Tosse (Seca, produtiva e crônica): Qual a causa? Como tratar?

26/11/2019 0 Por Alana Dizioli

Todas as pessoas vez ou outra apresentam um episódio de tosse em sua vida. No artigo de hoje, vamos explorar os tipos, suas principais causas e maneiras de tratamento. Acompanhe conosco! 

O que é Tosse?

A tosse é um reflexo de proteção do aparelho respiratório, como consequência de um processo irritativo. Trata-se de uma movimentação benéfica que impede a entrada de germes, secreção, alimentos ou corpos estranho na via aérea.

 

Em certos casos, porém, a tosse pode ser sinal de algum problema de saúde mais grave – ainda mais quando a tosse for excessiva e vier acompanhada de secreção.

Quais os tipos de tosse?

A tosse pode ser dividida de acordo com a produção de muco e duração, veja exemplos:

Tosse seca

Uma tosse bastante incômoda, que não faz barulho de secreção – nem na garganta, nem nos pulmões. Ela caracteriza quase sempre alguma alteração no sistema respiratório, como:

  • Rinite alérgica;
  • Faringites agudas irritativas, virais, bacterianas ou fúngicas;
  • Amigdalites virais ou bacterianas;
  • Laringites irritativas, virais ou bacterianas;
  • Traqueítes ou laringotraqueítes virais ou bacterianas;
  • Crise de asma/bronquite aguda;
  • Pneumonia viral ou bacteriana;
  • Embolia pulmonar (causa grave e que pode levar à morte).

Tosse produtiva

Em um episódio de tosse produtiva é expelido o muco (mais conhecido como catarro), que pode ser claro, espesso, branco, verde, amarelado ou, em alguns casos, acinzentado.

 

Esse muco ou catarro é produzido por pequenas glândulas que ficam abaixo da mucosa, uma camada que reveste internamente as vias aéreas. Ele tem a função de proteger as vias aéreas do ataque de vírus, bactérias e outros micro-organismos que podem infectar nosso corpo.

 

Claro que, da mesma forma que a tosse seca, a tosse produtiva também pode ocorrer após o tratamento de algumas doenças, uma vez que o organismo ainda está eliminando os micro-organismos.

Tosse por fumo

O tabagismo leva a uma tosse crônica, persistente e bastante incômoda. Geralmente tem secreção associada. Tal secreção liberada na tosse do tabagista costuma ser escura, amarronzada.

 

O tabaco é um importante irritante das vias aéreas, tanto nasais como brônquicas e pode estimular as glândulas a produzirem mais muco. Parar de fumar aumenta as chances desse tipo de tosse diminuir com o tempo.

Mais algumas classificações da tosse

A tosse ainda pode ter mais algumas classificações, confira:

 

  • Tosse aguda: geralmente começa de maneira repentina e, muitas vezes, se deve a um resfriado, gripe ou sinusite. Ela ocorre quando existe a presença do sintoma por um período de até três semanas.
  • Tosse subaguda: ocorre por um período de três a oito semanas.
  • Tosse crônica: aquela que dura mais de oito semanas.

Principais causas

Tosse seca

1. Problemas cardíacos

Quando a pessoa apresenta uma doença cardíaca, um dos primeiros sintomas que ela pode notar é a tosse seca e persistente, sem que haja qualquer tipo de secreção envolvida. A tosse pode surgir a qualquer momento e piorar à noite, quando a pessoa está deitada, por exemplo.

 

Há suspeita de comprometimento cardíaco quando nenhum medicamento consegue eliminar a tosse, até mesmo os que são utilizados em caso de asma ou bronquite. Nesses casos, o médico poderá solicitar a realização de um eletrocardiograma para verificar a saúde do coração e, assim, indicar o melhor tratamento.

2. Alergia

É sabido que as alergias respiratórias costumam causar muita tosse, que se manifesta especialmente em ambientes sujos, empoeirados e durante a primavera ou outono. Neste caso a tosse é seca e irritativa, podendo estar presente durante o dia e incomodar para dormir. 

 

O tratamento para as crises alérgicas normalmente é feito por meio de medicamentos anti-histamínicos que ajudam a aliviar os sintomas da alergia em poucos dias. Além do que, é importante identificar a causa da alergia para evitar entrar em contato novamente. Caso a mesma seja persistente, é importante ir ao clínico geral ou alergologista para que possa ser estabelecido um tratamento mais específico.

3. Refluxo

Já falamos aqui no blog a respeito do refluxo gastroesofágico e sabemos que ele também pode causar tosse seca, especialmente após a ingestão de alimentos apimentados ou ácidos e neste caso, a solução pode ser relativamente simples: basta controlar o refluxo para cessar a tosse.

 

É importante ir ao gastroenterologista para que seja recomendado a melhor opção de tratamento, sendo normalmente indicado uso de protetores gástricos para ajudar a controlar os sintomas do refluxo e, consequentemente, diminuir as crises de tosse. 

 

4. Tabaco e poluição ambiental

É possível que a fumaça do cigarro, assim como a poluição ambiental podem provocar tosse seca, irritativa e persistente. Basta estar próximo de um fumante que a fumaça do cigarro pode irritar as vias aéreas, trazendo desconforto na garganta. Beber pequenos goles de água várias vezes ao dia pode ajudar, assim como evitar os ambientes secos e poluídos.

 

Para quem mora nos grandes centros urbanos pode ser útil ter plantas de renovam o ar dentro do trabalho e também dentro de casa, para melhorar a qualidade do ar, e assim diminuir a frequência da tosse.

 

Tosse produtiva (com secreção)

1. Gripe ou resfriado

A gripe e o resfriado são as causas mais comuns da tosse com catarro e congestão nasal. Outros sintomas que geralmente percebemos nessas condições, incluem o mal-estar, cansaço, espirros e lacrimejamento dos olhos que geralmente cessam em menos de 10 dias. 

 

Remédios como Benegrip e Bisolvon ajudam a aliviar os sintomas, diminuindo a frequência da tosse e dos espirros. Para evitar estas doenças deve-se tomar a vacina da gripe todos os anos, antes da chegada do inverno.

2. Bronquite

A bronquite pode ser evidenciada pela presença de tosse forte e com catarro espesso em pouca quantidade e que pode demorar mais de 3 meses para passar. Geralmente a bronquite é diagnosticada na infância, mas pode surgir em qualquer fase da vida.

 

O tratamento para bronquite deve ser indicado pelo pneumologista ou clínico geral, sendo normalmente indicado o uso de medicamentos broncodilatadores. Porém, a inalação de eucalipto também pode ajudar a aliviar os sintomas e deixar o catarro mais fluido, facilitando a sua liberação do organismo.

3. Pneumonia

A pneumonia é caracterizada pela presença de tosse com catarro e febre alta, que geralmente surgem após a gripe. Outros sintomas que podem estar presentes são a dor no peito e a dificuldade para respirar. A pessoa pode sentir que por mais que inspire, o ar parece não chegar aos pulmões. O tratamento deve ser orientado pelo médico e pode incluir o uso de antibióticos. Em um tópico mais à frente, vamos ver quais cuidados deve-se tomar com a pneumonia, principalmente em crianças.

Tosse com sangue

1. Tuberculose

A tuberculose apresenta como principal sinal a tosse com catarro e pequenas quantidades de sangue, além de intenso suor noturno e perda de peso sem causa aparente. Esta tosse dura mais de 3 semanas e não passa mesmo com a ingestão de remédios para gripe ou resfriado. 

 

O tratamento para tuberculose é feito com o uso de antibióticos indicados pelo médico, como o Isoniazida, Rifampicina e Rifapentina, que devem ser usados por aproximadamente 6 meses ou de acordo com a orientação médica.

2. Sinusite

Em caso de sinusite, geralmente o sangue sai pelo nariz, mas se ele escorregar pela garganta e a pessoa tossir, pode parecer que a tosse está com sangue e que este está vindo do pulmão. 

 

Em um caso assim, a quantidade de sangue não é muito grande, sendo apenas pequenas gotinhas bem vermelhas que podem se misturar no catarro, por exemplo.

3. Uso de sonda nasogástrica

Pessoas acamadas ou internadas podem ter que usar sonda para respirar ou para se alimentar, e, ao passar pelas vias aéreas, a sonda pode ferir a garganta, por exemplo, e pequenas gotas de sangue podem sair quando a pessoa tosse. O sangue é vermelho vivo e não é necessário nenhum tratamento específico porque o tecido ferido geralmente cicatriza rápido.

 

Como vimos, é fato que infecções recentes das vias aéreas superiores, como o resfriado comum ou a gripe, podem provocar tosse. E algumas outras causas comuns para tosse são:

 

  • Inibidores da ECA (medicamentos usados para controlar a pressão arterial)
  • Rinossinusite alérgica (inflamação do nariz e dos seios nasais)
  • Asma
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema ou bronquite crônica)
  • Tabagismo
  • Exposição à fumaça do cigarro
  • Doença do refluxo gastroesofágico
  • Doenças pulmonares, como bronquiectase, doença pulmonar intersticial ou tumores
  • Infecções do pulmão, como pneumonia ou bronquite aguda
  • Sinusite levando a gotejamento pós-nasal
  • Tuberculose

Quais os sintomas de Tosse?

Uma tosse pode ocorrer com outros sinais e sintomas, que podem incluir:

 

  • Coriza (nariz escorrendo ou entupido)
  • Sensação de líquido escorrendo pela parte de trás da garganta (gotejamento pós-nasal)
  • Pigarro frequente
  • Dor de garganta
  • Rouquidão
  • Chiado e falta de ar
  • Azia ou um gosto amargo na boca
  • Em casos específicos, tosse com sangue

Tosse em bebês e crianças

Sabemos que os bebês têm o sistema imunológico ainda imaturo. Por conta disso, a prevenção é uma medida muito importante. Deve-se evitar locais fechados, aglomerados e com pessoas doentes, principalmente nos meses de outono e inverno, época de maior circulação de vírus que causam doenças respiratórias.

 

Além disso, é necessário utilizar o álcool gel nas mãos, incentivar o aleitamento materno exclusivo, ou seja, até os 6 meses e complementado até os 2 anos ou mais, e manter uma alimentação saudável.

 

Outra forma de prevenir a tosse em bebês é a vacinação: tanto as dos bebês e crianças quanto dos seus responsáveis e cuidadores.

 

Não se esqueça de aplicar vacinas importantíssimas como forma prevenção de doenças que causam tosse e outras complicações respiratórias: coqueluche, pneumocócica 13 Valente, pneumocócica 23 Valente, gripe.

 

Claro que não devemos ser alarmistas também, nem toda tosse exige avaliação imediata por um médico. Saber quais sintomas podem indicar uma causa grave pode ajudar os pais a decidir se é necessário entrar em contato com um médico.

 

Fiquem tranquilos, pai e mãe de primeira viagem! A maior parte dos casos de tosse em bebês, tem uma causa bem menos preocupante: o resfriado comum, resultante de infecções virais. Segundo a pediatra Sônia Chiba, presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a maioria dos resfriados não requer nenhuma medicação. Trata-se de uma doença autolimitada, que dura de cinco a sete dias independentemente do uso de remédios.

 

Atente-se à criança, se ela apresentar períodos de tosse intensa e febre, mas na maior parte do tempo fica bem, sorri, brinca e não deixa de beber líquidos, então ela provavelmente tem um resfriado comum.

 

Sinais de alerta

Claro que também é importante prestar atenção a alguns sinais e sintomas que podem indicar algo mais grave, como:

 

  • Coloração azulada nos lábios e/ou na pele (cianose);
  • Um ruído agudo quando a criança inspira;
  • Dificuldade em respirar;
  • Aparência doente, apatia e prostração extremas;
  • Espasmos de tosse incontrolável e repetitiva seguidos de inspirações agudas (com um guincho).

 

Cuidado com a pneumonia

A febre alta, assim como cansaço constante, tosse e um ruído característico nos pulmões que só os médicos conseguem detectar estão entre os sintomas muitas vezes ignorados de pneumonia, a doença infecciosa que mais mata crianças abaixo de 5 anos no mundo − mais que HIV, tuberculose, zika, ebola e malária juntas. Por isso, é chamada “a matadora esquecida de criança” no relatório Fighting for Breath, da organização Save the Children, divulgado na semana passada.

 

O Ministério da Saúde tem um Manual de Quadros e Procedimentos para os profissionais da saúde distinguirem corretamente o que acontece com as crianças de 2 meses a 5 anos. Nela é possível encontrar como Avaliar e Classificar, Tratar, Aconselhar pais ou responsáveis, tudo sobre Consulta de Retorno, como Avaliar o Desenvolvimento e a Prevenção à violência.Quanto mais rápida for diagnosticada a pneumonia, mais rápida será a recuperação.

 

O diagnóstico radiológico é eficaz para observar o quanto os pulmões estão afetados, porém em muitos casos o médico consegue identificar a doença no consultório, ao escutar, com o auxílio de um estetoscópio, ruídos característicos da pneumonia, os estertores crepitantes, que parecem um barulho de velcro sendo aberto. 

 

Diferente dos sibilos, sons típicos de uma bronquite. Isso tudo, é claro, para os ouvidos treinados de um médico. A atenção deve ser redobrada com os menores de um ano de idade. “Eles deixam de mamar e há batimento de asa de nariz, sinal de maior esforço necessário para respirar”, comenta o pediatra Joseph El-Mann, que atende em clínica particular e coordena o serviço de pediatria do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

 

Diagnosticando a pneumonia

 

O diagnóstico de pneumonia em bebês de até três meses é sempre considerado grave e ocorre a internação. Nas crianças maiores, febre alta não é parâmetro para ser hospitalizada, mas, sim, insuficiência respiratória e baixa oxigenação – além de uma avaliação sobre se o menor conseguirá receber tratamento adequado em casa.

 

Outro sintoma que não deve ser ignorado pelos pais é o cansaço dos filhos. “Em uma gripe forte, por exemplo, observam-se períodos de melhora, mas na pneumonia há um estado de prostração constante”, explica El-Mann.

 

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, a maioria dos casos de pneumonia é derivada de infecções das vias aéreas superiores. Uma gripe mal curada, por exemplo, pode desencadear a doença. Assim, é importante que os pais ou cuidadores façam essa observação, e identifiquem possíveis sintomas.

 

Lembrando também que não existe “começo de pneumonia”. A criança tem ou não tem a doença. Mesmo que se apresente numa área pequena do pulmão, mas isso não significa que está só começando. Ela já existe. O problema é que os pais podem traduzir como algo bastante simples, não ocorrendo um empenho correto no tratamento e pode evoluir para um quadro mais sério.

 

A American Lung Association conta 30 tipos de pneumonia. Em geral, são causadas por vírus, bactérias e fungos nos casos de pneumonia comunitária, isto é, fora do ambiente hospitalar. Segundo a associação, a doença pode se espalhar pela tosse, espirros, toque ou até pela respiração. A maioria dos casos é de infecção viral e a melhora é observada entre uma a três semanas.

Quando é hora de consultar um médico?

As crianças com sinais de alerta devem ser levadas a um médico imediatamente, assim como aquelas cujos pais acharem que elas podem ter inalado um corpo estranho. Caso as crianças não apresentem sinais de alerta, mas apresentam uma tosse seca, os pais também devem chamar o médico. 

 

Esses profissionais normalmente querem avaliar essas crianças em aproximadamente um dia, dependendo da idade, dos outros sintomas (tais como febre) e do histórico clínico (especialmente histórico de distúrbios pulmonares, tais como asma ou fibrose cística). 

 

Crianças saudáveis, ocasionalmente com tosse e sintomas típicos de resfriado (tais como corrimento nasal) podem não precisar ser atendidas por um médico. As crianças com tosse crônica e nenhum sinal de alerta devem ser avaliadas por um médico, mas um atraso de alguns dias a uma semana não costuma ser prejudicial.

O que o médico irá fazer?

Os médicos primeiro vão querer analisar sobre os sintomas e o histórico clínico da criança. Em seguida, fazem um exame físico. O que eles descobrem durante o levantamento do histórico e o exame físico com frequência vai sugerir a causa da tosse e os exames que precisam ser feitos. Algumas informações sobre a tosse ajudam o médico a determinar sua causa. Assim, é possível que ele pergunte:

 

  • Em que parte do dia a tosse mais se manifesta?
  • Quais fatores – como ar frio, posição do corpo, conversar, comer, beber ou se exercitar – desencadeiam ou aliviam a tosse?
  • Qual é o som da tosse?
  • Os sintomas começaram de maneira repentina ou gradual?
  • Quais são os outros sintomas da criança?
  • A tosse causa expectoração com escarro ou sangue?

 

Isso tudo porque, uma tosse noturna, por exemplo, pode ser causada por asma ou rinorreia posterior. Já a tosse assim que a pessoa adormece e pela manhã, quando acorda geralmente é causada por inflamação dos seios nasais (sinusite). Tossir no meio da noite é mais consistente com asma. 

 

Uma tosse seca sugere crupe ou, às vezes, uma tosse que restou de uma infecção viral das vias respiratórias superiores já curada. Uma tosse que começa subitamente em uma criança sem outros sintomas sugere possível inalação de corpo estranho. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o fato de o escarro ser amarelo, verde, grosso ou fino não ajuda a distinguir uma infecção bacteriana de outras causas.

 

Quando as crianças têm entre seis meses e quatro anos de idade, pergunta-se aos pais sobre a possibilidade de um corpo estranho ter sido engolido (como um brinquedo pequeno) ou alimentos, pequenos, lisos e firmes (como amendoins ou uvas). 

 

Os médicos podem perguntar se a criança teve alguma infecção respiratória recente, crises frequentes de pneumonia, alergias ou asma ou se foi exposta a tuberculose ou outras infecções, como pode ocorrer durante viagens para certos países.

Um exame físico é realizado. Para se verificar problemas respiratórios, os médicos observam o tórax da criança, auscultam-no com um estetoscópio e o percutem. Eles também verificam sintomas de resfriado, linfonodos inchados e dores abdominais.

Exames a fim de comprovar o diagnóstico

Os exames podem ou não ser necessários dependendo dos sintomas e das causas das quais o médico suspeitar. No caso de crianças com sinais de alerta, os médicos normalmente medem a concentração do oxigênio no sangue usando um sensor preso ao corpo (oximetria de pulso) e fazem uma radiografia do tórax. 

 

Esses exames também são feitos caso as crianças tenham uma tosse crônica ou caso a tosse esteja piorando. Os médicos podem fazer outros exames dependendo do que encontrarem durante o histórico e o exame físico.

 

No caso das crianças sem sinais de alerta, exames são raramente feitos se a tosse tiver durado quatro semanas ou menos e sintomas de resfriado estiverem presentes. Em tais casos, a causa é geralmente uma infecção viral. É possível que, exames podem também não ser necessários caso os sintomas sugiram fortemente uma causa. Em tais casos, os médicos podem simplesmente iniciar tratamento para a causa presumida. Contudo, caso os sintomas persistam a despeito do tratamento, exames são, com frequência, realizados.

 

Tratamento para a tosse em crianças

O tratamento da tosse dá enfoque a tratar a causa (antibióticos para pneumonia bacteriana, por exemplo, ou anti-histamínicos para rinorreia posterior alérgica).

 

Para aliviar sintomas, tem-se aconselhado aos pais, com frequência, a utilização de remédios caseiros como fazer a criança inalar ar úmido (de um vaporizador ou em um banho quente) e beber líquido extra. Ainda que essas medidas sejam inofensivos, há pouca evidência científica de que eles façam qualquer diferença para o bem-estar da criança.

 

Medicamentos supressores da tosse (tais como dextrometorfano e codeína) raramente são recomendados para crianças. A tosse é uma importante maneira de o corpo eliminar secreções das vias respiratórias. Além disso, esses medicamentos podem ter efeitos colaterais, tais como confusão e sedação, e há pouquíssima evidência de que eles ajudem as crianças a se sentirem melhor ou se recuperarem mais rapidamente. Expectorantes, que afinam e soltam o muco (tornando-o mais fácil de expectorar), também não são em geral indicados para criança.

Procurando ajuda médica em caso de tosse em adultos

É muito importante procurar avaliação médica quando a tosse ocorre por mais de 15 dias ou acompanhada de:

 

  • Secreção pulmonar esverdeada ou sanguinolenta
  • Sangramento
  • Queda do estado geral
  • Perda de peso
  • Dificuldade para respirar
  • Febre por mais de 72 horas

 

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, por isso, esteja preparado para responder:

  • Você tosse sangue? Quanto? Com que frequência?
  • A tosse é seca ou vem acompanhada de muco ou catarro? É espesso e difícil de expelir?
  • A tosse é severa? Atrapalha para se alimentar e para dormir?
  • Qual é o padrão da tosse? Ela começou de repente? Ela vem aumentando recentemente?
  • A tosse piora durante a noite? Quando você acorda?
  • Quanto tempo durou a tosse?
  • Você tem ataques repentinos de tosse em que se engasga e há vômitos?
  • Que outros sintomas você tem?

 

Vale levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar.

 

Se estiver com tosse, eis algumas perguntas que você pode fazer ao médico:

 

  • Quais são as possíveis causas para minha condição?
  • Preciso realizar outros exames para o diagnóstico?
  • Qual o tratamento indicado?
  • Existem tratamentos caseiros para minha condição?
  • Tenho outras condições de saúde, como podemos conciliar os tratamentos?
  • Minha tosse tem cura?
  • Existem formas de prevenir?

 

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnosticando a tosse

O diagnóstico da tosse é clínico, assim como nos casos das crianças, o médico irá verificar seu histórico médico e fará um exame físico.

 

Muitos deles optam por iniciar o tratamento para uma das causas mais comuns de tosse, em vez de solicitar exames caros. Se o tratamento não funcionar, porém, você pode passar por testes de causas menos comuns.

 

Quais exames são esses?

Os principais exames para diagnosticar as causas da tosse são:

  • Raio-X do tórax
  • Pesquisa viral e/ou cultura de secreção traqueal
  • Tomografia de tórax
  • Exames de sangue
  • Espirometria
  • Ecocardiograma

Tratamento para Tosse

Por ser um sintoma, o tratamento da tosse vai depender da causa. Como a maioria dos casos é decorrente de infecções virais, a recomendação costuma ser:

 

  • Repouso
  • Hidratação
  • Inalação
  • Lavagem nasal com soro fisiológico
  • Medicação

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Medicamentos mais indicados para Tosse

Como vimos durante este artigo, um episódio de tosse pode ter diversas causas; assim, o tratamento pode variar de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

É por isso que, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, assim como a dosagem correta e a duração do tratamento. Nunca se automedique!

 

Os medicamentos mais comuns no tratamento de tosse são:

 

 

Como sempre, nossas orientações são para vocês leitores seguirem sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedicarem.

 

Também é importante que não interrompam o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, seguir as instruções na bula.

 

Isso quer dizer que a tosse tem cura?

Na grande maioria dos casos, a tosse desaparece em algumas semanas. Se em seu caso, ela persistir por mais de 2 semanas, fale com seu médico para excluir a possibilidade de outros problemas médicos.

 

Quais as possíveis complicações?

É fato que uma tosse persistente pode ser desgastante. Afinal, tossir pode atrapalhar seu sono e causar uma variedade de outros problemas, incluindo:

 

  • Dor de cabeça
  • Tontura
  • Suor excessivo
  • Perda de controle da bexiga (incontinência urinária)
  • Costelas fraturadas
  • Desmaio (síncope)

Mesmo que alguns medicamentos e xaropes para aliviar a tosse possam ser encontrados em farmácias e não necessitem de prescrição médica, vale a pena consultar o farmacêutico para saber qual a melhor opção para o seu caso.

 

Lembrando sempre que, tosse persistente ou associada à secreção, falta de ar, febre e cansaço são sinais de alerta para procurar auxílio médico. Além disso, procure manter-se hidratado. Beber muita água vai ajudar bastante a aliviar os sintomas e afastar de vez a tosse.

Alguns remédios caseiros

Depois de procurar ajuda médica e estiver seguindo corretamente todas as recomendações, é possível recorrer a remédios caseiros para tosse não ser o último sintoma a permanecer.

 

Você pode usar alguns desses tratamentos para tosse naturais que especialistas recomendam, por exemplo:

 

  1. Inalação com eucalipto, hortelã e pinheiro

Inalações são uma ótima opção de remédio caseiro para tosse, principalmente se forem feitas com as ervas certas.

 

Isso porque, o eucalipto, a hortelã e o pinheiro são plantas com ação de eliminação de muco leve e podem ajudar em alguns quadros de tosse com catarro em que a secreção espessa é difícil de ser eliminada.

 

Ressaltando que, é preciso tomar cuidado na dose usada de óleos essenciais nestes procedimentos, em excesso, podem irritar a mucosa do nariz e da garganta em vez de causar um alívio.

 

  1. Chá de gengibre

O gengibre é uma raiz cheia de propriedades, por isso que o chá de gengibre é frequentemente usado como remédio caseiro, inclusive para tosse.

 

Esse vegetal tem ação antibacteriana e é um antiviral e anti-inflamatório natural. O consumo do chá ajuda a hidratar as cordas vocais, o que auxilia na melhora da tosse.

 

  1. Mel

O mel também é um remédio caseiro para tosse, antigo, e isso tem sua razão de ser. Ele é benéfico principalmente em casos de tosse mais seca, pois consegue proteger as mucosas da garganta e diminuir a irritação local.

 

Tanto que um estudo publicado na revista científica Pediatrics, feito com 300 crianças de 1 a 5 anos com tosse noturna, mostrou que ele ajudava a reduzir a inflamação e melhorar o sono.

Prevenção da tosse

Algumas medidas podem prevenir a ocorrência de tosse. Conheça e previna-se:

 

  • Não fume;
  • Tome a vacina contra a gripe e a vacina pneumocócica anualmente;
  • Reduza sua exposição à poluição do ar e a agentes químicos que possam causar irritação aos pulmões:
  • Lave as mãos frequentemente a fim de evitar a disseminação de vírus e de outras infecções.

 

E você conhece alguém que está sofrendo com tosse ultimamente? Mostre esse artigo para ele, compartilhe também em suas redes sociais para informar mais pessoas. Depois volte aqui e comente conosco sua opinião e suas experiências com tosse, ok?! Sua opinião é importante para nós!