Suplementos Vitamínicos

13/11/2019 0 Por Alana Dizioli

No artigo de hoje vamos falar dos suplementos vitamínicos. É fato que na atual configuração de vida corrida que a maioria das pessoas leva, eles representam um suporte para o organismo. Atendem, em especial, às diversas situações em que o corpo se ressente da disponibilidade desses nutrientes fundamentais para o seu funcionamento regular.

Sua utilização é a maneira mais fácil de suprir as demandas do organismo em função das condições em que ele se encontra ou das atividades que a pessoa desenvolva.

Aqui vamos falar dos benefícios dos suplementos, do que a falta de vitaminas e minerais pode causar em nosso organismo e quais as condições que fazem as pessoas necessitarem ainda mais de suplementação. Acompanhe só!

Vantagens dos suplementos vitamínicos e minerais

1. Fortalecimento da imunidade do organismo

A capacidade do organismo se defender de invasores (vírus, bactérias e fungos) é propiciada pelo sistema imunológico, que necessita de algumas vitaminas e minerais para seu correto funcionamento.

 

Por conta disso, em situações em que a dieta da pessoa não supre tais nutrientes ou quando o organismo não processa adequadamente sua absorção, a solução efetiva é a suplementação vitamínica.

 

Alguns exemplos de nutrientes essenciais para a manutenção e adequado funcionamento do sistema imunológico são as vitaminas A, C, E, B9 (ácido fólico), assim como os minerais selênio e zinco, principalmente.

2. Suporte a praticantes de atividades físicas

Os praticantes de atividades físicas de alta intensidade necessitam de um aporte maior das vitaminas do complexo B, como B1, B2 e B6. Isso porque elas são essenciais no mecanismo energético de gorduras, carboidratos e proteínas e estão diretamente envolvidas nos processos de geração de energia para o corpo.

 

Se a dieta do atleta estiver deficiente na questão de ingestão de frutas e legumes, a suplementação se torna necessária.

 

3. Quando determinadas doenças prejudicam a absorção de vitaminas

Entre as doenças que podem restringir a absorção adequadas de nutrientes, podemos citar:

 

  • diverticulite;
  • doença celíaca (intolerância ao glúten);
  • retocolite ulcerativa;
  • doença de Crohn (inflamação gastrointestinal).

 

Nesses casos, há necessidade de suplementação vitamínica não apenas para fornecer os nutrientes que são difíceis de ser absorvidos, mas também para o fortalecimento das defesas do organismo desses pacientes.

4. Combate aos processos de envelhecimento

Os processos de envelhecimento do corpo não ocorrem apenas visualmente — como nas condições da pele. Os tecidos musculares e as células do sistema imunológico também envelhecem.

 

O que é capaz de atenuar esse andamento natural são os antioxidantes. Essas substâncias são capazes de anular a ação oxidativa dos radicais livres sobre as células e os tecidos do corpo. Além disso, reforçam as defesas do organismo e fortalecem os tecidos em geral.

 

Podemos mencionar os principais antioxidantes que combatem os processos de envelhecimento: as vitaminas A, C e E, além do mineral selênio.

5. Benefícios em condições específicas

A suplementação vitamínica, além dos benefícios antes apontados, também oferece sua ajuda em condições específicas como as demonstradas a seguir:

Em dietas muito restritivas

Dietas muito restritivas, independente da razão, pode limitar nosso consumo de nutrientes importantes. Nesses casos, sem afetar a dieta, os suplementos vitamínicos podem atender à demanda nutricional ofertando os elementos ausentes na alimentação escolhida.

Durante a gestação

A gestação é um período no qual o bebê em formação e a gestante podem ser atendidos nas suas necessidades nutricionais por meio da suplementação vitamínica. Em geral, são recomendadas as vitaminas A, C, D e as do complexo B, além de cálcio e ferro.

Acima dos 60 anos

À medida que envelhece, nosso organismo torna-se mais suscetível às doenças. Também,o uso de alguns medicamentos restringem a capacidade de absorção de determinadas vitaminas.

 

Por isso que, quaisquer que sejam as necessidades, a utilização de suplementos vitamínicos deve ser orientada por um médico ou nutricionista, a fim de que seja conduzida de forma segura e alcance seus objetivos.

O que a falta de vitaminas pode causar no nosso corpo

A falta de vitaminas é a carência de vitaminas no corpo, causada pela má absorção do organismo ou pela falta de ingestão em forma de alimento ou suplemento. Já vimos neste artigo que as vitaminas são necessárias para o bom funcionamento do corpo humano e estão presente nos alimentos em geral, mas especialmente nas frutas e legumes.

 

A melhor maneira de consumir todas as vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo é fazer uma alimentação saudável e variada, de preferência incluindo alimentos frescos.

 

No entanto, sabemos que muitas vezes, a correria da vida moderna impede que grande parte das pessoas consiga ingerir apenas por meio da alimentação todos esses nutrientes necessários, é por isso que a suplementação vitamínica com comprimidos também é uma alternativa para prevenir a falta de vitaminas (avitaminose) e suas consequências, ou tratá-la, mesmo que o consumo de complexos vitamínicos não deva substituir uma boa alimentação, nem ser consumido sem orientação e supervisão médica.

Doenças causadas pela falta de vitaminas

Doenças que podem ser causadas pela deficiência de vitaminas:

 

  • Cegueira noturna
  • Pelagra (doença nutricional comum em idosos e pessoas desnutridas)
  • Raquitismo
  • Obesidade
  • Distúrbios metabólicos
  • Anemia

 

Para combater essas doenças, o melhor é a prevenção através de uma alimentação variada com consumo de carnes, peixe, hortaliças, legumes e frutas, caso isso não seja possível imediatamente, o médico irá prescrever os suplementos necessários.

Sintomas de falta de vitaminas

Os sintomas de falta de vitaminas no organismo são muito variados porque dependem da vitamina, mas também da intensidade da carência vitamínica. Alguns dos sinais e sintomas mais típicos de avitaminose podem ser:

 

  • Pele seca e áspera com descamação
  • Atraso no crescimento em crianças
  • Problemas no desenvolvimento cognitivo e motor em crianças
  • Sono diurno
  • Cansaço

 

O que causa falta de vitaminas

A falta de vitaminas pode ser causada pela não ingestão de uma alimentação saudável, que mantém o bom funcionamento do organismo e previne o desenvolvimento de algumas doenças que podem ser consequência da avitaminose.

 

Pessoas que consomem muito laxante, diuréticos, alguns tipos específicos de medicamentos ou até mesmo muitas fibras, podem desenvolver uma deficiência na absorção de nutrientes pelo organismo. Casos assim, mesmo que a pessoa tenha uma ingestão normal de alimentos saudáveis, o organismo não é capaz de absorver e entra em avitaminose.

 

Algumas vezes a deficiência digestiva pela falta de determinadas enzimas também pode causar avitaminose, por isso que é muito importante que um profissional de saúde especializado avalie a origem da avitaminose.

Tratamento para avitaminose

O melhor tratamento para a falta de vitaminas é a suplementação do nutriente em falta em forma de comprimidos ou injeção, como no caso na pelagra ou da cegueira noturna. Porém, muitas vezes, para reverter sintomas de avitaminose leve, como a queda de cabelo ou pele ressecada, uma alimentação mais cuidada corrige essa carência.

Explorando a falta de algumas vitaminas importantes

Para sabermos o que certos nutrientes em falta no nosso corpo podem causar, primeiro precisamos saber o que são vitaminas, por exemplo.

 

As vitaminas são compostos orgânicos presentes nos alimentos e indispensáveis para o funcionamento normal do nosso organismo. São essenciais para o crescimento e a reparação dos tecidos, vitais para o funcionamento dos órgãos e a produção das reações metabólicas específicas no meio celular. 

 

Além de pertencerem a um grupo de nutrientes orgânicos que promovem o bem-estar físico e mental, as vitaminas são fundamentais para que as pessoas possam manter o funcionamento normal e adequado do seu corpo por meio de uma alimentação balanceada. 

E, assim, suprir o organismo de todas as vitaminas necessárias para a saúde, de acordo com a forma de vida de cada um.

 

Vitamina C (hidrossolúvel):

A vitamina C é essencial para a defesa do organismo, ajuda no combate às infecções e auxilia na formação dos tecidos, pois participa da constituição da parede celular de todas as células do corpo, como ossos, dentes e cartilagens. Também é muito importante no combate às hemorragias e no fortalecimento do sistema imunológico, pois auxilia na absorção do ferro.

 

Não fabricamos essa vitamina, então devemos ingerir diariamente alimentos ricos nela.

Por se tratar de uma vitamina antioxidante, tem a capacidade de proteger o organismo dos danos provocados pelos radicais livres.

 

Não é recomendado picar alimentos que contenham a vitamina C se não forem consumidos imediatamente, pois, em contato com o ar e a luz, esses oxidam, destruindo a propriedade vitamínica. A perda desta vitamina também ocorre ao cozinhar esses alimentos. Portanto, as verduras e os legumes ricos em vitamina C devem ser consumidos preferencialmente crus.

Consequências da carência de vitamina C

A falta da vitamina C leva ao escorbuto, caracterizado pelo enfraquecimento geral, hemorragia, hálito fétido, sangramento das membranas gengivais e mucosas. Outros sintomas são feridas na pele, predisposição à gripe, bronquite e pneumonia. 

Vitamina B1 (Tiamina) (hidrossolúvel):

A vitamina B1 desempenha um importante papel no sistema nervoso, no sistema circulatório, nos músculos e no coração. Previne o envelhecimento, melhora a função cerebral, combate a depressão, a fadiga, além de auxiliar as células no metabolismo da glicose. 

Consequências da carência de vitamina B1:

Pessoas com deficiência dessa vitamina apresentam cansaço, inapetência, e consequente perda de peso, insônia, irritabilidade, formigamento, prisão de ventre ou inchaço, confusão mental e fraqueza muscular. Em casos mais graves pode haver comprometimento do coração, lesão cerebral potencialmente irreversível, síndrome de Wernicke-Korsakoff e beribéri.

 

Vitamina B2 (Riboflavina) (hidrossolúvel): 

A Riboflavina é uma substância determinante para o crescimento, para o sistema respiratório, para os processos oxidativos e para a eliminação de radicais livres no organismo. Ela tem a função de prevenir a catarata e ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina. A vitamina B2 é importante também para a formação de células vermelhas no sangue e anticorpos.

Consequências da carência de vitamina B2

A carência da B2 provoca inflamações na boca, cansaço, sensibilidade visual, falta de energia, anemia, coceira e descamação da pele. 

 

Vitamina B3 (Nicotinamida) (hidrossolúvel):

Essa vitamina está diretamente ligada à produção dos hormônios: estrogênio, progesterona, testosterona e insulina. Ela é importante no transporte de hidrogênio intracelular e é um dos nutrientes essenciais na geração de energia pelo organismo.

 

Auxilia no funcionamento do cérebro, no bom humor, na saúde da pele, no sistema nervoso, no sistema imunológico e no sistema digestivo. Reduz triglicérides, colesterol, regula o açúcar no sangue e protege o corpo contra poluentes e toxinas. 

Consequências da carência de vitamina B3

A deficiência dessa vitamina provoca diarreia, falta de apetite, emagrecimento, fadiga, insônia, irritabilidade, depressão nervosa e dermatite. 

 

Vitamina B5 (Ácido Pantotênico) (hidrossolúvel):

A vitamina B5 é indispensável para todas as células do nosso corpo. Ajuda na formação de células vermelhas, na desintoxicação química e na construção de anticorpos, melhorando assim a imunidade. Ela também previne o desgaste das cartilagens, além de reduzir colesterol e triglicérides.

 

Auxilia na conversão das proteínas, açúcares e gorduras em energia e nas disfunções hormonais.

Consequências da carência de vitamina B5

A carência da B5 provoca insônia, cãibras nas pernas, sensação de ardência nos pés, doenças neurológicas, baixa produção de anticorpos e fadiga.

Vitamina B6 (Piridoxina) (hidrossolúvel):

Ela exerce um papel importante, pois reduz o risco de doenças cardíacas, ajuda na manutenção do sistema nervoso central e imunológico, previne anemia, aterosclerose e até câncer. 

Atua também na redução de espasmos musculares e do colesterol, alivia sintomas da menopausa, enxaquecas e náuseas, é boa para a pele e melhora a visão.

Consequências da carência de vitamina B6

A carência dessa vitamina pode provocar anemia, distúrbios nervosos (neuropatia), dermatite, fissuras nas laterais dos lábios, adormecimento e formigamento das mãos e dos pés. 

 

Em gestantes, a deficiência severa de vitamina B6 pode comprometer a capacidade mental do bebê. Sua falta pode causar convulsões em crianças pequenas e confusão mental nos adultos. 

 

Vitamina B7/B8 (Biotina) (hidrossolúvel): 

Atua no sistema nervoso como um sedativo natural. Promove o crescimento celular, a produção de ácidos graxos e a redução de açúcar no sangue.

 

A vitamina B7/B8 também alivia dores musculares e fortalece a pele, as unhas e os cabelos, prevenindo a calvície.

Consequências da carência de vitamina B7/B8

A falta dessa vitamina pode causar dermatite, furúnculos, calvície, unhas quebradiças, conjuntivite, inflamações, perda de apetite, fraqueza, dores musculares, enjoos, fadiga, alucinações, níveis elevados de colesterol e anemia.

Vitamina B9 (Ácido Fólico) (hidrossolúvel):

A vitamina B9 é responsável pela manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e nervoso. Ela também atua na formação de proteínas e hemoglobina, prevenindo a anemia. 

 

É essencial na síntese de DNA, promove a saúde dos cabelos e da pele, ajuda a combater o infarto, câncer de mama e de cólon, além de diminuir o risco de aterosclerose (formação de placas de gorduras nas artérias).

Consequências da carência de vitamina B9

Sua carência causa insônia, ulcerações na cavidade oral, anorexia, apatia, anemia, dificuldade de memorização, cefaleia, distúrbios digestivos, cansaço, falta de ar, problemas de crescimento e fraqueza.

Vitamina B11 (Carnitina) (hidrossolúvel):

Essa vitamina auxilia no crescimento e desenvolvimento do corpo, atua na manutenção do sistema nervoso e reduz os níveis de triglicérides e colesterol. Age levando as gorduras para dentro das células, produzindo energia, o que aumenta o consumo de gorduras e, dessa forma, proporciona uma função protetora do fígado.

 

Consequências da carência de vitamina B11

Sua falta pode causar cansaço, fraqueza muscular, confusão mental, manifestações cardíacas e insuficiência renal, que pode evoluir para lesão das células tubulares renais.

Vitamina B12 (Cobalamina) (hidrossolúvel): 

A vitamina B12 é importante para a formação do DNA, ajuda no crescimento e desenvolvimento do corpo e na saúde da pele.

 

Seu consumo auxilia na síntese das células nervosas e na formação, integridade e maturação das células vermelhas.

Consequências da carência de vitamina B12

A deficiência dela pode causar anemias diversas, alteração neurológica, afta na boca, fadiga, fraqueza, constipação, perda de apetite, perda de peso, dificuldade de concentração, falha de memória, formigamento nas pernas, queimação na sola dos pés, dificuldade para andar, pele amarelada (icterícia), língua inchada e inflamada.

Vitamina A (lipossolúvel):

A vitamina A é importante para a saúde da visão, dos cabelos, do sistema imunológico e da pele, pois auxilia na cicatrização, na textura dos ossos e na formação de colágeno. Ela é responsável pelo bom funcionamento de todos os tecidos do nosso corpo e, por ser uma vitamina antioxidante, ajuda na eliminação de radicais livres.

Consequências da carência de vitamina A

Pode levar à ceratoconjuntivite ou a ulcerações nas córneas, que podem evoluir para necroses. Contribui para a formação de pele seca, unhas quebradiças e queda de cabelo. A falta dessa vitamina pode causar até mesmo cegueira noturna. 

Vitamina D (lipossolúvel):

A vitamina D é metabolizada no organismo através da exposição à luz solar. Ela é essencial para a saúde, pois facilita a absorção do cálcio, que influencia na formação e na firmeza dos ossos e dos dentes.

 

Além disso, é obrigatória para a produção de insulina e manutenção do sistema imunológico, sendo funcional para o tratamento de doenças autoimunes.

Consequências da carência de vitamina D

A falta dessa vitamina aumenta o risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe, resfriado e doenças autoimunes como a esclerose múltipla. Em mulheres grávidas aumenta o risco de aborto, favorece a pré-eclâmpsia e eleva as chances da criança ser portadora de Transtorno Autista.

 

Para evitar a carência da vitamina D, é importante se expor ao sol de 15 a 20 minutos por dia com braços e pernas descobertos. 

Vitamina E (lipossolúvel):

A vitamina E funciona como um antioxidante, combate os radicais livres e reduz os riscos de doenças cardiovasculares e cerebrais como a arteriosclerose, condição degenerativa de endurecimento e espessamento das paredes arteriais que costuma provocar aumento da pressão arterial. 

 

Melhora a circulação sanguínea e o tempo de coagulação, reduzindo a possibilidade de doenças como câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e catarata. Já para as gestantes, previne a pré-eclâmpsia.

Consequências da carência de vitamina E

A deficiência dessa vitamina leva às alterações neurológicas, como a diminuição dos reflexos, da sensibilidade vibratória e do tempo de coagulação sanguínea, além de dificuldades visuais, doenças cardíacas, câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e catarata.

Vitamina K (lipossolúvel):

A vitamina K faz parte do processo de coagulação sanguínea. Ela auxilia na transformação das proteínas em substâncias que contribuem para a coagulação correta do sangue, proporcionando uma melhor cicatrização. Além de ajudar na fixação do cálcio nos ossos, auxilia na construção e na manutenção da estrutura de ossos e dentes.

Consequências da carência de vitamina K

A falta dela causa alteração na coagulação sanguínea, ou seja, sangramento difícil de estancar, que pode levar a uma hemorragia. Esse sangramento pode ocorrer através da pele, do nariz, por uma pequena ferida ou, o mais grave, no estômago. Também é possível ocorrer presença de sangue na urina ou nas fezes.

 

O uso de medicamentos anticoagulantes pode, da mesma forma, acarretar a deficiência de vitamina K.

Grupos que normalmente mais precisam de suplementação vitamínica

Gestantes

As gestantes têm benefício comprovado na suplementação de ácido fólico e ferro, que diminuem o risco de malformação fetal e de anemia, respectivamente.

Pessoas com mais de 60 anos

Como vimos anteriormente, é como com o passar dos anos, o corpo deixar de absorver alguns nutrientes com a mesma eficácia. Nos idosos, isso é percebido especialmente em relação ao cálcio, fundamental para a manutenção dos ossos. Mas vitaminas como B12 e D também passam por esse processo de “desabsorção”, dificultando seu ingresso em níveis adequados no organismo.

 

Um problema que a longo prazo acaba levando ao enfraquecimento dos ossos e contribuindo para o surgimento da osteoporose é que a dieta de muitos brasileiros não é rica em cálcio. Para absorver os 1.000 mg recomendados diariamente para um adulto, seria preciso tomar aproximadamente um litro de leite todos os dias. Como não é todo mundo que inclui essa quantidade da bebida nas refeições, a orientação de médicos é recorrer a variações de laticínios enriquecidos com cálcio.

 

O idoso acaba tendo maior dificuldade em absorver esses nutrientes. E é muito importante identificar isso para que se possa recomendar a ingestão apropriada de vitaminas e minerais – descreve o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky.

 

O cálcio é encontrado principalmente nos laticínios – leite, queijo, iogurte –, enquanto a vitamina B12 está em uma série de alimentos de origem animal, especialmente na carne vermelha. Já a vitamina D é mais difícil: está presente em pequenas quantidades por porção e em alimentos que não costumam fazer parte da dieta dos brasileiros, como salmão, sardinha e mariscos. 

 

A vitamina D está muito associada à exposição ao sol. E, como dirá qualquer dermatologista,  isso não faz nada bem à pele, podendo inclusive causar câncer. É por isso que, para a vitamina D, os especialistas tendem a sugerir seu consumo em forma de cápsulas. 

Atletas

Pessoas que praticam atividades físicas de maneira intensa e não tomam os cuidados devidos com a alimentação, costumam apresentar deficiência nos níveis de ferro e vitamina D. Para os atletas, essa falta de nutrientes causa prejuízos à própria realização de exercícios, prejudicando seu desempenho, além de poder contribuir para o desenvolvimento de problemas de saúde.

Por conta da exigência muscular requerida, o mais indicado para os atletas é a presença de alguns nutrientes em quantidades maiores do que o mínimo recomendado para a população em geral.

 

A orientação para os atletas é de reforçar os níveis de ferro e vitamina D pela alimentação, além da suplementação prescrita pelos especialistas. 

 

Claro que até mesmo o Ministério da Saúde aponta que suplementos precisam de acompanhamento médico de perto e não devem ser substitutos de uma refeição saudável e equilibrada! 

Pacientes com problemas gastrointestinais e praticantes de dietas restritivas

Pessoas que sofrem de doenças intestinais, que passaram por cirurgias como a gastroplastia para tratar a obesidade ou que sofrem de problemas nutricionais devido a hábitos de vida, como o etilismo ou dietas muito restritivas merecem uma atenção especial e podem ter carência de diversos minerais e vitaminas.

 

Quem tem problemas no fígado

Pessoas que sofrem de hepatite gordurosa (a inflamação causada pela gordura no fígado) podem se beneficiar da suplementação de vitamina E, por exemplo.

Mulheres

Quando em idade fértil, as mulheres sofrem com perdas maiores dos níveis de ferro do que os homens por conta da menstruação. É por isso que, para elas, médicos e nutricionistas recomendam um reforço, que deve ser duradouro, na ingestão desse mineral. 

 

Um artigo da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em 2011 apontou que “as mulheres em idade fértil apresentam maior risco de sofrer com anemia pela perda crônica de ferro durante o ciclo menstrual. Recomenda-se a administração intermitente de suplementos de ferro e ácido fólico como intervenção de saúde pública em mulheres que ainda menstruam e vivam em lugares com alta prevalência de anemia, para melhorar suas concentrações de hemoglobina (…) e reduzir o risco de anemia”, continua a publicação.

 

Alguns alimentos que podem ajudar nessa suplementação, pois são ricos em ferro são as carnes vermelhas, os vegetais verde-escuros – como brócolis, espinafre e couve – e as leguminosas – como grão-de-bico, lentilha, ervilha e feijão.

Diabéticos, obesos e pacientes bariátricos

Diabéticos, por conta da medicação, costumam ter deficiência de vitamina B12 a médio e longo prazo, quando não reforçam o consumo de alimentos com esse nutriente ao longo do tratamento da doença. 

A falta da vitamina pode aparecer com sintomas muito variados, como queimação, formigamento e até quadros semelhantes à demência, principalmente em pacientes idosos. Já a obesidade está associada à deficiência de vitamina D, que frequentemente tem de ser reposta em doses altas por meio de cápsulas.

 

Pacientes que passam por uma cirurgia bariátrica também sofrem prejuízo na absorção de uma série de nutrientes. Nesses casos, porque a dieta passa por uma mudança drástica, a capacidade do organismo de absorver vitaminas e minerais – mesmo se alimentando bem – fica reduzida devido aos efeitos da própria cirurgia da redução de estômago. 

 

É por isso que pacientes bariátricos costumam ter de recorrer a suplementos porque já não conseguem mais digerir alimentos na quantidade necessária para garantir os níveis recomendados de ingestão de nutrientes.

 

Recomenda-se tanto para diabéticos quanto para obesos e pacientes bariátricos manter consultas regulares aos médicos que fazem seu tratamento. Eles poderão acompanhar os exames e apontar se há e onde está a deficiência de vitaminas e sais minerais, além do que fazer para solucioná-la.

Alguns fatos a serem levados em consideração

Deve-se levar em conta que, apesar das vitaminas e nutrientes essenciais para o nosso organismo estarem presentes nos alimentos encontrados na natureza, há alguns deles que não são tão fáceis assim de ingerir apenas com algumas garfadas. 

 

E os motivos podem ser vários, ou porque não aparecem em quantidade suficiente nem no mais colorido dos pratos, porque não fazem parte da dieta típica da maioria das pessoas em um país como o Brasil. Ou ainda, porque sua absorção diminui com o passar do tempo ou deixa de ser feita apropriadamente a partir do surgimento de alguma condição nova.

 

Talvez a necessidade de ingestão de cálcio pelos idosos seja bastante conhecida por estar associada à prevenção e ao tratamento da osteoporose, porém há algumas outras situações que também levam à recomendação de incluir maiores doses de algum tipo de vitamina ou mineral nas refeições ou como suplementos. 

 

Também os vegetarianos – veganos, em especial – precisam da vitamina B12 que lhes falta por conta do baixo ou inexistente consumo de carne, leite e ovos.

 

Algumas vitaminas são fáceis de ingerir na quantidade adequada: para atingir os níveis diários sugeridos de vitamina C, por exemplo, basta comer meio mamão papaia ou uma laranja inteira. Outros nutrientes, contudo, não são absorvidos de um jeito tão simples.

 

A mais difícil de conseguir absorver por meio da alimentação é a vitamina D. Há uma quantidade pequena em leites, ovos, peixes, comparado com o que seria minimamente adequado, por isso, muitos médicos sugerem a suplementação da mesma.

 

Deficiência demora para dar sinais

É difícil perceber que vitaminas e minerais estão em falta porque os efeitos demoram a surgir: em geral, a deficiência desses nutrientes só se manifesta quando o problema acontece há bastante tempo.

 

“Algumas dessas vitaminas têm manifestações bastante típicas, como alterações de pele, nas unhas, no cabelo. Mas boa parte, como mudanças provocadas pela osteoporose, por exemplo, só se vai perceber a longo prazo” – explica o médico Luis Henrique Canani, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

 

Por mais que a mudança de alguns hábitos alimentares possa ser eficaz – e seja o caminho recomendado na maioria dos casos –, a solução encontrada por muitos ao perceber os primeiros sinais de cansaço, físico ou mental, é recorrer a complexos vitamínicos

 

Esses suplementos alimentares são vendidos em cápsulas ou em gotas – para vitaminas, há também a injeção – e estão facilmente acessíveis, sem exigir receita médica. Vale ressaltarmos que, tomar esses produtos sem necessidade ou fazer uso deles em excesso pode comprometer a saúde.

E você tem alguma experiência tomando suplementos vitamínicos que queira dividir conosco? Ficou alguma dúvida a esse respeito que queira tirar? Comente abaixo no nosso quadro que teremos prazer em interagir com você!