Dor de cabeça constante: Principais causas e Como tratar

13/10/2020 0 Por Redação CliqueFarma

Hoje o Cliquefarma fala a respeito de Dor de cabeça, ou Cefaleia. Vamos abranger o assunto como um todo. O que é, quais os tipos, causas, sintomas, exames, como tratar, prevenir e o que fazer quando ela é constante. Confira agora mesmo para não perder nada!

O que é Dor de cabeça?

Dor de cabeça é a dor em qualquer região da cabeça, podendo ocorrer em um ou em ambos os lados da cabeça; serem isoladas ou irradiarem de um ponto ou a outro; latejantes ou uma sensação de dor absurda.

 

Ainda, a dor de cabeça, também conhecida como cefaleia, pode aparecer gradualmente ou de repente e durar menos de uma hora ou durante vários dias a depender do tipo e da causa.

Índices de dores de cabeça

Pelo menos 63 milhões de brasileiros de todas as idades sofrem com dores de cabeça frequentes, sendo a queixa de maior frequência em pronto-socorros do país.

 

Em pesquisa feita pelo portal Minha Vida foi constatado que a dor de cabeça é a quinta condição de saúde mais frequente entre os leitores, atrás apenas de ansiedade, estresse, dor nas costas e alergia respiratória.

 

Dentre os nossos leitores, 1 em cada 5 (19,2%) afirma possuir dores de cabeça frequentes (pelo menos uma vez por semana).

Quais os tipos de dor de cabeça?

Existem mais de 200 tipos de dor de cabeça. A maioria não é resultado de uma doença grave, mas algumas podem resultar de uma condição com risco de vida que requer cuidados de emergência.

 

Assim, os tipos de dor de cabeça (cefaleia) são geralmente classificados por causa.

Cefaleia primária

Uma dor de cabeça primária ou cefaleia primária é causada por problemas com hiperatividade ou a partir de estruturas sensíveis à dor em sua cabeça.

 

A cefaleia primária não é um sintoma de alguma outra doença. Ou seja, a dor de cabeça, neste caso, é o mal por si só.

Entre os gatilhos para cefaleia primária estão atividade química cerebral alterada; nervos ou vasos sanguíneos do crânio contraídos; ou músculos da cabeça e pescoço contraídos. Também pode ser causada por uma combinação desses fatores.

 

Algumas pessoas podem carregar genes que os tornam mais propensos a desenvolver essas dores de cabeça.

 

As cefaleias primárias mais comuns são:

 

  • Cefaleia em salvas
  • Enxaqueca e enxaqueca com aura
  • Cefaleia tensional

 

Há outros padrões de dor de cabeça que são geralmente considerados primários, mas são menos comuns. Afinal, têm características distintas, como uma duração incomum ou dor associada a uma determinada atividade.

 

Embora essas dores de cabeça sejam geralmente consideradas primárias, cada um delas pode ser um sintoma de uma doença subjacente.

 

Essas dores de cabeça incluem:

  • Cefaleia diária e crônica
  • Dor de cabeça associada à tosse
  • Dor de cabeça associada ao exercício
  • Dor de cabeça associada ao sexo

Cefaleia secundária

Uma dor de cabeça secundária é um sintoma de uma doença. Existem diversas condições que podem causar dor de cabeça, a depender da gravidade do problema.

 

Fontes de cefaleias secundárias incluem:

 

  • Sinusite aguda
  • Coágulo de sangue (trombose venosa) dentro do cérebro
  • Aneurisma cerebral
  • Cérebro com má formação arteriovenosa ou uma formação anormal de vasos sanguíneos
  • Tumor cerebral
  • Intoxicação por monóxido de carbono
  • Síndrome de Arnold-Chiari (malformação rara do sistema nervoso central)
  • Concussão
  • Desidratação
  • Problemas dentários
  • Otite
  • Encefalite
  • Arterite (inflamação do revestimento das artérias)
  • Glaucoma
  • Ressaca
  • Gripe
  • Rupturas de vasos sanguíneos no cérebro
  • Medicamentos para outras doenças
  • Meningite
  • Uso excessivo de medicação para a dor
  • Ataques de pânico
  • Síndrome pós-concussão
  • Pressão na cabeça por conta de chapéus apertados, capacetes ou óculos de proteção
  • Aumento da pressão no interior do crânio
  • Toxoplasmose
  • Neuralgia do trigêmeo

 

Tipos específicos de cefaleias secundárias incluem:

 

  • Dor de cabeça por ingestão de líquidos ou sólidos muito gelados
  • Dor de cabeça causada por baixos níveis de líquido cefalorraquidiano, possivelmente o resultado de trauma, punção lombar ou anestesia

Quais as causas?

Existem diversos gatilhos para a dor de cabeça aparecer. Conheça as causas mais comuns:

Estresse

Sabe-se que o estresse libera hormônios como adrenalina e cortisol, responsáveis por um aumento da frequência cardíaca. Isso pode causar dor de cabeça por conta de uma vasoconstrição dos vasos que irrigam a cabeça.

 

A rotina estressante e a pressão da chefia podem ser a causa das dores constantes. A pressão, as cobranças e o medo de perder um cargo cobiçado geram mais estresse.

Muito calor

Um estudo realizado com sete mil pacientes do Centro Médico Beth Israel Deaconess, nos Estados Unidos, descobriu que a incidência de dores na cabeça causadas por enxaqueca, tensão ou outras causas aumenta cerca de 7,5% para cada 5°C a mais na temperatura.

 

Além do calor, outros fatores ambientais como pressão, umidade e poluição do ar influenciam no aparecimento das dores.

 

Isso ocorre porque o calor, ao facilitar a desidratação, desequilibra o processo de entrada e saída de sódio e potássio das células, causando um distúrbio metabólico que facilita a cefaleia.

Dormir mal

Dormir mal faz com que a quantidade do hormônio melatonina diminua. Esse hormônio ajuda a evitar a dor de cabeça ao favorecer a síntese de analgésicos naturais. Além disso, quem dorme mal tende a sofrer mais com estresse.

Alguns alimentos

Se você sofre de dores de cabeça facilmente ou está com aquela dorzinha chata, evite os seguintes alimentos: chocolate, café e chás pretos, embutidos, queijos amarelos, álcool, frutas cítricas, molho shoyo, cebola, alho e sorvete. Esses alimentos possuem substâncias que podem disparar o gatilho da dor.

 

No caso do sorvete, há uma contração dos vasos, através da sensação de frio que o palato sofre. É como se o organismo estivesse dando um alerta para a diminuição repentina da temperatura.

Pular refeições

Ficar muito tempo sem comer pode causar hipoglicemia, ou seja, uma baixa nos níveis de açúcar no sangue. Essa baixa pode estimular indiretamente a liberação de adrenalina, que provoca a vasoconstrição, causando dor.

Postura incorreta

A má postura pode causar uma dor conhecida como cefaleia tensional. Os nervos da coluna acabam ficando comprimidos com a posição incorreta e a dor é irradiada para a cabeça.

 

Além disso, no caso das dores crônicas, a causa pode ser uma hérnia de disco, hérnia cervical, bico de papagaio e osteoporose.

Esforço exagerado

Depois da academia e até do sexo, muita gente sente um incômodo que pode se tornar até uma dor mais intensa. Existe uma causa conhecida pelos médicos como cefaleia pós-esforço. No entanto, essa dor de cabeça também pode ser indício de algo mais sério, como um aneurisma.

 

O efeito também pode ser inverso – ou seja, o sedentarismo pode aumentar o risco de dor de cabeça, uma vez que a prática de exercício regular, sem exagero, ajuda na vasodilatação, reduzindo os episódios de dor.

Cheiros fortes

Não se conhece a fundo a relação entre alguns cheiros e a dor de cabeça, mas existem odores desencadeantes da cefaleia. Perfumes fortes, gasolina, solventes e cheiro de cigarro, quando em uma exposição prolongada, facilitam o aparecimento da dor de cabeça.

Enxaqueca

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça incapacitante, caracterizada por uma dor pulsante em um dos lados da cabeça (às vezes dos dois) e acompanhada de enjoo, vômito e dores diante de luzes e sons (fotofobia e fonofobia).

Crise de enxaqueca

É considerada uma crise de enxaqueca quando os sintomas variam de 4 a 72 horas, podendo ser um período mais curto no caso de crianças.

Fases da enxaqueca

A enxaqueca é dividida em 4 fases: premonitória, aura, dor de cabeça e resolução. Porém, nem todas as pessoas que sofrem de enxaqueca apresentam todas essas etapas – sendo que a maioria já notam os sintomas na terceira fase.

1ª fase da enxaqueca: Premonitória (pródromo)

A primeira fase da enxaqueca é chamada de premonitória, apresentando sintomas como fadiga, irritabilidade, depressão, bocejo constante e dificuldade de concentração por cerca de 72 horas (três dias) antes da dor de cabeça latejante.

2ª fase: Aura

A segunda fase da enxaqueca é definida pela presença de aura: manifestações neurológicas que ocorrem normalmente antes da dor de cabeça e duram de 5 a 60 minutos. A aura visual é a mais frequente, que faz com que a visão apresente pontos cegos, pontos pretos, cintilações ou flashes de luz.

3ª fase: Dor de cabeça (cefaleia)

A terceira fase é a que mais simboliza a enxaqueca e também a mais incômoda aos pacientes. É percebida devido à dor de cabeça latejante e intensa, podendo durar aproximadamente entre 4 e 72 horas. Costuma ser acompanhada de náusea, vômito e sensibilidade a luz, sons e cheiros.

4ª fase: Resolução (pósdromo)

A quarta e última fase da enxaqueca é denominada resolução (ou pósdromo e até “ressaca”). Nela o paciente apresenta sintomas semelhantes à primeira fase enquanto trata ou mesmo após curar a enxaqueca. São frequentes as queixas de fadiga, sonolência e dor de cabeça leve durante até 48 horas (dois dias).

Enxaqueca crônica

A enxaqueca crônica é a dor de cabeça intensa e latejante por 15 dias ou mais durante o mês. Assim, é denominada crônica devido à sua alta frequência, podendo ser com aura ou sem aura.

 

O tratamento para enxaqueca crônica é mais complexo, pois se observa um alto consumo de analgésicos por pacientes que sofrem dessa intensidade da doença – e o abuso de medicamentos pode até mesmo agravar os sintomas.

Enxaqueca e dor de cabeça: qual a diferença?

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça latejante e incapacitante, com duração média de 4 a 72 horas e tende a vir acompanhada de náusea, vômito, tontura, sensibilidade à luz e sons, e aura.

 

Já dor de cabeça é o termo popularmente usado para se referir à cefaleia do tipo tensional. Ou seja, uma dor de cabeça menos intensa, não latejante, sem outros sinais associados, sem sensibilidade a outros estímulos e tende a ser bilateral (atinge os dois lados da cabeça, enquanto na enxaqueca é mais comum ser localizada em um só lado).

 

Além disso, para a dor de cabeça pacientes costumam utilizar medicamentos preventivos (como analgésicos). No caso de enxaqueca, não é aconselhada a automedicação com fármacos preventivos.

Tipos de enxaqueca

A enxaqueca costuma ser dividida em dois tipos: enxaqueca com aura e enxaqueca sem aura.

Enxaqueca com aura

Enxaqueca com aura é a dor de cabeça incapacitante que é precedida de sintomas neurológicos que servem como um aviso de que uma crise está por vir.

 

“Aura” é o conjunto de sinais visuais, sensoriais, de fala, motores ou outros sintomas do sistema nervoso central que alertam para um início de enxaqueca.

 

Os sinais de aura mais comuns são: pontos cegos, manchas coloridas, flashes de luz e cintilações na visão; confusão mental; sensação de formigamento ou agulhamento na cabeça, podendo espalhar pelo rosto; e fraqueza muscular.

 

Diferente da enxaqueca sem aura, a enxaqueca com aura pode levar a um acidente vascular cerebral (AVC).

 

Quando a enxaqueca com aura causa alterações visuais e sensibilidade à luz, é chamada de enxaqueca ocular (ou enxaqueca oftálmica).

Enxaqueca sem aura

A enxaqueca sem aura é aquela que não apresenta aura, como o próprio nome sugere. Portanto, não apresenta sinais neurológicos anteriores à dor de cabeça latejante. É chamada de “enxaqueca comum”.

 

Cerca de 70% das pessoas que se queixam de enxaqueca apresentam a enxaqueca sem aura; e aproximadamente 30%, então, têm enxaqueca com aura.

Quais as causas?

As causas exatas da enxaqueca são desconhecidas, embora se saiba que elas estão relacionadas com alterações do cérebro e possuem influência genética.

Quando ocorre a enxaqueca

A enxaqueca começa quando as células nervosas, já em estado de hiperexcitabilidade, reagem a algum gatilho frequentemente externo, enviando impulsos para os vasos sanguíneos, causando sua constrição (relacionado à aura) seguida de uma dilatação (expansão) e libertação de prostaglandinas, serotonina e outras substâncias inflamatórias que causam a dor.

 

O padrão de crise é sempre o mesmo para cada indivíduo, variando apenas em intensidade. O espaçamento entre crises é variável.

Possíveis causas

O gatilho para as crises em enxaqueca variam de indivíduo para indivíduo, sendo que em alguns não há presença de nenhuma causa específica. Entretanto, os gatilhos de enxaqueca mais comuns são:

 

  • Estresse
  • Jejum intermitente
  • Dormir mais ou menos horas do que o de costume
  • Mudanças bruscas de temperatura e umidade
  • Perfumes e outros odores muito fortes
  • Esforço físico excessivo
  • Luzes e sons intensos
  • Abuso de medicamentos, incluindo analgésicos
  • Fatores hormonais (mulheres nas fases pré, durante e pós-menstruação, gerando a chamada de “enxaqueca menstrual”)
  • Consumo de certos alimentos e bebidas (queijos amarelos, frutas cítricas, carnes processadas, frituras e gorduras, chocolates, café, chás, refrigerantes, excesso de álcool)

Quais os sintomas de Enxaqueca?

  • Crise de dor de cabeça latejante e intensa de 4 a 72 horas
  • Náusea e Vômitos
  • Bocejos constantes
  • Irritabilidade
  • Sensibilidade à luz
  • Sensibilidade ao som
  • Sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente
  • Tontura
  • Fadiga
  • Mudanças de apetite
  • Problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras

Sintomas de enxaqueca com aura

A manifestação mais comum da enxaqueca com aura é a chamada aura visual, que pode se apresentar como flashes de luz, manchas escuras em forma de mosaico ou imagens brilhantes em ziguezague – como quando estamos andando em uma estrada e vemos aquele ziguezague de calor que emana do chão.

 

Em outros casos, a enxaqueca com aura pode se manifestar com dormências ou formigamentos em apenas um lado do corpo – dependendo da gravidade da enxaqueca com aura, a pessoa pode começar com um formigamento em uma das mãos e ele se espalhar por todo o lado do corpo, chegando a adormecer apenas metade da língua.

 

No entanto, essas manifestações sensitivas da enxaqueca com aura são mais raras. Geralmente, a aura começa da cefaleia na crise de enxaqueca, podendo persistir ou não depois que a dor começa.

 

No Brasil, é estimado que apenas 56% dos pacientes com enxaqueca procuram atendimento e, destes, apenas 16% se consultam com especialistas em cefaleias.

Um estudo feito em duas Unidades Básicas de Saúde (SUS), encontrou prevalência de 45% de enxaqueca nos pacientes com queixa de cefaleia.

 

Os médicos mais apropriados para consultar ao apresentar sintomas de enxaqueca são:

 

  • Neurologista (especialista em enxaqueca)
  • Clínico geral

 

Vale ressaltar que não é preciso apresentar todos os sintomas acima citados para ser diagnosticado com enxaqueca. Normalmente dois sinais já são o bastante para identificar uma crise da doença.

Diagnóstico de Enxaqueca

O diagnóstico de enxaqueca é basicamente clínico. O médico neurologista costuma fazer perguntas como:

 

  • Você sente dor em qual lado da cabeça?
  • Quais os sintomas relacionados à dor?
  • Qual a duração desses sintomas?
  • Eles acontecem em ambos os lados do corpo?
  • Se são sintomas visuais, como são e em que momento os apresenta?
  • Algum desses sintomas aparece antes de a dor começar?
  • Você tomou algum medicamento para as dores?
  • Você faz uso de algum medicamento com frequência?

 

É normal que seu médico queira ter certeza de que não existem outras causas para sua enxaqueca. Assim, é provável que ele faça exames físicos e neurológicos. Além disso, o médico irá perguntar sobre seu histórico familiar, incluindo questões como:

 

  • Outros membros da família têm enxaqueca ou outros tipos de dores de cabeça?
  • Você usa medicamentos como pílulas anticoncepcionais ou vasodilatadores?
  • Sua dor de cabeça começa depois que você faz muito esforço, ou após tossir ou espirrar?

 

O diagnóstico da enxaqueca é feito clinicamente, seguindo os critérios baseados nas diretrizes da Headache International Society. Para ser diagnosticada a enxaqueca, o paciente precisa apresentar pelo menos cinco crises com essas características:

 

  • Crise de cefaleia durando de quatro a 72 horas (tratamento fracassado ou não realizado)
  • Cefaleia tendo pelo menos duas das seguintes características: unilateral, pulsátil, dor de intensidade moderada a intensa, dor agravada ou impedindo atividade física rotineira (caminhada, subir escadas, etc.)
  • Durante a cefaleia, ocorrência de pelo menos um destes sintomas: náusea e vômitos, fotofobia e “fonofobia”
  • Nenhum outro diagnóstico que explique a cefaleia

 

Enxaqueca com aura

  • Pelo menos duas crises com a presença de sintomas da aura, como pontos luminosos ou perda e embaçamento da visão, dormência e formigamento, e fraqueza no corpo e dificuldade na fala

Tratamento de Enxaqueca

O tratamento para enxaqueca é prioritariamente medicamentoso (por via oral ou via intravenosa).

 

Porém, antes de iniciar o tratamento para enxaqueca, é necessário saber se o diagnóstico está correto e qual o fator desencadeante dela. No geral, o melhor é evitar esses desencadeantes e tomar o medicamento indicado pelo médico quando uma crise aparecer.

 

Os medicamentos para prevenção da enxaqueca incluem neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos, antivertiginosos. A indicação, no entanto, dependerá de cada caso.

Medicamentos para Enxaqueca

Os medicamentos mais usados para o tratamento de enxaqueca são:

 

  • Ácido Mefenâmico
  • Amato
  • Buscofem
  • Cefalium
  • Cefaliv
  • Cinarizina
  • Deocil
  • Depakote
  • Dorflex
  • Doril Enxaqueca
  • Flanax
  • Flancox
  • Ibupril (cápsula)
  • Ibupril 400mg
  • Ibuprofeno
  • Lisador
  • Naproxeno
  • Naramig
  • Neosaldina
  • Nisulid
  • Nimesulida
  • Dipirona monoidratada

 

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

 

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Qual o prognóstico para enxaqueca?

Na dúvida de como aliviar uma crise de enxaqueca? Para amenizar as dores decorrentes de crises de enxaqueca, siga essas dicas de especialistas:

Tome o medicamento certo

Pessoas que têm enxaqueca frequente devem sempre andar com seus medicamentos. Isso porque, algum tempo após a dor de cabeça se iniciar, ocorre um processo de sensibilização central, que mantém a dor e a torna mais rebelde aos analgésicos. É importante seguir à risca as medicações e dosagens indicadas pelo neurologista.

Entenda o que alivia a sua dor

Como os desencadeantes da enxaqueca são diferentes para cada um, a forma de aliviar essa dor também varia. Alguns dos tratamentos não medicamentosos mais comuns incluem compressas quentes ou frias, massagens, terapia de biofeedback, homeopatia e acupuntura.

Trate os sintomas separadamente

Como o analgésico trata apenas a dor da enxaqueca, os outros sintomas devem ser tratados de forma tópica. Esse cuidado é redobrado com aqueles que sofrem com vômitos, pois isso pode golfar os analgésicos, precisando ir ao pronto-socorro para receber medicações injetáveis.

Descanse em um local escuro e silencioso

Durante uma crise de enxaqueca, o paciente não suporta ambientes barulhentos e com muita luz. Por isso, o ideal é se sentar ou deitar – o que for mais confortável – em um local com pouca luz e sem barulhos, evitando ao máximo atividades que te tirem do repouso.

Faça refeições leves e hidrate-se

Beba muito líquido, tanto água quanto soluções hidratantes disponíveis no mercado. Caso haja vômito, o melhor é não ingerir alimentos sólidos e, em casos graves, procurar um pronto-atendimento para receber medicações injetáveis mais potentes.

Quais as possíveis complicações?

O episódio de enxaqueca é autolimitado e raramente resulta em complicações neurológicas permanentes. A enxaqueca crônica pode causar incapacitação por dor e afetar a execução de atividades diárias e a qualidade de vida.

 

Quando uma crise intensa se prolonga por mais de 72 horas, diz-se que o paciente está em status enxaquecoso (ou migranoso) e incapacitante.

Como prevenir?

Além dos medicamentos para enxaqueca e cuidados no momento da crise, você pode adotar alguns hábitos que ajudam na prevenção da enxaqueca:

 

  • Manter um diário da enxaqueca para identificar fatores desencadeantes de enxaquecas (anote data e a hora da enxaqueca, todos os alimentos que você comeu, atividades que você participou e medicamentos ingeridos)
  • Evite alimentos, medicamentos e fatores ambientais desencadeantes
  • Fique atento aos gatilhos psicológicos, como estresse e ansiedade
  • Procure um especialista que lhe indique o medicamento preventivo mais apropriado para você

Dados de Enxaqueca entre brasileiros

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil de 5 a 25% das mulheres e 2 a 10% dos homens têm enxaqueca. É predominante em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir, principalmente em mulheres.

 

A doença ocorre em 3 a 10% das crianças, afetando igualmente ambos os gêneros antes da puberdade, mas com predomínio no sexo feminino após essa fase.

Quando procurar ajuda médica em casos de dor de cabeça constante?

A dor de cabeça pode ser um sintoma de uma condição séria, tal como um AVC, meningite ou encefalite.

Vá a um pronto-socorro ou ligue para a emergência se você estiver sentindo a pior dor de cabeça de sua vida, uma dor de cabeça súbita e grave ou uma dor de cabeça acompanhada por:

 

  • Confusão ou dificuldade para entender a fala
  • Desmaio
  • Febre alta, maior do 39 graus
  • Dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do seu corpo
  • Torcicolo
  • Dificuldade para enxergar
  • Problemas na fala
  • Dificuldade para andar
  • Náuseas ou vômitos (se não claramente relacionada com a gripe ou uma ressaca)

Quando buscar ajuda?

Consulte um médico (de preferência neurologista) se sentir uma dor de cabeça que:

 

  • Ocorre com mais frequência do que o habitual
  • É mais intensa do que o habitual
  • Piora ou não melhora com o uso adequado de analgésicos
  • Impede que você trabalhe, durma ou faça atividades cotidianas
  • É a primeira dor de cabeça que você teve na vida
  • Veio repentinamente
  • Piora ao longo de um período de 24 horas
  • Apareceu após uma lesão na cabeça
  • Começou após seus 50 anos e você tem problemas de visão e dor ao mastigar
  • Surgiu de repente e você tem/teve câncer
  • Não consegue controlar e gostaria de encontrar opções de tratamento

Tratamento de Dor de cabeça

Veja algumas atitudes que podem aliviar a dor de cabeça:

Faça um diário da dor

Manter um diário da dor ajuda a encontrar a origem ou o que desencadeia seus sintomas. Dessa forma, você conseguirá encontrar algum hábito ou possível causa para o sintoma e então conseguir evitar.

 

Quando uma dor de cabeça ocorre, escreva:

 

  • Dia e horário em que a dor de cabeça começou
  • O que você comeu nas últimas 24 horas
  • Quanto dormiu na noite anterior
  • O que estava fazendo e no que pensava logo antes de a dor de cabeça começar
  • Qualquer estresse em sua vida
  • Quanto tempo a dor de cabeça durou
  • O que você fez para a dor de cabeça parar

 

Depois de um tempo, você pode notar um padrão, que também deve ser acompanhado por seu médico.

Cuidados com a automedicação

Dores de cabeça podem responder a medicamentos anti-inflamatórios não esteroides ou a remédios que tenham uma combinação de drogas. Se as medicações comuns não controlarem sua dor, converse com seu médico sobre outras opções possíveis.

 

Pessoas que tomam medicamentos para dor de cabeça regularmente por três ou mais dias por semana podem desenvolver superuso de medicamentos, ou cefaleias de rebote. Assim, o excesso de medicamentos pode levar a complicações sérias e até mesmo à morte.

Evite a cefaleia de rebote

Todos os tipos de analgésico (incluindo os vendidos sem receita) para dor de cabeça podem causar cefaleias de rebote. A cefaleia de rebote é quando o corpo se acostuma a analgésicos e tendo certa dependência; assim, você pode sentir dor de cabeça por não tomar tais medicamentos.

 

Se você acha que isso pode ser um problema, converse com seu médico.

Caso os medicamentos tenham sido prescritos por um médico, nunca interrompa ou altere a dosagem sem autorização deste especialista.

 

Se você tem dor de cabeça frequentemente, seu médico pode receitar medicamentos para preveni-la. É importante tomar esses remédios conforme receitado, mesmo quando a dor de cabeça não aparecer.

Preveja uma crise

Quando o paciente apresenta sintomas visuais ou sensitivos antes da dor, ele tem a chamada “enxaqueca com aura”. Essas sensações podem durar de poucos minutos até uma hora, seguidos de dor de cabeça muito forte.

 

Entre os sinais mais comuns deste tipo de dor de cabeça estão: pontos brilhantes ou manchas escuras em forma de mosaico na visão; e dormências ou formigamentos em apenas um lado do corpo.

 

Mas mesmo as dores de cabeça sem aura podem ser premeditadas, pois o paciente pode ficar inquieto, sonolento, irritado ou eufórico, com desejo de comer comidas específicas, principalmente doces.

 

Alguns pacientes apresentam sintomas até um dia antes da crise como bocejos e aumento de apetite.

 

Nesses casos, você já pode se preparar melhor para a crise, cancelando compromissos, iniciar o uso da medicação e/ou consultar um médico (neurologista ou ir direto ao pronto-socorro mais próximo).

Entenda o que causa a dor de cabeça

Antes de sair seguindo os conselhos de parentes ou amigos que também sofrem de dor de cabeça, saiba que os gatilhos para uma crise são diferentes em cada pessoa, bem como os fatores que ajudam a amenizar os sintomas.

 

Os desencadeantes de uma crise podem ser alimentos, estresse, alterações do sono, jejum, estado climático, alterações hormonais e muitos outros. Inclusive, algumas pessoas não 

possuem qualquer desencadeante específico.

 

Por isso, o que melhora a crise para uma pessoa pode não ajudar em outra, cabendo a cada um prestar atenção em seus próprios agentes desencadeantes e o que pode ser feito para evitar ou amenizar a dor quando ela vier.

Adote tratamentos não-medicamentosos

Alguns dos tratamentos não-medicamentosos mais comuns incluem: compressas quentes ou frias, massagens, terapia de biofeedback, homeopatia e acupuntura.

Trate os sintomas separadamente

De todos os tipos de dores de cabeça, a enxaqueca é a mais rica de sintomas. Náuseas, vômitos, diarreia, sensibilidade à luz, cheiros, barulhos e movimentos, irritabilidade, sonolência e depressão são apenas alguns dos incômodos que podem acompanhar uma crise.

 

Como o analgésico trata apenas a dor, o paciente que tiver esses outros sintomas muito acentuadamente deve tratá-los de forma tópica.

 

Como vimos no tópico a respeito da enxaqueca, esse cuidado é redobrado com aqueles que sofrem com vômitos, pois podem perder o efeitos dos analgésicos, precisando ir ao pronto-socorro para receberem medicações injetáveis.

 

Quando o paciente relata vômitos intensos é conveniente medicá-lo com um antiemético conjuntamente com os medicamentos analgésicos – e alguns antieméticos parecem ter até um efeito sobre a dor.

Descanse em local escuro e silencioso

Durante uma crise de dor de cabeça às vezes o paciente não suporta ambientes barulhentos e com muita luz, podendo esses fatores serem até mesmo desencadeantes do quadro.

 

A pessoa com dor de cabeça pode ter anomalias neuroquímicas que tornam o seu cérebro mais “irritável” do que os outros, respondendo de forma exagerada a estímulos como luz e barulho.

 

Assim, durante uma crise, o ideal é se sentar ou deitar – o que for mais confortável – em um local com pouca luz e sem barulhos, evitando ao máximo conversas e atividades que o tirem do repouso.

 

Aqueles que possuem dores de cabeça mais fracas podem melhorar completamente com o repouso e compressas frias, dispensando o uso de analgésicos.

Faça refeições leves e hidrate-se

Ainda que o desencadeante da sua crise não seja a alimentação, uma dieta leve rica em líquidos no momento da crise pode ser muito útil. Nos casos em que não há vômito, o jejum prolongado pode inclusive agravar a dor de cabeça.

 

Beba muito líquido para se manter hidratado, tanto água quanto soluções hidratantes disponíveis no mercado. Porém, se o paciente estiver vomitando, o melhor é não ingerir alimentos sólidos e, em casos graves, procurar um pronto atendimento para receber medicações injetáveis mais potentes.

Prepare-se aos dias de estresse

Apesar de existirem vários fatores desencadeantes de uma dor de cabeça, o gatilho mais importante é, sem dúvida, o estresse emocional.

 

Situações como muitas horas no trânsito, cobranças no trabalho, excesso de horas trabalhadas e discussões familiares contribuem para que o cérebro do paciente produza mais noradrenalina, uma substância vasoconstritora que agravará ainda mais a dor de cabeça.

 

Como é impossível fugir completamente do estresse e nem sempre é fácil evitá-lo, é importante que o paciente já esteja preparado para uma crise em dias que ele sabe que serão mais difíceis.

 

Manter as medicações à mão, já fazer uma dieta mais leve e considerar sair mais cedo do trabalho, quando possível, são algumas alternativas.

Medicamentos para Dor de cabeça

Os medicamentos mais usados para o tratamento de dor de cabeça são:

 

  • Buscofem
  • Cefalium
  • Cefaliv
  • Dorflex
  • Doril Enxaqueca
  • Flanax
  • Ibuprofeno
  • Lisador
  • Neosaldina
  • Nimesulida
  • Toragesic
  • Dipirona

 

Mesmo havendo vários analgésicos disponíveis em farmácias, somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico.

 

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Prevenindo a dor de cabeça constante

Os seguintes hábitos saudáveis podem diminuir o estresse e reduzir sua chance de ter dor de cabeça:

 

  • Dormir o suficiente
  • Ter uma alimentação saudável
  • Praticar exercícios regularmente
  • Manter a postura adequada
  • Relaxar utilizando meditação, respiração profunda, yoga ou outras técnicas
  • Parar de fumar
  • Alongar o pescoço e a parte superior do corpo, especialmente se seu trabalho envolve digitar
  • Usar óculos adequados, se necessário
  • Evitar o estresse

Conte-nos quais as suas dicas para prevenção que mais funcionam quando você precisa evitar a dor de cabeça no box de comentários abaixo! Sua opinião é importante para nós!