Apendicite – Principais Sintomas

23/10/2020 0 Por cliquefarma

O blog hoje vai esclarecer tudo sobre apendicite. Você já ouviu falar? Sabe quais as causas, os sintomas, fatores de risco, quando buscar ajuda médica, como tratar e se existe prevenção? Então acompanhe agora que o Cliquefarma te responde tudo isso!

O que é Apendicite?

A apendicite é uma inflamação no apêndice – órgão que lembra uma pequena bolsa, de formato longo e fino, que fica localizado na primeira porção do intestino grosso. No processo inflamatório, ele fica cheio de pus, causando fortes dores abdominais.

 

Quando não tratada, a apendicite pode levar a sérias complicações. Entretanto, o problema é facilmente resolvido com uma cirurgia de remoção total do apêndice, também chamada de apendicectomia.

Quando é apendicite aguda?

A grande maioria dos casos da doença é tratada como apendicite aguda, já que surge de forma repentina e é prontamente tratada para a recuperação do paciente. No entanto, há alguns casos raros de apendicite crônica, que acontecem quando o problema é recorrente e contínuo (com duração maior do que um mês).

Quais os sintomas de Apendicite?

O principal sintoma da apendicite é a dor abdominal, que varia de acordo com a idade da pessoa e da posição do seu apêndice inflamado.

 

Geralmente, o primeiro sinal é uma dor na região próxima ao umbigo, que pode ser fraca no início, mas que vai se tornando cada vez mais aguda e intensa conforme as horas passam.

Você sabia que a apendicite é uma das doenças mais comuns do sistema digestivo? 

O apêndice é um órgão pequeno, em forma de tubo, ligado à primeira parte do intestino grosso ou cólon, localizado no abdômen inferior direito. A apendicite é causada por uma obstrução neste órgão, que leva a um aumento da pressão, problemas com o fluxo sanguíneo e inflamação. 

 

Se o bloqueio não for tratado, o apêndice pode se romper e espalhar a infecção pelo corpo. Os sintomas de apendicite podem incluir dor e inchaço no abdômen, perda de apetite, náuseas e vômitos, constipação ou diarreia, incapacidade de eliminar gases e febre ligeira.

 

Nem todos estes sintomas se apresentam de uma vez, mas a apendicite é considerada uma emergência médica. Qualquer um pode tê-la e o tratamento geralmente envolve a remoção do apêndice. A inflamação geralmente pode ocorrer por obstrução por fezes, um corpo estranho ou, em casos raros, um tumor.

Em qual lado dói a apendicite?

À medida que aumenta a inflamação no apêndice, num processo que varia de 12 a 18 horas, a dor tende a se mover para baixo e à direita – local chamado de ponto de McBurney. Isso significa que uma das principais características da apendicite é a dor intensa no lado direito do abdômen.

 

Outros sintomas de apendicite, que aparecem junto com a dor são:

 

  • Náusea
  • Vômitos
  • Apetite reduzido
  • Febre baixa

 

Se o apêndice se rompe, a dor pode desaparecer por um breve período e a pessoa se sente melhor repentinamente. No entanto, uma vez que o revestimento da cavidade abdominal fica inflamada e infectada (uma condição chamada de peritonite), a dor piora e os sintomas se intensificam – principalmente quando a pessoa caminha ou tosse.

 

Dessa forma, sintomas posteriores da apendicite incluem:

 

  • Calafrios
  • Constipação
  • Diarreia
  • Febre
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos
  • Tremores.

Sintomas de apendicite feminina

A apendicite provoca sintomas idênticos em homens e mulheres, não havendo qualquer influência de gênero no quadro da doença. O que acontece é que, nas mulheres, a apendicite pode ser confundida com uma inflamação nas tubas uterinas, no útero ou nos ovários, o que também provoca dor do lado direito do abdômen.

 

Portanto, as pacientes do sexo feminino precisam realizar exames complementares para estabelecer o diagnóstico definitivo de apendicite, feito normalmente através de exames de imagem, como ultrassom e tomografia.

Quais as causas?

O que causa apendicite

As causas da apendicite não são sempre claras, mas algumas situações são conhecidas por provocar a inflamação no órgão. São elas:

 

  • Obstrução do apêndice por partículas de gordura ou fezes
  • Infecção, como a gastrointestinal causada por vírus.

 

Em ambos os casos, uma bactéria presente naturalmente dentro do apêndice começa a se multiplicar, causando a inflamação e o inchaço do apêndice, além de eventualmente estimular a produção de pus. Se não tratada prontamente, a apendicite pode causar o rompimento do apêndice.

E os fatores de risco?

Qualquer pessoa pode desenvolver inflamação no apêndice, desde crianças a adultos. Entretanto, a apendicite é mais comum entre pessoas de 10 a 30 anos. Não há, contudo, comportamentos considerados de risco e que possam contribuir para a inflamação.

Alimentos que causam apendicite

Para evitar a ocorrência de apendicite, muitas pessoas deixam de comer certas frutas e legumes que possuem caroços ou sementes, como é o caso da azeitona, da uva, da jabuticaba, do tomate e do pepino. Porém, diferente do que prega a crença popular, não existe qualquer comprovação científica de que esses alimentos possam causar apendicite, uma vez que a origem da inflamação não se relaciona ao tipo de alimento ingerido.

Quando devo buscar ajuda médica?

É importante estar atento aos sintomas da apendicite. Se eles persistirem por mais do que 12 horas, procure atendimento médico e explique o que está sentindo e o quão forte estão as dores.

 

Na consulta, o médico poderá perguntar quais partes do seu abdômen doem e se a dor mudou de local com o passar das horas. Descreva também outros sintomas que estiver sentindo, como febre, náuseas e diarreia.

 

Especialistas que podem diagnosticar a apendicite são:

 

  • Clínico geral
  • Gastroenterologista
  • Cirurgião abdominal

Como é feito o diagnóstico de Apendicite?

Em geral, os médicos podem diagnosticar a apendicite apenas pela descrição dos sintomas e pelo exame físico no consultório ou hospital. Porém, especialmente no caso das mulheres, outros exames de laboratório e testes adicionais podem ser necessários.

 

Na apendicite, o nível de dor varia de acordo com o tempo, o que dificulta o diagnóstico inicial. Além disso, apendicite não é o único problema capaz de causar dores abdominais. 

 

Então, o médico deverá realizar alguns exames complementares para ter certeza absoluta de que se trata de um quadro de inflamação no apêndice.

Quais exames são realizados?

O diagnóstico de apendicite pode ser feito com os seguintes exames:

 

  • Exame físico: o tipo mais preciso de exame feito pelo médico é o exame físico, em que o médico pressionará a área dolorida. Na apendicite, quando a área em questão for pressionada, a dor sempre aumenta, indicando que naquele local há inflamação. O médico também deverá observar se há rigidez dos músculos do abdômen.
  • Exame de sangue: o especialista também poderá optar por um exame de sangue, que mostrará o número de glóbulos brancos presentes no sangue do paciente. Se estiver mais alto do que o normal, é um sinal de infecção.
  • Exame de urina: este é mais utilizado para que o médico tenha certeza de que as dores não são fruto de pedra nos rins. Na análise dos resultados, é possível determinar a causa dos sintomas por meio da observação de glóbulos vermelhos, que ficam mais visíveis em microscópio quando há um quadro de cálculo renal. Caso eles não indiquem pedra nos rins, o médico suspeita de inflamação.
  • Raio X: o médico também poderá solicitar um raio X da região abdominal. Por meio da análise das imagens, que saem após poucos minutos, ele poderá fazer o diagnóstico correto.

Como o médico sabe que a criança está com apendicite?

Pode ser difícil saber com certeza se a criança está com apendicite. Se o médico achar que a criança está com apendicite, ele fará:

 

  • Exames de sangue
  • Ultrassom

 

Se o resultado da ultrassonografia não estiver claro, o médico pode:

 

  • Colocar a criança sob observação e repetir o exame físico, à procura de sinais de que ela está piorando.
  • Fazer um exame de TC ou RM

Como é o tratamento para Apendicite?

O tratamento da apendicite é cirúrgico, ou seja, o apêndice inflamado precisa ser retirado durante uma cirurgia, em que a pessoa está anestesiada, no hospital. O procedimento é conhecido como apendicectomia.

 

O apêndice não é substituído durante a cirurgia, apenas é feita a sua remoção. Isso porque a retirada do apêndice não traz nenhum risco ou prejuízo para a vida do paciente, uma vez que ele não tem nenhuma atividade específica no corpo humano.

 

Se o caso estiver sem complicações, ou seja, se for feito o diagnóstico com o apêndice ainda inteiro, o cirurgião provavelmente optará por remover o órgão logo após a inflamação ser constatada.

Cirurgias para Apendicite

A cirurgia de apendicite pode ser realizada de duas formas: a primeira é feita com uma pequena incisão de cerca de cinco centímetros no lado direito do abdômen, logo acima do apêndice, para a sua remoção. Normalmente, nesse tipo, o paciente pode ficar com uma cicatriz na barriga.

 

Já a segunda é feita através de laparoscopia, ou seja, o cirurgião faz três pequenos orifícios no abdômen, insere uma câmera para a visualização do procedimento e remove o apêndice. Esse método é menos invasivo que o tradicional e normalmente tem um tempo de recuperação menor.

 

Apenas o médico responsável poderá dizer qual o melhor tipo de cirurgia para cada caso e paciente.

Como o médico trata a apendicite da criança?

Da mesma forma que no adulto, o médico trata a apendicite ao fazer uma cirurgia para remover o apêndice (apendicectomia). Deixar a apendicite sem tratamento pode ser fatal. O melhor momento para operar é antes de ocorrer a ruptura do apêndice. 

 

Se a ruptura do apêndice já tiver ocorrido, o médico:

 

  • Remove o apêndice.
  • Usa uma solução para enxaguar o interior do abdômen da criança.
  • Administra antibióticos por vários dias para evitar infecções.
  • Monitora quanto à presença de problemas, como infecção ou bloqueio intestinal.

Quais as possíveis complicações?

A grande complicação da apendicite, quando não diagnosticada e tratada rapidamente, é o rompimento do apêndice – o que geraria o acúmulo de pus dentro do abdômen, atingindo outros órgãos.

 

Nestes casos, o médico indicará a melhor forma de tratar o problema e que representa menos riscos para o paciente.

 

Normalmente, o abcesso e pus (apendicite supurada) precisam ser drenados, o que pode ser feito com o auxílio de um tubo sob a pele e com medicamentos. A apendicectomia poderá ser realizada, nestes casos, depois que a infecção for controlada. Entretanto, se o paciente com apendicite não for tratado imediatamente, ele poderá sofrer algumas complicações mais graves, como:

 

  • Peritonite, causada por rompimento do apêndice, em que há inflamação na cavidade abdominal.
  • Acúmulo de pus no abdômen, causado por abscesso de um apêndice rompido.
  • Conexões anormais entre órgãos abdominais ou entre esses órgãos e a superfície da pele (fístula).

Qual o Prognóstico?

Em geral, se o apêndice inflamado for removido antes de se romper, o paciente provavelmente ficará bem logo após a cirurgia. Por outro lado, se o apêndice romper antes da cirurgia, o paciente se recuperará mais lentamente e terá uma probabilidade maior de desenvolver um abscesso ou outras complicações. Nesses casos, será necessário ficar no hospital por mais tempo, em observação.

 

Com uma intervenção cirúrgica precoce, as possibilidades de morrer por apendicite são muito reduzidas. Geralmente, a pessoa pode deixar o hospital em um a três dias e a recuperação geralmente é rápida e total. No entanto, pessoas mais velhas geralmente levam mais tempo para se recuperar.

 

Sem cirurgia ou antibióticos (o que pode ocorrer no caso de uma pessoa que esteja em um local remoto, sem acesso a assistência médica moderna), mais de 50% das pessoas com apendicite morrem.

 

Em caso de apêndice com ruptura, o prognóstico é mais sério. Décadas atrás, uma ruptura era frequentemente fatal. A cirurgia e os antibióticos diminuíram a porcentagem de mortes para quase zero, mas às vezes podem ser necessárias várias intervenções cirúrgicas e uma longa recuperação.

Resumo do tratamento

  • Retirada cirúrgica da apendicite
  • Antibióticos e líquidos por via intravenosa

 

A cirurgia é o principal tratamento da apendicite. Retardar a cirurgia até a causa da dor abdominal ser identificada pode ser fatal: Um apêndice infectado pode apresentar ruptura em menos de 36 horas após iniciarem os sintomas.

 

Ao se descobrir a apendicite, líquidos e antibióticos são ministrados pela veia e o apêndice é removido (apendicectomia). Se o médico realizar uma operação e não se constatar apendicite, o apêndice é geralmente removido da mesma forma para evitar qualquer risco futuro de apendicite.

 

Tem havido interesse recente no tratamento de apendicite apenas com antibióticos; logo, essa cirurgia poderia ser adiada ou evitada. Embora este tratamento possa apresentar bons resultados em algumas pessoas, ainda está sendo estudado, e a remoção cirúrgica do apêndice é ainda considerada o tratamento recomendado para apendicite.

Existe prevenção para apendicite?

Por ser um problema imprevisível, não há formas de se prevenir a apendicite. Todos nascemos com um apêndice e o processo de inflamação se dá naturalmente, sendo relativamente comum na população.

E se você ainda tiver qualquer dúvida a esse respeito, entre em contato conosco através do box de comentários abaixo que teremos o maior prazer em responder suas questões da melhor maneira possível!