Tudo sobre Sibutramina

06/01/2021 0 Por Redação CliqueFarma

O artigo do blog hoje é sobre um medicamento bastante polêmico. A sibutramina. Vamos falar tudo sobre ela, para que ela é indicada, posologia, formas de armazenamento e também suas reações adversas. Mas neste artigo, também vamos abordar relatos de algumas pessoas que fizeram uso do medicamento contando suas experiências boas ou ruins com ele. Confira até o final para não perder nada! 

O cloridrato de sibutramina é uma substância ativa usada por diversos laboratórios para produzir tanto medicamentos referência quanto genéricos, dentre eles, podemos citar o Plenty da Medley, Reductil da Abbott, Saciette da GlenMark, Sibus da Eurofarma e Sigran da Germed. Também está devidamente registrada na ANVISA na classe terapêutica de medicamentos anoréxicos simples.

 

Sibutramina para emagrecer: Relatos de quem usou o medicamento

O cloridrato de sibutramina monoidratado (ou apenas sibutramina), é um medicamento bastante utilizado em programas de emagrecimento em pessoas com sobrepeso ou obesas, pois tem o “poder” de reduzir o apetite. 

 

Muitas mulheres e homens têm usado o medicamento para despachar aqueles poucos quilinhos extras mais rapidamente, porém, ele é indicado somente quando a orientação alimentar somada a atividade física não foram capazes de atingir o objetivo clínico, naqueles pacientes com IMC maior ou igual a 30 kg/m2, ou maior ou igual a 27 kg/m2 associado a algum fator de risco. Sempre é reforçada a necessidade do tratamento conjunto com reeducação alimentar e exercícios.

A sibutramina me ajudou a reduzir o consumo de açúcar

A auxiliar de manutenção Sara Pereira da Silva, de 53 anos, estava acima do peso e pré-diabética. Por isso, procurou ajuda médica para mudar os hábitos e emagrecer. Leia o relato abaixo:

 

“O médico me prescreveu a sibutramina, a qual estou tomando há 6 meses. No começo, o remédio mexeu bastante com o meu organismo, ficava um pouco atordoada. Porém, a dosagem aumentava mês a mês. Nos primeiros 30 dias, tomava 7 mg de sibutramina, por duas vezes ao dia.

 

Depois, passei a ingerir 7,5 mg. Ao contrário de muitas pessoas que reclamam dos efeitos colaterais do medicamento, eu acho que a substância está sendo fundamental para controlar minha vontade de comer doces. Entretanto, nunca fui de exagerar na comida, mas o excesso de açúcar sempre foi um problema na minha alimentação – chegava a ter refluxo por causa de tantos doces.

Assim, já eliminei 7 kg, mas é claro que estou seguindo um programa de reeducação alimentar e recebendo apoio profissional. O medicamento é só um auxiliar para essa mudança de hábitos, inclusive na relação com os alimentos. Agora, a meta é eliminar mais 13 kg”. 

 

Tive episódios de ansiedade sem motivo aparente com a sibutramina

O microempreendedor Danilo Freire, de 34 anos, sempre teve problemas com a balança. Tentou diversas dietas para emagrecer, mas recuperava os quilos perdidos logo após deixar de segui-las. Mas, percebeu que precisava de uma revisão de hábitos para fazer da dieta um estilo de vida, e não apenas uma medida para perder peso.

 

Foi ao nutricionista e recebeu a avaliação: 105 kg, exames alterados e a missão de eliminar 30 kg. Veja o relato:

“Seguia direitinho o cardápio da nutricionista, mas meu fraco eram os happy hours e saídas aos finais de semana. Assim, acabava descontando na comida, o que me desanimou bastante. Mesmo assim, consegui emagrecer 10 kg em dois meses. Depois, descobri que um amigo estava tomando sibutramina. Ele alegou que estava emagrecendo rapidamente e recomendou que eu procurasse me informar a respeito.

 

Então, perguntei a um amigo que é médico, que me falou dos benefícios, mas me alertou sobre os possíveis efeitos colaterais. Principalmente para mim, que fui um adolescente anoréxico, o medicamento poderia acentuar os sintomas novamente. Determinado, pedi a receita, que contava com doses progressivas.”

A desvantagem

“…Porém, a primeira quinzena foi terrível, porque eu tinha muita ânsia de vômito e sono absurdo. Não podia nem tomar um café, pois meu estômago ficava facilmente irritado. Dessa forma, parei de tomar por uma semana, mas depois voltei, porque senti que precisava ter foco. 

 

Os dois meses seguintes foram tranquilos, percebia que o remédio realmente ajudava a reduzir as medidas. Mas, senti um efeito platô muito evidente depois desse período, o que me levou ao aumento da dosagem, até chegar a 15 mg. Contudo, quando passei a ingerir essa dose, ficava ansioso e com mania de perseguição. Chegava a ficar um dia inteiro sem comer. Fiquei extremamente magro, enfraquecido e com variações de humor.

 

Sim, eu consegui emagrecer, mas isso custou minha paz. Portanto, acho que a sibutramina não é para todo mundo, porque cada corpo pode reagir de uma forma diferente. O meu simplesmente a rejeitou, mas eu persisti no erro. Entretanto, hoje sigo uma dieta variada e faço terapia para manter meu peso e está dando certo. Tenho muito mais equilíbrio nas minhas escolhas, porque mudei minha mentalidade. Assim, parei de colocar meu estômago no centro das atenções. Agora, é minha cabeça que precisa saber a hora de parar de comer.” 

 

Apresentação de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado

Uso Oral

 

Uso Adulto

 

Forma farmacêutica e Apresentações

 

Cápsula – Embalagens contendo 10 ou 30 cápsulas de 10 mg ou 15 mg.

Composição

Cada cápsula de 10 mg contém:

cloridrato de sibutramina monoidratado ………………………………………………….. 10 mg

(equivalente a 8,37 mg de sibutramina).

excipiente: celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de magnésio e lactose monoidratada.

 

Cada cápsula de 15 mg contém:

cloridrato de sibutramina monoidratado ………………………………………………….. 15 mg

(equivalente a 12,55 mg de sibutramina).

excipiente: celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de magnésio e lactose monoidratada.

Para que serve Cloridrato de Sibutramina Monoidratado?

O cloridrato de sibutramina monoidratado é indicado como terapia adjuvante como parte de um programa de gerenciamento de peso recomendado para pacientes com um índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 30 kg/m2 .

O que podemos esperar do mecanismo de ação deste medicamento?

O cloridrato de sibutramina monoidratado é um medicamento de uso oral para o tratamento da obesidade (excesso de peso), que leva à perda de peso através de um duplo mecanismo: redução da ingestão de alimentos pelo aumento da saciedade e diminuição da fome, e prevenção do declínio do gasto energético que segue a perda de peso.

 

O cloridrato de sibutramina monoidratado deve ser usado como parte de um programa de perda de peso, supervisionado pelo seu médico, que deve incluir uma dieta com redução de calorias e atividade física apropriada.

 

Cada pessoa responde diferentemente ao tratamento com cloridrato de sibutramina monoidratado quando usado como parte de um programa de perda de peso. Seu médico deverá ser notificado no caso de variações das respostas iniciais esperadas, para que ele possa reavaliar sua situação. Seu médico pode, por exemplo, indicar um aumento ou uma redução na dose de cloridrato de sibutramina monoidratado, conforme necessidade.

O medicamento pode ser detectado no sangue em concentração máxima após 3 horas da sua administração e após 14 a 16 horas pode ser detectado apenas 50% da dose absorvida. O tempo estimado para início do efeito terapêutico da medicação (perda de peso) é de no mínimo 15 dias, podendo haver variações individuais.

 

Resultados de Eficácia

Em um estudo com duração de dois anos, avaliou-se a manutenção do peso em 605 pacientes com um IMC de 30 – 45 kg/m2, os quais receberam dieta com redução de calorias, aconselhamento de exercícios físicos e modificação comportamental. Durante seis meses, em fase aberta, quando todos os pacientes receberam diariamente 10 mg de sibutramina, 94% dos pacientes conseguiram perda de peso ≥ 5%. A média de perda de peso foi 11,9 kg. Pacientes que conseguiram perda de peso ≥ 5% durante esta fase, foram randomizados para uma fase adicional de 18 meses de estudo duplocego e placebo-controlado. 

 

Durante esta fase, os médicos tiveram a opção de aumentar a dose de sibutramina ou placebo para 15 mg ou 20 mg se ocorresse a recuperação do peso.

Após 2 anos de tratamento, 69% dos pacientes tratados com sibutramina (comparados a 42% com placebo) mantiveram pelo menos 5% de redução de peso, enquanto 46% dos pacientes tratados (comparados a 20% com placebo) mantiveram pelo menos 10% de redução de peso. 

 

Também após 2 anos, cerca de 43% dos pacientes tratados com sibutramina mantiveram 80% ou mais de sua perda de peso original (i.e., sua perda de peso em 6 meses) comparado a 16% com placebo. A perda de peso média foi de 11 kg para pacientes com sibutramina e 6 kg para pacientes com placebo.

Referência

W Philip T James, et al. Effect of sibutramine on weight maintenance after weight loss: a randomised trial. STORM Study Group. Sibutramine Trial of Obesity Reduction and Maintenance. LANCET 2000; 356: 2119-25.

Características Farmacológicas

O Cloridrato de Sibutramina Monoidratado é administrado via oral para o tratamento da obesidade (E66), sendo identificado quimicamente como uma mistura racêmica dos enantiômeros (+) e (-) do cloridrato de 1-(4-clorofenil)-N,N-dimetil-α-(2-metilpropil)- ciclobutanometanamina monoidratado. Sua fórmula empírica é C17H29Cl2NO. Seu peso molecular é de 334,33. É um pó cristalino, branco a branco leitoso, com solubilidade 2,9 mg/ml em água com pH 5,2. Seu coeficiente de separação em octanol-água é de 30,9 em pH 5,0.

Mecanismo de ação

O Cloridrato de Sibutramina exerce seus efeitos terapêuticos através da inibição da recaptação da noradrenalina, serotonina e dopamina. O Cloridrato de Sibutramina e seus principais metabólitos farmacologicamente ativos (M1 e M2) não agem através da liberação de monoaminas.

Farmacodinâmica

O Cloridrato de Sibutramina exerce suas ações farmacológicas predominantemente através de seus metabólitos amino secundário (M1) e primário (M2), que são inibidores da recaptação de noradrenalina, serotonina (5-hidroxitriptamina, 5-HT) e dopamina.

 

O composto de origem, o Cloridrato de Sibutramina, é um potente inibidor da recaptação de serotonina. Em tecido cerebral humano, M1 e M2 inibem também a recaptação de dopamina in vitro, mas com uma potência três vezes mais baixa do que a inibição da recaptação de serotonina ou noradrenalina. Amostras plasmáticas obtidas de voluntários tratados com sibutramina causaram inibição significativa tanto da recaptação de noradrenalina (73%) quanto da recaptação de serotonina (54%), mas sem inibição significativa da recaptação da dopamina (16%).

 

O Cloridrato de Sibutramina e seus metabólitos (M1 e M2) não são agentes liberadores de monoaminas e também não são IMAOs. Eles não apresentam afinidade para um grande número de receptores de neurotransmissores, incluindo os receptores serotoninérgicos (5-HT1, 5-HT1A, 5-HT1B, 5-HT2A, 5-HT2C), adrenérgicos (β1, β2, β3, α1 e α2), dopaminérgicos (D1 e D2), muscarínicos, histaminérgicos (H1), benzodiazepínicos e glutamato (NMDA). 

 

Em modelos experimentais em animais utilizando ratos magros em crescimento e obesos, o Cloridrato de Sibutramina produziu uma redução no ganho de peso corporal. Acredita-se que isto tenha resultado de um impacto sobre a ingestão de alimentos, isto é, do aumento da saciedade, mas a termogênese aumentada também contribuiu para a perda de peso. Demonstrou-se que estes efeitos foram mediados pela inibição da recaptação de serotonina e noradrenalina.

Farmacocinética

O Cloridrato de Sibutramina é bem absorvido e sofre extenso metabolismo de primeira passagem. Os níveis plasmáticos máximos (Cmáx) foram obtidos 1,2 horas após uma única dose oral de 20 mg de Cloridrato de Sibutramina monoidratado, e a meia-vida do composto principal é de 1,1 horas.

 

Os metabólitos farmacologicamente ativos M1 e M2 atingem Cmáx em 3 horas, com meia-vida de eliminação de 14 e 16 horas, respectivamente.

 

Foi demonstrada uma cinética linear nas doses entre 10 a 30 mg, sem qualquer alteração dose-dependente na meia-vida de eliminação, mas com um aumento nas concentrações plasmáticas proporcional à dose. Sob doses repetidas, as concentrações no estado de equilíbrio dos metabólitos M1 e M2 são alcançadas dentro de quatro dias, com um acúmulo de aproximadamente o dobro.

 

A farmacocinética do Cloridrato de Sibutramina e seus metabólitos em indivíduos obesos é semelhante àquela observada em indivíduos de peso normal.

 

O índice de ligação às proteínas plasmáticas do Cloridrato de Sibutramina e seus metabólitos M1 e M2 é de 97%, 94% e 94%, respectivamente. O metabolismo hepático é a principal via de eliminação do Cloridrato de Sibutramina e de seus metabólitos ativos M1 e M2. Outros metabólitos (inativos) M5 e M6 são excretados principalmente através da urina, com urina:fezes de 10:1.

 

Estudos com microssomos hepáticos in vitro mostraram que o CYP3A4 é a principal isoenzima do sistema citocromo P450 responsável pelo metabolismo do Cloridrato de Sibutramina. ln vitro não houve indicação de uma afinidade com CYP2D6, que possui uma baixa capacidade enzimática, estando envolvido em interações farmacocinéticas com várias substâncias. 

 

Outros estudos in vitro mostraram que o Cloridrato de Sibutramina não apresenta efeito significativo sobre a atividade das principais isoenzimas P450, incluindo CYP3A4. Foi demonstrado que as enzimas do citocromo P450 envolvidas no posterior metabolismo do metabólito 2 (in vitro) são CYP3A4 e CYP2C9. Embora não existam dados até o momento, é provável que o CYP3A4 também esteja envolvido no posterior metabolismo do metabólito M1.

Quais as contraindicações e riscos de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado?

O cloridrato de sibutramina monoidratado é contraindicado para uso por:

 

– Pacientes com histórico de Diabetes mellitus tipo 2 com pelo menos 1 outro fator de risco, isto é, hipertensão (pressão alta) controlada por medicação, dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol e/ou triglicérides), prática atual do tabagismo ou nefropatia diabética com evidência de microalbuminúria (perda anormal de proteína pelos rins);

– Pacientes com história de doença arterial coronariana (angina, história de infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia (aumento da frequência cardíaca), doença arterial obstrutiva periférica, arritmia ou doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório);

– Pacientes com hipertensão (pressão alta) controlada inadequadamente (> 145/90 mmHg) (vide item QUAIS AS PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS DESTE MEDICAMENTO?);

– Pacientes com história ou presença de transtornos alimentares, como bulimia (tipo de compulsão alimentar associada a comportamento anormal em relação à ingestão de alimentos) e anorexia (redução na ingestão alimentar causada por transtorno de percepção do próprio peso);

– Pacientes recebendo outros medicamentos de ação central para a redução de peso ou tratamento de transtornos psiquiátricos;

– Pacientes recebendo inibidores da monoaminoxidase. É recomendado um intervalo de pelo menos duas semanas após a interrupção dos IMAOs antes de iniciar o tratamento com sibutramina (vide item QUAIS AS PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS DESTE MEDICAMENTO?).

O cloridrato de sibutramina monoidratado é contraindicado a pacientes com índice de massa corpórea (IMC) menor que 30 kg/m2.

 

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes alérgicos à sibutramina ou a qualquer outro componente da fórmula.

 

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças, adolescentes e idosos acima de 65 anos.

Quais as precauções e advertências deste medicamento a que devo me atentar antes de usá-lo? 

Caso exista história de anorexia nervosa (transtorno alimentar), bulimia nervosa (vômitos autoinduzidos após a alimentação) ou outras desordens na alimentação, e conhecimento, intenção ou suspeita de gravidez e amamentação, o médico deverá ser informado para orientação cuidadosa. Além disso, epilepsia ou crises convulsivas prévias, glaucoma (doença ocular) e outras doenças também devem ser informadas. O cloridrato de sibutramina monoidratado deve ser utilizado com cautela em pacientes com glaucoma ou epilepsia.

 

Causas orgânicas de obesidade (como por exemplo, hipotireoidismo não tratado) devem ser excluídas antes da prescrição de cloridrato de sibutramina monoidratado.

A sibutramina aumenta substancialmente a pressão arterial e/ou frequência cardíaca em alguns pacientes.

 

A monitorização da pressão arterial e frequência cardíaca é necessária durante o tratamento com sibutramina. Nos primeiros 3 meses de tratamento, a pressão arterial e a frequência cardíaca devem ser verificadas a cada 2 semanas. Entre 4 e 6 meses estes parâmetros devem ser verificados uma vez por mês e em seguida, periodicamente, a intervalos máximos de 3 meses. 

 

O tratamento deve ser descontinuado em pacientes que tenham um aumento, após duas medições consecutivas, da frequência cardíaca de repouso de ≥ 10 bpm ou pressão arterial sistólica/diastólica de ≥ 10 mmHg. Em pacientes hipertensos bem controlados, se a pressão arterial exceder a 145/90 mmHg em duas leituras consecutivas, o tratamento deve ser descontinuado (vide item QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS DESTE MEDICAMENTO?).

 

Em pacientes com a síndrome da apneia do sono (paradas curtas da respiração durante o sono), cuidados especiais devem ser tomados na monitorização da pressão arterial.

Casos de psicose, mania, pensamentos suicidas e suicídio foram relatados em pacientes tomando sibutramina. Se estes eventos ocorrerem, o tratamento com sibutramina deve ser descontinuado.

 

Casos de depressão foram relatados em pacientes tomando sibutramina. Se este evento ocorrer durante o tratamento com sibutramina, a descontinuação deve ser considerada.

 

Hipertensão Pulmonar: embora a sibutramina não tenha sido associada à hipertensão pulmonar (elevação da pressão na circulação pulmonar), determinados agentes redutores de peso de ação central que causam a liberação de serotonina nas terminações nervosas (mecanismo de ação diferente da sibutramina) foram associados à hipertensão pulmonar.

Distúrbios Hemorrágicos: em comum com outros agentes que inibem a recaptação de serotonina (por exemplo, sertralina e fluoxetina), existe um risco potencial no aumento de hemorragias em pacientes tomando sibutramina. A sibutramina deve ser usada com cautela em pacientes com predisposição a hemorragias e aqueles que tomam concomitantemente medicamentos conhecidos por afetar a hemostasia e função plaquetária.

 

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Cuidados e advertências para populações especiais

Sexo: os dados disponíveis até o momento são relativamente limitados e não fornecem evidências de uma diferença clinicamente relevante nos efeitos da sibutramina em homens e mulheres.

 

Pacientes idosos: embora o perfil farmacocinético observado em indivíduos idosos sadios (idades entre 61 a 77 anos) não mostrou diferenças que possam ser de relevância clínica em comparação ao observado em indivíduos sadios mais jovens, cloridrato de sibutramina monoidratado é contraindicado em pacientes com idade superior a 65 anos (vide item QUAIS AS CONTRAINDICAÇÕES E RISCOS DE CLORIDRATO DE SIBUTRAMINA MONOIDRATADA?).

 

Insuficiência renal: a sibutramina deve ser utilizada com cautela em pacientes com insuficiência renal leve a moderada, e não deve ser utilizada em pacientes com insuficiência renal grave, incluindo pacientes em estágio avançado e que realizam diálise.

 

Insuficiência hepática: a sibutramina deve ser utilizada com cautela em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada, e não deve ser administrada em pacientes com insuficiência hepática grave.

 

Uso em crianças: a sibutramina não deve ser usada em crianças e adolescentes (vide item QUAIS AS CONTRAINDICAÇÕES E RISCOS DE CLORIDRATO DE SIBUTRAMINA MONOIDRATADA?).

Interações medicamentosas de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado

Interações medicamentosas, alimentares e com testes laboratoriais

Não é recomendado o uso de bebidas alcoólicas juntamente com cloridrato de sibutramina monoidratado.

 

Informe seu médico, especificamente, se estiver tomando ou se for tomar medicamentos como inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), medicamentos de ação central, inibidores da recaptação de serotonina, inibidores do citocromo P450 (cetoconazol, eritromicina e a cimetidina), agentes redutores do peso, descongestionantes nasais, antidepressivos, antitussígenos, antigripais, antialérgicos que contenham efedrina ou pseudoefedrina, medicamentos para enxaqueca ou outros medicamentos que não precisam de receita médica para serem adquiridos. O uso de cloridrato de sibutramina monoidratado com estes medicamentos não é recomendado.

 

A sibutramina não altera a eficácia dos contraceptivos orais.

 

Alterações reversíveis de enzimas hepáticas foram observadas nos testes laboratoriais em estudos clínicos.

 

A presença de alimento no tubo digestório não altera a ação do medicamento.

Uso de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado na gravidez e amamentação

Uso Durante a Gravidez e Lactação

Embora os estudos em animais tenham mostrado que a sibutramina não é teratogênica, a segurança do seu uso durante a gestação humana não foi estabelecida e, por esta razão, o emprego de sibutramina durante a gestação não é recomendado. Mulheres com potencial para engravidar devem empregar medidas de contracepção adequadas durante o tratamento. 

 

Informe ao seu médico se engravidar ou se pretende engravidar durante o tratamento.

 

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Período de Amamentação

Não é conhecido se a sibutramina ou seus metabólitos são excretados no leite materno, portanto, o emprego de cloridrato de sibutramina monoidratado durante a lactação não é recomendado. Informe ao seu médico se estiver amamentando.

 

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

 

Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Instruções de armazenamento, data de fabricação, prazo de validade e aspecto físico de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 a 30ºC). Proteger da luz.

 

Número de lote e data de fabricação e validade: vide embalagem.

 

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

 

Cloridrato de sibutramina monoidratado 10 mg: cápsula gelatinosa dura de cor laranja clara/laranja clara, contendo pó branco a quase branco.

Cloridrato de sibutramina monoidratado 15 mg: cápsula gelatinosa dura de cor laranja/ laranja, contendo pó branco a quase branco.

 

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

 

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Instruções de posologia, dosagem e modo de uso de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado

O cloridrato de sibutramina monoidratado deve ser utilizado apenas sob orientação médica. A dose inicial recomendada é de 1 cápsula de 10 mg por dia, administrada por via oral, ingerida pela manhã, com um pouco de líquido, antes ou após a alimentação.

 

Caso não ocorra perda de pelo menos 2 kg nas primeiras 4 semanas de tratamento, o médico deve reavaliar o tratamento, que pode incluir um aumento da dose para 15 mg ou a suspensão do tratamento com sibutramina.

 

O tratamento deve ser suspenso em pacientes que não apresentarem perda de pelo menos 2 kg após 4 semanas de tratamento com a dose de 15 mg/dia.

 

Sempre que houver mudança na dose proposta para o tratamento, deve-se ter atenção para o controle da frequência cardíaca e da pressão arterial. Caso ocorra elevação da pressão arterial ou da frequência cardíaca, o médico deverá ser avisado.

Doses acima de 15 mg ao dia não são recomendadas.

A sibutramina deve ser administrada por período de até 2 anos.

O tratamento deve ser suspenso pelo médico em pacientes que não atingirem a perda de peso adequada, por exemplo, aqueles cuja perda de peso se estabiliza em menos que 5% do peso inicial ou cuja perda de peso após 3 meses do início da terapia for de menos que 5% do peso inicial.

 

O tratamento deve ser suspenso em pacientes que readquirirem 3 kg ou mais após a perda de peso obtida anteriormente.

 

Em pacientes com doenças associadas à obesidade, é recomendado que o tratamento com sibutramina somente seja mantido se a perda de peso gerada pelo medicamento estiver associada a outros benefícios clínicos.

 

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando esquecer de usar este medicamento?

No caso de esquecimento de uma dose, a cápsula deve ser ingerida em outro horário do mesmo dia, sem prejuízo do tratamento. Caso haja esquecimento de tomar a cápsula de cloridrato de sibutramina monoidratado, a dose não deve ser dobrada no dia seguinte

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas de Cloridrato de Sibutramina Monoidratado?

Durante estudos clínicos a maior parte das reações adversas relatadas ocorreu no início do tratamento com sibutramina (durante as primeiras quatro semanas). Sua gravidade e frequência diminuíram no decorrer do tempo e os efeitos, em geral, não foram graves, não levaram a descontinuação do tratamento e foram reversíveis. No caso de reações alérgicas, interrompa o tratamento com cloridrato de sibutramina monoidratado e informe prontamente o ocorrido ao seu médico.

 

Os efeitos adversos que podem estar relacionados à sibutramina estão dispostos por sistema de frequência (muito comuns ≥ 1/10; comuns ≥ 1/100 e < 1/10):

 

Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): constipação (redução da frequência de evacuações), boca seca e insônia.

 

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): taquicardia (aumento da frequência cardíaca), palpitações, aumento da pressão arterial/hipertensão, vasodilatação (vermelhidão, ondas de calor), náuseas, piora da hemorroida, delírios/tonturas, parestesia (sensações na pele como frio, calor, formigamento, pressão), dor de cabeça, ansiedade, sudorese (suor intenso) e alterações do paladar.

Aumento da Pressão Arterial e Frequência Cardíaca em Estudos Clínicos 

Pré-comercialização

Foram observados um aumento médio da pressão arterial sistólica e diastólica de repouso na variação entre 2 a 3 mmHg e aumento médio na frequência cardíaca de 3 a 7 batimentos por minuto. O aumento superior da pressão arterial e da frequência cardíaca foi observado em alguns pacientes.

 

Aumentos clinicamente relevantes na pressão sanguínea e frequência cardíaca tendem a ocorrer no início do tratamento (nas primeiras 4 a 12 semanas). A terapia deve ser descontinuada nestes casos (vide item QUAIS AS PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS DESTE MEDICAMENTO A QUE DEVO ME ATENTAR ANTES DE USÁ-LO?)

Dados clínicos de estudos pós-comercialização

Os seguintes eventos adversos foram observados em estudos clínicos para obesidade e na experiência de pós-comercialização, e estão relacionados por órgão/sistema:

 

Sistema hematológico e linfático: trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas).

Sistema imunológico: foram relatadas reações de hipersensibilidade alérgica variando desde leves erupções cutâneas e urticária até angioedema (inchaço e vermelhidão similar à urticária, porém por baixo da pele) e anafilaxia (reações alérgicas diversas).

Transtornos psiquiátricos: foram relatados casos de psicose, mania, ideias suicidas e suicídio em pacientes tratados com sibutramina. Se algum destes eventos ocorrer com o tratamento de sibutramina, o medicamento deverá ser descontinuado.

 

Casos de depressão foram observados em pacientes tratados com sibutramina. Se este evento ocorrer durante o tratamento com sibutramina, deve-se considerar a descontinuação do tratamento.

 

Sistema nervoso: convulsões e alteração transitória de memória recente.

Distúrbios oculares: turvação visual. Distúrbios cardíacos: fibrilação atrial (tipo de arritmia cardíaca).

Sistema gastrintestinal: diarreia e vômitos.

Pele e tecido subcutâneo: alopecia (redução total ou parcial de pelos), erupções cutâneas e urticária.

Rins/Alterações urinárias: retenção urinária e nefrite intersticial aguda (redução da função renal).

Sistema reprodutor: ejaculação anormal (orgasmo), impotência, distúrbios do ciclo menstrual, metrorragia (sangramento do útero fora do ciclo menstrual normal).

Alterações laboratoriais: aumentos reversíveis das enzimas hepáticas.

 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que fazer em caso de superdosagem deste medicamento?

A experiência de superdosagem com sibutramina é limitada. Os efeitos adversos comumente associados à superdosagem são taquicardia (aumento da frequência cardíaca), hipertensão (pressão alta), dor de cabeça e tontura.

 

O tratamento deve consistir no emprego de medidas gerais para o manuseio da superdosagem: monitorização respiratória (caso haja necessidade), monitorização cardíaca e dos sinais vitais, além das medidas gerais de suporte.

 

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

 

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Onde comprar?

O buscador e comparador de preços de medicamentos Cliquefarma aparece como uma ferramenta útil para você comprar Sibutramina de maneira rápida e simples. Com sua receita especial em mãos, é só pesquisar seu medicamento em farmácias e drogarias da sua região e verificar qual o melhor preço e condição de entrega que se encaixa em suas preferências. 

Faça uma busca agora mesmo! Comente conosco e para nós a sua experiência fazendo uso de Sibutramina aqui no box de comentários. Sua opinião é importante para nós!