Tudo sobre Dexametasona

11/12/2020 0 Por Redação CliqueFarma

Hoje vamos falar a respeito do princípio ativo Dexametasona. Ele é bastante utilizado por vários laboratórios, em diversas apresentações como comprimido, solução, creme, elixir, drágea e cápsula, dentre eles, podemos destacar Acetazona (Creme e Elixir) da Sobral, Bexeton da Geolab, Cilodex (Pomada e Suspensão) da Novartis, Cortidex da Pharlab, Cortitop da Multilab, Decadron (Colírio, Comprimido, Elixir e Solução Injetável e Nasal) da Aché, Dexason (Comprimido, Creme e Elixir) da Teuto e Dexalgen da Eurofarma.

Dexametasona está devidamente registrada na ANVISA, na classe terapêutica de medicamentos Glicocorticoides sistêmicos e você vai saber agora mesmo tudo sobre essa substância e ainda onde encontrá-la pelo melhor preço e condição de entrega na sua região. Confira! 

Apresentações de Dexametasona 

Comprimido 4 mg

Uso Oral

 

Uso Adulto e Pediátrico

 

Embalagens contendo 10 e 100 comprimidos.

Elixir 0,1mg/mL

Uso Tópico

 

Uso Adulto e Pediátrico

 

Embalagens contendo 1 e 50 frascos com 100mL + 1 e 50 copos-medida.

Creme 1mg/g

Uso dermatológico

 

Uso adulto e pediátrico

 

Embalagens contendo 1 e 50 bisnagas com 10 g.

Solução oftálmica

Uso adulto

Uso oftálmico

 

Solução oftálmica: frasco conta-gotas contendo 5 mL de solução oftálmica estéril.

Solução Injetável

Uso adulto e pediátrico

 

Solução injetável: Embalagem com 50 frascos-ampola de 2 mg/mL ou 4 mg/mL. 

 

Composições

Comprimido 4 mg

Cada comprimido de 4 mg contém:

dexametasona …………………………………………………………………………………………………. 4 mg

Excipiente q.s.p. ……………………………………………………………………………………..1 comprimido

Excipientes: álcool etílico, amido, manitol, estearato de magnésio e povidona.

Elixir 0,1 mg/mL

Cada mL de elixir contém:

 

dexametasona ………………………………………………………………………………………………..0,1 mg

Veículo q.s.p. ………………………………………………………………………………………………………1 mL

Excipientes: álcool etílico, sacarina sódica, ácido benzoico, glicerol, corante vermelho ponceaux, aroma de cereja e água de osmose reversa.

Creme 1 mg/g

Cada grama do creme contém:

 

acetato de dexametasona………………………………………………………………………………….. 1 mg

Excipiente q.s.p…………………………………………………………………………………………………….. 1 g

Excipientes: álcool etílico, edetato dissódico, metilparabeno, álcool cetoestearílico/polissorbato 60, polissorbato 80, propilenoglicol, propilparabeno e água de osmose reversa.

Solução oftálmica

cloridrato de ciprofloxacino………………………………………………………………….3,5* mg

dexametasona……………………………………………………………………………….….1 mg

veículo estéril q.s.p……………………………………………………………………………..1 mL

 

*Equivalente a 3 mg de ciprofloxacino.

Excipientes: ácido bórico, edetato dissódico di-hidratado, tiloxapol, glicerol, hietelose, cloreto de benzalcônio, borato de sódio, ácido clorídrico e água purificada.

 

Solução Injetável

Cada mL da solução injetável 2 mg/mL contém:

fosfato de dexametasona (na forma de fosfato dissódico de dexametasona)……………..2 mg

Veículo q.s.p ……………………………………………………………………………………………………….1 mL

Excipientes: hidróxido de sódio, edetato dissódico, bissulfito de sódio, creatinina, citrato de sódio, metilparabeno, propilparabeno e água para injetáveis.

 

Cada mL da solução injetável 4 mg/mL contém:

fosfato de dexametasona (na forma de fosfato dissódico de dexametasona)……………..4 mg

Veículo q.s.p………………………………………………………………………………………………………..1 mL

Excipientes: hidróxido de sódio, edetato dissódico, bissulfito de sódio, creatinina, citrato de sódio, metilparabeno, propilparabeno e água para injetáveis. 

Para que serve este medicamento?

Há quase 60 anos, a dexametasona é utilizada para aliviar inflamações e tratar doenças que requeiram ação imunossupressora como a artrite reumatoide, alergias, asma entre outras enfermidades.

 

A dexametasona é um glicocorticoide sintético que faz parte da classe dos corticosteroides. Conhecido também como corticoide ou esteroide, esse tipo de fármaco tem alto poder anti-inflamatório e imunossupressor, e é uma versão sintética dos hormônios produzidos pelas glândulas suprarrenais (adrenais), localizadas na parte superior dos seus rins.

 

Geralmente, a medicação é utilizada quando se deseja obter efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores (redução da atividade de defesa orgânica), em tratamentos intensivos e de curto prazo, nas seguintes situações: 

 

  • Doenças reumatológicas 
  • Distúrbios da pele 
  • Problemas oculares, glandulares, pulmonares, gastrointestinais, neurológicos e sanguíneos 
  • Alergias 
  • Transplantes 
  • Tumores

O que podemos esperar do seu mecanismo de ação?

Resultados de Eficácia

Com o objetivo de avaliar a eficácia da dexametasona oral, crianças de 5 a 18 anos com faringite moderada a grave (odinofagia ou disfagia, eritema faringeal moderado a grave ou inchaço), foram randomizadas em um estudo clínico prospectivo, duplo-cego, placebo controlado, para determinar a eficácia de uma dose única oral de dexametasona na redução da dor associada à faringite.

Concluiu-se que crianças com faringite moderada a grave tiveram início mais precoce do alívio da dor e menor tempo de dor de garganta quando administrada dexametasona oral.

 

Em um estudo duplo-cego, randomizado, placebo controlado envolvendo 70 crianças com menos de 24 meses, cada paciente recebeu ou 1 dose de 1 mg/kg de dexametasona por via oral ou placebo e foi avaliado a cada hora por um período de 4 horas para analisar a eficácia da dexametasona oral na bronquiolite aguda.

 

Os pacientes ambulatoriais com bronquiolite aguda moderada a grave em tratamento com dexametasona oral na fase inicial de 4 horas de terapia, obtiveram benefício em relação à significância clínica e a hospitalização.

 

Em um estudo clínico prospectivo, randomizado, com crianças (2 a 18 anos) com asma aguda, foi investigado se dois dias de tratamento com dexametasona oral seria mais eficaz que cinco dias de prednisona/prednisolona na melhora dos sintomas e prevenção de recaída. Concluiu-se que 2 doses de dexametasona proporcionam eficácia semelhante a 5 doses de prednisona/prednisolona.

Referências Bibliográficas

Olympia RP, Khine H, Avner JR. Effectiveness of oral dexamethasone in the treatment of moderate to severe pharyngitis in children. Arch Pediatr Adolesc Med. 2005 Mar;159(3):278-82.

Schuh S, Coates AL, Binnie R, Allin T, Goia C, Corey M, Dick PT. Efficacy of oral dexamethasone in outpatients with acute bronchiolitis. J Pediatr. 2002 Jan;140(1):27-32.

Qureshi F, Zaritsky A, Poirier MP.Comparative efficacy of oral dexamethasone versus oral prednisone in acute pediatric asthma.J Pediatr. 2001 Jul;139(1):20-6.

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Dexametasona é um glicocorticoide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos antiinflamatórios. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve. Em doses antiinflamatórias equipotentes, a dexametasona é quase completamente isenta da propriedade retentora de sódio, da hidrocortisona e dos derivados intimamente relacionados a ela. Os glicocorticoides provocam profundos e variados efeitos metabólicos. Eles também modificam a resposta imunológica do organismo a diversos estímulos.

 

A dexametasona possui as mesmas ações e efeitos de outros glicocorticoides básicos, e encontra-se entre os mais ativos de sua classe. Os glicocorticoides são esteroides adrenocorticais, tanto de ocorrência natural como sintética, e são rapidamente absorvidos pelo trato gastrintestinal. Essas substâncias causam profundos e variados efeitos metabólicos e, além disso, alteram as respostas imunológicas do organismo a diversos estímulos.

Os glicocorticoides naturais (hidrocortisona e cortisona), que também possuem propriedades de retenção de sal, são utilizados como terapia de reposição nos estados de deficiência adrenocortical. Seus análogos sintéticos, incluindo a dexametasona, são usados principalmente por seus efeitos anti-inflamatórios potentes em distúrbios de muitos órgãos.

 

A dexametasona possui atividade glicocorticoide predominante com pouca propensão a promover retenção renal de sódio e água. Portanto, não proporciona terapia de reposição completa, e deve ser suplementada com sal e/ou desoxicorticosterona. A cortisona e a hidrocortisona também agem predominantemente como glicocorticoides, embora a ação mineralocorticoide seja maior do que a da dexametasona. Seu uso em pacientes com insuficiência adrenocortical total também pode requerer suplementação de sal, desoxicortisona, ou ambos. A fludrocortisona, por outro lado, possui tendência a reter mais sal; entretanto, em doses que proporcionam atividade glicocorticoide adequada, pode induzir ao edema.

Propriedades farmacocinéticas

O volume de distribuição da dexametasona é de 2 L/Kg. O metabolismo da dexametasona ocorre no fígado. A excreção ocorre em larga escala nos rins, mas também ocorre na bile em menor extensão. A meia-vida de eliminação da dexametasona é de 1,88 a 2,23 horas.

Apenas Elixir

O tempo para atingir o pico da concentração plasmática após administração de elixir de dexametasona por via oral é de 10 a 60 minutos. A biodisponibilidade da dexametasona oral na forma de elixir é 86,1%.

Apenas Comprimido

O tempo para atingir o pico da concentração plasmática após administração de comprimidos de dexametasona por via oral na forma de comprimido é de 1 a 2 horas.

Creme

Características Farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

A dexametasona é um princípio ativo do grupo dos corticosteroides, com ação anti-inflamatória e antipruriginosa. Pode ser utilizado para uso local em algumas enfermidades da pele.

 

O mecanismo de ação está ligado a estabilização de membranas dos lisossomos dos tecidos afetados. Há indícios de ação vasoconstritora adicional.

Propriedades Farmacocinéticas

O grau de absorção percutânea da dexametasona depende de diferentes fatores como o tipo de veículo e o estado de integridade da pele. Existe alguma absorção na pele normal que é favorecida por inflamações e outros processos patológicos locais. Os curativos oclusivos aumentam significativamente a velocidade de absorção. 

 

Após a absorção de Acetato de Dexametasona na pele, os caminhos metabólicos são idênticos aos da dexametasona administrada por via sistêmica. Liga-se primeiramente às globulinas, a meia vida é longa (superando um dia) e a metabolização é essencialmente hepática, sendo a seguir excretada pelos rins.

Solução Injetável

 

Fosfato dissódico de dexametasona injetável é um corticosteroide potente, altamente eficaz e versátil, que por ser uma verdadeira solução, pode ser administrado pela via intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou nos tecidos moles. 

 

Por isso é usado em condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios (contra a inflamação) e imunossupressores (diminuição da atividade de defesa do organismo) dos corticosteroides (classe medicamentosa da dexametasona) são desejados.

 

O tempo médio estimado para início da ação depois que você receber fosfato dissódico de dexametasona injetável para o tratamento de reações alérgicas por via intramuscular, é de 8 a 24 horas.

Quais as contraindicações e riscos de Dexametasona?

Este medicamento não deve ser aplicado em presença de tuberculose da pele, varicelas, infecção por fungo ou herpes simples, não usar em pacientes com história de hipersensibilidade conhecida a corticoides, não aplicar no ouvido se houver perfuração na membrana do tímpano.

 

O fosfato dissódico de dexametasona injetável está contraindicado em casos de infecções fúngicas sistêmicas (infecções no organismo causadas por fungos), hipersensibilidade (alergia) ao medicamento e a administração de vacina de vírus vivo.

 

Não há contraindicação relativa a faixas etárias.

 

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis. (Pode ocorrer: irritação local ou aparecimento de infecções. Nestes casos a aplicação deve ser interrompida e o médico assistente deve ser comunicado.)

Quais as precauções e advertências a que devo me atentar antes de usá-lo?

A administração de corticoides se fará estritamente sob orientação médica. No caso de se desenvolverem infecções durante o uso, a aplicação deve ser interrompida até que o estado infeccioso seja controlado por medidas adequadas.

 

Os corticosteroides também devem ser utilizados com cautela em pacientes com colite ulcerativa inespecífica, se houver probabilidade de iminente perfuração, abscesso ou qualquer outra infecção pirogênica; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose e miastenia grave. Deve ser usado com cautela em pacientes com herpes simples oftálmica, pela possibilidade de perfuração da córnea.

 

Informe ao seu médico sobre qualquer problema médico que esteja apresentando como insuficiência cardíaca, níveis elevados de açúcar no sangue (diabetes), pressão alta (hipertensão), úlceras ou outros problemas digestivos, tuberculose e sobre quaisquer tipos de alergias. Informe seu médico também se já apresentou ou não doenças infecciosas comuns como sarampo e catapora, e os vários tipos de vacinas que já tenha tomado.

 

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

 

Alguns efeitos adversos relatados com o uso de dexametasona podem afetar a capacidade de alguns pacientes de conduzir veículos ou operar máquinas.

 

Interações medicamentosas de Dexametasona

Elixir

Gravidade: Moderada

Ácido acetilsalicílico: Deve ser utilizado cautelosamente na hipoprotrombinemia (risco aumentado de hemorragia).

Fenitoína, fenobarbital, rifampicina: Diminuição de eficácia da dexametasona.

Medicamento-exame laboratorial e não laboratorial

A difenil-hidantoína (fenitoína), o fenobarbital, a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica (metabolismo) dos corticosteroides, suscitando redução dos níveis sanguíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteroide. Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destas drogas.

 

Foram relatados resultados falso-negativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com indometacina. Além disso, os corticosteroides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo falsos resultados negativos.

 

O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente caso esteja recebendo simultaneamente corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteroides têm alterado a resposta a estes anticoagulantes.

 

Quando os corticosteroides são administrados simultaneamente com diuréticos espoliadores de potássio, os pacientes devem ser observados estritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia (redução dos níveis de cálcio no sangue).

Desconhecem-se interações medicamentosas prejudiciais com o uso de Dexametasona creme. 

 

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

 

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

Informe seu médico se estiver tomando talidomida, ácido acetilsalicílico, antiepilépticos ou medicamentos que agem no sistema nervoso, antibióticos, antifúngicos, inibidores de protease do HIV, anticoagulantes ou anti-hipertensivos (diuréticos). Pacientes sendo tratados com dexametasona não devem receber vacinas de vírus vivo.

Uso de Dexametasona na gravidez e amamentação

Pelo fato de não se terem realizado estudos de reprodução humana com os corticosteroides, o uso destas substâncias na gravidez ou em mulheres em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. 

 

Crianças nascidas de mães que durante a gravidez tenham recebido doses substanciais de corticosteroides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo. Os corticosteroides aparecem no leite materno e podem inibir o crescimento, interferir na produção endógena de corticosteroides ou causar outros efeitos indesejáveis. Mães que utilizam doses farmacológicas de corticosteroides devem ser advertidas no sentido de não amamentarem.

 

Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação médica.

 

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

 

Instruções de armazenamento, data de fabricação, prazo de validade e aspecto físico de Dexametasona

Aspecto físico

Comprimido: Circular de cor branca.

Elixir: Solução límpida de cor vermelha.

Creme: Creme homogêneo de cor branca.

Solução Oftálmica: Solução límpida, amarela e isenta de partículas estranhas.

Solução Injetável: É uma solução clara, incolor e livre de partículas estranhas visíveis.

 

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação (Vide Embalagem.

 

Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. 

 

Cuidados de conservação e uso: Durante o consumo este produto deve ser mantido no cartucho de cartolina, conservado em temperatura ambiente (15 a 30º c). Proteger da luz e umidade.

 

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

Instruções de posologia, dosagem e modo de uso de Dexametasona

Comprimido/Elixir

Modo de uso: Os comprimidos devem ser tomados com meio copo de água e não devem ser mastigados. A via de administração para os comprimidos e elixir é oral.

 

Posologia: As necessidades posológicas são variáveis e individualizadas segundo a gravidade da moléstia e a resposta do paciente. A dose inicial usual varia de 0,75 a 15  mg por dia, dependendo da doença que está sendo tratada (para os lactentes e demais crianças as doses recomendadas terão, usualmente, de ser reduzidas, mas a posologia deve ser ditada mais pela gravidade da afecção que pela idade ou peso corpóreo).

 

A terapia corticosteroide é adjuvante, e não substituta à terapia convencional adequada, que deve ser instituída segundo a indicação.

 

Deve-se reduzir a posologia ou cessar gradualmente o tratamento, quando a administração for mantida por mais do que alguns dias.

 

Em afecções agudas em que é urgente o alívio imediato, são permitidas grandes doses e podem ser imperativas por um curto período. Quando os sintomas tiverem sido suprimidos adequadamente, a posologia deve ser mantida na mínima quantidade capaz de proporcionar alívio sem excessivos efeitos hormonais.

 

Afecções crônicas são sujeitas a períodos de remissão espontânea. Quando ocorrerem estes períodos, deve-se suspender gradualmente o uso dos corticosteroides.

 

Durante tratamento prolongado deve-se proceder, em intervalos regulares, a exames clínicos de rotina tais como o exame de urina, a glicemia duas horas após refeição, a determinação da pressão arterial e do peso corpóreo, e a radiografia do tórax.

 

Quando se utilizam grandes doses são aconselháveis determinações periódicas do potássio sérico.

 

Posologia em indicações específicas: Nas doenças crônicas, usualmente não fatais, incluindo distúrbios endócrinos e afecções reumáticas crônicas, estados edematosos, doenças respiratórias e gastrintestinais, algumas doenças dermatológicas e hematológicas, inicie com dose baixa (0,5 a 1mg por dia) e aumente gradualmente a posologia até a menor dose capaz de promover o desejado grau de alívio sintomático. As doses podem ser administradas duas, três ou quatro vezes por dia.

 

Na hiperplasia suprarrenal congênita, a dose usual diária é de 0,5 a 1,5 mg.

 

Nas doenças agudas não fatais, incluindo estados alérgicos, doenças oftálmicas e afecções reumáticas agudas e subagudas, a posologia varia entre 2 e 3 mg por dia; em alguns pacientes, contudo, necessitam-se de doses mais altas. Uma vez que o decurso destas afecções é autolimitado, usualmente não é necessária terapia de manutenção prolongada.

 

Nas doenças crônicas, potencialmente fatais como o lúpus eritematoso sistêmico, o pênfigo e a sarcoidose sintomática, a posologia inicial recomendada é de 2 a 4,5 mg por dia; em alguns pacientes podem ser necessárias doses mais altas.

 

Quando se trata de doença aguda, envolvendo risco de vida (por exemplo, cardite reumática aguda, crise de lúpus eritematoso sistêmico, reações alérgicas graves, pênfigo, neoplasias), a posologia inicial varia de 4 a 10 mg por dia, administrados em, pelo menos, quatro doses fracionadas.

 

A epinefrina é o medicamento de imediata escolha nas reações alérgicas graves. Dexametasona é útil como terapêutica simultânea ou suplementar.

 

No edema cerebral, quando é requerida terapia de manutenção para controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais recidivantes ou inoperáveis, a posologia de 2 mg, 2 ou 3 vezes ao dia, pode ser eficaz. Deve ser utilizada a menor dose necessária para controlar o edema cerebral.

 

Na síndrome adrenogenital, posologias diárias de 0,5 a 1,5 mg podem manter a criança em remissão e prevenir a recidiva da excreção anormal dos 17-cetosteroides.

 

Como terapêutica maciça em certas afecções tais como a leucemia aguda, a síndrome nefrótica e o pênfigo, a posologia recomendada é de 10 a 15 mg por dia. Os pacientes que recebem tão alta posologia devem ser observados muito atentamente, dado o possível aparecimento de reações graves.

 

Testes de supressão da dexametasona:

Teste para síndrome de Cushing – Dar 1,0 mg de Dexametasona por via oral, às 23 horas. Às 8 horas da manhã seguinte, coletar sangue para a determinação do cortisol plasmático. 

 

Para maior exatidão dar 0,5 mg de Dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina durante 24 horas é realizada para determinar-se a excreção dos 17-hidroxicorticosteroides.

 

Teste para distinguir a síndrome de Cushing causada por excesso de ACTH hipofisário da síndrome de Cushing por outras causas. Dar 2,0 mg de Dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina durante 24 horas é realizada para determinar a excreção dos 17- hidroxicorticosteroides.

 

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

 

Creme

Modo de uso: Limpe cuidadosamente a área afetada antes da aplicação.

 

Posologia: Aplique uma pequena quantidade do creme no local afetado, 2 ou 3 vezes por dia. Evite uma aplicação indevidamente vigorosa. Antes de aplicar no ouvido, limpe e seque o conduto auditivo externo. Com um aplicador de ponta de algodão, espalhe nas paredes do conduto auditivo externo, uma camada de creme, 2 ou 3 vezes ao dia.

 

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

 

Solução Oftálmica

Uso oftálmico (nos olhos) – Doses

  • doses em termos de Dexametasona.
  • após aplicar o produto procurar não fechar os olhos.
  • fazer pressão com o dedo no canto interno do olho (próximo ao nariz), após aplicação do produto.
  • aguardar pelo menos 5 minutos antes de usar outro produto nos olhos.

Adultos e crianças gotas

Pingar 1 gota do produto no saco conjuntival de cada olho. Nos casos graves, ou como terapia inicial, usar o produto de hora em hora, durante o dia e de 2 em 2 horas, durante a noite. Quando for obtida uma resposta satisfatória, reduzir a dose para 1 gota a cada 4 horas e, depois, 1 gota 3 ou 4 vezes por dia.

Pomada

Inicialmente 1 cm de pomada, 3 ou 4 vezes por dia. Depois de obtido o efeito desejado, reduzir progressivamente as doses.

 

Solução Injetável

Dexametasona Solução injetável é apresentado nas seguintes concentrações:

Dexametasona Solução injetável 4 mg – cada ml contém 4 mg de dexametasona ácido fosfórico (igual a 3,33 mg de dexametasona ou cerca de 100 mg de hidrocortisona);

Dexametasona Solução injetável 2 mg – cada ml contém 2 mg de dexametasona ácido fosfórico.

 

Esta preparação pode ser retirada diretamente da ampola para aplicação, sem necessidade de mistura ou diluição. Ou se preferir, pode ser adicionada a solução fisiológica ou glicosada, sem perda de potência, e administrado gota a gota por via intravenosa.

 

A segurança e eficácia de dexametasona injetável somente é garantida na administração pelas vias intravenosa, intramuscular, intra articular, intralesional ou nos tecidos moles.

Injeção intravenosa e intramuscular

A posologia inicial de dexametasona injetável usualmente utilizada pode variar de 0,5 a 20 mg por dia, dependendo da doença específica a ser tratada.

 

Geralmente, a faixa posológica parenteral é um terço ou a metade da dose oral, dada a cada 12 horas. Entretanto, em certas situações agudas, desesperadoras, com risco de vida, foram administradas doses maiores do que as recomendadas. Nestas circunstâncias, deve-se ter em mente que a absorção é mais lenta pela via intramuscular.

 

Deve ser ressaltado que as exigências posológicas são variáveis e devem ser individualizadas com base na doença a ser tratada e na resposta do paciente. Se o uso do medicamento tiver que ser suspenso depois de administrado durante alguns dias, recomenda-se fazê-lo gradual e não-subitamente.

 

As injeções intravenosas e intramusculares são aconselhadas nas doenças agudas. Uma vez superada a fase aguda, e tão logo seja possível, substitui-se as injeções pela terapia esteroide por via oral.

Choque (de origem hemorrágica, traumática ou cirúrgica)

A terapia com dexametasona injetável é auxiliar e não-substituta da terapia convencional.

 

A administração de terapia corticosteroide em altas doses deve ser continuada apenas até que a condição do paciente tenha se estabilizado, o que usualmente não vai além de 48 a 72 horas.

Edema cerebral

Associado com tumor cerebral primário ou metastático, neurocirurgia, trauma craniano, pseudotumor cerebral ou no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundária a tumor cerebral. Altas doses de dexametasona injetável são recomendadas para iniciar terapia intensiva a curto prazo do edema cerebral agudo, com risco de vida. 

 

Após o esquema posológico “de ataque” do primeiro dia de tratamento, a posologia é reduzida gradualmente durante o período de 7-10 dias, e a seguir, reduzida a zero nos próximos 7-10 dias. Quando se requer terapia de manutenção, deve-se passar para Dexametasona oral, tão logo seja possível.

No controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais recidivantes ou inoperáveis:

O tratamento de manutenção deve ser individualizado com Dexametasona injetável, Dexametasona comprimidos ou Dexametasona elixir. A posologia de 2 mg, 2 a 3 vezes por dia, pode ser eficaz.

Associado com acidente vascular cerebral agudo (excluindo hemorragia intracerebral)

Inicialmente 10 mg (2,5 ml) de Dexametasona injetável pela via intravenosa, seguidos de 4 mg pela via intramuscular a cada 6 horas, durante 10 dias. Nos 7 dias subsequentes, as doses devem ser gradualmente ajustadas até chegar a zero.

 

Deve-se utilizar a menor posologia necessária para o edema cerebral.

Terapia combinada

Nos distúrbios alérgicos agudos autolimitados ou nos surtos agudos dos distúrbios alérgicos crônicos (por exemplo:

 

Rinites alérgicas agudas, acessos de asma brônquica alérgica sazonal, urticária medicamentosa e dermatose de contato), sugere-se o esquema posológico abaixo combinando as terapias parenteral e oral:

 

1º dia Injeção intramuscular de 1 ou 2 ml (4 ou 8 mg) de Dexametasona injetável. Posologia total diária 4 ou 8 mg
2º dia 2 comprimidos de 0,5 mg de Dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária 4 comprimidos
3º dia 2 comprimidos de 0,5 mg de Dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária 4 comprimidos
4º dia 1 comprimido de 0,5 mg de Dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária 2 comprimidos
5º dia 1 comprimido de 0,5 mg de Dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária 2 comprimidos
6º dia 1 comprimido de 0,5 mg de Dexametasona, por dia. Posologia total diária 1 comprimido
7º dia 1 comprimido de 0,5 mg de Dexametasona, por dia. Posologia total diária 1 comprimido
8º dia Exame clínico de controle

Injeções intra-articulares, intralesionais e nos tecidos moles

As injeções intra-articulares, intralesionais e nos tecidos moles geralmente são utilizadas quando as articulações ou áreas afetadas limitam-se a um ou dois locais.

 

Eis algumas das doses únicas usuais:

Local da injeção Volume da injeção (ML) Quantidade de fosfato de dexametasona (mg)
Grandes articulações (por ex. joelho) 0,5 a 1 2 a 4
Pequenas articulações (por ex. interfalangeanas, temporomandibular) 0,2 a 0,25 0,8 a 1
Bolsas sinoviais 0,5 a 0,75 2 a 3
Bainhas tendinosas 0,1 a 0,25 0,4 a 1
Infiltração nos tecidos 0,5 a 1,5 2 a 6
Gânglios (cistos) 0,25 a 0,5 1 a 2

 

A frequência da injeção varia desde uma vez, a cada 3 a 5 dias, até uma vez, a cada 2 a 3 semanas, dependendo da resposta ao tratamento.

Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido

Profilaxia pré-natal.

A posologia recomendada de Dexametasona injetável é de 5 mg (1,25 ml), administrado por via intramuscular na mãe a cada 12 horas até o total de quatro doses. A administração deve ser iniciada de preferência entre 24 horas a sete dias antes da data estimada do parto.

 

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando me esquecer de usar este medicamento?

Este medicamento precisa ser administrado em um esquema definido. Se você perder uma dose ou esquecer-se de usar este medicamento, peça instruções ao seu médico ou farmacêutico.

 

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas de Dexametasona?

As reações abaixo são descritas na literatura, mas sem dados da frequência de ocorrência:

Distúrbios hidroeletrolíticos

Retenção de sódio, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão (aumento da pressão arterial).

Musculoesqueléticos

Fraqueza muscular, miopatia esteróide (doença muscular), perda de massa muscular, osteoporose (doença que atinge os ossos), fraturas por compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças femorais e umerais, fratura patológica dos ossos longos, ruptura de tendão.

Gastrintestinais

Úlcera péptica com eventual perfuração e hemorragia, perfuração de intestino grosso e delgado, particularmente em pacientes com doença intestinal inflamatória, pancreatite (inflamação do pâncreas), distensão abdominal, esofagite ulcerativa (inflamação do esôfago com formação de ferida).

Dermatológicos

Retardo na cicatrização de feridas, adelgaçamento e fragilidade da pele, petéquias e equimoses (manchas vermelhas na pele), eritema (vermelhidão), hipersudorese (aumento do suor), pode suprimir as reações aos testes cutâneos, ardor ou formigamento, mormente na área perineal (após injeção intravenosa), outras reações cutâneas, tais como dermatite alérgica (reação alérgica da pele), urticária (erupção na pele causando coceira), edema angioneurótico (inchaço súbito da pele e membranas causando coceira e vermelhidão).

Neurológicos

Convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral), geralmente após tratamento, vertigem (enjoo), cefaleia (dor de cabeça), distúrbios psíquicos.

Endócrinos

Irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingóide (caracterizado pela face arredondada e distribuição irregular de gordura), supressão do crescimento da criança, ausência da resposta secundária adrenocortical e hipofisária, particularmente por ocasião de situação estressante, tais como traumas, cirurgias ou enfermidades, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestação do diabetes melito latente, aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais no diabete, hirsutismo (crescimento excessivo de pêlos).

Oftálmicos

Catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intraocular, glaucoma, exoftalmo (olhos saltados).

Metabólicos

Balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo protéico.

Cardiovasculares

Ruptura do miocárdio após infarto recente do miocárdio, cardiomiopatia hipertrófica em crianças nascidas abaixo do peso.

Outros

Reações anafilactoides ou de hipersensibilidade, tromboembolia, ganho de peso, aumento de apetite, náusea, mal-estar, soluços. As seguintes reações adversas adicionais são relacionadas com o tratamento corticosteróide parenteral: raros casos de cegueira associados com tratamento intralesional na região da face e da cabeça, hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia subcutânea e cutânea, abscesso estéril, fogacho após injeção (em seguida ao uso intra-articular), artropatia do tipo charcot (deformação das articulações).

 

Durante a experiência pós-comercialização com o Dexametasona Injetável, foram observadas as seguintes reações adversas com incidência muito rara (<1/10000):

 

Edema no local de aplicação, dor no local de aplicação, edema facial, edema periorbitário, irritação no olho, edema, erupção eritematosa, alteração da visão, palpitações, sonolência, tremor, pânico, depressão, ardor anal, dor ou ardor vaginal, sensação de frio, sensação de ardor, palidez e vômito.

 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Onde comprar?

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