Kelo-cote – O que é e para que serve

01/10/2019 0 Por Alana Dizioli

Kelo-cote é um gel transparente de silicone, indicado para a regeneração de cicatrizes causadas por cirurgias, queimaduras ou traumas. Também pode ser usado na prevenção da formação de queloides nessas situações.

Vantagens de se usar Kelo-cote

Kelo-cote atua na prevenção e na redução de cicatrizes chamadas hipertróficas e queloides, alivia o prurido e o desconforto relacionados ao processo de cicatrização e normalização da pigmentação da cicatriz.

Qual a sua composição?

Kelo-cote é composto por polisiloxanos, que nada mais é do que uma mistura de polímeros lineares de siloxano totalmente metilados, constituídos por unidades de fórmula (CH3)2SiO, estabilizadas por unidades terminais de fórmula (CH3)3SiO. Esse componente pertence a um grupo de organosilicones poliméricos comumente chamados de silicones. O dimetil polissiloxano (PDMS) é o mais utilizado silicone a base de polímeros orgânicos. Se apresenta como um composto claro, não-tóxico, e não-inflamável, normalmente. 

 

Dióxido de silicone: A formação de cicatriz é a resposta de cura natural da pele para restabelecer a integridade dérmica após uma lesão. As cicatrizes, além de inestéticas, podem ainda apresentar-se hipertróficas ou queloideanas, tornando o tratamento difícil e, por vezes, insatisfatório. A etnia e a localização da ferida desempenham um papel importante na gênese dos tipos de cicatriz, mas nem sempre podemos prever o resultado final. O uso do silicone tópico tem sido uma opção para o manejo da cicatriz e alvo de diversas publicações ao longo dos anos. Acredita-se que o uso precoce possa prevenir o desenvolvimento de cicatrizes anormais e tratar cicatrizes existentes.

Qual o melhor momento de se usar Kelo-cote?

Recomenda-se utilizá-lo na redução de cicatrizes quando o ferimento estiver completamente fechado ou após a remoção de suturas, este medicamento também pode ser utilizado para a prevenção de queloides em cicatrizes cirúrgicas, traumas ou queimaduras.

Entendendo sobre as cicatrizes

Com diferentes formatos, tamanhos e espessuras, as cicatrizes são resultado de uma lesão e, ao contrário do que muitos pensam, elas não são sinônimos de sentenças perpétuas, ou seja, não precisam ficar ali para sempre.

Cicatrizes atróficas

Comuns e independem de fatores genéticos; aparecem por conta da perda de estruturas que dão apoio e firmeza à pele, como músculo e gordura, e deixam uma espécie de buraco (relevo) na pele. Por exemplo, cicatriz de acne, consequente dos hábitos de acnes, cicatriz de acidentes ou procedimentos cirúrgicos.

Queloides

Cicatrizes que não param de crescer, indo além dos limites iniciais da própria lesão. Este crescimento anormal e desregulado deve-se ao fato de o corpo não parar de produzir colágeno novo. As queloides, muitas vezes, podem estar relacionadas a fatores genéticos. Um exemplo comum de lesões queloideanas são os nódulos que ocorrem no lóbulo da orelha após colocação de brincos.

Cicatrizes hipertróficas

Surgem quando o corpo produz colágeno em quantidades anormais, o que faz com que a cicatriz fique com uma textura mais elevada em relação à pele que está ao redor, mas ainda assim, restrita ao local da lesão. Essas cicatrizes podem atingir um tamanho considerável, causando alargamento importante das margens da cicatriz, assim como um aumento do seu relevo em relação à pele vizinha. 

 

Clinicamente, a superfície da cicatriz hipertrófica apresenta-se lisa, brilhante, às vezes com pequenos vasos sanguíneos, e não se observa a presença de pelo ou secreção sebácea (oleosidade ou “sebo”) ou sudorípara (suor). Assim como ocorre no queloide, na fase de atividade clínica os principais sintomas são a coceira e a dor.

Cicatrizes normotróficas

Ocorrem quando a pele no local da lesão fica com aspecto e consistência muito parecidos com aquela pele antes (estado anterior) do trauma.

 

As cicatrizes nada mais são do que o resultado de algum trauma sofrido pela pele, seja por lesões ou cirurgias.

 

Não existe cirurgia sem cicatriz, por exemplo. Só o feto consegue passar por um procedimento cirúrgico e não apresentar marcas ao nascer. O ser humano não consegue fechar uma ferida sem deixar uma cicatriz — diz Leandra Metsavah, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em cicatrizes e queloides.

De acordo com Leandra, quando o paciente é submetido a uma cirurgia eletiva (sem emergência) e planejada, é possível estudar a pele dele e escolher o melhor local para a realização da intervenção.

 

A gente sempre procura fazer a incisão na linha de força, para deixar o mínimo de cicatriz possível. As áreas que melhor cicatrizam são o rosto, a pálpebra e a orelha. Já o tórax e os membros superiores e inferiores deixam cicatrizes mais grosseiras, por serem áreas de movimento. Os pacientes afrodescendentes, por exemplo, têm maior tendência a desenvolver queloide.

 

A qualidade da cicatrização vai variar de acordo com o organismo do paciente, a área do corpo onde ela está e o cuidado no pré e pós-operatório, nos casos em que a marca ocorre por causa de cirurgias. Mesmo com todos os cuidados, ela pode evoluir para uma cicatriz hipertrófica ou queloideana por um fator biológico do paciente.

O que normalmente causa uma cicatriz?

– Cortes de cirurgias;

– Acne severa;

– Queimaduras;

– Tatuagens;

– Feridas traumáticas;

– Marcas de vacinas.

Como acontece o processo de cicatrização?

A cicatrização é um processo natural de reparação da pele, que acontece sempre que uma parte do tecido epitelial (a pele) é rompida. Assim sendo, quanto maior for o dano, mais tempo vai demorar para a ferida sarar. De acordo com dermatologistas, a pele gera um tecido diferente, com grande porção de colágeno fibroso e de menor elasticidade, formando a cicatriz. Esse ciclo pode levar anos, passando inicialmente por marcas avermelhadas e espessas até chegar à cicatriz esbranquiçada residual.

 

A queloide ou cicatriz queloidiana, como também é chamada, é uma protuberância causada pelo excesso de colágeno na pele que acontece devido a um processo exagerado de cicatrização – como se as células não soubessem o momento certo de parar de produzir um novo tecido para a pele.

Toda cicatriz tem potencial de virar queloide?

Não. Normalmente a queloide só acontece em pessoas que possuem tendência ao quadro, como, por exemplo, histórico familiar. Pacientes negros e orientais acabam tendo maiores chances de desenvolver esse tipo de cicatriz.

É possível evitá-las?

Depende. Quando o paciente não possui tendência genética, é possível evitar a formação do queloide em alguns casos. Essa prevenção acontece durante e depois da realização de alguns procedimentos cirúrgicos, por exemplo.

E qual o melhor tratamento?

Tratamento com laser: a técnica pode reduzir a altura do queloide e fazer com que a diferença de cor da lesão para o resto da pele fique imperceptível.

 

Roupas de compressão: elas ajudam a diminuir a vascularização e inibir a evolução do queloide. São indicadas, principalmente, para pacientes com lesões extensas.

 

Crioterapia: procedimento que usa nitrogênio líquido para congelar o queloide de dentro para fora. Funciona muito bem em cicatrizes pequenas para reduzir a firmeza e o tamanho da lesão.

 

Remoção cirúrgica: Os melhores resultados em cirurgia são aqueles que removem parte do queloide e em que as incisões são realizadas não atingindo a pele ao redor da lesão – evitando o surgimento de uma nova cicatriz.

Má cicatrização

O que pode causar a má cicatrização?

Existem vários fatores capazes de proporcionar uma má cicatrização à pele. Entre eles podemos citar:

 

– Idade, pois quanto mais idoso é o paciente, mais demorado é o processo;

– Má alimentação;

– Baixa imunidade;

– Tabagismo;

– Infecção local.

Que cuidados evitam a má cicatrização?

Durante a cicatrização, a área lesionada fica mais sensível, já que não tem todos os elementos de defesa. Por isso, é importante pôr em prática alguns cuidados até a ferida ficar sarada. Por exemplo:

 

– Usar o protetor solar todos os dias;

– Hidratar a região para não ficar ressecada;

– Higienizar a ferida;

– Borrifar água termal para controlar a sensibilidade;

– Fazer compressas de gelo para evitar o inchaço.

Alguns fatos sobre cicatrizes

Estrias são tipos de cicatrizes

 

Verdade. As estrias são cicatrizes causadas pela ruptura das fibras elásticas e de colágeno na pele, que podem surgir em qualquer fase da vida e, muitas vezes, decorrentes da falta de hidratação.

Um dos cuidados com a cicatriz é não pegar sol

Isso é mito. Na verdade, a exposição solar não é proibida, desde que seja com o uso do protetor solar ideal. O produto precisa ter amplo espectro, FPS 30, no mínimo, e com textura que corresponda às características da sua pele.

 

Toda cicatriz pode virar queloide

Outro mito. Nem toda cicatriz fica com queloide. Tudo vai depender do histórico familiar do paciente, se ele possui alguma tendência própria a ter essa cicatrização exagerada e do tamanho e profundidade da lesão.

 

Também é importante entender que todas as cicatrizes têm um período de evolução. Elas necessitam de seis até 24 meses para evoluírem totalmente e podem se tornar menos perceptíveis neste período. Segundo especialistas, mesmo as cicatrizes hipertróficas, as em alto relevo, podem regredir neste tempo. O que não acontece se houver a formação de uma queloide, por exemplo, que além de ser em alto relevo tende a coçar e aumentar de tamanho.

 

Da mesma forma que existem diferentes tipos de cicatrizes, também é possível encontrar diferentes tratamentos para tentar diminuir seus efeitos, começando pelo uso de cremes e géis (como o Kelo-Cote) até cirurgias plásticas. No entanto, é importante saber que as cicatrizes não desaparecem por completo, o objetivo dos tratamentos é deixá-las o menos perceptíveis possível. Para tanto existem diversas possibilidades, recomendados de acordo com o tipo e local da cicatriz. Por isso, “a avaliação inicial é muito importante para o profissional dizer o que ele acredita que melhor funcionará naquele caso e dar uma expectativa real de como ficará cada cicatriz”, defende Joana Tebar Figueira, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Queloide x Cicatriz hipertrófica

Infelizmente, existe o perigo de confundir a cicatriz queloidiana com a hipertrófica e isso impacta diretamente nos riscos do tratamento, por isso é sempre indicado procurar um especialista. Quando há uma cicatriz em alto relevo, a tendência é removê-la para que a próxima tenha mais qualidade, no entanto, fazer este procedimento em uma queloide pode ter resultados desastrosos. 

 

A conclusão para isso é que se ali já tinha uma cicatriz queloidiana, quando ela for cortada, fará uma ainda maior. Por isso as queloides são tratadas de outra forma – o especialista injeta corticoide e outras drogas na cicatriz para ela ‘murchar’, com isso ela pode regredir completamente, ou ficar ainda um pouco larga. Ai pode ser feita a cirurgia com menos risco – uma vez que o corticoide tem uma duração de 30, 60 ou 90 dias no local injetado – mas tomando o cuidado de não fazer um corte ainda maior.

 

O uso dos cremes para o tratamento das cicatrizes estão ligados a hidratação da pele ou para objetivos específicos dentro de outro tratamento – como os que contém ácidos para o clareamento da marca. Ao avaliar o tipo de cicatriz, os especialistas podem indicar cremes à base de ácidos como o glicólico, retinoico e salicílico. Também, em alguns casos depois de uma cirurgia, pode ser recomendado fazer massagens com cremes à base de corticoide. Então, o mais importante é seguir a recomendação do médico responsável pelo seu quadro.

Kelo-cote pode ser usado por qualquer pessoa?

Sim, até mesmo crianças ou adultos com a pele muito sensível podem se beneficiar do uso de Kelo-cote.

Posologia e modo de uso de Kelo-cote

  • Faça uma limpeza da área a ser tratada com água e sabão neutro, logo após, seque e aplique uma camada fina de Kelo-cote, cobrindo toda a área afetada pela cicatriz. 
  • De preferência, duas vezes ao dia.
  • Deixe secar de 4 a 5 minutos.
  • Evite contato com roupas ou cosméticos, pelo menos até a secagem completa para evitar manchas e o não funcionamento do produto.
  • Caso observe ainda algum resíduo de Kelo-cote na pele após o período de secagem, retire esse excesso e deixe o restante secar completamente.
  • Não necessita de massagem local após a aplicação.

Por quanto tempo recomenda-se a utilização de Kelo-Cote?

Recomenda-se a utilização mínima por 2 meses. Benefícios adicionais podem ser atingidos de acordo com o tempo de uso do produto e se este for prolongado.

E as precauções de uso?

  • Não utilizar em feridas abertas ou incisões recentes.
  • Não aplicar em mucosas (nariz, boca ou perto dos olhos).
  • Não aplicar sobre a mesma área após a utilização de antibióticos tópicos, ou outros produtos para a pele.
  • Não utilizar em caso de solução de continuidade da pele.

Ele possui efeitos colaterais?

Raramente é possível ocorrer vermelhidão, dor ou irritação na pele. Caso ocorra, é indicado que se consulte o médico.

Armazenamento ideal de Kelo-cote

Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos a uma temperatura abaixo de 25ºC.

Kelo-cote é fabricado e distribuído pelo laboratório Farmoquímica s/a e está devidamente registrado na ANVISA.

Onde comprar Kelo-cote

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