão se suicidam. Atente-se a alguns clássicos sinais que indicam que a pessoa pode estar com depressão:

 

  • Tristeza
  • Perda de interesse por coisas que antes você gostava
  • Falta de energia 
  • Dificuldade de concentração
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Insônia ou sono em excesso
  • Problemas no estômago ou na digestão
  • Sentimento de desesperança
  • Problemas sexuais, como a falta de interesse
  • Dores
  • Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso
  • Pensamentos de morte, suicídio e automutilação
  • Tentativa de suicídio

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da depressão começa com um exame físico. Há algumas viroses, remédios e doenças que podem causar sintomas parecidos com os da doença. O médico irá querer saber quando os sintomas começaram, quanto eles estão durando e o quão severos são. Também irá querer saber se você já sentiu algo parecido antes e qual foi o tratamento. O histórico familiar também é importante, assim como o uso de drogas e álcool.

 

É verdade que não existe nenhum exame específico para diagnosticar a depressão, mas há algumas características que podem levar ao diagnóstico apropriado. Se uma doença física for descartada, seu médico deverá considerar lhe encaminhar para um psicólogo ou para um psiquiatra. Eles vão determinar qual é o melhor tratamento para seu caso: psicoterapia ou remédio ou a combinação de ambos.

Como saber quando buscar ajuda médica?

  • Quando a depressão estiver afetando negativamente sua vida, como ao causar dificuldades nos relacionamentos, nas questões do trabalho ou disputas familiares.
  • Se alguém que você conhece estiver tendo pensamentos suicidas.

 

Psiquiatra

Trata-se do profissional especializado em tratar distúrbios psicológicos. Como os psiquiatras são médicos, eles podem prescrever remédios, como antidepressivos. Alguns também são psicoterapeutas.

 

Psicólogo

É o profissional que se especializa em tratar distúrbios mentais ou emocionais. Em geral, ele usa a psicoterapia para tratar pessoas em depressão.

 

Remédio antidepressivo

Às vezes faz-se necessário o uso de medicamentos antidepressivos para tratar a depressão. Há uma variedade muito grande de remédios. Todos funcionam para extinguir ou aliviar os sintomas da depressão. Mas ainda há dúvidas sobre a segurança deles no tratamento de crianças e adolescentes. Acredita-se que talvez possam aumentar os riscos de suicídio.

 

Como o médico escolhe o antidepressivo?

O psiquiatra vai levar em consideração os seus sintomas, quais outros medicamentos você está tomando, os efeitos colaterais e os custos. Geralmente, começa-se tomando uma baixa dose, que vai sendo aumentada até se perceber a melhora.

 

Por quanto tempo terei que tomá-los?

É comum eles serem tomados de seis meses e um ano para pacientes que estejam tratando a depressão pela primeira vez. Para que o efeito deles apareça, é preciso tomá-los por quatro ou oito semanas. Quando o médico decidir que chegou a hora de parar de tomar o antidepressivo, ele vai fazer isso de forma gradual, para ver se você não pode ter uma recaída. Nunca pare de tomar o remédio sem conversar com o médico antes.

 

Terapia

A psicoterapia ou simplesmente terapia é a primeira forma de tratamento recomendada para a depressão. É baseada num conjunto de técnicas e também têm diversas vertentes ou linhas de tratamento. Durante as sessões, o paciente conversa com um especialista em tratamento de doenças mentais que vai ajudá-lo a identificar e trabalhar fatores que possam estar causando a depressão. Muitas vezes, esses fatores emocionais se unem a outros como hereditariedade e desequilíbrios químicos.

 

Como a terapia ajuda na depressão?

A terapia ajuda a pessoa com depressão:

 

  1. A entender comportamentos, emoções e idéias que possam estar contribuindo para a doença.
  2. Identificar e entender problemas ou eventos da vida, como uma doença grave, a morte de alguém, a perda de um emprego, uma separação.

3.Recuperar o prazer pela vida e o sentimento de controle sobre ela.

4.Aprender técnicas para lidar com os problemas.

Tipos de terapia

Individual: Envolve apenas o paciente e o terapeuta.

Grupo: Acontece quando dois ou mais pacientes podem participar da terapia ao mesmo tempo. Durante a sessão, ele dividem suas experiências e aprendem que outras pessoas sentem as mesmas coisas que eles e podem ter tido as mesmas experiências.

Casal: O casal aprende a compreender os problemas e sentimentos do seu parceiro e quais mudanças no comportamento e na comunicação podem ajudar.

Familiar: Como a família é um elemento-chave para ajudar quem está com depressão, pode ser útil seus membros compreenderem o que está acontecendo com a pessoa amada e como podem ajudar.

Algumas dicas sobre terapia

A terapia funciona melhor quando você comparece aos horários sempre com regularidade. A eficiência desse método depende da sua participação ativa. Requer tempo, esforço e constância. Quando você começar o tratamento, estabeleça algumas metas com o seu terapeuta. Então, gaste algum tempo revendo seu progresso com ele.

Não se esqueça de que a terapia envolve uma reavaliação dos seus pensamentos e comportamentos, identificar o que causa a depressão e trabalhar para modificar isso. Quem faz terapia se recupera mais rapidamente e tem menos recaídas. Pode demorar mais para surtir efeitos do que os antidepressivos, mas há evidências de que duram mais.

Crianças podem realmente sofrer de depressão?

Sim, mas depressão é um quadro diferente daquela tristeza que pode acometer as crianças. Não é porque a criança parece estar triste que ela está depressiva. No entanto, observe se a tristeza se torna persistente ou se outros comportamentos interferem na vida social, na escola e na família, isso pode indicar que ela está depressiva.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar. Muitas vezes, a depressão infantil não é diagnosticada porque passa por algo comum às variações emocionais e psicológicas da fase de crescimento. Os primeiros sintomas da depressão são: tristeza, falta de esperança e alterações no humor. 

Outras características são:

 

  • Irritabilidade ou braveza
  • Tristeza constante
  • Introversão
  • Sentimento de rejeição
  • Mudança no apetite
  • Alteração no sono
  • Acessos de gritos ou choros
  • Dificuldade de concentração
  • Fadiga
  • Reclamações de dores físicas que não saram com tratamento, como dor de estômago ou de cabeça
  • Redução da atividade com amigos, em casa, na escola
  • Sentimento de culpa
  • Pensamentos de morte ou de suicídio

 

O Ministério da Saúde tem uma página dedicada a esse assunto e se aprofunda um pouco mais, você pode acessá-la para mais informações! 

 

Ansiedade

A ansiedade é uma emoção normal ao ser humano, e surge comumente ao enfrentarmos situações estressantes. Porém, a ansiedade excessiva pode se tornar uma doença, fazendo com que sintamos preocupação e medo extremo diante de situações simples da rotina.

 

Quais os principais sintomas?

A ansiedade e seus transtornos podem causar sintomas tanto mentais quanto físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Veja os principais:

Sintomas psicológicos 

  • Constante tensão ou nervosismo
  • Sensação de que algo ruim vai acontecer
  • Problemas de concentração
  • Medo constante
  • Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão
  • Preocupação exagerada em comparação com a realidade
  • Problemas para dormir
  • Irritabilidade
  • Agitação dos braços e pernas.

Sintomas físicos 

  • Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração
  • Respiração ofegante ou falta de ar
  • Aumento do suor
  • Tremores nas mãos ou outras partes do corpo
  • Sensação de fraqueza ou cansaço
  • Boca seca
  • Mãos e pés frios ou suados
  • Náusea
  • Tensão muscular
  • Dor de barriga ou diarreia.

Qual a relação entre ansiedade e depressão?

É comum algumas pessoas acreditarem que ansiedade e depressão são quadros opostos. Mas você sabia que eles inclusive têm sintomas muito semelhantes? Por exemplo:

 

  • Medos
  • Insônia
  • Insegurança
  • Dificuldades de concentração
  • Irritabilidade.

 

Quando nos damos conta disso, podemos entender que é possível que essas duas doenças possam ocorrer juntas.

 

Um estudo, que ficou conhecido como Kendell, mostrou que diagnóstico de depressão passa para a ansiedade em 2% dos casos, enquanto os casos de ansiedade se tornam depressão em 24%.

 

Uma explicação para isso é que os pensamentos negativos que o ansioso têm sobre si mesmo podem ser gatilhos para a depressão. Além disso, grande parte das pessoas com transtornos de ansiedade evitam as situações que podem desencadear sintomas e, com isso, passam a viver de forma muito restrita, como não sair de casa sozinho, não participar de encontros e outros eventos sociais, ficar preocupado com tudo e acabar não fazendo nada, e por aí vai. 

 

Quanto mais a ansiedade abala a vida de uma pessoa, maior a chance de ela ficar deprimida. Por fim, tanto a ansiedade quanto à depressão costumam estar ligadas a disfunção de neurotransmissores chamado monoaminas, que englobam a serotonina.

 

Como funciona o tratamento?

Caso a ansiedade excessiva esteja relacionada a uma doença física, seu tratamento adequado já trará alívio dos sintomas. Porém, se o paciente sofre de algum transtorno de ansiedade, o tratamento pode envolver diversas abordagens. Algumas são mais recomendadas, como:

Psicoterapia

A terapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam sua ansiedade, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.

Remédios para ansiedade

Diversos remédios podem ser usados para o tratamento da ansiedade, como: antidepressivos, ansiolíticos ou antipsicóticos.

Prevenção

A ansiedade pode ser prevenida a partir de medidas de qualidade de vida:

 

  • Exercícios físicos diários
  • Alimentação balanceada, equilibrada e de boa qualidade
  • Cuidados com a qualidade do sono
  • Técnicas de relaxamento
  • Religiosidade
  • Arte
  • Terapia
  • Lazer

 

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico ou, conforme denominada pela Psiquiatria, Transtorno do Pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por episódios  abruptos absolutamente inesperados de medo e desespero.

 

Exemplificando, a pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.

 

Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida.

Onde procurar ajuda?

Como a campanha do Janeiro Branco visa conscientizar, ao perceber que precisa de ajuda ou identificar que alguém que você ama precisa, procure um profissional de psicologia, ao menos para uma avaliação. Daí então, fale com um médico, uma enfermeira estomaterapeuta, profissionais de saúde básica, familiares ou amigos. Enfim, não deixar de procurar ajuda é muito importante!

 

Além disso, existem ações de apoio à saúde mental, coordenadas pelo Ministério da Saúde, como a Política Nacional de Saúde Mental.

O que é a Política Nacional de Saúde Mental?

Você pode confirmar no próprio site do Ministério da Saúde, Política Nacional de Saúde Mental é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo MS. Desta forma, a ação compreende as estratégias e diretrizes adotadas pelo país para organizar a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental.

 

A Política abrange a atenção à pessoas com necessidades relacionadas a transtornos mentais como:

 

  • depressão,
  • ansiedade,
  • esquizofrenia,
  • transtorno afetivo bipolar,
  • transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) entre outros.

 

Além disso, também possui programas voltados para pessoas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas, como:

 

  • álcool,
  • cocaína,
  • crack e outras drogas.

 

O acolhimento dessas pessoas e seus familiares é uma estratégia de atenção fundamental do programa, para a identificação das necessidades assistenciais, alívio do sofrimento e planejamento de intervenções medicamentosas e terapêuticas, se e quando necessárias, conforme cada caso.

 

Além disso, indivíduos em situações de crise podem ser atendidos em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial, formada por várias unidades com finalidades distintas, de forma integral e gratuita, pela rede pública de saúde.

 

Assim como as ações assistenciais, o Ministério da Saúde também atua ativamente na prevenção de problemas relacionados à saúde mental e dependência química. Por exemplo, iniciativas para prevenção do suicídio, por meio de convênio firmado com o Centro de Valorização da Vida (CVV), através de ligações gratuitas em todo o país.

Qual o impacto da falta de cuidado com a mente?

Para compreender como é relevante todos cuidarem da mente, é só analisar os graves resultados que ignorar a saúde mental pode trazer.

Uma consequência simples e imediata é o nervosismo, que figura como porta de entrada para outros males. Tal pessoa em estado constante de tensão vai apresentar os seguintes sintomas:

  • Cansaço mental;
  • Dificuldade de concentração;
  • Perda de memória imediata;
  • Apatia ou indiferença emocional;
  • Problemas de pele;
  • Queda de cabelo;
  • Gastrite ou úlcera;
  • Perda ou ganho de peso;
  • Desânimo, apatia ou questionamento frente a vida;
  • Ansiedade;
  • Crises de pânico;
  • Pressão alta;
  • Queda na qualidade de vida.

 

Conforme se analisa essa exaustão, se percebe esses fatores vão afetar as pessoas ao redor e a sociedade de modo geral.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em média 14% dos benefícios anuais de saúde no Brasil são relacionados a transtornos mentais.

Pelas informações da International Stress Management Association (ISMA) no Brasil, o estresse atinge 70% dos trabalhadores brasileiros e causa depressão em 47%. A associação sugere ainda, que 30% da população economicamente ativa sofra de burnout.

Essa exaustão prolongada também pode ser chamada de “Síndrome do Esgotamento Profissional”, sendo relacionada a diversos fatores como volume de trabalho, controle, reconhecimento, equipe, justiça e valores.

Lema da campanha: “Quem cuida da mente, cuida da vida”!

Agora fica aqui o incentivo para todos os nossos leitores aproveitarem o clima da Campanha Janeiro Branco, e se engajarem nessa caminhada também! Promovam a saúde mental de vocês e de sua família. Curtam toda a sensação de renascimento que o mês de janeiro traz, toda essa perspectiva de mudança! 

 

Façam algo imprescindível à sua saúde mental: revejam, de tempos em tempos, suas atitudes. Então recupere suas energias, feche ciclos e inicie uma nova fase! Comente abaixo suas perspectivas para a saúde mental tanto sua quanto da sua família para 2020. Sua opinião é importante para nós!