Vitamina E – Para que serve, benefícios e quando suplementar

24/03/2020 0 Por cliquefarma

A vitamina E é lipossolúvel e tem como principal função no organismo a sua forte ação antioxidante. Assim, este nutriente combate os radicais livres que podem prejudicar as células.

 

Quando falamos dos nutrientes com capacidade antioxidante, a vitamina E é uma das protagonistas, pois oferece vários benefícios, que incluem proteção contra doenças cardíacas, câncer e outras. Por ser lipossolúvel, ela é armazenada no corpo durante períodos relativamente longos, principalmente no tecido adiposo e no fígado. 

 

Pode ser encontrada apenas em alguns alimentos, e muitos deles apresentam alto teor de gordura. Dessa forma, torna-se relativamente difícil conseguir a quantidade necessária de vitamina se você mantém uma alimentação saudável pobre em gordura. Portanto, os suplementos vitamínicos podem ser bastante úteis na obtenção das quantidades ideais deste nutriente.

Principais locais de atuação

Como já mencionamos, a vitamina E pode ser importante na prevenção do câncer ao defender as membranas celulares e atuar como antioxidante. Uma das pesquisas mais importantes realizadas até hoje sugere que ela pode ajudar a proteger contra as doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e AVC. Reduz também os efeitos prejudiciais do LDL e previne a formação de coágulos sanguíneos. 

 

Além disso, atua na diminuição dos processos inflamatórios associados às cardiopatias. Estudos sugerem, inclusive, que a ingestão juntamente com vitamina C pode ajudar a bloquear alguns dos efeitos prejudiciais de uma refeição rica em gorduras.

 

Alguns estudos apontam que justamente por sua forte ação antioxidante, a vitamina E pode proporcionar benefícios como diminuir o risco de doenças cardíacas, prevenir o câncer de próstata, a degeneração da mácula, a doença de Alzheimer e a Esclerose Lateral Amiotrófica. Além disso, pesquisas observaram que a vitamina E pode ser benéfica para as gestantes, pois previne a pré-eclâmpsia.

Para que serve a Vitamina E?

Uma das funções básicas da vitamina E é proteger as membranas celulares. Além disso, também ajuda o organismo a utilizar selênio e vitamina K. Porém, sua importância decorre de seu potencial no combate às doenças como um antioxidante. Portanto, ela ajuda na destruição ou neutralização dos radicais livres; as moléculas instáveis de oxigênio que causam lesão às células. Confira agora os principais benefícios dela em geral:

 

1 – Ação antioxidante: A vitamina E se destaca por ser um poderoso antioxidante, como mencionamos anteriormente. Por isso, ela age combatendo os radicais livres e reduzindo o riscos de doenças cardiovasculares e cerebrais degenerativas.

 

2 – Boa para o coração: Estudos apontam que a vitamina E pode melhorar a função cardíaca por proporcionar um relaxamento dos vasos sanguíneos e diminuir a formação de substâncias que podem obstruí-los. Contudo, grandes estudos observacionais não conseguiram provar isto.

 

Uma pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine observou que em homens e mulheres de meia idade, a vitamina E é capaz de reduzir o risco de doenças coronárias devido à ação antioxidante deste nutriente.

 

3 – Previne o câncer de próstata: Alguns estudos apontam que a vitamina E pode ajudar a prevenir e até a diminuir o crescimento dos tumores dependentes da testosterona, como é o caso do câncer de próstata. Contudo, os estudos ainda são controversos.

 

Uma pesquisa publicada no Journal of The National Cancer Institute observou que em casos de homens fumantes a suplementação com vitamina E ajudaria a prevenir o câncer de próstata. Contudo, os próprios pesquisadores admitem que o estudo não proporciona resultados suficientes para que a vitamina E seja recomendada a toda a população com este fim.

 

4 – Pode prevenir a degeneração da mácula: Os estudos sobre a relação entre a vitamina E e a degeneração da mácula tem mostrado resultados distintos. Alguns apontam riscos baixos de desenvolver o problema em pessoas que têm maior ingestão de vitamina E, enquanto outros não mostram nenhuma associação.

 

5 – Possível prevenção da doença de Alzheimer: Uma pesquisa publicada no Archives of Neurology observou que a vitamina E associada à vitamina C, dois poderosos antioxidantes, ajuda a reduzir a incidência da doença de Alzheimer. Contudo, ainda são necessários mais estudos para se comprovar este benefício.

 

6 – Prevenção da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA): Algumas pesquisas sugerem que a suplementação de vitamina E contribui para retardar ou prevenir a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Em pesquisas feitas com ratos constatou-se que a suplementação com vitamina E atrasou o início da doença ou retardou a sua progressão. Em humanos este efeito também foi observado, mas ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar este benefício.

 

7 – Benéfica para gestantes: Algumas pesquisas apontam que a vitamina E poderia ajudar na prevenção da pré-eclâmpsia que ocorre em partes pelo estresse oxidativo aumentado na placenta. Uma pesquisa feita com ratos pela professora de bioquímica e fisiologia Ana Dulce Oliveira da Paixão, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) observou que em casos de mães desnutridas o consumo de um tipo ativo de vitamina E, o alfa-tocoferol, previne o estresse oxidativo na placenta materna e a hipertensão da prole na idade adulta.

Benefícios adicionais

Como a vitamina E protege as células dos danos causados pelos radicais livres, alguns especialistas acreditam que ela possa retardar o envelhecimento. Existem ainda evidências de que ela melhora a função imunológica nos idosos, combate toxinas oriundas do tabagismo e de outros poluentes. E como mencionamos, ela ainda pode atuar também na doença de Parkinson, adiar o desenvolvimento de cataratas e diminuir a progressão de doença de Alzheimer.

 

Em outra pesquisa, verificou-se que ela pode atenuar a intensa dor nas pernas causadas por problemas circulatórios. Ela pode ainda aliviar a dor e a sensibilidade pré-menstrual das mamas. Por fim, muitas pessoas relatam que aplicar cremes ou óleos que contenham a vitamina E sobre feridas na pele ajuda a promover a cicatrização.

Ação antioxidante da vitamina E: benefícios para praticantes de exercícios físicos

Em termos de atividades físicas, um dos principais benefícios da vitamina E é a sua ação antioxidante, que auxilia na hora de combater o catabolismo após os exercícios pesados. Além disso, essa vitamina proporciona melhora da resistência nos treinos, aumento da força, ganho de massa muscular, rápida recuperação muscular após os treinos, aumento da massa magra, fortalecimento de músculos e ossos, entre outros efeitos.

 

Os principais benefícios dela para atletas são:

  • Melhora da resistência nos treinos;
  • Ganho de massa muscular;
  • Emagrecimento;
  • Fortalecimento de músculos e ossos;
  • Efeitos estéticos para pele e cabelo.

 

Como vamos observar mais à frente, visto que, a quantidade diária ideal de vitamina E é de 10 mg para adultos, com apenas uma porção do suplemento de vitamina E, já é possível atingir essa recomendação. Como esse é um composto lipossolúvel, os excessos não são eliminados por meio da urina, e sim armazenados em nosso corpo. Deste modo, doses muito altas podem favorecer a intoxicação.

 

Antes de iniciar o consumo, consulte um nutricionista, pois ele será capaz de indicar a dosagem ideal de acordo com as necessidades nutricionais de cada pessoa.

 

Vitamina E para a pele

Estudos demonstram que a vitamina E melhora a dermatite atópica e as manchas decorrentes do depósito cutâneo de lipofucsina associado à idade. Além disso, ela ainda hidrata a pele de dentro para fora, aumenta sua maciez por efeito acumulativo e proporciona efeito saudável ao cabelo. Por esses motivos, a vitamina E demonstra-se atrativa para o público feminino.

Qual a quantidade necessária?

A ingestão diária recomendada (IDR) é de 10 mg para adultos (7 UI). Por mais que essa quantidade seja suficiente para prevenir a deficiência dessa vitamina, doses maiores são necessárias para obter o efeito antioxidante. Ingestões de vitamina E abaixo da IDR podem causar lesões neurológicas e diminuição da vida das hemácias. Se você tem uma alimentação balanceada, contudo, provavelmente não corre este risco.

 

Aviso importante: Não tome vitamina E dois dias antes ou após a realização de uma cirurgia. Além disso, se você toma anticoagulantes ou ácido acetilsalicílico sob prescrição médica, deve consultar um médico antes de tomar a vitamina.

Não foram descobertos efeitos tóxicos resultantes da ingestão de grandes doses de vitamina E, mesmo em níveis tão elevados quanto 3.200 UI ao dia. Efeitos menores, como dor de cabeça e diarreia, raramente foram relatados. Porém grandes doses podem interferir na absorção de vitamina A – indicada para o tratamento de problemas oculares e infecções.

 

O gérmen de trigo é uma extraordinária fonte alimentar de vitamina E: 28 g (cerca de 2 colheres de sopa) contêm o equivalente a 54 UI. Quantidades benéficas também são encontradas em óleos vegetais, frutas secas e sementes, vegetais de folhas verdes e grãos integrais.

 

Consequências da deficiência de vitamina E

A deficiência de vitamina E é rara em seres humanos. Ela ocorre quase que exclusivamente em pessoas com doenças hereditárias ou adquiridas que prejudica a capacidade de absorver a vitamina, por exemplo, fibrose cística, síndrome do intestino curto ou obstrução do ducto biliar e também nos casos de pessoas que não podem absorver a gordura na dieta ou têm doenças raras no metabolismo da gordura.

 

O diagnóstico da deficiência é possível pela história clínica ou por meio de dosagem laboratorial, que ocorre pela dosagem de uma das formas ativas da vitamina E, o alfa tocoferol.

 

Os sintomas da deficiência de vitamina E são: fraqueza muscular, problemas de visão, alterações do sistema imunológico, dormência, tremores, dificuldade em andar e há pesquisas que relatam até mesmo infertilidade masculina.

Interações

Doses elevadas de vitamina E podem reduzir a absorção das vitaminas A e K. O uso concomitante com antiácidos contendo hidróxido de alumínio diminui a absorção das vitaminas lipossolúveis como a vitamina E.

 

Os inibidores da absorção de colesterol, os fitoesterois, a colestiramina e a ezetimiba diminuem a absorção dos tipos ativos de vitamina E, alfa e gama-tocoferol. O alto consumo de vitamina A também pode reduzir a ingestão de vitamina E.

Combinações da vitamina E

Combinar a vitamina E com a vitamina C é uma ótima ideia, pois ambas possuem forte ação antioxidante e atuam de forma conjunta para executar as ações antioxidantes.

Fontes de vitamina E

A vitamina E pode ser encontrada em diversos alimentos e óleos. Nozes, sementes e óleos vegetais contêm altas quantidades de alfa-tocoferol e quantidades significativas também estão disponíveis em vegetais de folhas verdes e cereais enriquecidos. Confira os alimentos com as maiores quantidades do tipo ativos de vitamina E, o tocoferol (a cada 100 g):

 

Semente de girassol………………………………………….35 mg

Amêndoas……………………………………………………..26 mg

Avelã……………………………………………………………15 mg

Nozes…………………………………………………………..9,3 mg

Amendoim……………………………………………………..8,3 mg

Castanha-do-pará…………………………………………….5,3 mg

Azeitona………………………………………………………..3,8 mg

Ovo cozido…………………………………………………….2,3 mg

Abacate…………………………………………………………2,1 mg

Kiwi……………………………………………………………..1,5 mg

Salmão…………………………………………………………..1,1 mg 

 

Quantidade recomendada

Bebês 0-6 meses……………………………………………..4 mg/dia

Bebês 7-12 meses……………………………………………5 mg/dia

Crianças 1 – 3 anos…………………………………………..6 mg/dia

Crianças 4 – 8 anos…………………………………………..7 mg/dia

Crianças 9 – 13 anos………………………………………….11 mg/dia

Adolescentes 14 – 18 anos…………………………………..15 mg/dia

Adultos maiores de 19 anos…………………………………15 mg/dia

Gestantes………………………………………………………15 mg/dia

Lactantes……………………………………………………….19 mg/dia

 

Quando é necessário fazer uso de suplemento de vitamina E

Como todas as vitaminas, a vitamina E não é produzida pelo organismo e, em razão disso, deve ser adquirida por meio da alimentação e/ou de suplementação. O uso de suplemento vitamínico é mais indicado para pessoas com dietas restritivas, que não conseguem atingir a recomendação média para o indivíduo somente pela dieta ou que apresentam deficiência do nutriente.

 

Vários laboratórios fabricam e disponibilizam no mercado o suplemento de vitamina E, entre eles, podemos mencionar Sandoz, Aché, Unilife, Upnutri. A vitamina E também está devidamente registrada na ANVISA, na classe terapêutica de monovitaminas.

 

O suplemento de vitamina E deve ser ingerido somente sob orientação médica. Ele geralmente é recomendado em casos de algumas doenças, como problemas de absorção intestinal, e também em situações de dietas que restringem o consumo desta vitamina.

 

Também vale ressaltar que a ingestão de vitamina E não deve ser superior a 1000 mg por dia. Uma vez que a suplementação é indicada, deve-se levar em consideração a dosagem correta indicada pelo médico para que não haja danos para a saúde.

 

Qual é o melhor horário para tomar vitamina E?

Não existe um horário definido para tomar vitamina E. A indicação é realizar o consumo antes, durante ou logo após alguma das principais refeições do dia, como café da manhã, almoço ou jantar.

Como se deve tomar vitamina E?

A sugestão de consumo das cápsulas do suplemento de vitamina E é ingerí-las com um pouco de líquido, sem mastigá-las, de preferência junto com alimentos. Isso garante que a vitamina seja absorvida com mais eficácia pelo organismo.

Riscos do consumo em excesso

Não há provas científicas de que o excesso de vitamina E pela alimentação possa causar problemas no organismo. Todavia, o excesso por meio da suplementação, acima de 1000 mg, pode fazer com que a vitamina E tenha um efeito oxidante no organismo. Alguns estudos iniciais observaram a associação entre o aumento da mortalidade e doses de vitamina E acima de 400 mg/ dia.

Onde comprar vitamina E?

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