Obesidade – Pandemia mundial

04/10/2019 0 Por Alana Dizioli

O que é obesidade? A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

 

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, entre outras.

Dados da obesidade no Brasil

Segundo uma pesquisa divulgada pelo próprio Ministério da Saúde, o número de obesos no país aumentou 67,8% entre 2006 e 2018. No Brasil, mais da metade da população, 55,7% tem excesso de peso. Um aumento de 30,8% quando comparado com percentual de 42,6% no ano de 2006. O aumento da prevalência foi maior entre as faixas etárias de 18 a 24 anos, com 55,7%. Quando verificado o sexo, os homens apresentam crescimento de 21,7% e as mulheres 40%.

 

A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

O perigo da obesidade infantil e na adolescência

A obesidade infantil acontece quando uma criança está com peso maior que o recomendado para sua idade e altura. De acordo com o IBGE, atualmente uma em cada três crianças no Brasil está pesando mais do que o recomendado. E oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta.

 

As faixas de Índice de Massa Corporal (IMC) determinadas para crianças são diferentes dos adultos e variam de acordo com gênero e idade.E oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta.

 

As crianças em geral ganham peso com facilidade devido a fatores tais como: hábitos alimentares errados, inclinação genética, estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos, problemas na convivência familiar entre outros.

 

As pessoas dizem que crianças obesas ingerem grande quantidade de comida. Esta afirmativa nem sempre é verdadeira, pois em geral as crianças obesas consomem alimentos de alto valor calórico que não precisa ser em grande quantidade para causar o aumento de peso.

 

O que mais influencia na obesidade das crianças

O consumo demasiado de alimentos gordurosos é um grande problema! Como exemplo podemos citar os famosos sanduíches (hambúrguer, misto-quente, cheeseburguer, etc.) que as mamães adoram preparar para o lanche dos seus filhos, as batatas fritas e é claro, os doces, bolachas recheadas, alimentos industrializados ultraprocessados, refrigerantes e tantos outros, vindo de encontro ao pessoal da equipe de saúde que condenam estes alimentos expondo os perigos da má alimentação aos pais onde alguns ainda pensam que criança saudável é criança gorda. 

 

As crianças costumam também a imitar os pais em tudo que eles fazem, assim sendo se os pais tem hábitos alimentares errados, acaba induzindo seus filhos a se alimentarem do mesmo jeito.

 

Outro fator importante é a falta de atividades físicas já na infância. A vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos (computadores, televisão, videogames, etc.), fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente a nada. 

 

Devemos considerar também que hoje em dia, ao contrário de alguns anos atrás, as crianças devido a violência urbana a pedido de seus pais, ficam dentro de casa com atividades que não as estimulam fazer atividades físicas como correr, jogar bola, brincar de pique etc. Isso as leva a passarem horas paradas em frente a uma tv ou outro equipamento eletrônico e quase sempre com um pacote de biscoito ou um sanduíche regados a refrigerantes. Isto é um fator preocupante para o desenvolvimento da obesidade.

 

Os fatores hormonais e genéticos precisam ser levados em consideração, afinal, a obesidade infantil também pode ter correlação com variações hormonais tais como: excesso de insulina; deficiência do hormônio de crescimento; excesso de hidrocortizona, os estrógenos etc. E algumas pesquisas já revelaram que se um dos pais é obeso, o filho tem 50% de chances de se tornar gordinho, e se os dois pais estão acima do peso, o risco aumenta para 100%. A criança que tem pais obesos corre o risco de se tornar obesa também porque a obesidade pode ser adquirida geneticamente.

O emocional da criança por trás da obesidade

Algumas mudanças na vida da criança podem ser fatores estressantes e de risco para o desenvolvimento da obesidade, independente de qual seja, de escola ou de casa, separação dos pais, morte de um ente querido, podem ser levados em consideração como fatores externos que causam ansiedade, angústia, tristeza ou isolamento em crianças. 

 

É aí que os pais precisam ficar atentos porque isso pode levar a mudanças de comportamento e problemas alimentares. “Sempre vão existir fatores externos e eles mexem com as emoções da criança, que terá de lidar com aquilo. Algumas conseguem enfrentar bem essas situações. Outras não, e assim elas acabam comendo demais”, avalia a psicóloga Ana Rosa Gliber.

 

O assunto, segundo ela, é muito comum, mas pouco estudado: “Se o filho está comendo demais, os pais devem levá-lo para fazer uma avaliação com um médico e um psicólogo, para ver se há relação com um fator psicológico. Na maioria dos casos, essa ligação existe”, afirma Ana Rosa.

 

Em estudos avaliados, percebemos um ponto comum entre as características das crianças obesas, a maioria delas sofre com: ansiedade, depressão ou tristeza, isolamento, pouca independência e passividade. Além disso, por causa do excesso de peso, elas costumam sofrer bullying, o que agrava ainda mais o problema – infelizes e frustradas, elas comem mais. E tudo isso pode desencadear em problemas maiores ainda como gerar timidez, agressividade reprimida, insegurança e problemas de relacionamento.

 

Para ajudar seu filho nessa fase, existem algumas coisas simples de se fazer que podemos listar neste artigo:

 

1. Não faça cobranças dos hábitos alimentares dele na marra 

Pressionar a criança ou tentar diminuí-la com comentários do tipo: “Você não vê que está gordo? Para de comer!” não é nada vantajoso e não vai ajudar a criança a sair desse ciclo. É preciso entender que a criança come porque não consegue lidar com alguma situação difícil de outro modo. Explique carinhosamente a importância de comer melhor e ofereça alternativas gostosas a ela.

2. Não cale a boca de seu filho com comida

Sempre ouvimos falar que criança quieta demais nem sempre é sinal de tranquilidade, pode ser um problema. Às vezes para “acalmar” a criança, os pais oferecem comida não saudável e acredita que como isso deixa ela quieta, tudo bem em fazer rotineiramente. Isso é extremamente errado, o diálogo é sempre melhor.

3. Não se preocupe só com a alimentação 

Ao tirar a comida daquela criança sem nenhum tipo de explicação, para ela, você está apenas tirando algo bom, ela não vai entender a importância de bons hábitos se você não explicar e principalmente, não der o exemplo. Se a criança observar os pais resolvendo os problemas com comida, ela vai achar que deve resolvê-los dessa forma também.

O fato é que os quilos extras podem ter consequências para as crianças até a sua vida adulta, mesmo que a obesidade seja revertida nesse período. Doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto são algumas consequências da obesidade infantil não tratada. A condição também pode levar a baixa autoestima e depressão nas crianças.

Quais os tipos de obesidade?

  • Homogênea: É aquela em que a gordura está depositada por igual, tanto em membros superiores e inferiores quanto na região abdominal.

 

  • Andróide: É a obesidade em formato de maçã, mais característica do sexo masculino ou eM mulheres após a menopausa e nesse caso há um acúmulo de gordura na região abdominal e torácica, aumentando os riscos cardiovasculares.

 

  • Ginecóide: Obesidade em formato de pera, mais característica do sexo feminino e nesse caso há um acúmulo de gordura na região inferior do corpo, se concentrando nas nádegas, quadril e coxas. Está associada a maior prevalência de artrose e varizes.

 

Também a classificamos com o grau de acordo com o IMC:

 

1 – Entre 25 e 29,9 kg/m² = Sobrepeso;

2 – Entre 30 e 34,9 kg/m² = Obesidade grau I;

3 – Entre 35 e 39,9 kg/m² =Obesidade Grau II;

4 – 40 kg/m² = Obesidade Grau III.

 

Mais um tipo de classificação:

  • Primária: quando o consumo de calorias é maior que o gasto energético.
  • Secundária quando é resultante de alguma doença.

Principais causas da obesidade

As causas da obesidade, em geral são multifatoriais e envolvem fatores genéticos, ambientais, emocionais e estilo de vida.

 

Ela pode às vezes ser atribuída a uma causa médica, como a síndrome de Prader-Willi, a síndrome de Cushing e outras doenças. Contudo, esses distúrbios são raros e, em geral, as principais causas da obesidade são:

 

  • Sedentarismo: Se você não é muito ativo, você não queima tantas calorias. Com um estilo de vida inativo, você pode facilmente ingerir mais calorias todos os dias do que com exercícios e atividades diárias normais.

 

  • Maus hábitos alimentares: O hábito de fazer refeições desequilibradas (ricas em gordura ou açúcar) ou refeições muito ricas em carboidratos refinados, provoca um aumento do número e tamanho das células adiposas (as células que reservam a gordura) podendo conduzir ao aumento de peso, quando se repete consistentemente ao longo do tempo.

Causas emocionais

É um fato que as pessoas não ficam acima do peso por acaso. Sempre vai existir um motivo que justifique o excesso que pode comprometer a saúde e a autoestima, interferindo na vida cotidiana de diversas maneiras. Como já vimos, as causas são diversas e multifatoriais. Porém, os fatores emocionais são os de maior impacto no aumento de peso e obesidade. 

 

Atualmente, com a constante correria da vida moderna e a pressão para que consigamos dar conta de tudo o tempo todo, o que vemos acontecer é que muitas vezes, uma situação aparentemente simples para uma pessoa pode ser o fim do mundo para outra e de acordo com a maneira como ela encara aquele evento pode buscar uma fuga para o incômodo emocional daquele momento, encontrando na comida a solução temporária. 

 

Essas alterações podem se manifestar na forma de nervosismo, depressão ou ansiedade e certamente leva muitos a comerem algo inapropriado para se “livrar” daquela emoção ruim a que se expôs por algum motivo.

Ansiedade – a causa emocional que mais contribui para a obesidade

 

Dentre as três manifestações emocionais que interferem no aumento de peso, a ansiedade é, sem dúvida, a que mais resulta em obesidade. Claro que todo mundo sabe que a menor ingestão de calorias é a chave para emagrecer, não é? Sabem que uma caixa de bombom é várias vezes mais calórica do que um único bombom, certo? No entanto, a questão é bem mais profunda.

 

Pessoas que sofrem com a ansiedade normalmente mesmo sabendo da relação correta que precisa ter com a comida, simplesmente não resistem e precisam comer mais, se alimentando fora de hora e ingerindo alimentos altamente calóricos.

Como nesses casos a ansiedade que é responsável pelo excesso de calorias ingerido, ela é que deve ser tratada antes de qualquer coisa.

 

Por isso existe a Compulsão Alimentar, que impulsiona a pessoa a comer mais, às vezes sem perceber. Realmente em muitos casos as pessoas acima do peso não comem mais do que precisam, mas pela ansiedade acabam engordando por uma questão hormonal. 

 

Se a pessoa se sente ansiosa a ponto de não conseguir ter autocontrole diante da comida, ela deve procurar ajuda profissional. As emoções influenciam nossa vida e o mesmo acontece quando o assunto é o ganho de peso. Controlando as emoções, a saúde responderá a altura.

Do que se trata a Compulsão Alimentar?

A Compulsão Alimentar é uma doença mental em que a pessoa sente a necessidade de comer, mesmo quando não está com fome, e que não deixa de se alimentar apesar de já estar satisfeita. Pessoas com compulsão alimentar comem grandes quantidades de alimentos em pouco tempo e, durante o episódio sente perda de controle.

 

Alguns sinais da compulsão são:

 

  • Comer mais rápido do que o normal
  • Comer quando não está com fome
  • Continuar comendo mesmo quando já está saciado
  • Comer sozinho ou em segredo
  • Sentir-se triste ou culpado por comer demais.

 

É comum ouvir pessoas que sofrem de compulsão comentar:

 

  • “É mais forte do que eu. Abro a geladeira e como não importa a hora do dia, mesmo que eu tenha acabado de me alimentar”.
  • “Sei que estarei sozinha em casa, por isso, vou inventar uma desculpa para não sair  e comer”.
  • “Estou com vergonha por fazer isso, sei que é errado enquanto estou comendo, mas eu continuo. A comida está controlando minha vida”.
  • “Eu como normalmente diante dos outros, mas chego em casa e como muito quando ninguém está vendo”
  • “Estou sempre na geladeira em busca de algo”.

 

É possível prevenir a compulsão ensinando as crianças e adolescentes a não se deixar afetar tanto pelos padrões de beleza impostos pela sociedade e incentivar a boa autoestima do jovem. Explicar sobre os problemas dos distúrbios alimentares e ensinar bons hábitos também são formas de prevenir a compulsão.

Sintomas de Obesidade

A obesidade causa manifestações decorrentes da doença instalada que são cansaço, limitação de movimentos, suor excessivo, dores nas colunas e pernas.

 

O problema, talvez, comece pela dificuldade em entender que a obesidade é uma doença crônica. Em 2013, a American Medical Association, uma das organizações médicas mais influentes do mundo, decidiu classificar a obesidade como doença. Ao longo dos anos, outras entidades médicas internacionais – incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – reconheceram a condição como um problema crônico, que necessita de tratamento específico e de longo prazo.

Em termos médicos, a obesidade é definida como um depósito de excesso de gordura que prejudica a saúde. O IMC é um dos parâmetros usados  para diagnosticar se o indivíduo tem ou não excesso de peso ou obesidade, mas não é o único. É preciso entender que ganhar peso é algo natural. Sempre que perdemos uma quantidade grande de peso o corpo vai tentar voltar ao que era antes, porque há vários hormônios participando do ciclo do apetite e da saciedade. 

 

Durante pelo menos 12 meses após a perda de peso, o corpo volta a disparar os sinais que desencadeiam o apetite, o que potencialmente pode causar excessos na hora de comer. Em se falando do processo de perda de peso, é importante que alguns fatores estejam envolvidos, como psicoterapia, medicamentos, dieta, exercícios e, dependendo do caso, até cirurgia bariátrica. Entender os mecanismos envolvidos na obesidade pode ajudar as pessoas com tendência a ganhar peso a mudar hábitos, sentir menos culpa e buscar ajuda, caso necessário.

Em busca de ajuda médica

Se acha que está obeso e, se preocupa com problemas de saúde relacionados a isso, consulte um médico. Desta forma, poderá ser avaliado seus riscos à saúde e discutir suas opções de perda de peso.

 

O acompanhamento médico também é importante para identificar alterações que possam contribuir para o ganho de peso. Lembrando que o tratamento da obesidade deve ser multiprofissional. 

 

Especialistas que podem diagnosticar a obesidade são: 

  • Clínico geral
  • Endocrinologista
  • Nutricionista.

 

Você provavelmente se deparará com essas perguntas:

 

  • Quais eventos podem ter sido associados ao ganho de peso?
  • O que e quanto você come em um dia típico?
  • Quanta atividade física você faz em um dia típico?
  • Durante que períodos da sua vida você ganhou peso?
  • Quais são os fatores que você acredita que afetam seu peso?
  • Como sua vida diária é afetada pelo seu peso?
  • Quais dietas ou tratamentos você tentou para perder peso?
  • Quais são seus objetivos de perda de peso?
  • Você está pronto para fazer mudanças em seu estilo de vida para perder peso?
  • O que você acha que pode impedir que você perca peso?

 

O resultado do IMC revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado – revelando sobrepeso ou obesidade:

  • Menor que 18,5 – Abaixo do peso
  • Entre 18,5 e 24,9 – Peso normal
  • Entre 25 e 29,9 – Sobrepeso (acima do peso desejado)
  • Igual ou acima de 30 – Obesidade.

Como calcular o IMC

IMC=peso (kg) / altura (m) x altura (m)

 

Por exemplo, se você tem 83 kg e sua altura é 1,75 m:

 

  • Altura x altura = 1,75 x 1,75 = 3.0625
  • IMC = 83 dividido por 3,0625 = 27,10
  • O resultado de 27,10 do seu IMC indica que está acima do peso desejado (sobrepeso).

Tratando a obesidade

É muito importante que você saiba: o tratamento da obesidade é complexo e envolve várias especialidades da saúde. Também não existe nenhum tratamento farmacológico em longo prazo que não envolva mudança de estilo de vida.

 

A forma mais simples de tratamento é a adoção de um estilo de vida mais saudável, com menor ingestão de calorias e aumento das atividades físicas. Essa mudança não só provoca redução de peso e reversão da obesidade, como facilita a manutenção da sua saúde de maneira geral.

Se alimentando corretamente

Por mais que a correria do dia a dia dificulte a realização de uma alimentação saudável, pequenas mudanças aos poucos já podem fazer uma grande diferença:

 

  • Consuma frutas, legumes e vegetais.
  • Prefira carboidratos integrais aos refinados.
  • Evite alimentos como biscoitos, bolachas e refeições prontas. Elas são ricas em açúcar, sódio e gorduras – tudo o que sua filha ou filho não pode comer em exagero.
  • Limite ou exclua o consumo de bebidas adoçadas, incluindo os sucos industrializados. Essas bebidas são muito calóricas e oferecem poucos ou nenhum nutriente.
  • Reduza o número de vezes em que a família vai comer fora, especialmente em restaurantes de fast-food. Muitas das opções do menu são ricas em gordura e calorias
  • Sirva porções adequadas.
  • Opte sempre por consumir comida de verdade. Lembre-se da máxima: “Desembale menos e descasque mais!”

Praticando qualquer atividade física

Aumentar a prática de exercícios ou é uma parte essencial do tratamento da obesidade. A maioria das pessoas que conseguem manter a perda de peso por mais de um ano faz exercício físico regular, mesmo que seja apenas caminhando. Você pode apostar nessas dicas:

 

  • Exercite-se: pessoas com sobrepeso ou obesas precisam ter pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada para evitar mais ganho de peso ou para manter a perda de uma quantidade modesta de peso. 

 

  • Trace algumas estratégias: mesmo que o exercício aeróbico regular seja a maneira mais eficiente de queimar calorias e perder peso, qualquer movimento extra ajuda. Faça algumas alterações simples ao longo do dia que vão resultar em grandes benefícios. Exemplos: estacionar mais longe das entradas das lojas, aprimorar suas tarefas domésticas, fazer jardinagem, levantar-se e mover-se periodicamente. Você pode usar um pedômetro para acompanhar quantos passos você realmente dá ao longo de um dia.

Prevenção do aumento de peso após tratamento

Mesmo quem passa por uma cirurgia bariátrica está sujeito a recuperar o peso se continuar a comer demais os alimentos altamente calóricos. A verdade cruel é que isso é possível, independentemente do método de emagrecimento que a pessoa se propor. 

 

Se você toma medicamentos para perda de peso, provavelmente irá recuperar o peso quando parar de tomá-los. Mas isso não significa que seus esforços de perda de peso sejam inúteis.

 

Uma das melhores maneiras de evitar recuperar o peso que você perdeu é fazer atividade física regularmente, aproximadamente 60 minutos por dia. À medida que você perder peso e melhorar sua saúde, converse com seu médico sobre quais atividades adicionais você pode fazer e, se apropriado, como estimular sua atividade e exercitar-se.

 

Você deve sempre ficar atento ao seu peso e manter uma dieta saudável aliada às atividades físicas, sem dúvida, essas são as melhores maneiras de manter o peso que você perdeu a longo prazo.

Utilização de medicamentos

Fazer uso de medicamentos pode ser necessário, eles contribuem modestamente e de forma temporária no tratamento da obesidade, claro que estes nunca devem ser usados como única forma de tratamento! Boa parte das substâncias usadas atuam no cérebro e podem provocar reações adversas graves, como: nervosismo, insônia, aumento da pressão sanguínea, batimentos cardíacos acelerados, boca seca e intestino preso. Um dos riscos que os remédios para obesidade oferecem é o de se tornar dependente. Por isso, o tratamento medicamentoso da obesidade deve ser acompanhado com rigor e restrito apenas a alguns tipos de pacientes.

Cirurgias para Obesidade

Pessoas com obesidade mórbida e comorbidades, como diabetes e hipertensão, podem ser consideradas aptas a fazer a cirurgia de redução de estômago para controlar o peso e sair da obesidade. 

Atualmente, existem algumas técnicas diferentes de cirurgia bariátrica para obesidade reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), são elas: Bypass Gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”), Gastrectomia Vertical (ou cirurgia de Sleeve), Duodenal Switch (associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal), Banda gástrica ajustável, Cirurgia Laparoscópica (minimamente invasiva). A escolha da cirurgia deverá ser analisada junto ao médico e dependerá do quadro do paciente, do grau de obesidade e das doenças relacionadas.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, assim como a dosagem correta e a duração do tratamento. 

 

Sempre orientamos nossos leitores a seguir à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedicar! Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, seguir as instruções na bula.

Obesidade – É possível se curar?

A obesidade é uma doença crônica que pode ser tratada e manter-se controlada com a alimentação e prática de exercícios físicos, mas não tem cura.

Lembrando que a obesidade infantil aumenta o risco de uma série de condições, incluindo: 

  • Colesterol alto
  • Hipertensão
  • Doença cardíaca
  • Diabetes tipo 2
  • Problemas ósseos
  • Síndrome metabólica
  • Distúrbios do sono
  • Esteatose hepática não alcoólica
  • Depressão
  • Asma e outras doenças respiratórias
  • Condições de pele como brotoeja, infecções fúngicas e acne
  • Baixa autoestima
  • Problemas de comportamento.

É possível conviver com a doença

Adotando algumas estratégias, você pode lidar melhor com a obesidade, entre elas:

 

  • Não depositar as esperanças do tratamento da obesidade apenas no medicamento ou cirurgia, lembre-se que o resultado depende principalmente das mudanças no estilo de vida (dieta e atividade física).
  • Com o tempo o medicamento para obesidade pode passar a perder o efeito. Se isso ocorrer, consulte seu médico e nunca aumente a dose por conta própria.
  • Estão disponíveis atualmente muitas propagandas irregulares de medicamentos para emagrecer, principalmente na internet, por isso não acredite em promessas de emagrecimento rápido, fácil e milagroso, isso não existe!
  • Não compre medicamentos para obesidade pela internet ou em academias de ginástica, pois muitos não têm sequer registro na ANVISA e podem fazer mal a quem utiliza.
  • Clínicas e consultórios não podem vender medicamentos para obesidade. O paciente pode escolher a farmácia de sua confiança para comprar ou manipular o medicamento prescrito.
  • Fórmulas de emagrecimento com várias substâncias misturadas são proibidas pelo Ministério da Saúde e já provocaram mortes.

 

Infelizmente, não existe nenhuma fórmula mágica…a verdade é que para manter o peso dentro dos valores desejáveis e controlar a obesidade, a melhor opção é ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente.

 

Prevenindo a obesidade

Podemos afirmar que a estratégia preventiva contra a obesidade deve se iniciar no nascimento, ressaltando que o leite materno é um fator de prevenção contra a obesidade e combatendo mitos de que a criança deve comer muito, mesmo quando está satisfeita e que criança saudável é aquela “gordinha”. 

 

Visto que as complicações que a obesidade acarreta são graves, as seguintes medidas devem ser tomadas como fatores de prevenção:

 

  1. Adequação do consumo energético. Lembre-se de consumir calorias que estejam de acordo com o gasto calórico e se caso a pessoa precise perder peso, é necessário um planejamento alimentar que priorize alimentos que deem mais saciedade e que tenham o valor calórico menor possível.

 

  1. Incluir atividades físicas rotineiramente. Atualmente cerca de 80% da população é sedentária e muitos associam as atividades de lazer a atividades de baixo gasto calórico, como ver televisão, jogar videogame, ficar no computador e isso é um fator relevante para desencadear a obesidade, em compensação, o exercício físico intenso ou de longa duração tem o efeito de inibir o apetite.

 

Viu quantas informações relevantes sobre a obesidade você encontra por aqui? Tem alguma sugestão ou dúvida sobre o assunto? Converse conosco no quadro de comentários, vamos apreciar muito poder interagir com você!