Julho Amarelo – Prevenção e controle das hepatites virais

02/07/2020 0 Por Redação CliqueFarma

Julho é o mês marcado pela campanha Julho Amarelo, em prol da prevenção e controle das hepatites virais. A cada mês é utilizada uma cor diferente para cada campanha que tem por objetivo informar e conscientizar a população a respeito de alguma doença ou condição específica.

O que é a campanha do Julho Amarelo?

Em julho acontece em todo o país a campanha Julho Amarelo. Durante este mês, diversas unidades e órgãos de saúde, secretarias, hospitais e universidades realizam ações para conscientizar a população e intensificar a prevenção e o controle das hepatites virais.

 

Em 2019, o governo sancionou a Lei 13.802, que instituiu julho como mês para chamar atenção e reforçar as iniciativas de vigilância, prevenção e controle das diferentes hepatites.

 

A hepatite é uma grave inflamação do fígado e acomete um número cada vez maior de brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, 1,7 milhão são portadores do vírus da hepatite C e 756 mil da hepatite B. Entre as hepatites, o tipo C da doença é a que apresenta maior taxa de detecção e também a mais letal, com 26.167 casos notificados em 2018, segundo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019. As hepatites B e C podem ser transmitidas por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfurocortantes.

 

A transparência nas informações relacionadas ao tratamento da doença é uma das ações em que o Brasil demonstra seu comprometimento com a Estratégia Global para Eliminação das Hepatites Virais. A meta, liderada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é eliminar a doença, como problema de saúde pública, até 2030. Em 2016, o Brasil passou a fazer parte da Estratégia Global para a eliminação das Hepatites Virais.

Como agem as hepatites virais?

As hepatites virais (especialmente A, B e C) podem ser transmitidas pela água e alimentos contaminados, de uma pessoa para outra por via sexual, por meio de fluidos corporais (compartilhar o mesmo barbeador, manicure, usuários de drogas, etc) e verticalmente, ou seja, da mãe para o filho, por isso a contaminação é bastante comum e a disseminação muito fácil e rápida.

 

Tipos de hepatite

É importante lembrar que tanto a Hepatite A, quanto a B e a C tratam-se de uma inflamação do fígado causada por um vírus, o que vamos analisar a seguir são as diferenças entre elas, sendo o tipo A geralmente o mais benigno e com chance de 90% de cura dos acometidos.

 

Hepatite A

 

A hepatite A tem tratamento super simples e se ele for seguido direitinho, a doença certamente terá cura. Saiba mais sobre sintomas, transmissão e prevenção da doença a seguir.

 

Causas

A hepatite A é causada pelo vírus da hepatite A. Sua transmissão ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados com matéria fecal. A pessoa infectada elimina o vírus nas fezes, podendo contaminar a água onde não existem condições adequadas de saneamento básico, as pessoas que tomarem essa água contaminada ou ingerirem alimentos crus lavados com essa água, podem se infectar, assim como ao comer marisco ou frutos do mar crus, de água poluída com esgoto.

 

Outra forma de transmissão da hepatite A é decorrente da falta de higiene adequada após evacuar, quando alguém infectado com o vírus manipula alimentos sem lavar as mãos após usar o banheiro.

 

É muito frequente a transmissão de hepatite A entre crianças, que muitas vezes não lavam bem as mãos, pegam brinquedos que outras crianças vão pegar e levam os brinquedos e as mãos à boca, dessa forma ingerindo o vírus.

Fatores de risco

Especialistas enumeraram alguns fatores de risco para a transmissão da hepatite A. Veja:

 

  • Viajar para regiões com altos índices de contaminação por hepatite A
  • Ingerir água não filtrada
  • Comer frutos do mar crus ou mal cozidos
  • Ser HIV positivo com sistema imunológico comprometido.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região nordeste do Brasil concentra o maior número de casos de hepatite A, seguida pela região norte.

Sintomas de Hepatite A

Os sinais e sintomas da hepatite A geralmente aparecem 2 a 4 semanas após a infecção pelo vírus, que é o período de incubação do vírus. Entre eles, estão:

  • Fadiga
  • Náusea e vômitos
  • Dor ou desconforto abdominal, especialmente na área próxima ao fígado
  • Perda de apetite
  • Febre baixa
  • Urina escura
  • Dor muscular
  • Amarelamento da pele e olhos (icterícia).

 

Nem todas as pessoas com hepatite A desenvolvem sintomas, ou seja, existem casos de infecção assintomática e outras podem ser subclínicas, onde existem poucos sintomas e pode passar despercebida.

Diagnóstico de Hepatite A

Exames de sangue são geralmente solicitados pelo médico para detectar a presença do vírus da hepatite A no corpo do paciente. Uma amostra de sangue é retirada e enviada a um laboratório para análise. Seu médico também pode discutir os sinais e sintomas com o paciente como parte do processo de diagnóstico.

Tratamento de Hepatite A

Não existe tratamento específico disponível para a hepatite A. O próprio corpo se encarregará de livrar-se do vírus da hepatite A. Na maioria dos casos, o fígado se cura da hepatite A completamente em um ou dois meses sem danos permanentes. Tome as seguintes medidas enquanto se recupera:

Descanse

Esteja ciente de que a fadiga é um sintoma comum em pessoas infectadas com hepatite A. Por essa razão, saiba que é normal sentir-se cansado ou sem energia até mesmo para cumprir tarefas diárias

Faça pequenos lanches ao longo do dia

Encontre maneiras de lidar com as náuseas provocadas pela doença. Fazer lanches pequenos ao longo do dia em vez de três grandes refeições diárias pode ajudar.

Dê um tempo para o fígado

O fígado é o órgão mais prejudicado pela hepatite A. Por isso, evite medicamentos que possam prejudicar o seu funcionamento, assim como a ingestão de álcool.

Medicamentos

Pode ser necessário o uso de medicamentos como tratamento para controlar alguns sintomas da hepatite A, no entanto, não faça uso de nenhum deles sem consultar o médico.

Qual o prognóstico?

Se você tem a doença, você pode optar por algumas medidas caseiras para reduzir o risco de transmissão da hepatite A para outras pessoas, tais como:

Evitar contato sexual

A hepatite A não é considerada infecção sexualmente transmissível, sua transmissão ocorre pelo contato com material fecal, portanto somente em casos de relação anal sem proteção pode haver contaminação.

Higienize suas mãos

Lave muito bem as mãos após usar o banheiro. As mãos são as principais portas de entrada para muitas infecções, incluindo a hepatite A.

Evite cozinhar

Ao tocar em alimentos que serão ingeridos por outras pessoas, você pode facilitar o contágio.

Ela pode se complicar?

É raro, mas hepatite A pode causar insuficiência hepática aguda, que é a perda repentina do funcionamento do fígado. Algumas pessoas apresentam maior risco de apresentar essa complicação, como pacientes portadores de doenças hepáticas crônicas e idosos.

 

Essa complicação requer hospitalização para acompanhamento médico e tratamento imediato. Em alguns casos, pode ser necessário o tratamento com o transplante de fígado para esses pacientes.

Hepatite A tem cura?

O vírus da hepatite A não permanece no organismo depois que a infecção desaparece por completo. A maioria das pessoas com hepatite A se recupera dentro de três meses. Quase todos os pacientes melhoram em seis meses, com raras exceções. Além disso, o risco de morte por hepatite A é muito baixo, somente nos casos de hepatite fulminante.

Prevenção

O melhor método de prevenção contra hepatite A é por meio da vacina, que é geralmente dividida em duas fases: a inicial e um reforço após seis meses. A vacina é recomendada para os seguintes casos:

 

  • Todas as crianças de até um ano de idade ou mais velhas que não receberam a vacina ainda
  • Trabalhadores de laboratório que possam eventualmente entrar em contato com o vírus da hepatite A
  • Pessoas que pretendem viajar para áreas do mundo com alta incidência de hepatite A
  • Pessoas portadoras de doença hepática crônica.

 

Outras medidas preventivas podem ajudar a evitar a hepatite A, veja:

 

  • Evitar carne e peixe crus ou mal cozidos
  • Ter cuidado com frutas que possam ter sido lavadas em água contaminada
  • Não comprar frutas vendidas na rua.

Hepatite B

 

Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa, também chamada de soro-homóloga. Como o HBV está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma infecção sexualmente transmissível.

Hepatite B na gravidez

Todas as mulheres grávidas devem fazer o teste de hepatite B. O teste é especialmente importante para mulheres que se enquadram em grupos de alto risco, como profissionais de saúde, mulheres de comunidades étnicas onde a hepatite B é comum, cônjuges ou parceiros vivendo com uma pessoa infectada, etc.

 

Se estiver grávida, certifique-se de que o seu médico irá testá-la para a hepatite B antes de o seu bebé nascer, idealmente o mais cedo possível durante o primeiro trimestre.

 

Se uma mulher grávida tiver hepatite B, ela pode transmitir a infecção para o bebê durante o parto. Contudo, isso pode ser evitado através da vacinação da mãe e a administração de gamaglobulina hiperimune (HBIG) e vacinação do bebê até 72h após o nascimento.

 

A maioria dos recém-nascidos infectados com o vírus da hepatite B não apresenta sintomas, mas têm 90% de chance de desenvolver hepatite B crônica, o que é muito grave. Isso pode levar a sérios problemas de saúde, incluindo danos ao fígado, câncer de fígado e até a morte.

Subtipos de Hepatite B

A hepatite B apresenta dois tipos, que se diferenciam conforme suas duas fases evolutivas:

Hepatite B aguda

A fase aguda da infecção de hepatite B pode durar até seis meses. Seu sistema imunológico provavelmente é capaz de defender-se contra a hepatite B aguda e você deve se recuperar completamente dentro destes seis meses.

A maioria das pessoas adultas que se contaminam pelo vírus hepatite B não desenvolvem sintomas nesse estágio da doença. Contudo, a incapacidade da eliminação do vírus HBV nestes seis meses leva o paciente para a fase crônica da doença.

Hepatite B crônica

A fase crônica da doença pode durar anos ou a vida toda do indivíduo que não conseguiu eliminar o HBV nos seis meses iniciais da doença.

 

Isso ocorre quando o sistema imunológico do paciente não consegue combater a infecção. A cronicidade da doença pode levar à cirrose do fígado e ao câncer de fígado (hepatocarcinoma).

 

O risco da doença tornar-se uma hepatite B crônica depende da idade na qual ocorre a contaminação. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre um e cinco anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.

Transmissão da hepatite B

As formas de transmissão do vírus B são: sexual, sanguínea e vertical (de mãe para filho durante a gestação-parto e amamentação).

Sexual

Pode ser transmitida de pessoa a pessoa por meio do contato com sêmen, saliva e secreções vaginais durante relação sexual desprotegida. Isso acontece porque o vírus atinge concentrações muito altas em secreções sexuais.

Contato com o sangue infectado

A transmissão sanguínea ocorre por meio de:

 

  • Compartilhamento de seringas com sangue contaminado, que é uma prática comum entre usuários de drogas injetáveis
  • Acidentes com material perfurante contaminado, entre trabalhadores da área da saúde
  • Pequenos ferimentos presentes na pele e nas mucosas
  • Hemodiálise
  • Transfusão de sangue (quando a contaminação acontece do doador de sangue para o receptor)

 

Felizmente, desde que a avaliação de sangue doado tornou-se uma prática obrigatória nos bancos de sangue, a contaminação de hepatite B por meio de transfusão é cada vez mais rara.

Vertical

A transmissão vertical é quando a contaminação acontece de mãe portadora do vírus B para a criança, que se dá durante o parto.

Sintomas de Hepatite B

Geralmente, os sintomas de hepatite B surgem cerca de 40 dias depois do contato com o vírus, e sua intensidade varia de pessoa para pessoa. Dentre eles, pode-se apresentar:

 

  • Dor abdominal
  • Urina escura
  • Febre
  • Dor nas articulações
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos
  • Fraqueza e fadiga
  • Amarelamento da pele (icterícia)

Fase aguda

Essa fase inicial com sintomas e com alteração dos exames de sangue é chamada de fase aguda da doença (hepatite aguda). Apesar da melhora dos sintomas os exames podem demorar até 6 meses para voltarem ao normal, quando ocorre a cura espontânea da hepatite B.

Hepatite crônica

Em cerca de 5 a 10% dos casos o corpo não consegue combater o vírus B, permanecendo com infecção ativa, o que caracteriza a forma crônica da doença, que pode evoluir para problemas mais graves no fígado, a exemplo da cirrose e do câncer.

 

A maioria das crianças infectadas durante o parto ou até os cinco anos de idade não conseguem eliminar o vírus e apresentam hepatite B crônica.

 

Além de ser mais grave, a hepatite crônica é também mais traiçoeira, pois pode passar despercebida por décadas. Muitas pessoas não apresentam os sintomas de fase aguda quando entram em contato com o vírus e ele permanece sem causá-los, porém ocorre a destruição progressiva do fígado. Quando o diagnóstico finalmente é feito, muitas vezes o paciente já está com complicações graves e com tratamento muito mais difícil.

Diagnóstico de Hepatite B

Hepatite B aguda

Inicialmente se suspeita de hepatite aguda pelos sintomas manifestado pelo paciente, como febre e dor no abdômen. Exames podem indicar que o tamanho do fígado está aumentado também.

Hepatite B crônica

Quando a pessoa tem o diagnóstico de hepatite crônica muitas vezes é necessária a realização de uma biópsia do fígado.

Neste caso o médico inserirá uma micro agulha pela sua pele até o fígado, a fim de retirar uma pequena amostra e enviá-la para testes de laboratório, para avaliar o grau de comprometimento do fígado e a necessidade de tratamento.

Exames

  • Anticorpo para o HBsAg (AntiHBs): um resultado positivo significa que a pessoa teve contágio e eliminou o vírus, ou se vacinou contra a hepatite B
  • Anticorpos para antígeno da hepatite B (Anti-HBc): um resultado positivo significa que teve contato com o vírus, recente ou no passado
  • Anticorpos para antígeno core da hepatite B da classe IgM (Anti-HBc IgM): um resultado positivo, ou reagente, indica infecção aguda recente
  • Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg): um resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus B
  • Antígeno de superfície da hepatite E (HBeAg): um resultado positivo significa que há infecção por hepatite B e que esta pessoa está mais propensa a passar a infecção para outras pessoas, pois o vírus está se multiplicando

Tratamento de Hepatite B

Se você sabe que foi infectado pelo vírus da hepatite B, contate seu médico imediatamente. Receber uma injeção de imunoglobulina e vacina contra a hepatite B em até 72 horas após o contágio, pode evitar que você desenvolva a doença. Mas se o diagnóstico já tiver sido feito, é hora de cuidar para que a doença não evolua para complicações mais graves.

Hepatite B tem cura?

Hepatite B aguda

Se você tem hepatite B aguda, a doença deverá desaparecer em até, no máximo, seis meses, embora isso costume acontecer antes. Mas cerca de 5-10% das pessoas não melhoram, nem eliminam o vírus, permanecendo com a hepatite, que agora passa a ser chamada de crônica.

Hepatite B crônica

Já no caso da hepatite B crônica, o tratamento é recomendável, se feito corretamente, é quase sempre eficaz, ocorre melhora dos exames e inativação do vírus, com menor risco de evoluir para cirrose e câncer de fígado.

Complicações possíveis

Sem tratamento, a hepatite B crônica pode levar a complicações mais graves, como:

 

  • Cirrose: a cirrose abre feridas na parte interior do fígado, podendo levar à falência do órgão
  • Câncer de fígado: o câncer de fígado resulta em tumores no órgão, podendo exigir cirurgia
  • Falência do fígado: para esses casos, a única alternativa viável é o transplante

Qual o prognóstico?

Se você foi infectado com hepatite B, essas medidas para proteger a si mesmo e aos outros do vírus:

 

Faça sexo seguro: Se você é sexualmente ativo, informe ao seu parceiro que você tenha HBV e fale sobre o risco de transmiti-lo a ele ou a ela. Use um novo preservativo de látex sempre que você tiver relações sexuais, mas lembre-se de que os preservativos reduzem, mas não eliminam o risco.

 

Não compartilhe itens de cuidados pessoais: Se você usa medicamentos por via intravenosa, nunca compartilhe agulhas e seringas. Além disso, não compartilhe lâminas de barbear ou escovas de dentes, que podem trazer vestígios de sangue infectado.

 

Se você foi diagnosticado com infecção por hepatite B, as seguintes sugestões podem ajudá-lo a lidar:

 

  • Saiba mais sobre a hepatite B: sites especializados ajudaram você a entender mais sobre a doença e as formas de tratamento, procure sobre a campanha Julho Amarelo!
  • Fique conectado com amigos e familiares: Você não pode espalhar a hepatite B por contato casual, portanto, não se separe de pessoas que podem oferecer apoio
  • Cuide da sua saúde: Coma uma dieta saudável cheia de frutas e vegetais, faça exercícios regularmente e durma o suficiente
  • Cuide do seu fígado: Não tome bebidas alcoólicas ou tome remédios sem consultar o seu médico. Faça o teste para a hepatite A e C. Seja vacinado para a hepatite A se você não estiver exposto.

Prevenção

Vacina para hepatite B

A melhor maneira de prevenir a hepatite B é através da vacina. A vacina contra a hepatite B é segura e eficaz e geralmente é administrada em 3-4 doses durante um período de 6 meses.

 

Depois de receber as três doses, a vacina contra hepatite B fornece mais de 90% de proteção a bebês, crianças e adultos imunizados antes de serem expostos ao vírus.

 

Todas as crianças devem receber a primeira dose da vacina contra a hepatite B no nascimento e devem completar a série de três vacinas até os seis meses. Jovens menores de 19 anos que não foram vacinados devem atualizar suas vacinas.

 

Pessoas com alto risco de contaminação, incluindo profissionais da saúde e aqueles que moram com alguém que tem hepatite B precisam se vacinar.

Recém-nascidos cujas mães estão infectadas com hepatite B devem receber uma imunização especial, que inclui imunoglobulina contra hepatite B e vacinação contra hepatite B nas primeiras 72 horas de vida.

 

A triagem de todo o sangue doado tem reduzido as chances de contaminação por hepatite B na transfusão de sangue. A notificação obrigatória da doença permite que os profissionais da saúde acompanhem pessoas que foram expostas ao vírus. A vacina é dada àqueles que ainda não desenvolveram a doença.

 

A vacina ou a imunoglobulina contra a hepatite B (HBIG) pode ajudar a prevenir a infecção se aplicada até 72 horas após a exposição.

 

A vacina contra a hepatite B não é recomendada para pessoas que tiveram reações alérgicas graves a uma dose anterior da vacina contra a hepatite B ou a qualquer parte da vacina. Além disso, não é indicada para quem é alérgico a levedura porque a levedura é usada ao fazer a vacina.

 

Informe o seu médico se você tem alguma alergia grave. Mas é sempre bom prevenir, então os médicos recomendam que as pessoas:

 

  • Use preservativo e pratique sexo seguro
  • Evite utilizar objetos pessoais de outros, tais como lâminas de barbear ou escovas de dente
  • Não compartilhe seringas ou instrumentos de outras drogas (como canudos para cheirar drogas)
  • De preferência, não use drogas: procure um centro especializado em dependência química e informe-se sobre as melhores opções para livrar-se de vez dos vícios

 

Saiba que, o vírus da hepatite B não pode ser transmitido pelo contato casual, como mãos dadas, partilha de talheres ou copos, abraço, tosse ou espirro.

Hepatite C

Hepatite C é um dos três tipos mais comuns de hepatite viral. De acordo com o Fundo Mundial para a Hepatite da Organização das Nações Unidas, cerca de 500 milhões de pessoas no mundo está infectada com os vírus da hepatite B e C, e apenas 5% delas sabem que têm a doença.

 

Como citado anteriormente, no Brasil, existem cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, doença responsável por 70% das hepatites crônicas e 40% dos casos de cirrose, segundo dados do Ministério da Saúde.

Causas

A hepatite C é causada pelo vírus C, sua transmissão ocorre por meio do contato com sangue contaminado, seja por transfusão de sangue, acidentes com material contaminado, no caso de trabalhadores na área da saúde, ou por meio de drogas injetáveis. A transmissão de mãe para filho é rara, cerca de 5% e ocorre no momento do parto. A maioria dos estudos não conseguiu comprovar a transmissão da hepatite C por contato sexual.

Sintomas de Hepatite C

Assim como o tipo B, a hepatite C tem formas aguda e crônica. A maioria das pessoas que está infectada com o vírus tem hepatite C crônica, pois a doença geralmente não manifesta sintomas em sua fase inicial.

 

Os seguintes sintomas podem ocorrer com a infecção por hepatite C, e são decorrentes da doença do fígado avançada:

 

  • Dor abdominal
  • Inchaço abdominal
  • Sangramento no esôfago ou no estômago
  • Urina escura
  • Fadiga
  • Febre
  • Coceira
  • Icterícia
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos.

Diagnóstico

Exames de sangue para detectar o vírus C em pessoas que têm fatores de risco de entrar em contato com o vírus, ajudam a determinar se o paciente tem hepatite C e, assim iniciar o tratamento ou recomendar mudanças no estilo de vida que podem retardar danos ao fígado. Isto é recomendado porque a infecção por hepatite C geralmente começa a danificar o fígado antes de causar sinais e sintomas.

 

Exames de sangue também podem medir a carga viral, ou seja, a quantidade de vírus, e fazer a genotipagem do vírus – o que pode auxiliar na escolha da melhor opção de tratamento.

 

O médico também poderá recomendar um procedimento para remover uma pequena amostra de tecido do fígado para análises laboratoriais. A biópsia hepática, como é conhecido esse procedimento, pode ajudar a determinar a gravidade da doença e orientar as decisões de tratamento.

 

Tratamento de Hepatite C

Nem sempre há necessidade de tratamento. O médico saberá dizer se o seu caso exigirá terapia ou não. Geralmente, mesmo para pessoas que dispensam o tratamento, exames de sangue de acompanhamento são solicitados.

Outros casos, porém, necessitarão de tratamento para evitar futuras complicações. Nessas situações, a infecção por hepatite C é tratada com uma combinação de medicamentos antivirais a serem tomados ao longo de várias semanas, que tem como objetivo eliminar o vírus do corpo do paciente.

 

Durante todo o tratamento o médico irá monitorar a resposta do paciente aos medicamentos ministrados, pois os medicamentos antivirais podem causar vários efeitos colaterais, a exemplo de depressão, dor muscular, perda de apetite, fadiga, febre e dor de cabeça.

 

Alguns desses efeitos colaterais podem ser graves, precisando interromper o tratamento.

Se o seu fígado foi severamente danificado pela ação do vírus HCV, o que se traduz pela presença de cirrose, um transplante pode ser uma opção viável. Durante um transplante de fígado, o cirurgião remove o fígado danificado e o substitui por um saudável.

 

Fígados transplantados, em sua maioria, vêm de doadores falecidos, embora um pequeno número venha de doadores vivos que doam uma parte de seus fígados (que depois se reconstituem sozinhos).

 

O transplante de fígado, no entanto, não é considerado um tratamento e sim uma forma de se reaver funções orgânicas perdidas pelo fígado que sofreu a cirrose e “trocado por um novo”. O tratamento com medicamentos antivirais geralmente continua depois de um transplante, pois a infecção pode voltar a ocorrer no novo órgão.

E o prognóstico?

Se você foi diagnosticado com hepatite C, o médico provavelmente recomendará algumas mudanças de estilo de vida. Estas medidas ajudarão a mantê-lo saudável, como:

 

  • Parar de beber álcool, que acelera a progressão da doença do fígado
  • Evitar medicamentos que possam causar danos ao fígado
  • Evitar que outras pessoas entrem em contato com o seu sangue, cobrindo as feridas e não compartilhando lâminas de barbear, materiais de manicure ou escovas de dentes. Não doe sangue, órgãos ou sêmen.

Complicações possíveis

A infecção por hepatite C, que continua ao longo de muitos anos, pode causar complicações significativas, tais como:

 

  • Cirrose, em média de 20 a 30 anos após a infecção pelo vírus C
  • Câncer de fígado
  • Insuficiência hepática.

Hepatite C tem cura?

A maioria das pessoas com infecção por hepatite C tem a forma crônica. Com os tratamentos atuais, as chances de cura da hepatite C chegam a 95%. Mesmo que o tratamento não remova o vírus, ele poderá reduzir a chance de doença hepática grave.

Muitos médicos usam o termo “resposta virológica prolongada” em vez de “cura”, quando o vírus é removido do sangue porque não se sabe se essa resposta será permanente.

Como prevenir?

Proteja-se contra a infecção por hepatite C tomando as seguintes precauções:

 

  • Não faça uso de drogas ilícitas e não compartilhe seringas
  • Seja cauteloso com piercings e tatuagens. Procure sempre um local e um profissional de confiança. Faça perguntas de antemão sobre a forma como o equipamento está limpo e verifique se os funcionários usam agulhas esterilizadas
  • Tenha seu material de manicure, ou certifique-se que foi esterilizado quando usar em salões de beleza
  • Proteja-se durante a relação sexual. Use sempre preservativos.

 

Ainda não existem vacinas contra a hepatite C.

Hepatite D

Alguns pacientes diagnosticados com hepatite B podem apresentar hepatite D, chamada também de Hepatite Delta. A hepatite D é uma doença viral caracterizada por reação inflamatória no fígado, em que necessita da presença do vírus da hepatite B para contaminar uma pessoa.

 

Isso acontece porque o vírus causador da hepatite D acomete principalmente pessoas que já sejam portadoras do vírus B. No entanto, o vírus D só costuma aparecer em alguns lugares do mundo, como na região amazônica, por exemplo.

 

Esta associação pode piorar o prognóstico do paciente. Problemas renais podem surgir caso a hepatite B não seja tratada. Esses problemas podem, eventualmente, levar até à falência múltipla dos rins.

 

Perceberam a importância de se conscientizar as pessoas em prol da prevenção às hepatites virais? Junte-se também ao Cliquefarma e apoie essa campanha do Julho Amarelo você também! Não se esqueça de deixar seu comentário para sabermos sua opinião!